Fábrica de cerveja de Isabel dos Santos em Angola admite risco de falência

A Sodiba, fábrica angolana de cervejas de Isabel dos Santos, está em risco de falir a curto prazo, na sequência da providência cautelar de arresto decretada pelo Tribunal Provincial de Luanda em Dezembro do ano passado.

Executive Digest

A Sodiba, fábrica angolana de cervejas de Isabel dos Santos, está em risco de falir a curto prazo, na sequência da providência cautelar de arresto decretada pelo Tribunal Provincial de Luanda em Dezembro do ano passado, avança o jornal “Valor Económico”.

Só este ano, há a necessidade de se «investir em vasilhames 1,5 mil milhões de kwanzas. Isto é o mínimo para permitir às marcas crescerem em linha com as necessidades da empresa», explica o CEO da Sodiba, Luís Ferreira. «Temos feito um percurso de crescimento e estamos a ter bons resultados com o crescimento da quota de mercado, a nível nacional, e a conquista de contratos a nível internacional», mas sem o apoio dos accionistas «o risco de colapso será uma realidade a curto prazo», alerta.

A Sodiba foi inaugurada em Dezembro de 2016, com um investimento inicial de 150 milhões de dólares, e emprega actualmente cerca de 500 pessoas. Em 2017 começou a produzir a cerveja portuguesa Sagres e em Novembro do mesmo ano lançou a Luandina. Detém ainda uma participação de 51% na fábrica de embalagens de vidros Embalvridro, cuja inauguração estava inicialmente prevista para o ano passado.

«A Sodiba é uma empresa com necessidade de investimento e onde a engenheira Isabel dos Santos injectou, ao longo dos últimos anos, biliões de kwanzas para apoio aos défices de exploração, reforço de fundo de maneio e garantia de investimento. Foram investidos valores significativos em marketing e, no último ano (2019), mais de dois mil milhões de kwanzas em grades e garrafas para reforçar a presença no formato retornável», adianta Luís Ferreira.

Recorde-se que, a 30 de Dezembro de 2019 o Tribunal Provincial de Luanda determinou o arresto preventivo de contas bancárias pessoais de Isabel dos Santos, de Sindika Dokolo e de Mário da Silva, o principal gestor da empresária, além de nove empresas angolanas nas quais detêm participações sociais. Entre essas empresas, encontram-se a Sodiba, uma das mais afectadas por ter como accionistas únicos Isabel dos Santos e Dokolo.

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Na sequência desta decisão, Isabel dos Santos argumentou que «as empresas foram condenadas à morte».

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