As exportações russas de derivados de petróleo registaram em julho um mínimo histórico, situando-se nos 4,7 milhões de toneladas, uma queda homóloga de 51%, divulgou hoje o Centro de Investigação sobre Energia e Ar Limpo (CREA).
Em julho, as exportações de derivados do petróleo da Rússia caíram 23% face ao registado no mês anterior.
Os dados são do CREA, um organismo independente com sede na Finlândia, que atribuiu esta queda aos contínuos ataques com drones da Ucrânia contra as refinarias russas, que limitaram a capacidade de produção e obrigaram Moscovo a dar prioridade à procura interna para garantir o abastecimento de gasolina e gasóleo.
De acordo com o relatório, as receitas totais provenientes da exportação de combustíveis fósseis russos diminuíram em julho 12% relativamente ao mês anterior, para 683 milhões de euros por dia.
As receitas da Rússia com a exportação de crude aumentaram 1% em relação a junho, atingindo 392 milhões de euros por dia, com uma queda de 21% nas receitas provenientes das exportações de petróleo por oleodutos e um aumento de 7% nas exportações por via marítima.
Já as receitas provenientes da exportação de gás natural liquefeito (GNL) caíram em julho 36%, para 38 milhões de euros por dia, após uma redução de 34% nos volumes.
Em contrapartida, o volume de exportação de gás através de gasodutos aumentou 20% em comparação com junho, o que permitiu a Moscovo arrecadar 71 milhões de euros por dia, um aumento de 27%.
A Rússia também aumentou as receitas com as exportações de carvão, que se situaram nos 66 milhões de euros por dia, mais 15% do que em junho.
Segundo o relatório do CREA, a China manteve-se em julho como o principal comprador de combustíveis fósseis russos e contribuiu para os cofres russos com 7.700 milhões de euros, o que representa 43% das receitas totais de Moscovo neste segmento.
O ‘gigante’ asiático foi o maior comprador de petróleo bruto e carvão russos, seguido pela Índia, enquanto a Turquia foi o maior cliente de derivados de petróleo e a União Europeia (UE) de gás natural e GNL.
As importações de petróleo bruto russo pela Índia em julho atingiram um máximo histórico pelo segundo mês consecutivo, situando-se nos 5.500 milhões de euros, um aumento de 2,1% comparativamente com o mês anterior.
A UE foi o quarto maior comprador de combustíveis fósseis russos em julho, tendo gasto 1.500 milhões de euros em GNL, petróleo bruto e gás natural, um valor que correspondeu a 8% das receitas totais da Rússia provenientes da exportação de hidrocarbonetos.
Dentro da UE, a Hungria, a Eslováquia e a Bélgica foram os principais compradores de combustíveis fósseis russos, enquanto Espanha, que em junho ocupava o terceiro lugar, saiu da lista dos cinco maiores clientes europeus após ter reduzido em 64% as importações de GNL russo, para 77 milhões de euros.














