A TSMC, o maior fabricante mundial de chips por contrato, anunciou hoje um novo investimento de 100 mil milhões de dólares (87 mil milhões de euros) nos Estados Unidos, após registar lucros trimestrais recorde impulsionados pela inteligência artificial.
O novo investimento será aplicado no complexo industrial que a empresa está a desenvolver no estado norte-americano do Arizona, elevando para 265 mil milhões de dólares (231 mil milhões de euros) o montante total que a tecnológica taiwanesa prevê investir na produção de chips nos Estados Unidos.
O presidente executivo da TSMC, C.C. Wei, anunciou a decisão durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre.
Entre abril e junho, a empresa obteve um lucro líquido de 706,56 mil milhões de dólares taiwaneses (cerca de 19,2 mil milhões de euros), um aumento homólogo de 77,4%, superando as previsões dos analistas e estabelecendo um novo máximo histórico para um único trimestre.
Trata-se do décimo trimestre consecutivo de crescimento dos lucros da empresa e de um aumento de 23,4% face ao primeiro trimestre deste ano.
As receitas cresceram 36% em termos homólogos, para 1,27 biliões de dólares taiwaneses (34,5 mil milhões de euros), igualmente acima das projeções da empresa.
A TSMC reviu também em alta o plano de investimento para este ano, elevando o orçamento de capital para entre 60 mil milhões e 64 mil milhões de dólares (52,3 mil milhões e 55,7 mil milhões de euros), face aos anteriores 52 mil milhões a 56 mil milhões (45,3 mil milhões e 48,8 mil milhões de euros).
A empresa atribuiu o desempenho à forte procura por chips avançados destinados à inteligência artificial e à computação de alto desempenho, áreas que têm sustentado o crescimento do setor dos semicondutores.
Fornecedora de empresas como a Nvidia, Apple, AMD e Qualcomm, a TSMC tem vindo a expandir a produção em Taiwan, nos Estados Unidos e no Japão, com especial enfoque nos semicondutores mais avançados, utilizados em centros de dados, telemóveis inteligentes e aplicações de IA.
No segundo trimestre, os chips produzidos com tecnologia de 2 nanómetros, a mais avançada da empresa, representaram 3% das receitas provenientes de bolachas de silício (“wafers”), enquanto os de 3, 5 e 7 nanómetros corresponderam a 30%, 33% e 11%, respetivamente.
As ações da empresa encerraram hoje a sessão na Bolsa de Taipé com uma subida de 1,23%, acumulando uma valorização superior a 55% desde o início do ano.














