Extraditado para a Irlanda alegado líder do grupo criminoso Kinahan

O alegado líder do grupo criminoso Kinahan, organização que se de dedica ao tráfico de droga em vários países do mundo, é hoje extraditado para a Irlanda desde os Emirados Árabes Unidos, onde está detido desde abril.

Executive Digest com Lusa

O alegado líder do grupo criminoso Kinahan, organização que se de dedica ao tráfico de droga em vários países do mundo, é hoje extraditado para a Irlanda desde os Emirados Árabes Unidos, onde está detido desde abril.

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Daniel Kinahan, de 49 anos, chegará hoje ao aeródromo de Casement, a sudoeste de Dublin, a bordo de um avião do Governo irlandês e sob escolta policial, sendo depois presente ao Tribunal Penal Especial (SCC, na sigla em inglês) acusado de liderar uma organização criminosa.

Um forte dispositivo de segurança, com agentes da polícia irlandesa, das forças armadas e do serviço prisional irlandês, foi mobilizado para receber Kinahan, que será posteriormente transferido para a prisão de segurança máxima de Portlaoise, no centro da ilha, numa carrinha de escolta blindada e à prova de bala.

Daniel Kinahan foi detido no Dubai, onde residia há uma década, pelas autoridades dos Emirados Árabes Unidos a 17 de abril na sequência de um mandado de detenção emitido pela justiça irlandesa.

No final de julho, Kinahan viu fracassar o seu último recurso para evitar a extradição dos Emirados Árabes Unidos para Irlanda, onde nasceu.

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O Grupo Criminoso Organizado Kinahan (KOCG, na sigla em inglês), que surgiu na década de 90 na Irlanda, é considerado o cartel mais poderoso da ilha e um dos maiores do mundo, com presença em mais de 20 países, estendendo-se pela Europa, Médio Oriente, América do Sul e Ásia.

Embora o cartel tenha sido fundado por Christopher Vincent Kinahan, o pai, Daniel é considerado o verdadeiro chefe operacional do grupo, estando envolvido em crimes relacionados com drogas, incluindo homicídios ou branqueamento internacional de capitais, bem como numa guerra entre gangues na Irlanda.

Em 2022, o Governo dos Estados Unidos chegou a oferecer uma recompensa de até cinco milhões de dólares pela captura dos líderes dos Kinahan, entre os quais Daniel.

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