Este ano, a indústria farmacêutica propõe-se a produzir cerca de 10 mil milhões de vacinas, o que inclui tanto as vacinas contra a covid-19 como aquelas que a indústria não pode parar de produzir. Ir além desta meta torna-se complicado porque há várias limitações.
Em declarações à Antena 1, a diretora de políticas de vacinas da Federação Internacional de Produtores e Associações Farmacêuticas, Paula Barbosa, diz que há “um problema na quantidade de materiais”. “Há uma quantidade limitada de seringas, de filtros, de todos os materiais necessários para fazer uma vacina”.
Acresce-se, depois, uma “limitação nos locais de produção”, já que nem todos os locais conseguem fazer vacinas certificadas “com as boas práticas da produção farmacêutica”, conta a diretora de políticas de vacinas da Federação Internacional que representa a indústria farmacêutica.
Outra limitação prende-se com a necessidade de produzir vacinas além das contra a covid-19, porque há restrições à exportação de alguns materiais que dificultam o processo. “Há certas máquinas e certos materiais que só se produzem nos Estados Unidos. Em alguns casos, a exportação para a Europa não está a acontecer”, adianta Paula Barbosa.
Pode ficar em causa a produção de vacinas por causa destas restrições. “A indústria farmacêutica trabalha muito com reservas – há sempre reservas de materiais -, por isso demora alguns meses até haver essa falta de produção, mas é uma possibilidade que poderá vir a acontecer”, salienta.
A responsável garante que as empresas tentam ao máximo encontrar formas de aumentar a capacidade de produção, por exemplo, através de novos espaços que possam ser certificados para produzir as vacinas.














