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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Thu, 16 Jul 2026 11:05:42 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Rússia bombardeia Kiev horas antes da última visita de Starmer como primeiro-ministro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:04:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Keir Starmer]]></category>
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		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, confirmou as duas mortes e indicou que outras seis pessoas ficaram feridas, entre as quais um jovem de 16 anos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia voltou a bombardear Kiev esta quinta-feira, num ataque que matou pelo menos duas pessoas e ocorreu poucas horas antes da chegada do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, à capital ucraniana para a sua última visita ao país enquanto chefe do Governo do Reino Unido.</p>
<p>Segundo o &#8217;20 Minutos&#8217;, o presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, confirmou as duas mortes e indicou que outras seis pessoas ficaram feridas, entre as quais um jovem de 16 anos.</p>
<p>Starmer chegou de comboio à capital ucraniana depois de uma viagem noturna a partir do Reino Unido. De acordo com a agência ucraniana &#8216;UNN&#8217;, que cita a &#8216;Sky News&#8217;, foi recebido pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Yevhen Perebyinis, e pela diretora de Protocolo, Olena Yalova.</p>
<p>A chegada ocorreu apenas algumas horas depois dos ataques russos contra Kiev, num momento em que Starmer se prepara para abandonar Downing Street e quis deslocar-se pessoalmente à Ucrânia para uma última reunião com o presidente Volodymyr Zelensky.</p>
<p>Esta foi a terceira visita de Starmer a Kiev desde que assumiu o cargo de primeiro-ministro. A deslocação deverá servir para reafirmar que o apoio britânico à Ucrânia continuará apesar da saída do governante.</p>
<p>A Força Aérea ucraniana afirmou que a Rússia lançou 13 mísseis, munições de ataque Banderol e 146 drones contra o território ucraniano durante as últimas horas.</p>
<p>As defesas aéreas terão intercetado três mísseis e 129 aeronaves não tripuladas. Ainda assim, seis mísseis, incluindo cinco projéteis balísticos, e 16 drones atingiram 15 locais, enquanto destroços resultantes das interceções caíram noutros sete pontos.</p>
<p>Zelensky aproveitou a visita do primeiro-ministro britânico para voltar a pedir aos aliados que acelerem o envio de sistemas e munições de defesa aérea. O presidente ucraniano afirmou que este foi já o sexto ataque com mísseis balísticos contra Kiev durante o mês de julho.</p>
<p>“Moscovo está a recorrer ao terror com mísseis balísticos e continua os seus ataques”, declarou Zelensky, defendendo que tudo o que foi acordado com os parceiros internacionais deve chegar dentro dos prazos estabelecidos.</p>
<p>Segundo a &#8216;UNN&#8217;, Starmer deverá garantir a Zelensky que o Reino Unido manterá o apoio militar à Ucrânia, incluindo a disponibilização de três mil milhões de libras por ano enquanto for necessário.</p>
<p>O primeiro-ministro britânico deverá também destacar o papel de Londres na coligação de 34 países dispostos a apoiar Kiev, assim como a liderança britânica no Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia, responsável pela coordenação das doações militares.</p>
<p>Antes da viagem, Starmer afirmou estar orgulhoso do contributo britânico e garantiu que o trabalho desenvolvido nos últimos dois anos continuará. O governante tem procurado apresentar o apoio à Ucrânia e o reforço da cooperação europeia em matéria de defesa como uma das principais marcas do seu mandato.</p>
<p>A deslocação a Kiev ocorre poucos dias depois de Starmer ter participado, em Paris, numa última reunião da chamada Coligação dos Voluntários, grupo criado com o presidente francês, Emmanuel Macron, para reforçar o apoio militar e político à Ucrânia.</p>
<p>O Ministério da Defesa russo confirmou, entretanto, a ofensiva e afirmou que os ataques tiveram como alvo instalações envolvidas no fabrico e armazenamento de drones ucranianos de médio e longo alcance.</p>
<p>Entre os locais atingidos estaria a empresa Rapid Logistics, onde, segundo Moscovo, são produzidos, montados e armazenados drones e componentes estrangeiros.</p>
<p>As forças russas terão ainda atacado um depósito da empresa de radioeletrónica Kiev-1, onde seriam montados os drones Liuti e Leleka-100. Pelo terceiro dia consecutivo, foram também atingidos portos estratégicos da região de Odessa, junto ao Mar Negro.</p>
<p>De acordo com o &#8217;20 Minutos&#8217;, Moscovo tem concentrado parte da ofensiva recente na destruição da capacidade ucraniana de produzir drones de longo alcance, usados para atingir regiões russas, territórios ocupados, a Crimeia anexada e refinarias de petróleo.</p>
<p>A Ucrânia lançou, por sua vez, um ataque de grande dimensão com drones contra território russo durante a madrugada. Moscovo afirmou ter abatido 375 aparelhos em 18 regiões da zona europeia da Rússia.</p>
<p>Os ataques ucranianos terão provocado pelo menos três mortos. Na região fronteiriça de Bryansk morreram um jovem de 15 anos e a avó, enquanto uma terceira vítima foi registada em Yaroslavl, onde quatro pessoas ficaram feridas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790076]]></sapo:autor>
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		<title>Parlamento ucraniano aprova gestor público Serhiy Koretskyi como novo primeiro-ministro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[Serhiy Koretskyi]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[O Parlamento ucraniano aprovou esta quinta-feira a nomeação do diretor do grupo energético público Naftogaz, Serhiy Koretskyi, para o cargo de primeiro-ministro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Parlamento ucraniano aprovou esta quinta-feira a nomeação do diretor do grupo energético público Naftogaz, Serhiy Koretskyi, para o cargo de primeiro-ministro, no âmbito de uma remodelação ministerial iniciada pelo Presidente Volodymyr Zelensky.</p>
<p>Com 289 votos a favor num total de 318, o Parlamento &#8220;votou a nomeação de Serhiy Koretskyi para o cargo de primeiro-ministro da Ucrânia&#8221;, anunciou a instituição nas redes sociais, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).</p>
<p>Koretskyi, 48 anos, vai substituir Yulia Svyrydenko, que oficializou a demissão na terça-feira, dois dias depois de Zelensky ter anunciado uma remodelação governamental no âmbito de &#8220;uma nova estratégia política&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790064]]></sapo:autor>
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		<title>Sustentabilidade é criar valor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:58:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Daniel Ribas Amaral, Head of Sustainability Forvis Mazars em Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Daniel Ribas Amaral, Head of Sustainability Forvis Mazars em Portugal</strong></em></p>
<p>A revisão da <em>Corporate Sustainability Reporting Directive</em> (CSRD) e o pacote Omnibus I alteram a abrangência e algumas obrigações de reporte de sustentabilidade. Mas a simplificação regulatória não altera prioridades empresariais que devem ser fundamentais: gestão de riscos, competitividade e criação de valor.</p>
<p>O principal fator por detrás deste “travão” é a agenda de competitividade da União Europeia. A prioridade passou a ser a redução da carga administrativa sobre as empresas, procurando recentrar esforços na gestão efetiva dos impactos, e não no cumprimento de obrigações de reporte.</p>
<p>A implementação fragmentada da diretiva de 2022 também pesou neste ajustamento. A transposição desigual entre Estados-membros criou desequilíbrios regulatórios, com vários países a falharem os prazos iniciais e a necessidade de maior harmonização até março de 2027.</p>
<p>O novo enquadramento aponta para um critério mais restrito e unificado: empresas com mais de 1000 trabalhadores e volume de negócios superior a 450 milhões de euros. As PME cotadas deixam de estar abrangidas pelo reporte obrigatório e o regime aplicável a grupos extra-UE é igualmente ajustado. Ou seja, estas alterações representam uma redução estimada de cerca de 90 por cento no número de empresas abrangidas.</p>
<p>No entanto, a simplificação regulatória não altera prioridades empresariais que devem ser fundamentais. Por isso, a pergunta que muitas empresas devem continuar a fazer é “tenho dados necessários para responder às exigências dos meus clientes, financiadores, reguladores e cadeias de valor?”. Isto porque as empresas vão continuar a ser questionadas pelos seus <em>stakeholders</em> e, numa economia integrada, parte significativa da criação de valor com sustentabilidade depende também da capacidade em demonstrar transparência, resiliência e preparação para responder a riscos ambientais, sociais e de <em>governance</em>.</p>
<p>Dados, processos e capacidade de resposta, sobretudo nas áreas mais críticas para o negócio, incluindo energia, emissões, embalagens, produtos, matérias-primas, fornecedores e certificações, continuam a ser centrais. Caso contrário, a sustentabilidade fica reduzida a intenções.</p>
<p>O mesmo é dizer no acesso a financiamento porque bancos, investidores e seguradoras continuarão a incorporar critérios ESG na avaliação de risco. Ou seja, as empresas com dados credíveis estarão melhor posicionadas. Clientes e parceiros também exigem dados ESG aos fornecedores para assegurar conformidade e responder às necessidades do mercado.</p>
<p>Paralelamente, a atual simplificação não deve ser confundida com menor exigência. Em última análise, é a reputação da empresa e a confiança que gera no mercado que estão em causa. Evitar o <em>greenwashing</em> ou estar preparado para cumprir com novos regulamentos (por exemplo, <em>Packaging and Packaging Waste Regulation</em>, <em>European Union Deforestation Regulation</em>, <em>Ecodesign for Sustainable Products Regulation</em>, entre outras) é parte, indissociável, do reforço da credibilidade.</p>
<p>Outro aspeto que não muda é a importância da análise de materialidade: permite identificar os impactos, riscos e oportunidades mais relevantes para o negócio e apoiar uma tomada de decisão mais informada. Se o objetivo é reportar menos, a materialidade ajuda as empresas a focarem-se no que realmente importa. Uma boa análise pode revelar riscos climáticos, dependências de fornecedores, oportunidades de eficiência energética, desafios laborais ou fatores reputacionais. Integrada na estratégia, deixa de ser uma etapa do relatório e passa a apoiar decisões mais robustas.</p>
<p>Em resumo, a revisão da CSRD deve ser vista como uma oportunidade: não para abandonar a sustentabilidade, mas para a tornar mais útil, estratégica e com capacidade para criar valor.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790060]]></sapo:autor>
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		<title>Comprar um aldeia inteira por menos de 400 mil euros? O negócio insólito que está a dar que falar na Alemanha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:56:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[omprar uma aldeia inteira pelo preço de um apartamento numa grande cidade parece um cenário improvável, mas é precisamente isso que está a acontecer no estado alemão da Turíngia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Comprar uma aldeia inteira pelo preço de um apartamento numa grande cidade parece um cenário improvável, mas é precisamente isso que está a acontecer no estado alemão da Turíngia. Um complexo composto por 15 edifícios, um edifício central de grandes dimensões e cerca de 24 mil metros quadrados de terreno foi colocado no mercado por 390 mil euros. No entanto, apesar do preço considerado atrativo e da infraestrutura já existente, há um problema jurídico relacionado com o ordenamento do território que poderá dificultar qualquer projeto de reconversão do espaço.</p>
<p>Segundo a Euronews, o imóvel localiza-se em Kamsdorf, no distrito de Saalfeld-Rudolstadt, a poucos centenas de metros da albufeira de Hohenwarte. A propriedade inclui 15 edifícios térreos com aproximadamente 100 metros quadrados cada um, além de um edifício principal equipado com uma sala de refeições superior a 300 metros quadrados. O terreno, rodeado por áreas florestais, prados e árvores de grande porte, dispõe de ligação à rede elétrica e de abastecimento de água, embora o sistema de saneamento continue a funcionar através de uma fossa séptica. Os edifícios encontram-se atualmente reduzidos à sua estrutura base, preparados para futuras obras de reabilitação.</p>
<p>O anúncio imobiliário deixa claro que o proprietário não procura apenas um comprador interessado num terreno, mas sim alguém &#8220;com uma visão que reconheça o potencial para criar algo extraordinário&#8221;. Essa ambição acompanha a história recente do espaço, cuja origem remonta à antiga República Democrática Alemã (RDA).</p>
<p><strong>De centro de férias da RDA a projeto inacabado</strong><br />
O atual proprietário, Franz Eberitsch, explicou à Euronews que o complexo foi utilizado entre 1954 e 1990. Inicialmente serviu de residência para aprendizes ligados à indústria siderúrgica da Turíngia e, posteriormente, transformou-se num centro de férias e recreio.</p>
<p>Após a reunificação alemã, o espaço permaneceu abandonado durante cerca de uma década. A partir de 2000, algumas das construções voltaram a ser utilizadas como habitação permanente. Segundo Eberitsch, os residentes estavam oficialmente registados naquela morada e, tanto quanto sabe, chegaram mesmo a receber apoios públicos relacionados com a habitação, circunstância que o levou a acreditar que o uso residencial estava legalmente consolidado.</p>
<p>Foi com essa convicção que adquiriu o complexo em 2014, depois de regressar da Nova Zelândia com a família. O objetivo era criar &#8220;um lugar onde as pessoas pudessem viver em contacto com a natureza, experimentar um espírito comunitário e construir algo novo em conjunto&#8221;.</p>
<p><strong>O grande obstáculo está nas regras de urbanismo</strong><br />
O projeto acabou, porém, por esbarrar nas normas alemãs de planeamento territorial.</p>
<p>Apesar de o complexo se situar apenas a cerca de 200 metros da zona urbana de Kamsdorf, o terreno encontra-se classificado como &#8220;Außenbereich&#8221;, uma categoria aplicável a áreas exteriores ao perímetro urbano consolidado. As autoridades entendem que, devido ao período de cerca de dez anos em que o local esteve sem utilização, o direito anteriormente existente para uso habitacional perdeu validade.</p>
<p>Eberitsch explicou que, quando tentou avançar com obras de maior dimensão e desenvolver o projeto, as autoridades reavaliaram a situação urbanística.</p>
<p>&#8220;Quando mais tarde quisemos realizar obras de renovação mais profundas e desenvolver o espaço, a situação urbanística foi novamente analisada. Fomos informados de que os registos efetuados na altura não alteravam o estatuto do terreno e que o direito anteriormente adquirido tinha caducado devido ao longo período sem utilização&#8221;, afirmou.</p>
<p>Segundo o proprietário, as autoridades consideram atualmente que permitir habitação permanente naquele local poderá dar origem a uma denominada &#8220;ocupação dispersa&#8221; (&#8220;Splittersiedlung&#8221;), algo que a legislação urbanística alemã procura evitar.</p>
<p>Para que seja possível utilizar legalmente o espaço para habitação ou para outros projetos permanentes, seria necessária a aprovação de um novo plano urbanístico local ou outro tipo de autorização específica de ordenamento do território.</p>
<p><strong>Um projeto de aldeia dedicada à saúde e ao bem-estar</strong><br />
Apesar dos obstáculos legais, Franz Eberitsch continua a acreditar no potencial do complexo.</p>
<p>A sua ideia passa por transformar o antigo centro de férias numa aldeia dedicada à saúde, regeneração e bem-estar, reunindo diferentes especialidades num único espaço. Entre as possibilidades previstas encontram-se clínicas de fisioterapia, osteopatia, naturopatia e yoga, complementadas por alojamentos e por um edifício comunitário destinado à realização de seminários, refeições partilhadas e outras atividades.</p>
<p>O próprio anúncio admite igualmente um interesse comercial adicional, referindo que todas as obras de construção, remodelação e arranjos exteriores poderiam ser executadas diretamente pela empresa de construção associada ao proprietário.</p>
<p><strong>Um apelo à mudança das regras e até a Elon Musk</strong><br />
Para Franz Eberitsch, este caso representa um exemplo das dificuldades burocráticas que afetam a reutilização de património construído na Alemanha.</p>
<p>Questiona se, perante a escassez de habitação, a necessidade de reutilizar edifícios existentes e a procura de novos modelos de habitação, não faria sentido adaptar o enquadramento legal para facilitar a recuperação de estruturas já existentes.</p>
<p>&#8220;Aqui existe uma pequena aldeia completa, com edifícios e infraestruturas já construídos. Na minha perspetiva, deveria ser mais fácil, dentro de regras legais claras, devolver este tipo de complexos a uma utilização útil&#8221;, defendeu.</p>
<p>O proprietário admite que gostaria de concretizar pessoalmente o projeto, mas reconhece não possuir o capital necessário para o iniciar. Por isso, deixou até um apelo pouco habitual dirigido ao empresário Elon Musk.</p>
<p>&#8220;Talvez seja mesmo preciso alguém como Elon Musk. Se Elon Musk ler este artigo, ficaria muito satisfeito com um financiamento inicial de cerca de um milhão de euros.&#8221;</p>
<p>Como contrapartida, Eberitsch afirma que ofereceria ao fundador da Tesla uma estadia na sua quinta de alpacas, situada na localidade vizinha de Unterwellenborn, caso este &#8220;precise de voltar a pôr os pés na terra&#8221;.</p>
<p><strong>Um negócio invulgar que segue uma tendência europeia</strong><br />
A venda desta pequena aldeia junta-se a outros negócios imobiliários pouco convencionais registados recentemente na Europa. A Euronews recorda que, nos últimos meses, foram colocadas à venda uma ilha abandonada no mar Báltico por cerca de 60 mil euros, uma cabana isolada numa ilha escocesa por aproximadamente 405 mil euros e até uma ilha privada na Grécia levada a leilão por um valor inicial de 247 mil euros.</p>
<p>Em comum, estes imóveis apresentam preços relativamente reduzidos quando comparados com propriedades urbanas, mas também desafios significativos, como localizações remotas, necessidade de profundas obras de reabilitação ou incertezas legais quanto à utilização futura.</p>
<p>No caso da antiga aldeia da Turíngia, o sucesso da venda dependerá não apenas da capacidade financeira e da visão do futuro comprador, mas também da eventual flexibilidade das autoridades alemãs relativamente ao reaproveitamento deste património atualmente devoluto.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790072]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Washington aprovou venda de armas à Arábia Saudita</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:47:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[arábia saudita]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Departamento de Estado norte-americano aprovou uma venda de armas à Arábia Saudita no valor de quase dois mil milhões de dólares (cerca de 1,7 mil milhões de euros) em pleno conflito no Médio Oriente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Departamento de Estado americano aprovou uma venda de armas à Arábia Saudita no valor de quase dois mil milhões de dólares (cerca de 1,7 mil milhões de euros) em pleno conflito no Médio Oriente.</p>
<p>A guerra foi desencadeada pela ofensiva lançada em fevereiro pelas forças americanas e de Israel contra o Irão.</p>
<p>Em comunicado, o Departamento de Estado norte-americano anunciou a aprovação da venda de material militar à Arábia Saudita envolvendo &#8220;sistemas de armas avançadas guiadas com precisão&#8221;.</p>
<p>Washington especificou que vai comprar compra de até 10 mil secções ar-ar e outras 10 mil secções ar-solo para os sistemas de armas avançadas guiadas com precisão (APKWS-II).</p>
<p>O pacote inclui lançadores, ogivas, motores de foguete, equipamento de suporte, dispositivos de lançamento, peças sobressalentes, documentação técnica e formação especializada.</p>
<p>No documento, salienta-se que o negócio vai melhorar a segurança de &#8220;um importante aliado não pertencente à Aliança Atlântica&#8221;.</p>
<p>O Departamento de Estado disse ainda que a venda vai melhorar a capacidade da Arábia Saudita de dissuadir as ameaças atuais e futuras, reforçando a defesa e melhorando a operacionalidade conjunta com as forças dos Estados Unidos, da região e da NATO.</p>
<p>O contrato principal vai ficar a cargo da empresa BAE Systems, com sede em New Hampshire, Estados Unidos.</p>
<p>O anúncio da diplomacia norte-americana ocorreu depois de um porta-voz do Departamento de Estado ter manifestado o &#8220;apoio firme&#8221; de Washington a Riade face à &#8220;agressão iraniana&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790036]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Negócio da Glovo em Portugal vendido a fundo americano SSW Partners</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/negocio-da-glovo-em-portugal-vendido-a-fundo-norte-americano-ssw-partners/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:47:17 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[O negócio da Glovo em Portugal é um dos 14 que serão vendidos ao fundo norte-americano SSW Partners pela Delivery Hero, estando dependente da aquisição desta última pela Uber, foi hoje anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O negócio da Glovo em Portugal é um dos 14 que serão vendidos ao fundo americano SSW Partners pela Delivery Hero, estando dependente da aquisição desta última pela Uber, foi hoje anunciado.</p>
<p>Em causa estão operações em 14 mercados das empresas Foodora (Áustria, Chéquia, Noruega e Suécia), Efood (Grécia), Foody (Chipre), Glovo (Moldova, Polónia, Portugal, Roménia e Espanha), PedidosYa (Chile e Equador) e Yemeksepeti (Turquia).</p>
<p>&#8220;A SSW Partners vai adquirir os negócios da Delivery Hero num total de 14 mercados em que a Uber Eats e a Delivery Hero competem, estando dependente da oferta de aquisição da Uber e a outras condições habituais, por um valor de aproximadamente 1.400 milhões de euros&#8221;, refere um comunicado hoje divulgado pela Delivery Hero.</p>
<p>O negócio é paralelo à compra da Delivery Hero pela Uber, hoje anunciado e que comporta 12.000 milhões de euros para adquirir a participação que ainda não detém na empresa.</p>
<p>Em comunicado divulgado hoje, a Uber indicou que ofereceu 41,50 euros por ação da Delivery Hero, avaliando o grupo alemão, dono da Glovo, em 14.800 milhões de dólares (cerca de 12.900 milhões de euros).</p>
<p>A Uber já era o principal acionista da Delivery Hero, controlando cerca de 36% do capital, pelo que a operação lhe permitirá passar a deter a maioria do grupo sediado em Berlim, na Alemanha.</p>
<p>Em comunicado da Uber, a empresa refere que não vai controlar estes 14 negócios que serão transferidos para a SSW Partners.</p>
<p>&#8220;A SSW irá liderar, de forma independente, o processo para encontrar parceiros estratégicos que melhor posicionem essas empresas para sucesso a longo prazo&#8221;, refere o documento.</p>
<p>Os 14 negócios deverão continuar a operar na mesma tecnologia e estrutura operacional que têm hoje em dia, incluindo plataforma, logística e capacidade de dados.</p>
<p>&#8220;Isso significa que as equipas locais mantêm a velocidade e o conhecimento de mercado que os torna competitivos, sustentados por uma tecnologia partilhada e de ponta&#8221;, referiu.</p>
<p>Citado no comunicado da Delivery Hero, Josh Steiner e Antonio Weiss, da SSW Partners, mostraram-se satisfeitos pela aquisição das marcas.</p>
<p>&#8220;Apoiaremos a equipa de gestão para garantir que estas empresas continuam a crescer, investem nos seus trabalhadores e prestem um serviço excecional aos clientes. Em paralelo, lideraremos o processo para encontrar as melhores soluções a longo prazo para estas empresas, em que continuarão a prosperar&#8221;, disseram.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790034]]></sapo:autor>
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		<title>Plataforma X tem seis meses para cumprir exigências da UE de transparência e acesso a dados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:46:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
		<category><![CDATA[x]]></category>
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					<description><![CDATA[A Comissão Europeia aceitou hoje o plano apresentado pela plataforma X para cumprir as obrigações de transparência e de acesso de investigadores aos dados, previstas na Lei dos Serviços Digitais, dando à plataforma seis meses para o implementar.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Comissão Europeia aceitou hoje o plano apresentado pela plataforma X para cumprir as obrigações de transparência e de acesso de investigadores aos dados, previstas na Lei dos Serviços Digitais, dando à plataforma seis meses para o implementar.</P><br />
<P>No comunicado em que anuncia a aceitação do plano, o executivo comunitário refere que as medidas aprovadas &#8220;representam um passo importante&#8221; para permitir que investigadores, organizações da sociedade civil e o público em geral tenham &#8220;maior transparência sobre os sistemas do X&#8221;, nomeadamente para monitorizar os riscos sistémicos da plataforma e avaliar o seu impacto nos utilizadores e na sociedade europeia.</P><br />
<P>A decisão surge na sequência da conclusão da Comissão Europeia de que a plataforma violou a Lei dos Serviços Digitais e da aplicação de uma multa em dezembro de 2025.</P><br />
<P>A Lei dos Serviços Digitais é a legislação da União Europeia que estabelece um conjunto de regras para as plataformas digitais, impondo obrigações de transparência, combate a conteúdos ilegais e proteção dos utilizadores, além de prever mecanismos de supervisão e a aplicação de coimas elevadas em caso de incumprimento.</P><br />
<P>Segundo Bruxelas, o X (antigo Twitter) comprometeu-se a reforçar o seu repositório de publicidade, introduzindo melhores funcionalidades de pesquisa, tempos de resposta mais rápidos, mais informação sobre os anúncios publicados e acesso aos dados através de uma interface de programação de aplicações.</P><br />
<P>A empresa garantiu ainda que vai facilitar o acesso de investigadores elegíveis a dados públicos, através da aceleração do processo de análise dos pedidos, da disponibilização gratuita dos dados e da alteração dos termos de utilização para deixar de proibir contratualmente a recolha de informação pública para fins de investigação.</P><br />
<P>As alterações serão sujeitas a uma auditoria externa independente, cujos resultados terão de ser entregues à Comissão Europeia.</P><br />
<P>Caso a auditoria identifique recomendações, o X ficará obrigado a implementá-las.</P><br />
<P>No entanto, o Conselho dos Serviços Digitais, órgão que junta as autoridades nacionais responsáveis pela aplicação da nova lei comunitária, considerou que o plano de ação é apenas &#8220;parcialmente adequado&#8221; e entendeu que as medidas relativas à auditoria, e consequentemente o plano no seu conjunto, são &#8220;insuficientes para resolver as infrações&#8221;.</P><br />
<P>Bruxelas afirmou, porém, que teve em conta esse parecer e esclareceu vários aspetos que a empresa terá de considerar durante a execução do plano.</P><br />
<P>&#8220;A Comissão acompanhará de perto os progressos, em particular sobre as questões levantadas pelo Conselho&#8221;, adiantou o executivo comunitário, acrescentando que manterá igualmente informados o Conselho dos Serviços Digitais e os coordenadores nacionais dos serviços digitais sobre a implementação das medidas.</P><br />
<P>O X dispõe agora de seis meses para concretizar os compromissos assumidos e, concluído esse período, terá de apresentar à Comissão Europeia uma auditoria que comprove a aplicação das medidas previstas no plano de ação.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790057]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>SCPI – A solução de investimento que os portugueses (ainda) não descobriram</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/scpi-a-solucao-de-investimento-que-os-portugueses-ainda-nao-descobriram/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:41:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição Impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Executive Digest]]></category>
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		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Marcelo Capitão, sales director da Corum Investments Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando refletimos sobre como tornar Portugal extraordinário, pensamos frequentemente em inovação tecnológica, atração de talento e competitividade fiscal. Mas há um pilar essencial que não pode ser ignorado: a forma como as famílias portuguesas gerem e rentabilizam as suas poupanças.</p>
<p>Com os depósitos a prazo a oferecerem baixas rentabilidades, a perda de poder de compra é cada vez mais evidente. Há uma pergunta que me fazem quase diariamente: “Onde posso investir o meu dinheiro de forma inteligente, sem me tornar especialista em mercados financeiros?”</p>
<p>A resposta que dou, raramente é a que as pessoas esperam. Não falo de ações ou criptomoedas e também não falo de fundos de investimento tradicionais. Falo das SCPI. E é aqui que começa sempre a mesma expressão: um olhar de surpresa e de genuíno desconhecimento.</p>
<p>O caminho para uma economia extraordinária deve ser feito através de alternativas maduras, há muito estabelecidas noutros mercados europeus, como é o caso das SCPI, as Sociedades Civis de Património Imobiliário.</p>
<p>Nascidas em França em 1996, as SCPI não são um produto novo. Trata-se de uma forma de investimento coletivo que permite a qualquer pessoa, a partir de valores acessíveis, tornar-se co-proprietária de um conjunto diversificado de imóveis comerciais (escritórios, comércio, logística e saúde) espalhados por toda a Europa. A dinâmica é simples: a sociedade gestora compra os imóveis, arrenda-os a empresas sólidas e distribui as rendas aos investidores.</p>
<p>O imobiliário continua a ser, para a maioria dos portugueses, sinónimo de comprar um apartamento para arrendar. Conheço bem esse raciocínio: é tangível, concreto e o que os nossos pais fizeram. Mas este modelo tem custos elevados de entrada, exige gestão ativa e concentra o risco num único ativo e localização.</p>
<p>No entanto, o que torna as SCPI uma classe de ativos particularmente vital para a modernização das poupanças em Portugal é a sua notável resiliência ao longo de mais de 45 anos de história. Os dados do mercado mostram que as SCPI atravessaram a crise imobiliária dos anos 90, o colapso financeiro de 2008 e a recente pandemia de COVID-19, mantendo sempre rendimentos positivos. De facto, nas últimas três décadas, a rentabilidade média anual do setor oscilou historicamente numa faixa muito estável, entre os 4% e os 8%.</p>
<p>É de notar que nenhum investimento é isento de risco e os rendimentos passados não garantem resultados futuros. Com uma volatilidade histórica em torno dos 4% (muito próxima das obrigações), as SCPI entregam rentabilidades que se aproximam das ações, mas sem a volatilidade da bolsa.</p>
<p>O que afirmo, com convicção, é que as SCPI são um instrumento sério, regulado, transparente, e que durante demasiado tempo ficou reservado ao mercado francês enquanto os portugueses continuaram a olhar apenas para o mercado imobiliário doméstico ou para os tradicionais depósitos a prazo.</p>
<p>Um “Portugal Extraordinário” constrói-se com cidadãos e investidores com conhecimento de causa e que procuram soluções reguladas para proteger o seu futuro. O perfil do investidor português já está a mudar. Desmistificar soluções que, em países como França, Holanda e Bélgica, são hoje centrais e recomendadas pelos gestores de património, é um passo decisivo. Afinal, um país extraordinário começa com famílias financeiramente robustas e preparadas para o longo prazo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opnião de Marcelo Capitão, sales director da Corum Investments Portugal]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Portugal tem dez praias entre as melhores da Europa — e uma entrou no top 10</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Holidu]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[praias]]></category>
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					<description><![CDATA[Classificação foi elaborada pela 'Holidu' a partir das avaliações e comentários publicados pelos utilizadores do Google Maps]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Praia da Adraga, em Sintra, foi considerada a melhor praia de Portugal para o verão de 2026, numa classificação elaborada pela &#8216;Holidu&#8217; a partir das avaliações e comentários publicados pelos utilizadores do Google Maps.</p>
<p>O portal de reservas de casas de férias analisou mais de 9.500 resultados associados ao termo “praia” nas regiões costeiras portuguesas, selecionando os locais com as melhores classificações e, em caso de empate, com o maior número de avaliações.</p>
<p>Com uma pontuação de 4,8 estrelas e 2.847 comentários, a Praia da Adraga conquistou o primeiro lugar. Situada entre as falésias da costa de Sintra, distingue-se pelo arco rochoso junto ao mar, pela paisagem selvagem e pelas condições para a prática de surf.</p>
<p>A praia é também apontada como uma alternativa geralmente menos concorrida a outros areais da região de Sintra, embora a sua popularidade tenha vindo a crescer entre visitantes portugueses e estrangeiros.</p>
<p>No segundo lugar surge a Praia de Cacela Velha, no Algarve, igualmente avaliada com 4,8 estrelas, a partir de 2.219 comentários. Integrada no Parque Natural da Ria Formosa, é acessível de barco e não dispõe de restaurantes ou bares, características que ajudam a preservar o ambiente tranquilo procurado pelos visitantes.</p>
<p>A travessia para o areal custa cerca de um euro e tornou-se parte da experiência de quem visita esta praia, conhecida pela paisagem natural, pelas águas pouco profundas e pelo isolamento.</p>
<p>O último lugar do pódio pertence à Praia da Ursa, também em Sintra, que reúne 1.948 avaliações e uma classificação de 4,8 estrelas. As formações rochosas que se erguem junto ao oceano e o rochedo que terá dado nome à praia fazem deste um dos cenários mais reconhecíveis da costa portuguesa.</p>
<p>O acesso é feito a pé através de um trilho exigente, circunstância que limita a afluência e contribui para conservar o caráter selvagem do local.</p>
<p>A Praia da Bordeira, junto à Carrapateira, ocupa a quarta posição. Inserida no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, destaca-se pela extensão do areal, que aumenta consideravelmente durante a maré baixa, e pela lagoa formada pela ribeira.</p>
<p>Com uma pontuação de 4,8 e 1.880 avaliações, é procurada por surfistas de diferentes níveis, mas também por famílias que aproveitam a zona de águas mais calmas.</p>
<p>A Praia de Odeceixe fecha os cinco primeiros lugares. Localizada junto à fronteira entre o Algarve e o Alentejo, combina o oceano Atlântico com a ribeira de Odeceixe, formando uma zona de água doce especialmente apreciada por famílias com crianças.</p>
<p>O top 10 fica completo com a Prainha, a Cordoama, o Castelejo, a Praia da Amália e a Praia da Falésia. Todas as praias classificadas entre o primeiro e o nono lugar apresentam uma avaliação média de 4,8 estrelas.</p>
<p>Entre a 11.ª e a 20.ª posição surgem a Praia da Marinha, o Guincho, a Praia do Carvalho, Galapinhos, a Ribeira do Cavalo, Galapos, Samoqueira, Arrifana, Figueirinha e Santa Cruz, todas com 4,7 estrelas.</p>
<p>Embora o Algarve domine a lista, com 11 praias entre as 20 melhores, Sintra conquista o primeiro e o terceiro lugares. Sesimbra e Setúbal conseguem igualmente colocar vários areais na classificação.</p>
<p>A análise da Holidu revela ainda que Portugal tem dez praias entre as 25 mais bem avaliadas da Europa em 2026. A Praia da Adraga surge no 10.º lugar continental, a melhor posição alcançada por uma praia portuguesa neste estudo.</p>
<p>Portugal é o segundo país com maior representação no top 25 europeu, ficando apenas atrás do Reino Unido. A classificação continental é liderada pela Spiaggia dei Conigli, em Itália, com 4,9 estrelas, seguindo-se Barafundle Bay Beach e Traeth Mwnt, ambas no Reino Unido.</p>
<p>Para elaborar o estudo, foram excluídos resultados que não correspondiam efetivamente a praias, bem como locais com menos de 100 classificações. A Holidu explica que uma amostra inferior poderia não ser suficientemente representativa da experiência dos visitantes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790016]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Tribunal da UE responsabiliza Google por conteúdos publicados por parceiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:33:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Google]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[TJUE]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) considerou hoje que a Google pode ser responsabilizada por conteúdos publicados por um criador com que tenha uma parceria comercial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) considerou hoje que a Google pode ser responsabilizada por conteúdos publicados por um criador com que tenha uma parceria comercial.</P><br />
<P>Em causa está uma consulta ao TJUE, por um tribunal italiano, após a contestação pela Google de uma coima de 750 mil euros e a ordem de remoção de vídeos da plataforma YouTube, por estarem a promover jogos de azar em linha.</P><br />
<P>De acordo com um comunicado, o tribunal entende que &#8220;a armazenagem de conteúdos publicitários relativos aos jogos de azar em linha não se enquadra na exclusão prevista pelo Direito da União, mas sim nas regras da União Europeia relativas ao comércio eletrónico.</P><br />
<P>Os vídeos em causa foram publicados em linha por um criador de conteúdos associado à Google através de um acordo de parceria comercial que prevê, nomeadamente, a partilha das receitas geradas pela publicidade exibida antes de cada vídeo.</P><br />
<P>Este acordo foi precedido de uma verificação do conteúdo dos vídeos, da temática do canal, dos vídeos mais vistos ou mais recentes, bem como dos respetivos metadados.</P><br />
<P>Um tribunal italiano decidiu multa a Google, que recorreu da decisão invocando o regime de isenção de responsabilidade de que beneficiam os prestadores de serviços de armazenagem em servidor no que diz respeito aos conteúdos publicados em linha por terceiros.</P><br />
<P>O tribunal administrativo responsável pediu um parecer ao TJUE, que validou a condenação.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790005]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ex-secretário da Defesa dos EUA avisa Trump: guerra contra o Irão não será ganha apenas com bombardeamentos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:31:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Médio Oriente]]></category>
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					<description><![CDATA[O antigo secretário da Defesa dos Estados Unidos durante o primeiro mandato de Donald Trump considera que a atual estratégia militar norte-americana contra o Irão dificilmente produzirá os resultados pretendidos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O antigo secretário da Defesa dos Estados Unidos durante o primeiro mandato de Donald Trump considera que a atual estratégia militar norte-americana contra o Irão dificilmente produzirá os resultados pretendidos apenas através da intensificação dos ataques aéreos. Mark Esper defende que Washington deverá apostar numa estratégia de pressão económica abrangente sobre Teerão para forçar a reabertura do Estreito de Ormuz e alcançar um acordo duradouro, alertando simultaneamente para os custos militares, económicos e estratégicos que um conflito prolongado poderá acarretar para os Estados Unidos.</p>
<p>As declarações surgem numa altura em que a administração Trump voltou a intensificar os ataques contra alvos iranianos. Na quarta-feira, as forças norte-americanas realizaram novos bombardeamentos e o presidente dos EUA anunciou que pretende aumentar a pressão militar nas próximas semanas para obrigar a República Islâmica a aceitar um novo entendimento.</p>
<p>Contudo, numa entrevista concedida ao Financial Times durante um encontro de especialistas em segurança nacional realizado em Aspen, Mark Esper mostrou-se cético quanto à eficácia dessa estratégia.</p>
<p>&#8220;Não estou confiante de que, se retomássemos os bombardeamentos como fizemos há alguns meses e os mantivéssemos durante um período prolongado, isso provocasse uma grande mudança&#8221;, afirmou.</p>
<p>Segundo o antigo responsável do Pentágono, uma campanha aérea prolongada dificilmente alterará a posição iraniana relativamente ao controlo do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do comércio energético mundial.</p>
<p><strong>Estreito de Ormuz continua no centro da crise</strong><br />
O agravamento do conflito ocorre poucas semanas depois de Donald Trump ter declarado terminado o cessar-fogo temporário com o Irão, acusando Teerão de violar o memorando de entendimento que previa a livre circulação marítima no Estreito de Ormuz enquanto decorriam negociações para um acordo mais abrangente.</p>
<p>Antes do início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irão, cerca de 20% de todo o petróleo comercializado mundialmente atravessava esta passagem estratégica entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico.</p>
<p>Após o início da ofensiva militar, o Irão restringiu significativamente o tráfego marítimo naquela zona, situação que ainda hoje permanece longe da normalidade, alimentando receios de perturbações prolongadas no abastecimento energético internacional.</p>
<p><strong>Esper defende pressão económica em vez de escalada militar</strong><br />
Para Mark Esper, Washington dispõe essencialmente de duas opções para pressionar Teerão.</p>
<p>&#8220;Como se exerce pressão? Uma opção é recorrer a uma ofensiva militar total. A outra é estrangular economicamente o Irão&#8221;, afirmou.</p>
<p>O antigo secretário da Defesa acredita que uma estratégia baseada em sanções económicas reforçadas e isolamento financeiro poderá revelar-se mais eficaz do que a continuação dos bombardeamentos.</p>
<p>No entanto, reconhece que esse caminho exigiria tempo, disciplina e coordenação internacional.</p>
<p>Durante o painel em Aspen, Esper explicou que essa abordagem necessitaria de &#8220;tempo, paciência e disciplina&#8221;, bem como do apoio dos aliados dos Estados Unidos para produzir resultados concretos.</p>
<p>Ao mesmo tempo, admitiu que essa estratégia teria custos para os próprios norte-americanos.</p>
<p>&#8220;O custo para nós será termos preços dos combustíveis mais elevados durante algum tempo&#8221;, reconheceu.</p>
<p><strong>Petróleo dispara e aumenta receio de nova vaga inflacionista</strong><br />
A instabilidade no Médio Oriente já está a produzir efeitos significativos nos mercados energéticos.</p>
<p>Desde o início de julho, o preço do petróleo Brent, referência internacional, valorizou cerca de 16%, situando-se atualmente próximo dos 85 dólares por barril.</p>
<p>Especialistas do setor petrolífero alertam que os níveis globais de reservas de crude já se encontram particularmente reduzidos e avisam que um bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz poderá provocar uma nova escalada dos preços, eventualmente acima dos 100 dólares por barril, ultrapassando os máximos registados nas fases iniciais da guerra.</p>
<p>A pressão faz-se sentir igualmente nos Estados Unidos.</p>
<p>Dados oficiais divulgados na quarta-feira pelo Governo norte-americano mostram que as reservas estratégicas de petróleo voltaram a diminuir na última semana, atingindo o nível mais baixo desde 1984.</p>
<p>Ao mesmo tempo, os preços da gasolina voltaram a subir devido à redução da oferta disponível, aumentando os receios de uma nova aceleração da inflação, depois de o crescimento dos preços ter abrandado em junho.</p>
<p><strong>Antigo responsável teme impacto na capacidade militar dos EUA</strong><br />
Mark Esper alertou ainda para outro risco que considera particularmente preocupante: o desgaste das capacidades militares norte-americanas.</p>
<p>O antigo secretário da Defesa, que foi afastado por Donald Trump após as eleições presidenciais de 2020, questiona até que ponto os Estados Unidos poderão sustentar uma guerra prolongada sem comprometer a sua prontidão militar noutras regiões do mundo.</p>
<p>&#8220;Qual é o custo para nós em termos de prontidão, munições e reservas?&#8221;, questionou durante a entrevista.</p>
<p>Segundo analistas militares norte-americanos, o Departamento da Defesa já consumiu dezenas de milhares de milhões de dólares e quantidades muito significativas de armamento numa guerra que continua sem perspetivas claras de resolução.</p>
<p>Esper sublinha que a sua maior preocupação estratégica permanece a crescente influência da China.</p>
<p>&#8220;A minha maior preocupação global é a China&#8221;, afirmou.</p>
<p><strong>Dois objetivos para medir o sucesso da estratégia</strong><br />
Na conferência realizada em Aspen, Mark Esper explicou que avaliaria o sucesso da estratégia norte-americana com base em dois critérios fundamentais.</p>
<p>O primeiro seria o restabelecimento da situação anterior ao conflito no Estreito de Ormuz, permitindo o regresso da livre circulação marítima naquela importante rota comercial.</p>
<p>O segundo passaria pela celebração de um novo acordo nuclear com o Irão.</p>
<p>Segundo Esper, esse entendimento deveria ser &#8220;pelo menos tão bom como — mas provavelmente melhor do que&#8221; o acordo negociado durante a administração de Barack Obama, posteriormente abandonado por Donald Trump.</p>
<p><strong>Condoleezza Rice também defende mais pressão económica</strong><br />
A antiga secretária de Estado norte-americana Condoleezza Rice, que integrou a administração de George W. Bush durante a guerra do Iraque e participou igualmente no painel de Aspen, manifestou uma posição semelhante à de Mark Esper.</p>
<p>Rice defendeu o reforço da pressão económica sobre Teerão, argumentando que o enfraquecimento interno do regime poderá produzir resultados mais eficazes do que uma escalada militar permanente.</p>
<p>Segundo afirmou, os Estados Unidos deverão aumentar a pressão económica e &#8220;deixá-los enfrentar a sua economia debilitada&#8221;, recordando que muitos dos principais cientistas nucleares iranianos foram mortos e que acredita existirem profundas divisões dentro do próprio Governo iraniano.</p>
<p>Para a antiga chefe da diplomacia norte-americana, será precisamente a evolução dessas fragilidades económicas e políticas internas que poderá acabar por determinar o rumo do conflito nos próximos meses.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790010]]></sapo:autor>
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		<title>Quatro detidos no Porto por suspeita de falsificação de prescrições médicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:31:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Polícia Judiciária (PJ) deteve na zona do Grande Porto quatro pessoas, incluindo dois funcionários de um centro hospitalar privado, suspeitos de falsificar prescrições médicas para adquirir medicamentos comparticipados que depois eram vendidos num mercado paralelo, foi hoje anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Polícia Judiciária (PJ) deteve na zona do Grande Porto quatro pessoas, incluindo dois funcionários de um centro hospitalar privado, suspeitos de falsificar prescrições médicas para adquirir medicamentos comparticipados que depois eram vendidos num mercado paralelo, foi hoje anunciado.</P><br />
<P>Em comunicado, a PJ esclareceu que realizou uma operação policial, na zona do Grande Porto, tendo procedido à detenção de quatro pessoas, com idades entre os 28 e os 52 anos, entre as quais dois funcionários de um centro hospitalar privado da zona Norte.</P><br />
<P>Segundo a Judiciária, os suspeitos, detidos no âmbito de um inquérito tutelado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal do Porto, terão praticado vários crimes, nomeadamente burla qualificada, falsificação de documentos e falsidade informática, pelo menos, desde 2024 até à atualidade.</P><br />
<P>&#8220;A investigação, conduzida pela Diretoria do Norte da PJ, incide sobre a atuação concertada dos suspeitos que, abusando dos acessos facultados pelo exercício das suas funções ou de terceiros, falsificavam prescrições de diversas tipologias, nomeadamente de medicamentos para diabéticos obesos, adquirindo-os a preços comparticipados por diversos sistemas de saúde ou entidades seguradoras&#8221;, refere a mesma nota.</P><br />
<P>De acordo com os investigadores, os bens adquiridos eram, depois, colocados à venda no mercado paralelo, com elevados proventos e com graves riscos para a saúde dos consumidores, a quem se facilitava a automedicação e a administração fora do controlo médico e sanitário adequados.</P><br />
<P>&#8220;Os suspeitos desenvolveram, desta forma, um esquema criminoso, em benefício próprio e de terceiros, através do prejuízo do Serviço Nacional de Saúde e de entidades seguradoras&#8221;, conclui a mesma nota.</P><br />
<P>A PJ refere ainda que os detidos vão ser presentes ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto, para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790006]]></sapo:autor>
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		<title>Cerca de 50 manifestantes pedem a demissão do ministro da Educação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:30:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Fernando Alexandre]]></category>
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					<description><![CDATA[Cerca de 50 pessoas estão hoje a manifestar-se à frente do Centro de Congressos de Lisboa para pedir a demissão do ministro da Educação, num protesto marcado pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.T.O.P.).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Cerca de 50 pessoas estão hoje a manifestar-se à frente do Centro de Congressos de Lisboa para pedir a demissão do ministro da Educação, num protesto marcado pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.T.O.P.).</P><br />
<P>&#8220;Fernando és culpado, por isso estás chumbado&#8221;, ouve-se junto do pavilhão onde decorre o Encontro Ciência Inovação e onde o ministro da Educação, Fernando Alexandre, chegou pelas 10:30. </P><br />
<P>À Lusa, um dos dirigentes nacionais do S.T.O.P., Daniel Martins, defendeu que o ministério da Educação tem de arranjar uma solução para os alunos, prejudicados pelos adiamentos da classificação dos exames, e que Fernando Alexandre &#8220;não tem condições para continuar&#8221; no cargo. </P><br />
<P>&#8220;É só confusão, pede a demissão&#8221;, continua a ouvir-se à porta do maior evento anual do setor em Portugal, também o primeiro a ser organizado pela Agência para a Investigação e Inovação (AI²), que resultou da fusão entre a FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia) e a ANI (Agência Nacional de Inovação).</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790007]]></sapo:autor>
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		<title>Relatório do Iscte arrasa políticas do Governo: mais despesa, poucos resultados e decisões com “défices de informação”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:21:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[“O Estado da Nação e as Políticas Públicas 2026”, dedicado ao tema “Governar com um Parlamento fragmentado”, reúne 16 ensaios sobre as consequências da ausência de uma maioria clara na Assembleia da República]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O aumento da despesa com o Complemento Solidário para Idosos não produziu uma redução significativa da pobreza, o plano de emergência para combater a falta de professores não resolveu o problema e a criação da nova Agência para a Investigação e Inovação ameaça provocar uma rutura no sistema científico nacional. Estas são algumas das conclusões do Relatório do Estado da Nação 2026 do Iscte, que traça um retrato crítico das políticas adotadas pelos governos de Luís Montenegro.</p>
<p>O documento, intitulado “O Estado da Nação e as Políticas Públicas 2026” e dedicado ao tema “Governar com um Parlamento fragmentado”, reúne 16 ensaios sobre as consequências da ausência de uma maioria clara na Assembleia da República. A análise considera os XXIV e XXV governos constitucionais como uma única entidade em termos políticos e programáticos.</p>
<p>Segundo Pedro Adão e Silva, presidente do Instituto para as Políticas Públicas e Sociais do Iscte, muitas das decisões tomadas pelos governos da AD entre 2024 e 2026 assentam em “défices de informação” e não partem de avaliações sólidas sobre o impacto das medidas anteriores.</p>
<p>O responsável considera que esta forma de atuação prejudica o debate público, dificulta a identificação de alternativas e fragiliza as reformas introduzidas em cada ciclo governativo. A ausência de uma maioria parlamentar, de um acordo de incidência parlamentar ou de um parceiro preferencial assumido limita igualmente a capacidade do Executivo para concretizar a sua agenda.</p>
<p><strong>Alterações à imigração dificultam integração</strong></p>
<p>Um dos capítulos do relatório analisa as alterações à Lei de Estrangeiros e conclui que as medidas adotadas não determinam o aumento ou a diminuição da imigração, uma vez que os fluxos migratórios dependem sobretudo do comportamento da economia e da criação de emprego.</p>
<p>Os investigadores Cláudia Pereira, José Leitão e Rui Pena Pires sustentam, contudo, que as mudanças legislativas dificultam a integração dos imigrantes na sociedade portuguesa. A eliminação de mecanismos como a Manifestação de Interesse poderá prolongar situações de irregularidade e agravar a vulnerabilidade dos trabalhadores migrantes, sem afetar as redes de contrabando de pessoas.</p>
<p>Para os autores, as alterações respondem mais a uma “obsessão com a imigração” do que à procura de soluções para a irregularidade migratória.</p>
<p><strong>Nomeações nas CCDR vistas como “captura política”</strong></p>
<p>O primeiro ensaio do relatório é dedicado às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e classifica a nomeação direta de cinco vice-presidentes pelo Governo como uma “contra-reforma” com contornos de “captura política”.</p>
<p>David Teles Pereira considera que a mudança representa um recuo na autonomia funcional e política das CCDR, ao reforçar os mecanismos de ingerência e controlo do poder central sobre a composição e a orientação dos respetivos conselhos diretivos.</p>
<p>Segundo o investigador, a medida não aprofundou a autonomia territorial nem a representatividade democrática destes organismos, traduzindo-se antes numa recentralização administrativa.</p>
<p><strong>Mais 327 milhões sem maior eficácia contra a pobreza</strong></p>
<p>Na área da proteção social, o relatório analisa a decisão de aproximar gradualmente o valor de referência do Complemento Solidário para Idosos do salário mínimo nacional. A medida fez aumentar a despesa anual para 1.280 milhões de euros, sem produzir um impacto substancial na redução da pobreza.</p>
<p>As simulações realizadas por Amílcar Moreira e Armindo Reis indicam que a equiparação do CSI ao limiar da pobreza teria permitido obter melhores resultados com uma despesa estimada de 953 milhões de euros, menos 327 milhões do que o montante associado à opção do Governo.</p>
<p>Os investigadores concluem que o aumento de 112 euros no valor de referência do CSI entre 2023 e 2024 elevou significativamente os custos, mas não teve ainda efeitos relevantes na prevalência ou intensidade da pobreza entre os idosos e na população em geral.</p>
<p><strong>Portugal cai na utilização de inteligência artificial</strong></p>
<p>O relatório aborda também a adoção de inteligência artificial pelas empresas portuguesas, numa altura em que o Governo pretende aproximar Portugal da média europeia até 2030.</p>
<p>De acordo com a análise de João Vasco Lopes, Portugal caiu da 15.ª posição entre os países da União Europeia em 2021 para o 21.º lugar em 2025. O país tornou-se ainda o segundo Estado-membro com maior diferença entre a utilização de IA nas grandes empresas e nas pequenas e médias empresas, apenas atrás da Polónia.</p>
<p>Os níveis mais elevados de utilização encontram-se nos setores da Informação e Comunicação, com 52,8%, e das atividades de consultoria, científicas e técnicas, com 25,68%. A Construção apresenta a menor taxa, com 4,74%, seguida do Alojamento e restauração, com 8,25%.</p>
<p><strong>Um terço dos 2% da Defesa vem de outros ministérios</strong></p>
<p>No capítulo dedicado à Defesa, Pedro Seabra analisa os 6.118 milhões de euros reportados por Portugal à NATO, equivalentes a 2% do produto interno bruto.</p>
<p>Desse montante, apenas 4.114 milhões de euros, ou 67,2%, foram executados pelo Ministério da Defesa Nacional em despesas tradicionalmente associadas às Forças Armadas. Os restantes 2.004 milhões, correspondentes a 32,8%, foram executados por outras áreas governativas.</p>
<p>O investigador considera que o alargamento do perímetro contabilístico permitiu a Portugal apresentar um aumento acentuado do investimento reportado à NATO, embora uma parte significativa do valor não corresponda diretamente à aquisição de capacidades militares ou ao funcionamento do setor da Defesa.</p>
<p><strong>Falta de professores deverá agravar-se</strong></p>
<p>Na Educação, Isabel Flores conclui que o programa “+Aulas+Sucesso” não conseguiu corrigir a distribuição desigual de professores no território, mantendo-se as maiores carências na Grande Lisboa, no Alentejo Litoral e no Algarve.</p>
<p>Segundo a investigadora, os incentivos financeiros à deslocação não compensam os custos da habitação e de vida, nem a ausência de redes familiares. O problema afeta sobretudo o terceiro ciclo e o ensino secundário, em disciplinas como Português, Matemática, Física e Química, Inglês e Informática.</p>
<p>A expansão das vagas na formação inicial também não resolveu o desajuste, uma vez que a oferta continua concentrada no Norte e no Centro, longe das regiões onde a falta de professores é mais intensa. As projeções apontam para um agravamento do défice nos próximos anos.</p>
<p><strong>Nova agência pode provocar “paralisia administrativa”</strong></p>
<p>O relatório dedica ainda um capítulo à extinção da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e da Agência Nacional de Inovação, substituídas pela Agência para a Investigação e Inovação.</p>
<p>Maria de Lurdes Rodrigues e Jorge Costa alertam que a fusão poderá provocar “paralisia administrativa” e “asfixia burocrática”, comprometendo a produção científica nas universidades e nos centros de investigação.</p>
<p>Os autores consideram que a nova entidade corre o risco de se transformar numa estrutura pesada e difícil de operar, expondo a investigação científica às prioridades económicas de curto prazo. Na sua avaliação, a manutenção da FCT e da ANI como organismos autónomos, sob tutelas distintas, teria sido uma solução mais prudente.</p>
<p>O relatório conclui que a fusão pode comprometer décadas de desenvolvimento do sistema científico nacional, sem resolver os problemas de inovação das empresas portuguesas, que terão origem na estrutura da economia e não no funcionamento da administração pública.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789995]]></sapo:autor>
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		<title>Super Bock Group: Mais dados, mais agilidade, mais valor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:07:24 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Super Bock Group]]></category>
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					<description><![CDATA[A transformação digital está a impulsionar mudanças profundas no Super Bock Group, com foco na eficiência, inovação e criação de valor para o negócio.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A transformação digital deixou há muito de ser apenas uma questão tecnológica para assumir um papel estruturante na forma como as organizações operam, competem e respondem às exigências do mercado. Num contexto marcado pela aceleração da inovação, pela crescente importância dos dados e pela necessidade de ganhar eficiência sem perder agilidade, as empresas são desafiadas a repensar processos, modelos de gestão e formas de trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">No Super Bock Group, este caminho tem sido acompanhado por uma estratégia que procura alinhar tecnologia, operações e pessoas. Em declarações à Executive Digest, Miguel Sousa, director de Sistemas de Informação do Super Bock Group, explica como a empresa tem vindo a modernizar os seus modelos operacionais, reforçando a integração entre áreas, a automatização de processos e a capacidade de decisão baseada em informação. «O foco não está apenas na adopção de tecnologia, mas sobretudo na criação de modelos operacionais mais ágeis, integrados e orientados à decisão baseada em dados», afirma.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo dos últimos anos, a organização tem desenvolvido um processo de transformação digital assente numa lógica transversal, que combina modernização tecnológica, revisão de processos e desenvolvimento de competências internas. Segundo Miguel Sousa, o objectivo passa por criar uma estrutura mais preparada para responder aos desafios de um mercado em constante evolução, promovendo simultaneamente ganhos de eficiência e capacidade de adaptação.</p>
<p style="text-align: justify;">Este percurso tem sido acompanhado por investimentos relevantes em diferentes frentes tecnológicas. Entre elas encontram-se a digitalização de processos considerados críticos, a integração entre áreas de negócio, a automatização de tarefas repetitivas e o reforço da monitorização operacional em tempo real. Paralelamente, a empresa tem vindo a apostar na modernização da arquitectura tecnológica, na adopção de soluções cloud, na conectividade industrial e na evolução das plataformas de suporte ao negócio. «Hoje, a transformação digital é trabalhada de forma colaborativa, com uma lógica muito orientada à criação de valor e à melhoria contínua», refere.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta visão está alinhada com uma estratégia mais ampla de inovação tecnológica que tem vindo a marcar a evolução do Grupo ao longo da última década. A importância atribuída à tecnologia tornou-se particularmente evidente após a concretização do maior projecto de investimento realizado pela empresa, um programa que envolveu cerca de 100 milhões de euros num período de apenas três anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das expressões mais visíveis dessa aposta encontra-se na unidade de Leça do Balio, onde está localizada a sede do Super Bock Group. Em 2015, a fábrica alcançou uma posição de referência a nível europeu em áreas como eficiência energética, qualidade e serviço. A modernização das infra- -estruturas incluiu a construção de um armazém logístico totalmente automatizado, equipado com um circuito de veículos eléctricos que estabelece uma ligação directa à fábrica e permite automatizar processos desde o enchimento até à expedição.</p>
<p style="text-align: justify;">Também o Centro de Produção de Pedras Salgadas foi alvo de investimentos tecnológicos destinados a optimizar recursos e a reforçar os níveis de satisfação dos clientes, numa estratégia que procura associar inovação, produtividade, sustentabilidade e competitividade.</p>
<p style="text-align: justify;">Os impactos desta transformação têm sido sentidos em várias áreas da organização. Embora o processo tenha uma natureza transversal, existe uma atenção especial à relação com os clientes do canal Horeca, segmento onde a empresa procura criar experiências mais simples, eficientes e integradas.</p>
<p style="text-align: justify;">A digitalização tem sido utilizada como instrumento para melhorar a interacção com parceiros comerciais, simplificar processos e aumentar a capacidade de resposta. Em paralelo, o Grupo tem desenvolvido iniciativas orientadas para o aumento da eficiência operacional, abrangendo tanto as áreas industriais e logísticas como diferentes funções de suporte ao negócio.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que digitalizar procedimentos existentes, o objectivo passa por repensar os processos desde a sua origem. A transformação digital é encarada como um motor de mudança organizacional, capaz de gerar novas formas de trabalhar e de criar valor. Ainda assim, o percurso está longe de concluído. Entre os desafios identificados encontram-se a simplificação da experiência digital, a valorização dos dados como activo estratégico e a aceleração da adopção tecnológica por parte das equipas.</p>
<p style="text-align: justify;">Na área da produção e da cadeia de abastecimento, os ganhos associados à digitalização traduzem- -se numa maior capacidade de monitorização e controlo das operações. A integração dos diferentes processos permite obter uma visão mais completa dos f luxos produtivos, reforçando simultaneamente a capacidade de resposta perante desvios ou necessidades operacionais.</p>
<p style="text-align: justify;">A recolha e o tratamento de informação assumem aqui um papel particularmente relevante. O acesso a dados mais fiáveis e actualizados permite identificar problemas com maior rapidez e actuar sobre as respectivas causas, contribuindo para uma gestão mais eficiente dos recursos e para uma melhoria contínua dos níveis de qualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A crescente digitalização das operações traz também novos desafios relacionados com a segurança da informação e a conformidade regulatória. Para o Super Bock Group, estes temas não são encarados como áreas independentes da inovação tecnológica, mas antes como componentes integradas da estratégia de transformação.</p>
<p style="text-align: justify;">A organização tem vindo a reforçar políticas, processos e mecanismos de governação destinados a garantir elevados padrões de segurança, protecção de dados e gestão de risco. Em simultâneo, acompanha a evolução das exigências regulamentares e as especificidades dos diferentes mercados onde está presente.</p>
<p style="text-align: justify;">A abordagem adoptada procura conciliar inovação e prudência.</p>
<p style="text-align: justify;">O objectivo consiste em explorar novas tecnologias e aproveitar o seu potencial, mas sempre de forma controlada e alinhada com as necessidades concretas do negócio.</p>
<p style="text-align: justify;">Num contexto caracterizado por mudanças tecnológicas constantes e por uma crescente complexidade regulatória, a capacidade de garantir confiança, resiliência e adaptação surge como um factor determinante.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar do peso crescente da tecnologia, a empresa considera que a transformação digital continua a depender essencialmente das pessoas. A adopção de novas ferramentas ou plataformas só produz resultados quando é acompanhada por mudanças efectivas na forma de trabalhar, colaborar e inovar.</p>
<p style="text-align: justify;">Por essa razão, o Super Bock Group tem procurado desenvolver uma estratégia assente na proximidade às equipas e no envolvimento das diferentes áreas do negócio. A organização acredita que a tecnologia gera impacto quando é percepcionada como um facilitador da actividade diária e quando existe uma compreensão clara dos objectivos associados à mudança.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste contexto, o reforço da literacia digital assume particular importância. A capacitação das equipas e o desenvolvimento contínuo de competências são vistos como elementos fundamentais para garantir uma adopção sustentável da inovação e para preparar a organização para os desafios futuros.</p>
<p style="text-align: justify;">A crescente presença da automação e da inteligência artificial torna esta dimensão ainda mais relevante. Embora as novas tecnologias ofereçam oportunidades significativas para aumentar a eficiência e apoiar processos de decisão, a empresa considera essencial assegurar que a evolução tecnológica continua centrada nas pessoas e na criação de valor para clientes, colaboradores e negócio.</p>
<p style="text-align: justify;">Olhando para o futuro, o Super Bock Group identifica a inteligência artificial como uma das tecnologias com maior potencial de impacto, sobretudo pela sua capacidade de apoiar decisões, optimizar operações e aumentar a eficiência dos processos. Contudo, a empresa considera que a próxima fase da transformação digital será marcada não apenas por uma tecnologia específica, mas pela convergência de diferentes soluções e pela capacidade das organizações para as integrar de forma eficaz.</p>
<p style="text-align: justify;">Ferramentas associadas à automação inteligente, analytics avançado, cloud e Internet das Coisas deverão continuar a ganhar relevância nos próximos anos. No entanto, o verdadeiro diferencial estará na forma como as empresas utilizam estas tecnologias para repensar os seus processos e gerar valor real, evitando uma abordagem limitada à simples automatização de tarefas.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste sentido, a ambição do Super Bock Group passa por continuar a evoluir enquanto organização mais ágil, resiliente e preparada para responder aos desafios de um sector em permanente transformação. A transformação digital surge como um elemento central dessa estratégia, contribuindo para reforçar a eficiência, a capacidade de inovação e a competitividade da empresa, sem perder de vista a identidade, a qualidade e os valores que caracterizam o Grupo e as suas marcas.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>E</em><em>ste artigo faz parte do Caderno Especial “Transformação Digital”, publicado na edição de Junho (n.º 243</em><em>) da Executive Digest.</em></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781423]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Legado de Belmiro de Azevedo inspira mais de mil candidaturas a prémio de educação. Sonae revela os finalistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Belmiro de Azevedo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Sonae]]></category>
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					<description><![CDATA[O Prémio Sonae Educação já selecionou os 20 projetos finalistas da sua quarta edição, a mais participada de sempre, depois de receber mais de mil candidaturas de escolas, entidades educativas e organizações de todo o país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>O Prémio Sonae Educação já selecionou os 20 projetos finalistas da sua quarta edição, a mais participada de sempre, depois de receber mais de mil candidaturas de escolas, entidades educativas e organizações de todo o país.</p>
<p>Os vencedores serão anunciados a 10 de setembro, na Fundação de Serralves, no Porto, e irão repartir um total de 150 mil euros destinados a apoiar projetos de inovação e inclusão na educação.</p>
<p>Além do apoio financeiro, os projetos distinguidos passarão a integrar o ecossistema Sonae, beneficiando de mentoria, acompanhamento especializado e apoio na monitorização do impacto das suas iniciativas.</p>
<p>Segundo Miguel Mota Freitas, Chief Representative for Culture &amp; Education da Sonae, os projetos finalistas demonstram &#8220;o contributo importante&#8221; que a inovação pode dar para melhorar a educação em Portugal. &#8220;Queremos impulsionar, apoiar e dar escala a soluções que fazem a diferença e que podem inspirar novas respostas para a educação no país&#8221;, afirma.</p>
<p>A cerimónia de entrega dos prémios será acompanhada pela conferência &#8220;Educação Inteligente: o futuro da aprendizagem na era da IA&#8221;, que reunirá especialistas nacionais e internacionais, professores e responsáveis por instituições de ensino para debater o impacto da inteligência artificial na educação.</p>
<p>O orador principal será Arnold Pears, diretor do Departamento de Aprendizagem em Ciências da Engenharia no KTH Royal Institute of Technology, professor da Universidade de Uppsala e membro do Conselho Nacional para a Inovação Pedagógica no Ensino Superior, em Portugal. O programa inclui ainda duas mesas-redondas dedicadas aos desafios que a inteligência artificial coloca às escolas, nomeadamente na utilização da tecnologia em contexto de sala de aula e no desenvolvimento do pensamento crítico.</p>
<p>Nesta edição, o prémio divide-se em duas categorias, cada uma com dez finalistas: Categoria Geral e Categoria Escolas Públicas.</p>
<p>Na Categoria Geral foram selecionados projetos apresentados pelo Agrupamento de Escolas de Vila Flor, Aproximar, Associação Magnolia Method, Associação No Bully Portugal, Associação Ser Milage, Code for All, ColorADD Social Associação, Escola Secundária Camilo Castelo Branco, Kaizen Education e Rural Move.</p>
<p>Já na Categoria Escolas Públicas figuram os agrupamentos de escolas de Águeda, António Nobre, Augusto Cabrita, Aver-o-Mar, Clara de Resende, Pedro Eanes Lobato, Pedrouços e Teixoso, bem como a Escola Básica da Amoreira e os Jardins de Infância do Agrupamento de Escolas de Castro Verde.</p>
<p>Ao todo, 12 escolas públicas estão representadas entre os 20 finalistas, incluindo duas na Categoria Geral.</p>
<p>Os projetos finalistas abrangem áreas como a inclusão escolar, a personalização das aprendizagens, a saúde mental, a integração de alunos migrantes, a prevenção do bullying, o desenvolvimento de competências digitais e STEAM, a utilização da inteligência artificial, a redução da burocracia nas escolas e o reforço das competências socioemocionais.</p>
<p>Entre as soluções selecionadas encontram-se plataformas de inteligência artificial para personalizar o ensino, ferramentas de deteção precoce de problemas de saúde mental, laboratórios de realidade virtual e aumentada, programas de inclusão de alunos com deficiência visual ou necessidades específicas e iniciativas de integração de crianças migrantes.</p>
<p>Criado em 2023, o Prémio Sonae Educação ultrapassa este ano os 550 mil euros atribuídos a projetos ligados à educação. Nas quatro edições realizadas, a iniciativa recebeu mais de 2.200 candidaturas, reforçando a adesão de escolas e organizações que desenvolvem projetos de inovação educativa em Portugal.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789991]]></sapo:autor>
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		<title>Fidelidade mantém rating &#8220;A&#8221; da S&#038;P e vê outlook subir para &#8220;Positivo&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 09:52:14 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Fidelidade]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[rating]]></category>
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					<description><![CDATA[A Standard &#038; Poor's (S&#038;P) Global Ratings manteve o rating de crédito da Fidelidade em "A" e reviu em alta a perspetiva (outlook) da seguradora, passando de "Estável" para "Positivo".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Standard &amp; Poor&#8217;s (S&amp;P) Global Ratings manteve o rating de crédito da Fidelidade em &#8220;A&#8221; e reviu em alta a perspetiva (outlook) da seguradora, passando de &#8220;Estável&#8221; para &#8220;Positivo&#8221;.</p>
<p>A agência de notação financeira confirmou igualmente o rating &#8220;A&#8221; da Fidelidade Re, a resseguradora cativa do Grupo Fidelidade, cujo rating permanece alinhado com o da seguradora.</p>
<p>Na fundamentação da decisão, a S&amp;P destaca o fortalecimento da posição de capital do grupo, sustentado pela retenção de resultados e pelas recentes emissões de instrumentos híbridos, bem como a manutenção de níveis de solvência considerados robustos.</p>
<p>A agência sublinha ainda a diversificação do negócio da Fidelidade, tanto ao nível geográfico como das diferentes linhas de atividade, bem como a sua posição de liderança no mercado segurador português. Entre os fatores valorizados está também a capacidade demonstrada pelo grupo para responder a eventos climáticos severos, apoiada por uma estratégia de resseguro considerada sólida.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789985]]></sapo:autor>
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		<title>Nova orgânica do INEM não prevê delegações regionais no Norte, Centro e Sul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 09:45:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As delegações do Norte, Centro e Sul deixam de constar da nova lei orgânica do INEM, mas o presidente do instituto adiantou que o novo modelo de funcionamento prevê o reforço da presença da emergência pré-hospitalar nessas regiões.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As delegações do Norte, Centro e Sul deixam de constar da nova lei orgânica do INEM, mas o presidente do instituto adiantou que o novo modelo de funcionamento prevê o reforço da presença da emergência pré-hospitalar nessas regiões.</P><br />
<P>Publicado hoje em Diário da República, o diploma aprovado em Conselho de Ministros em maio indica apenas que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) é um organismo central com jurisdição sobre o território de Portugal continental e com sede em Lisboa.</P><br />
<P>A orgânica que entrou em vigor no início de 2012 determinava que o INEM, além da sede na capital, dispunha também de três serviços territorialmente desconcentrados, as chamadas delegações regionais do Norte, Centro e Sul, e que agora deixam de constar do novo decreto-lei.</P><br />
<P>Contactado pela Lusa, Luís Mendes Cabral salientou que os estatutos que entretanto serão publicados mantêm os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) nos quatro polos e vão permitir &#8220;reforçar a presença dos serviços de apoio no Porto, Coimbra e Algarve com a contratação de mais profissionais&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789978]]></sapo:autor>
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		<title>Exames Nacionais: Ministro aponta que 99,3% das provas estão corrigidas e admite que resultados podem não sair amanhã</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 09:36:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Fernando Alexandre fez apelo aos professores, uma vez que está a ser difícil encontrar classificadores para acabar o processo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Educação Fernando Alexandre falou esta quinta-feira de manhã sobre a polémica da correção dos Exames Nacionais, indicando que 99,3% das provas estavam corrigidas, isto já depois de o prazo oficial ter terminado. Assim, o governante volta atrás com a promessa feita ontem, e já admite que é possível que as pautas com os resultados e classificações dos exames possam não ser todas publicadas amanhã, como previsto no calendário.</p>
<p>&#8220;Ainda estamos a corrigir, temos algumas dificuldades em encontrar professores classificadores, com maiores dificuldades em Português e Matemática. Aliás, Português foi a prova com mais erros que, neste processo, precisaram de ser corrigidos&#8221;, indicou o ministro, admitindo sobrecarga dos professores para chegar ao atual patamar de 99,3% das provas corrigidas.</p>
<p>&#8220;Precisamos que professores classificadores continuem disponíveis para fecharmos isto&#8221;, continuou Fernando Alexandre, explicando que na prova de Física e Química tem 99,5 das respostas corrigidas (faltam 373) e Biologia e Geologia está com 99,7% das repostas já avaliadas, faltando 584. &#8220;Estamos quase lá e será difícil explicar este problema do sistema educativo, neste ponto. Haverá auditorias que já pedimos e tempo para apurar responsabilidades, mas será difícil explicar se não concluirmos quando estamos tão perto de terminar, e não fechar este tema. Estou a pedir a colaboração dos professores&#8221;, apelou mais uma vez, referindo que a necessidade de mais professores classificadores tem sido recorrentemente transmitida pelo Júri Nacional de Exames.</p>
<p>&#8220;As culpas vão ser apuradas no final, agora estamos concentrados em resolver o problema. As provas que já estão fechadas vão começar a ser enviadas esta tarde, para publicação amanhã, para as escolas&#8221;, acrescentou Fernando Alexandre.</p>
<p>Questionado pelos jornalistas, e perante a pressão, lá acabou por admitir que há risco de as notas não serem publicadas amanhã. &#8220;Se ainda não estão corrigidas todas a provas, claro que há risco&#8221;, explicou mas referiu ter esperança de que &#8220;não haja necessidade&#8221; de adiar o calendário da segunda fase dos Exames Nacionais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789962]]></sapo:autor>
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		<title>Oposição interna do PAN pede demissão de Inês Sousa Real e exige novo Congresso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 09:31:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O movimento Transformar para Crescer, de oposição interna à atual direção do PAN, pediu hoje a demissão da porta-voz do partido, Inês de Sousa Real, e defendeu a realização de um novo Congresso com eleições internas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O movimento Transformar para Crescer, de oposição interna à atual direção do PAN, pediu hoje a demissão da porta-voz do partido, Inês de Sousa Real, e defendeu a realização de um novo Congresso com eleições internas.</P><br />
<P>Este pedido surge na sequência da decisão do Tribunal Constitucional (TC), que invalidou a eleição dos atuais órgãos dirigentes do PAN, realizada no último congresso em dezembro de 2025.</P><br />
<P>O movimento Transformar para Crescer é liderado por Carolina Pia, autora do pedido de impugnação que esteve na origem deste acórdão do TC, que liderou a única lista opositora nas últimas eleições à direção do partido e que esteve ausente desse congresso em protesto, por considerar não estarem asseguradas as &#8220;garantias democráticas&#8221; para a realização dos trabalhos.</P><br />
<P>Este movimento, que Carolina Pia diz representar cerca de 30 atuais filiados do PAN e outras três dezenas de antigos militantes, escreveu, em comunicado, que a decisão do Constitucional representa &#8220;o momento para que Inês de Sousa Real assuma responsabilidades políticas, apresente a sua demissão e permita ao partido iniciar um verdadeiro processo de renovação democrática&#8221;.</P><br />
<P>Estes militantes pediram a realização de &#8220;eleições livres, no âmbito de um Congresso convocado por uma comissão independente e idónea, com prazos adequados e regras que garantam a participação democrática e universal de todos os filiados&#8221;.</P><br />
<P>A oposição interna sustentou que a atual liderança é a &#8220;principal causa da degradação do projeto político do PAN e da crescente irrelevância eleitoral em que o partido se encontra&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A incapacidade de afirmar politicamente o partido, a perda de credibilidade junto dos eleitores e o agravamento das divisões internas contribuíram decisivamente para a situação atual&#8221;, argumentou o movimento.</P><br />
<P>Este movimento acusou Sousa Real de, &#8220;apesar de ser a principal responsável pela orientação política do PAN&#8221;, nunca ter assumido &#8220;responsabilidade direta por esses resultados, atribuindo-os sistematicamente a fatores externos&#8221;.</P><br />
<P>Para a oposição interna, &#8220;a decisão do Tribunal Constitucional deve constituir uma oportunidade&#8221; para &#8220;recuperar a democracia interna, a liberdade para se vocalizar opiniões divergentes, a garantia de igualdade de participação a todos os filiados, a transparência e a confiança dos militantes num partido que hoje se encontra profundamente fragilizado&#8221;.</P><br />
<P>O Tribunal Constitucional (TC) declarou ilegal parte do regulamento do último congresso do PAN e, como consequência, invalidou a última eleição da direção do partido, na qual Inês de Sousa Real foi reeleita como porta-voz.</P><br />
<P>A decisão consta de um acórdão do Tribunal Constitucional, a que a agência Lusa teve acesso, datado de 13 de julho e feito na sequência de um pedido de impugnação da militante do PAN Carolina Pia à eleição dos titulares dos órgãos internos do partido que decorreu no X Congresso do PAN, realizado em 20 de dezembro de 2025, em Coimbra.</P><br />
<P>No acórdão, que tem como relatora a Juíza Conselheira Mariana Canotilho, o TC declarou ilegais duas alíneas do regulamento do X Congresso Nacional do PAN e, &#8220;em consequência&#8221;, invalidou a eleição dos titulares da Comissão de Jurisdição Nacional (CJN) e da Comissão Política Nacional (CPN), órgão máximo da direção do partido e do qual resulta a eleição do porta-voz.</P><br />
<P>No entanto, o TC esclareceu que não lhe compete &#8220;determinar a realização de novo Congresso, nem condenar o partido à prática de atos concretos&#8221;, considerando que cabe &#8220;aos órgãos partidários competentes extrair as devidas consequências da presente decisão e, por essa via, repor a legalidade&#8221;.</P></p>
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