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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 20 Jul 2026 12:07:32 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Trump ameaça retaliar contra televisões que recusaram transmitir o seu discurso sobre fraude eleitoral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:55:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[eleições presidenciais]]></category>
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		<category><![CDATA[fraude eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA['NBC' e a 'ABC' optaram por não transmitir o discurso em direto, preferindo acompanhar a intervenção com análise editorial e verificação dos factos após o seu término]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump voltou a colocar os meios de comunicação social na mira das suas críticas, ameaçando retirar as licenças de emissão da &#8216;NBC&#8217; e da &#8216;ABC News&#8217; depois de ambas terem decidido não transmitir em direto um discurso centrado nas alegações de fraude nas eleições presidenciais de 2020.</p>
<p>Durante a intervenção, o presidente americano voltou a insistir, sem apresentar provas novas, que o sistema eleitoral dos Estados Unidos foi alvo de fraude. No mesmo discurso, acusou também a China de interferência nas eleições de 2020, recuperou alegações sobre a Venezuela e voltou a referir um antigo caso relacionado com a cidade de Muskegon, no Michigan.</p>
<p><strong>Televisões recusaram transmissão sem verificação dos factos</strong></p>
<p>A &#8216;NBC&#8217; e a &#8216;ABC&#8217; optaram por não transmitir o discurso em direto, preferindo acompanhar a intervenção com análise editorial e verificação dos factos após o seu término.</p>
<p>A decisão não é inédita. As duas estações também recusaram transmitir integralmente alguns discursos de Barack Obama e Joe Biden quando consideraram que tinham um caráter predominantemente político.</p>
<p>Trump classificou a decisão como parte de uma alegada &#8220;conspiração&#8221; para proteger o Partido Democrata e impedir que o público conhecesse aquilo que descreveu como &#8220;corrupção&#8221; no sistema eleitoral.</p>
<p><strong>Presidente ameaça revogar licenças de emissão</strong></p>
<p>Durante o discurso, Trump voltou a defender que as emissoras utilizam frequências públicas sem garantirem, na sua perspetiva, uma cobertura imparcial.</p>
<p>&#8220;Tudo o que pedimos é honestidade nas nossas eleições e honestidade na informação&#8221;, afirmou.</p>
<p>O Presidente ameaçou retirar as licenças de emissão da &#8216;NBC&#8217; e da &#8216;ABC&#8217;, uma possibilidade que já tinha levantado noutras ocasiões em resposta à cobertura mediática que considera desfavorável.</p>
<p><strong>Outras cadeias também limitaram a cobertura</strong></p>
<p>Além da &#8216;NBC&#8217; e da &#8216;ABC&#8217;, outras cadeias norte-americanas optaram por não transmitir integralmente o discurso.</p>
<p>A CNN manteve a programação habitual e exibiu apenas excertos acompanhados de análise. A &#8216;CBS News&#8217; e a &#8216;MS NOW&#8217; seguiram uma estratégia semelhante.</p>
<p>A &#8216;Fox News&#8217; foi a única grande estação a transmitir a intervenção na íntegra.</p>
<p>Ainda assim, a reação posterior revelou prudência pouco habitual. O apresentador Sean Hannity limitou-se a elogiar genericamente o discurso, enquanto o jornalista Brett Baier afirmou que não existiam elementos suficientes para avaliar a veracidade das alegações apresentadas.</p>
<p>Poucos minutos depois, a emissão mudou de tema.</p>
<p><strong>Contexto marcado pelas eleições de 2020</strong></p>
<p>As alegações de fraude eleitoral continuam a marcar o discurso político de Trump, apesar de não terem sido confirmadas pelos tribunais nem pelas autoridades eleitorais americanas.</p>
<p>Em 2023, a &#8216;Fox News&#8217; aceitou pagar 787 milhões de dólares para resolver um processo por difamação relacionado com a divulgação de falsas alegações sobre manipulação das eleições presidenciais de 2020.</p>
<p>Essas teorias alimentaram a contestação aos resultados eleitorais e culminaram na invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, por apoiantes de Trump.</p>
<p><strong>Revogação das licenças enfrentaria obstáculos legais</strong></p>
<p>A eventual retirada das licenças de emissão dependeria da Comissão Federal de Comunicações (FCC), liderada por Brendan Carr.</p>
<p>Contudo, especialistas em direito americano consideram que uma medida dessa natureza enfrentaria fortes obstáculos legais, uma vez que o funcionamento das emissoras está protegido pela Lei das Comunicações e pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante a liberdade de expressão.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791377]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>&#8220;Vamos ser melhores&#8221;: Andy Brunham discursa oficialmente como primeiro-ministro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:51:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Novo primeiro-ministro britânico já foi convidado pelo rei Carlos III a formar Governo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Andy Burnham assumiu esta segunda-feira funções como primeiro-ministro do Reino Unido e, no seu primeiro discurso à porta do número 10 de Downing Street, apresentou a chegada ao Governo como um momento de viragem para o país. Perante uma multidão de apoiantes que o recebeu com aplausos, o novo chefe do Executivo afirmou que o Reino Unido atravessa um período que exige reflexão, renovação e uma mudança profunda na forma de fazer política, comprometendo-se a restaurar a estabilidade e a confiança dos britânicos.</p>
<p>No início da intervenção, Burnham descreveu a sua entrada em funções como &#8220;um momento de reflexão e de uma nova determinação&#8221;. O primeiro-ministro sustentou que a atual geração de responsáveis políticos terá de &#8220;elevar o nível&#8221; da sua atuação para responder aos desafios que o país enfrenta, defendendo que o Reino Unido precisa de demonstrar que é capaz de &#8220;recuperar novamente a sua estabilidade&#8221;. Segundo afirmou, esse será o principal desafio do seu Governo e a prioridade dos próximos anos.</p>
<p>Dirigindo-se diretamente aos cidadãos, Burnham reconheceu o crescente afastamento entre a população e a classe política. &#8220;Sei que as pessoas estão fartas da política. Ouço-vos&#8221;, declarou, assumindo que os responsáveis políticos &#8220;não têm sido suficientemente bons&#8221; e garantindo que essa realidade terá de mudar. &#8220;Temos de ser melhores. E vamos sê-lo&#8221;, afirmou, procurando transmitir uma mensagem de compromisso com uma nova forma de governar.</p>
<p>O novo primeiro-ministro classificou este momento como um verdadeiro &#8220;ponto de rutura&#8221; (&#8220;circuit-breaker moment&#8221;) para a Grã-Bretanha, defendendo que o país necessita de um novo modelo político, mais cooperativo e orientado para a resolução de problemas concretos, em vez da confrontação permanente entre partidos. Burnham prometeu promover uma cultura política baseada na colaboração, afastando-se da lógica do conflito e da procura de ganhos partidários imediatos.</p>
<p>Na mesma intervenção, o líder trabalhista fez uma reflexão sobre o percurso económico e social do Reino Unido nas últimas décadas, apontando o que considerou terem sido alguns dos &#8220;caminhos errados&#8221; seguidos durante a década de 1980. Entre eles destacou as políticas de privatização e de desindustrialização, argumentando que muitas regiões britânicas continuam, ainda hoje, sem recuperar plenamente das consequências dessas opções. Para Burnham, corrigir essas desigualdades territoriais será uma das prioridades do novo Executivo.</p>
<p>O primeiro-ministro defendeu que o futuro do país passa por reconstruir a confiança nas instituições e aproximar novamente a política dos cidadãos, através de uma governação focada em soluções práticas para os problemas do dia a dia. Na sua visão, o sucesso do novo Governo dependerá da capacidade de unir diferentes sensibilidades políticas e sociais em torno de objetivos comuns, deixando para trás anos de polarização.</p>
<p>A estreia de Andy Burnham como primeiro-ministro ficou ainda marcada pelo ambiente de entusiasmo junto dos apoiantes concentrados em Downing Street. À chegada, o novo líder foi recebido com uma forte salva de palmas e visivelmente sorridente, antes de subir ao local onde proferiu o primeiro discurso oficial enquanto chefe do Governo britânico, inaugurando assim um novo ciclo político no Reino Unido.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791408]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>AliExpress considera &#8220;desproporcionada&#8221; multa de 550 M€ aplicada por Bruxelas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:50:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[AliExpress]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[A AliExpress considerou "desproporcionada" a multa de 550 milhões de euros aplicada hoje pela Comissão Europeia por falhas na avaliação e mitigação dos riscos associados à venda de produtos ilegais, inseguros ou contrafeitos na plataforma.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A AliExpress considerou &#8220;desproporcionada&#8221; a multa de 550 milhões de euros aplicada hoje pela Comissão Europeia por falhas na avaliação e mitigação dos riscos associados à venda de produtos ilegais, inseguros ou contrafeitos na plataforma.</P><br />
<P>&#8220;Discordamos da decisão proferida hoje e desta multa desproporcionada, que não refletem nem os nossos princípios estabelecidos, nem as medidas significativas e proativas que implementámos&#8221;, indicou a empresa numa declaração à agência de notícias France-Presse (AFP), sem especificar, nesta fase, se irá recorrer da sanção.</P><br />
<P>A reação surge depois de a Comissão Europeia ter multado hoje a empresa chinesa em 550 milhões de euros, considerando que a plataforma violou as suas obrigações ao abrigo da Lei dos Serviços Digitais (DSA, na sigla inglesa) &#8220;ao não avaliar e mitigar de forma diligente os riscos relacionados com a venda de produtos ilegais, inseguros ou contrafeitos na sua plataforma de comércio eletrónico&#8221;, segundo um comunicado.</P><br />
<P>&#8220;Desde a entrada em vigor do DSA, a AliExpress comprometeu-se firmemente a cumprir as suas obrigações e continua a fazê-lo&#8221;, assegurou a plataforma chinesa.</P><br />
<P>A coima foi calculada tendo em conta a natureza das infrações, a sua gravidade em termos do número de utilizadores da União Europeia afetados &#8211; 193 milhões &#8211; e a sua duração, que se prolongou pelo menos até junho de 2025, quando a Comissão emitiu conclusões preliminares no processo contra a AliExpress.</P><br />
<P>A Comissão ordenou ainda que a plataforma, que tem o seu maior mercado na UE, adote medidas corretivas.</P><br />
<P>Entre os problemas identificados na avaliação de risco, a AliExpress não tem empregados suficientes para analisar a legalidade dos produtos à venda, tem algoritmos de recomendação e publicidade que promoviam produtos ilegais antes de serem removidos e os seus indicadores de medição são fracos e insuficientes.</P><br />
<P>Já no que se refere a falhas operacionais de segurança, a visada manteve produtos perigosos à venda durante semanas e as sanções contra os vendedores infratores foram ineficazes, tendo ainda sido assinalada a facilidade de contornar regras ao mudar a categoria dos produtos e a ineficácia do sistema de combate à contrafação.</P><br />
<P>A plataforma tem até 20 de outubro para apresentar um plano de ação à Comissão que defina medidas destinadas a corrigir as falhas apontadas.</P><br />
<P>Esta é a terceira e a maior coima aplicada por Bruxelas a plataformas ao abrigo da DSA, depois da X (antigo Twitter) ter sido multada em 120 milhões de euros, por violações das regras de transparência e a Temu em 200 milhões de euros por falhas na identificação e mitigação de riscos sistémicos, incluindo a proliferação e venda de produtos ilegais e perigosos na plataforma &#8216;online&#8217;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791403]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Exames: Ministro recusa abolir taxa de 25 euros para pedidos de reapreciação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:47:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[exames nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Alexandre]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[ Lisboa, 20 jul 2026 (Lusa) -- O ministro da Educação, Fernando Alexandre, recusou hoje o pedido de professores e pais para abolir os 25 euros exigidos para a reapreciação dos exames nacionais, justificando tratar-se de uma "taxa moderadora".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P> O ministro da Educação, Fernando Alexandre, recusou hoje o pedido de professores e pais para abolir os 25 euros exigidos para a reapreciação dos exames nacionais, justificando tratar-se de uma &#8220;taxa moderadora&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Os 25 euros têm de se manter. É uma taxa moderadora&#8221;, defendeu o ministro durante uma conferência de imprensa no dia em que começam as candidaturas do concurso nacional de acesso ao ensino superior e na véspera do arranque da 2.º fase dos exames nacionais.</P><br />
<P>O representante dos diretores escolares, Filinto Lima, tinha pedido ao início do dia que esse valor fosse abolido tendo em conta os problemas identificados ao longo do processo de classificação dos exames nacionais.</P><br />
<P>Também o calendário da 2.º fase dos exames nacionais não será alterado, acrescentou o ministro, que anunciou que os alunos prejudicados poderão realizar exames nacionais numa época especial que se realizará em setembro, podendo depois concorrer ao ensino superior na 2.º fase.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791407]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>O risco de resolver tudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:35:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[liderança]]></category>
		<category><![CDATA[Risco]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Alexandre Castro Martins, Diretor de Vendas da Soprem Wood]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1></h1>
<div class="brxe-f0ce47 brxe-div">
<div class="brxe-aykqev brxe-text-basic"><em><strong>Por Alexandre Castro Martins, Diretor de Vendas da Soprem Wood</strong></em></div>
</div>
<p>Durante muito tempo, associou-se a boa liderança à capacidade de resolver problemas rapidamente. O líder eficaz era aquele que aparecia no momento certo, tomava decisões difíceis e desbloqueava situações complexas. Essa imagem continua presente em muitas organizações.</p>
<p>Mas há um problema nessa visão: ela cria dependência.</p>
<p>Um líder que resolve constantemente os problemas da organização torna-se, inevitavelmente, parte central de todos eles. À medida que a empresa cresce, essa centralidade deixa de ser uma vantagem e passa a ser um limite. O crescimento da organização fica condicionado pela disponibilidade, energia e capacidade de uma única pessoa.</p>
<p>O verdadeiro papel da liderança não é resolver mais problemas. É garantir que a organização desenvolve a capacidade de os resolver sem depender do líder.</p>
<p>Isto exige uma mudança profunda de foco: da intervenção para a construção de sistemas, processos e pessoas. Em vez de perguntar “como resolvo isto?”, o líder passa a perguntar “o que precisa de existir para que isto seja resolvido sem mim?”.</p>
<p>Esta mudança não é intuitiva. Resolver problemas dá uma sensação imediata de impacto e utilidade. Construir capacidade organizacional é mais lento, menos visível e, muitas vezes, menos valorizado no curto prazo. No entanto, é isso que determina a escalabilidade de uma empresa.</p>
<p>As organizações mais fortes não são aquelas onde os problemas são resolvidos mais rapidamente pelo topo. São aquelas onde os problemas deixam de subir ao topo.</p>
<p>Isso não significa ausência de liderança. Pelo contrário. Significa uma forma de liderança mais exigente, porque obriga o líder a abdicar do controlo direto sobre a execução e a concentrar-se na qualidade das decisões que acontecem em toda a organização.</p>
<p>Neste contexto, o papel do líder torna-se menos operacional e mais estrutural. Em vez de ser o “resolvedor de problemas”, passa a ser o arquiteto da capacidade organizacional. Isto implica criar equipas competentes, definir princípios claros de decisão e garantir que existe autonomia suficiente para que a organização funcione de forma consistente sem intervenção constante.</p>
<p>Quando isso não acontece, o padrão repete-se. A empresa cresce, mas o líder torna-se um gargalo. Tudo passa por ele, tudo depende dele, e qualquer ausência gera bloqueios. O que parecia eficiência transforma-se em fragilidade estrutural.</p>
<p>As melhores organizações conseguem precisamente o oposto: à medida que crescem, reduzem a dependência do topo para resolver problemas operacionais. Os problemas continuam a existir, mas a capacidade de resposta está distribuída.</p>
<p>Isto não é apenas uma questão de eficiência. É uma questão de resiliência.</p>
<p>Uma organização que depende do líder para resolver problemas não é resiliente. É vulnerável a ausência, a sobrecarga e a complexidade.</p>
<p>Por isso, o verdadeiro teste de liderança não está na rapidez com que um problema é resolvido quando o líder intervém. Está na capacidade da organização continuar a funcionar e a evoluir quando ele não intervém.</p>
<p>No fundo, liderar não é ser o ponto final de todos os problemas. É garantir que a organização deixa de precisar desse ponto final.</p>
<p>E é por isso que o verdadeiro trabalho de um líder não é resolver problemas — é garantir que eles são resolvidos sem ele.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Alexandre Castro Martins, Diretor de Vendas da Soprem Wood]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Gerir o portfólio tecnológico com rigor para maior competitividade e inovação</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/gerir-o-portfolio-tecnologico-com-rigor-para-maior-competitividade-e-inovacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:31:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[inovação]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Artur Amaral, Country Manager da SoftwareOne Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Artur Amaral, Country Manager da SoftwareOne Portugal</strong></em></p>
<p>Nos últimos anos, o investimento em tecnologia deixou de ser uma linha orçamental periférica para se tornar um dos maiores centros de custo das organizações. Cloud, software empresarial, segurança, inteligência artificial, constituem uma despesa que cresceu em volume, em complexidade e em dispersão. Com ela cresceu também um problema que raramente aparece nas reuniões de board, mas que impacta diretamente a capacidade de as empresas crescerem: a falta de visibilidade sobre o que está a ser consumido, por quem, e com que retorno.</p>
<p>O padrão que observamos no mercado é consistente: a maioria das organizações sabe quanto gasta em TI. Poucas sabem exatamente para <em>onde</em> esse dinheiro vai, e menos ainda conseguem responder com confiança se cada euro investido está efetivamente a gerar valor para o negócio.</p>
<p><strong>O problema não é o investimento, é o controlo</strong></p>
<p>Os ambientes tecnológicos tornaram-se demasiado complexos para serem geridos sem processos estruturados e dados fiáveis. Licenças subaproveitadas, aplicações SaaS contratadas por diferentes equipas sem coordenação central, ambientes cloud sobredimensionados, contratos que se renovam automaticamente sem revisão crítica &#8211; são situações que encontramos com regularidade. Os modelos de governação não evoluíram ao mesmo ritmo que a própria tecnologia.</p>
<p>A cloud é um exemplo paradigmático. A elasticidade que a torna tão atrativa pode, sem um acompanhamento contínuo, transformar-se numa fonte significativa de desperdício. Recursos ativos sem utilização real, configurações desajustadas, consumos que crescem fora do previsto, resultam em pequenos desvios que, acumulados, pesam de forma relevante nos orçamentos no final do ano. Os dados confirmam o que vemos no terreno. Um estudo recente da SoftwareOne, que inquiriu mais de 2.300 decisores de TI em 20 países, incluindo 100 em Portugal, revela que 97% dos decisores portugueses enfrentam dificuldades na otimização dos custos cloud. Um número expressivo, que não é exclusivo de Portugal: a percentagem global é de 94%.</p>
<p><strong>IT Cost Management como prática de gestão estratégica</strong></p>
<p>Durante muito tempo, &#8220;gestão de custos de TI&#8221; foi quase sinónimo de cortes. Essa leitura é, hoje, não apenas redutora como contraproducente. O que está em causa não é limitar o investimento tecnológico, é garantir que cada euro investido é alocado com critério, com visibilidade e com impacto mensurável no negócio.</p>
<p>É neste contexto que o IT Portfolio Management se afirma como uma disciplina de gestão estratégica, e não apenas como um exercício de controlo financeiro. Trata-se de ter uma visão completa do ativo tecnológico da organização: o que está licenciado, o que está a ser efetivamente utilizado, em que condições contratuais, com que riscos de conformidade associados e onde existem oportunidades de otimização.</p>
<p>Na prática, isso traduz-se em capacidade de negociar com os grandes fabricantes a partir de uma posição informada; em estar preparado para auditorias sem surpresas; em tomar decisões de renovação ou consolidação com base em dados e não em perceções; e em criar condições para que os departamentos de tecnologia deixem de estar permanentemente em modo reativo e possam dedicar mais recursos à inovação.</p>
<p><strong>O momento da IA exige uma base sólida</strong></p>
<p>A inteligência artificial está no topo das prioridades de transformação digital de muitas organizações. Mas a pressão para adotar IA rapidamente não pode sobrepor-se à necessidade de garantir que a base tecnológica está organizada para a suportar.</p>
<p>Implementar soluções de IA sobre um ambiente tecnológico não estruturado, com dados dispersos, infraestruturas sobredimensionadas, modelos de governação imaturos, é amplificar problemas existentes, não resolvê-los. Antes de acelerar, é necessário consolidar.</p>
<p>As organizações que mais tirarão partido da IA nos próximos anos não serão necessariamente as que investiram mais cedo, mas as que construíram uma fundação tecnológica sólida, com visibilidade sobre os seus ativos, controlo sobre os seus custos e agilidade para realocar recursos onde o impacto é maior.</p>
<p><strong>Uma responsabilidade partilhada</strong></p>
<p>A gestão eficaz do portefólio tecnológico não pode ser uma responsabilidade exclusiva das equipas de TI, nem uma preocupação circunscrita ao departamento financeiro. Exige alinhamento entre as duas funções e envolvimento das unidades de negócio, que são, em última instância, quem define as necessidades e quem beneficia (ou não) do retorno do investimento.</p>
<p>Criar essa visão partilhada é, muitas vezes, o passo mais difícil. Mas é também o passo que distingue as organizações que gerem a tecnologia de forma reativa das que a utilizam como alavanca para o crescimento e inovação.</p>
<p>Nos próximos anos, a competitividade não dependerá apenas da capacidade de adotar novas tecnologias. Dependerá da capacidade de as gerir com inteligência, de extrair valor real do que já existe e de criar as condições certas para que a inovação seja sustentável. Saber gerir o portefólio tecnológico é, antes de mais, saber distinguir aquilo que acrescenta valor daquilo que apenas consome orçamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Artur Amaral, Country Manager da SoftwareOne Portugal]]></sapo:autor>
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		<title>Exames: Alunos prejudicados poderão realizar exames em época especial em setembro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:28:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministro da Educação, Fernando Alexandre, reconheceu hoje vários erros no processo de classificação das provas e anunciou que os alunos prejudicados poderão realizar exames nacionais numa época especial que se realizará em setembro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Ministro da Educação, Fernando Alexandre, reconheceu hoje vários erros no processo de classificação das provas e anunciou que os alunos prejudicados poderão realizar exames nacionais numa época especial que se realizará em setembro.</P><br />
<P>&#8220;Aos alunos que não disponham de todas a informação necessária para decidir se devem ir à 2.ª fase dos exames nacionais, será dada a possibilidade de realização de exames numa época especial, a realizar no início de setembro&#8221;, anunciou o ministro durante uma conferência de imprensa no dia em que começam as candidaturas do concurso nacional de acesso ao ensino superior e na véspera do arranque da 2.º fase dos exames nacionais.</P><br />
<P>Em causa pode estar um pedido de reapreciação de prova cujo resultado não chega a tempo. </P><br />
<P>Os alunos que realizem as provas nesta época especial irão concorrer na 2.ª fase, acrescentou o ministro, que hoje voltou a sublinhar que &#8220;nenhum aluno será prejudicado, seja nas suas classificações seja no acesso ao ensino superior&#8221;.</P><br />
<P>Até as 11:30 da manhã, pouco mais de metade das provas já tinham sido entregues aos alunos &#8212; 180 mil num universo de 290 mil &#8212; para poderem decidir se queriam pedir reapreciação das provas.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791388]]></sapo:autor>
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		<title>“As empresas devem passar a entender o seu papel também como gerador de mudança social”: Inês Sequeira, CEO da Rede Capital Social</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:17:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[social]]></category>
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					<description><![CDATA[Em entrevista à Executive Digest, defende uma filantropia mais estruturada, orientada para o impacto e capaz de mobilizar as empresas como verdadeiros agentes de transformação da sociedade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A revisão do regime do mecenato e do Estatuto dos Benefícios Fiscais abre uma nova discussão sobre o papel das empresas no apoio a causas de interesse público.</p>
<p>Para Inês Sequeira, Co-founder e CEO da Rede Capital Social, o desafio vai muito além dos incentivos fiscais: passa por uma mudança de cultura e de paradigma que permita transformar o mecenato numa ferramenta estratégica de desenvolvimento económico e social.</p>
<p>Em entrevista à Executive Digest, a responsável defende uma filantropia mais estruturada, orientada para o impacto e capaz de mobilizar as empresas como verdadeiros agentes de transformação da sociedade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O Parlamento aprovou recentemente uma autorização legislativa para rever o regime do mecenato e alterar o Estatuto dos Benefícios Fiscais. Que importância atribui a esta decisão?</strong></p>
<p>Considero essencial criar condições regulamentares e fiscais favoráveis ao mecenato e à filantropia. Uma vez que o Estatuto dos Benefícios Fiscais constitui o principal veículo para reforçar incentivos e previsibilidade, vejo esta autorização legislativa com muito bons olhos, vindo potenciar um instrumento legal já existente. O aumento do limite de dedução fiscal e o reforço das majorações permitirá às empresas reduzir o custo associado aos donativos, tornando o mecenato mais atrativo. Trata-se, portanto, de um exemplo de como não é preciso criar regimes complexos de raiz para promover o impacto social, bastando, em muitos casos, fazer advocacy para promover alterações legislativas, de forma a remover barreiras e gerar incentivos ao desenvolvimento do setor filantrópico.</p>
<p>Contudo, importa sublinhar que esta alteração beneficia sobretudo as empresas que já fazem donativos significativos e que, até agora, atingiam o limite de dedução. Para muitas PME, que representam a maioria do tecido empresarial português, o limite raramente constitui o principal obstáculo à prática do mecenato.</p>
<p>Assim, além do aumento do limite de dedução fiscal e o reforço das majorações, assentes numa lógica de incentivos indiretos e decisões anuais, a revisão deste regime e a alteração do EBF poderão considerar outras medidas que permitam criar uma mudança estrutural no sistema, como a formalização do mecenato de competências e dos DAFs (“donor-advised funds”), como sugerimos no estudo “Filantropia Estratégica em Portugal: caminhos para a Mudança Sistémica”, que desenvolvemos em parceria com os Associados e Knowledge Partners PwC Portugal e a Equator Company.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Na prática, o que muda para as empresas com o aumento do limite de dedução dos donativos em sede de IRC?</strong></p>
<p>Ao aumentar o valor que as empresas podem deduzir em sede de IRC quando fazem donativos, de 0,8 para 1% do volume de vendas ou dos serviços prestados pela empresa, esta revisão permite que um montante mais elevado de donativos possa beneficiar do regime fiscal do mecenato. Ou seja, as empresas que realizam donativos de maior dimensão deixam de atingir tão rapidamente o limite previsto na lei e podem continuar a usufruir do benefício fiscal sobre uma parcela mais significativa das suas contribuições.</p>
<p>Esta alteração é particularmente relevante para empresas que já têm uma prática consolidada de mecenato ou que pretendem reforçar o seu investimento em projetos sociais, culturais, científicos, ambientais ou desportivos. Ao aumentar a margem de donativos elegíveis para efeitos fiscais, cria-se um incentivo para assumir compromissos financeiros mais ambiciosos e de longo prazo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Considera que os incentivos previstos são suficientemente atrativos para alterar o comportamento das empresas ou trata-se apenas de um ajustamento marginal?</strong></p>
<p>Diria que se trata de um passo na direção certa, mas dificilmente será, por si só, suficiente para alterar de forma significativa o comportamento da maioria das empresas. Os incentivos fiscais são um fator relevante, mas a decisão de apoiar causas através do mecenato continua a depender sobretudo da estratégia de atuação filantrópica e de responsabilidade social da empresa, da sua capacidade financeira e do alinhamento dos projetos apoiados com os seus valores e objetivos. Para as empresas que já recorrem ao mecenato, o aumento da dedução pode incentivar um reforço dos donativos. Já para aquelas que nunca o fizeram, é pouco provável que a medida, isoladamente, seja determinante.</p>
<p>Além dos incentivos fiscais, prevê-se que esta revisão também venha clarificar o conceito de donativo, incluindo algumas prestações em espécie, assim como alargar o universo das entidades e iniciativas elegíveis. Esta evolução, a confirmar-se na aprovação final do diploma, aproximaria o regime português de práticas já existentes noutros países europeus, sem, contudo, introduzir ainda mecanismos estruturais como o mecenato de competências ou os DAFs, que continuam ausentes do quadro legal nacional.</p>
<p>Assim, encaro esta iniciativa como um reconhecimento de necessidade de rever o regime de mecenato e alterar o EBF, que é um sinal muito positivo, bem como um esforço para reforçar a atratividade do regime, mas cujo impacto dependerá também de outros fatores, como a simplificação dos procedimentos, a estabilidade do enquadramento fiscal e uma maior divulgação das vantagens do mecenato junto do tecido empresarial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>As empresas portuguesas olham para o mecenato como uma ferramenta estratégica ou continuam a encará-lo sobretudo como uma ação pontual de responsabilidade social?</strong></p>
<p>Ainda que observemos uma transição, muitas empresas ainda abordam o mecenato e a filantropia sem uma visão estratégica, confundindo conceitos como responsabilidade social e filantropia, e mecenato e comunicação. Isto faz com que estas iniciativas sejam, muitas vezes, desenvolvidas de forma pontual e reativa, em vez de integrarem uma estratégia filantrópica orientada para a criação de impacto de médio e longo-prazo. A verdade é que a realidade é muito heterogénea: se algumas (grandes) empresas tendem cada vez mais a integrar o mecenato e a filantropia numa estratégia mais ampla de criação de impacto, estabelecendo parcerias de longo-prazo com entidades do setor social, cultural ou científico, muitas outras (sobretudo PMEs) continuam a encará-los sobretudo como uma ação pontual de responsabilidade social, frequentemente associada a campanhas específicas, pedidos de apoio ou iniciativas locais.</p>
<p>Segundo os dados da 6ª edição do Informa D&amp;B, a espinha dorsal quantitativa da análise do setor empresarial em Portugal, em 2023, 19% do tecido empresarial português fez donativos, 81% deles provenientes de microempresas. Do total das entidades doadoras, 23% também fizeram donativos com regularidade nos 4 anos anteriores. Estes indicadores permitem aferir a regularidade da doação, mas não, por si só, a existência de uma estratégia filantrópica estruturada, enquanto ativo estratégico e forma de retribuir à sociedade. Há, portanto, margem para uma maior consistência, estando a filantropia empresarial ainda longe do seu potencial.</p>
<p>O estudo “Filantropia Estratégica em Portugal: Caminhos para a Mudança Sistémica”, que publicámos recentemente, em parcerias com os Associados e Knowledge Partners PwC Portugal e Equator Company, confirma precisamente esta realidade. Embora uma parte significativa dos financiadores afirme dispor de uma estratégia formal, a presença dessa estratégia não é sinónimo de maturidade. Os resultados evidenciam uma grande heterogeneidade, coexistindo organizações com modelos estruturados e orientados para impacto de médio e longo-prazo com outras que mantêm abordagens predominantemente operacionais.</p>
<p>Quando comparado com outros contextos europeus, Portugal está atrás no que respeita o nível de maturidade das suas organizações, nomeadamente na sofisticação e consistência das práticas filantrópicas. Um dos principais fatores identificados é o défice de literacia filantrópica, tanto no setor empresarial, como em parte do setor fundacional. Por isso, além de um enquadramento fiscal favorável, é importante promover maior conhecimento, capacitação e uma cultura de filantropia estratégica, para que as decisões de doação sejam cada vez mais orientadas para a criação de valor e impacto social duradouro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Que tipos de organizações ou projetos deverão beneficiar mais deste reforço dos incentivos ao mecenato?</strong></p>
<p>O reforço dos incentivos deverá beneficiar as várias entidades elegíveis ao abrigo do regime do mecenato, incluindo organizações sociais, culturais, científicas, ambientais, de saúde e outras entidades de interesse público, pelo que o aumento dos limites de dedução e a revisão de alguns aspetos do regime poderão tornar mais atrativo o apoio privado a um conjunto alargado de projetos.</p>
<p>No entanto, há áreas que parecem sair especialmente reforçadas. Desde logo, o mecenato cultural, que continua a merecer uma atenção particular, através da revisão das majorações fiscais, da clarificação e alargamento das categorias de entidades e iniciativas elegíveis e da criação de um sistema de reconhecimento destas entidades. Também o mecenato científico beneficia de um reforço relevante, alinhando este regime com o já aplicável ao mecenato cultural. Esta alteração constitui um sinal claro da intenção de reforçar o incentivo ao financiamento privado da ciência e da investigação.</p>
<p>As organizações sociais também deverão beneficiar do reforço dos incentivos, uma vez que o aumento dos limites de dedução e a revisão de alguns aspetos do regime do mecenato têm um alcance transversal e podem tornar mais atrativo o apoio privado a entidades de solidariedade social e outras organizações de interesse público. No entanto, ao contrário do que sucede com os setores da cultura e da ciência, a proposta não prevê alterações estruturais específicas para o mecenato social, como novas áreas elegíveis ou a revisão das majorações aplicáveis. Por isso, o impacto deverá resultar sobretudo do facto de as empresas passarem a dispor de um enquadramento fiscal mais favorável para realizar donativos.</p>
<p>Em suma, embora a revisão tenha um alcance transversal, tudo indica que os setores da cultura e da ciência serão dos principais beneficiários das alterações previstas. Ainda assim, o impacto efetivo desta revisão dependerá da forma como o Governo concretizar a autorização legislativa e da capacidade das organizações para mobilizar estes incentivos junto de empresas e outros financiadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como se posiciona Portugal face aos restantes países europeus em matéria de filantropia e mecenato empresarial?</strong></p>
<p>Portugal tem registado uma evolução positiva nos últimos anos, mas continua a apresentar um nível de maturidade filantrópica empresarial inferior ao de outros países europeus, onde esta está mais consolidada e integrada na estratégia das organizações.</p>
<p>No estudo que publicámos recentemente sobre a filantropia em Portugal, fazemos um exercício de benchmarking internacional, comparando Portugal com o Reino Unido, França e Espanha, entre outros países europeus. Desta análise, sobressai a enorme disparidade do volume dos donativos empresariais em Portugal, em relação aos países de referência: se, em 2023, 72 mil empresas portuguesas (19% do tecido empresarial) doaram 264 milhões de euros, em Espanha, este número ascendeu os 1,2 mil milhões de euros no ano de 2018 (dados citados no estudo “Philanthropy in Europe”, publicado pela European Research Network on Philanthropy, em março de 2026. Já em França, o mecenato empresarial movimenta cerca de 3,6 mil milhões de euros por ano, com mais de 20% das empresas francesas a praticar alguma forma de mecenato.</p>
<p>Mas a principal diferença não reside apenas no volume de financiamento. Nestes países, a filantropia empresarial é encarada como uma componente da estratégia da empresa e não apenas como uma expressão de responsabilidade social ou um mecanismo de otimização fiscal. É comum encontrar parcerias plurianuais com organizações da sociedade civil, financiamento flexível, avaliação de impacto e colaboração estreita entre empresas, fundações e setor público.</p>
<p>Também ao nível dos instrumentos existem diferenças relevantes. Em França, por exemplo, o benefício fiscal assume a forma de uma redução direta do imposto devido, tornando o regime mais simples e previsível para as empresas. Além disso, existe o mécénat de compétences, que permite às empresas disponibilizar tempo e competências dos seus colaboradores para organizações de interesse público, beneficiando igualmente de incentivos fiscais. Trata-se de um instrumento amplamente utilizado e que ainda não tem um equivalente formal em Portugal.</p>
<p>O Reino Unido destaca-se pela maturidade do seu ecossistema filantrópico, combinando incentivos fiscais como o Gift Aid com instrumentos inovadores, como os “donor-advised funds”, mecanismos de “matching gifts” promovidos pelas empresas e modelos estruturados de voluntariado corporativo. Mais do que benefícios fiscais, existe uma cultura de doação profundamente enraizada e um conjunto de instituições que facilitam e incentivam a filantropia, inclusive a filantropia empresarial. Já em Espanha, a filantropia empresarial é mais dinâmica do que a portuguesa, mas carece da mesma necessidade de estruturação.</p>
<p>Portanto, em Portugal, as empresas ainda apostam nos donativos pontuais de forma dominante, sendo necessária uma transição deste tipo de doação para um investimento social estruturado, à semelhança do que é praticado no Reino Unido e França.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A Rede Capital Social tem defendido uma abordagem mais estratégica ao financiamento de impacto. Como distingue filantropia tradicional, filantropia estratégica e investimento de impacto?</strong></p>
<p>Defendemos uma filantropia estratégica que se afaste da caridade e do assistencialismo a que a filantropia tradicional tem sido votada, sobretudo em Portugal. A Rede Capital Social quer promover uma mudança sistémica que promova a transição de uma filantropia assente no financiamento de soluções sociais, por via de doações pontuais que não resolvem os problemas na sua raiz, mas apenas os atenuam, para uma filantropia estratégica (e colaborativa), que mais do que responder a necessidades pontuais, procura atuar de forma deliberada, estruturada e orientada para resultados, medindo o seu impacto. Esta filantropia parte do pressuposto de que os problemas sociais são complexos, e que por isso exigem respostas estratégicas, que considerem também o apoio não financeiro, a colaboração entre os vários atores do ecossistema, e o alinhamento do financiamento com a estratégia do doador, colocando o impacto no centro. Acreditamos que esta filantropia deve complementar o Estado: com mais flexibilidade, tolerância ao risco e capacidade de experimentação, a filantropia estratégica pode atuar como um laboratório, catalisador, financiador de inovação e acelerador da mudança sistémica.</p>
<p>Já o investimento de impacto consiste em financiar organizações, empresas ou fundos, esperando um retorno financeiro (parcial), além de social. Acredito que o investimento de impacto é infelizmente ainda um nicho em Portugal e que deve atuar sobretudo como instrumento complementar à filantropia, pelo que a Rede Capital Social está sobretudo focada em promover uma mudança sistémica na filantropia no quadro geral do investimento social do qual esta faz parte de forma a contribuir para a transformação social.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que falta fazer para que o mecenato seja encarado como uma ferramenta de desenvolvimento económico e social, e não apenas como um benefício fiscal?</strong></p>
<p>Penso que o que está em causa é uma mudança de cultura e de paradigma. As empresas devem passar a entender o seu papel também como gerador de mudança social, e encarar o financiamento de projetos sociais como um investimento em causas de interesse público os quais irão contribuir para um maior bem-estar social e económico. Uma empresa não é uma realidade estanque e isolada da sociedade, são organizações inseridas na sociedade e nas comunidades e como tal para serem bem-sucedidas têm de se preocupar com o todo. Assim, o benefício fiscal deve ser entendido com uma vantagem adicional, e não como um fim em si mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acredito que a promoção desta filantropia mais estratégica, em que os donativos são realizados com critério, estando, idealmente, alinhados com o posicionamento e estratégia da empresa, tornará mais fácil esta visão do mecenato e da filantropia como ferramenta de desenvolvimento económico e social. Para este fim, será fundamental promover a transparência, a avaliação de impacto e o acompanhamento dos projetos, aproximando o doador das organizações.</p>
<p>A revisão do regime de mecenato e do Estatuto dos Benefícios Fiscais representa uma oportunidade para criar um enquadramento mais simples, previsível e orientado para o impacto. Um regime eficaz deve reduzir a complexidade administrativa, oferecer estabilidade e transmitir confiança a doadores, empreendedores e organizações sociais, incentivando compromissos de longo-prazo, em vez de apoios pontuais, que evidenciem o potencial de desenvolvimento económico e social do mecenato e da filantropia, paralelamente aos benefícios fiscais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Que papel podem desempenhar os grandes grupos empresariais portugueses na construção de um ecossistema de impacto mais robusto?</strong></p>
<p>Os grandes grupos empresariais portugueses têm um papel determinante na construção de um ecossistema de impacto mais robusto. Pela sua dimensão, capacidade financeira e influência, podem contribuir não apenas através do financiamento de iniciativas de interesse público, mas também colocar ao serviço da sociedade o seu conhecimento, redes, capacidade de inovação e visão de longo-prazo. Assim, as grandes empresas podem aumentar o volume dos donativos, dar visibilidade e ajudar a escalar bons projetos sociais, e ceder recursos humanos para prestar apoio especializado a organizações sociais. Através da sua influência, devem liderar pelo exemplo, inspirando outras empresas a contribuir para o impacto social.</p>
<p>Por outro lado, sabemos que o tecido empresarial português é maioritariamente (99%) composto por PMEs, e que 81% das empresas que fazem donativos em Portugal são microempresas. Neste sentido, será necessário adaptar os mecanismos para que estas empresas possam também assumir um papel mais relevante no ecossistema de impacto português, democratizando a filantropia empresarial. Um bom exemplo seria a formalização legal do mecenato de competências.</p>
<p>Em todo o caso, penso que uma atuação filantrópica estratégica por parte dos grandes grupos empresariais terá sempre um impacto positivo para todo o tecido empresarial, porque cria o awareness (consciencialização e sensibilização) e a mudança de cultura necessárias, estabelecendo uma visão mais ambiciosa para o papel das empresas na criação de valor para a sociedade. No fundo, acredito que as grandes empresas portuguesas devem afirmar-se como atores de transformação social e, assim, ajudar a transformar a mentalidade empresarial portuguesa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Se pudesse introduzir uma medida adicional nesta revisão legislativa para potenciar o impacto do mecenato em Portugal, qual seria e porquê?</strong></p>
<p>No nosso estudo, defendemos entre outros a formalização legal dos DAFs (“donor-advised funds”).</p>
<p>Os DAFs são veículos filantrópicos em que um doador contribui para um fundo, obtendo benefício fiscal imediato, e recomenda posteriormente a distribuição dos donativos a causas da sua escolha. Ainda inexistentes em Portugal como instrumento formal, a formalização dos DAFs permitiria aos doadores estruturar a sua filantropia de forma flexível e com este benefício fiscal imediato, como já é feito no Reino Unido e nos EUA, em que este mecanismo é a infraestrutura filantrópica de maior crescimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791363]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>BES/GES: Ricardo Salgado e restantes arguidos absolvidos de alegada corrupção no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:16:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[BES]]></category>
		<category><![CDATA[ges]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Salgado]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal Central Criminal de Lisboa absolveu hoje todos os arguidos, incluindo o ex-banqueiro Ricardo Salgado, num processo relacionado com a alegada corrupção de um antigo vice-presidente do Banco do Brasil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Tribunal Central Criminal de Lisboa absolveu hoje todos os arguidos, incluindo o ex-banqueiro Ricardo Salgado, num processo relacionado com a alegada corrupção de um antigo vice-presidente do Banco do Brasil.</P><br />
<P>O antigo presidente do Banco Espírito Santo (BES) estava acusado de ter pago, com recurso a entidades em paraísos fiscais, 1,8 milhões de dólares (cerca de 15,7 milhões de euros ao câmbio atual) a Allan Simões Toledo para que o Banco do Brasil financiasse em 200 milhões de dólares (quase 175 milhões de euros ao câmbio atual) ao banco português, falido em 2014.</P><br />
<P>Os atos sob suspeita foram praticados entre 2011 e 2014 e o antigo vice-presidente do Banco do Brasil não era arguido neste processo, cujo julgamento começou em 20 de maio de 2025.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791346]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Exames nacionais: Ministro pede desculpa por falhas que persistem nas classificações e anuncia nova &#8220;fase especial&#8221; para setembro</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/exames-nacionais-ministro-pede-desculpa-por-falhas-que-persistem-nas-classificacoes-e-anuncia-nova-fase-especial-para-setembro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:15:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, garantiu esta segunda-feira que nenhum aluno será prejudicado pelas falhas registadas no processo de classificação digital dos exames nacionais, quer ao nível das classificações, quer no acesso ao ensino superior.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, garantiu esta segunda-feira que nenhum aluno será prejudicado pelas falhas registadas no processo de classificação digital dos exames nacionais, quer ao nível das classificações, quer no acesso ao ensino superior. Numa conferência de imprensa realizada após vários dias marcados por atrasos, erros e classificações suspensas, o governante reiterou o compromisso do Ministério com a &#8220;proteção dos direitos de todos os alunos&#8221;, assegurando que a prioridade continua a ser garantir &#8220;total equidade e transparência em todo o processo&#8221;.</p>
<p>Fernando Alexandre voltou a pedir desculpa pelos constrangimentos registados nas últimas semanas e agradeceu o trabalho desenvolvido por diretores, professores e restantes profissionais envolvidos na organização e classificação dos exames. &#8220;Peço desculpa, mais uma vez&#8221;, afirmou, reconhecendo que o período foi particularmente exigente para toda a comunidade educativa, mas salientando o esforço desenvolvido para normalizar a situação e assegurar a divulgação das classificações.</p>
<p><strong>Erro de exportação originou pautas incorretas</strong><br />
O ministro explicou que uma parte significativa dos problemas ficou a dever-se a um erro de exportação informática, que levou à publicação de pautas com classificações incorretas ou em estado de suspensão.</p>
<p>Segundo Fernando Alexandre, essas situações foram rapidamente identificadas e corrigidas, tendo sido solicitado às escolas que procedessem à atualização das pautas. Os casos que não resultavam diretamente desse erro informático foram igualmente resolvidos durante o fim de semana.</p>
<p>&#8220;Não é expectável que hoje persistam pautas e notas em suspenso&#8221;, afirmou, sublinhando que todo o processo de regularização decorreu em articulação com os estabelecimentos de ensino.</p>
<p><strong>Governo mantém confiança na classificação digital</strong><br />
Apesar dos problemas registados, o ministro defendeu que a correção eletrónica dos exames representa um avanço estrutural no sistema de avaliação externa.</p>
<p>Na sua perspetiva, este novo modelo permite aumentar a qualidade, o rigor e a transparência das classificações, ao mesmo tempo que facilita a identificação e correção de eventuais falhas.</p>
<p>Fernando Alexandre recordou que uma das novidades deste ano foi permitir aos alunos consultar não apenas a classificação obtida, mas também a versão digitalizada da respetiva prova, considerando que esta medida constitui uma condição essencial para garantir maior transparência no processo.</p>
<p><strong>Mais de 190 mil provas já distribuídas</strong><br />
Segundo os dados apresentados pelo Ministério, às 11h30 desta segunda-feira encontravam-se já distribuídas cerca de 190 mil provas digitalizadas da primeira fase dos exames nacionais.</p>
<p>Durante esse processo de consulta foram, contudo, identificadas algumas desconformidades em PDFs disponibilizados aos alunos, embora o ministro tenha sublinhado que se trata de um número &#8220;muito restrito&#8221; de situações.</p>
<p>Para resolver esses casos, será criado um procedimento específico na plataforma eletrónica, permitindo aos estudantes comunicar qualquer desconformidade, analisar corretamente a sua classificação e decidir, com toda a informação disponível, se pretendem apresentar um pedido de reapreciação.</p>
<p><strong>Erro em Físico-Química afetou mais de 12 mil alunos</strong><br />
Fernando Alexandre confirmou igualmente que o acesso às provas digitalizadas permitiu detetar um erro na classificação do exame nacional de Físico-Química, relacionado com a matriz de correção utilizada.</p>
<p>O problema foi entretanto corrigido e todas as classificações foram revistas de acordo com a matriz considerada correta.</p>
<p>Segundo o ministro, mais de 12 mil alunos foram abrangidos por esta situação.</p>
<p>Na leitura do Governo, este episódio demonstra precisamente uma das vantagens do novo sistema digital.</p>
<p>&#8220;Uma vez identificado o erro, foi possível corrigi-lo de forma sistemática, célere e com total transparência&#8221;, salientou Fernando Alexandre.</p>
<p><strong>Candidaturas ao ensino superior mantêm calendário</strong><br />
O ministro fez questão de assegurar que os problemas registados não terão impacto no concurso nacional de acesso ao ensino superior.</p>
<p>Fernando Alexandre recordou que o sistema já permite aos candidatos alterar ou atualizar a candidatura até ao final do prazo da primeira fase e, quando estejam em causa alterações decorrentes de pedidos de reapreciação, essas modificações podem mesmo ser efetuadas posteriormente, nos termos previstos na legislação.</p>
<p>Por esse motivo, garantiu que não existe necessidade de alterar o calendário da primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que arrancou precisamente esta segunda-feira.</p>
<p><strong>Segunda fase dos exames mantém-se</strong><br />
Também a segunda fase dos exames nacionais decorrerá conforme previsto.</p>
<p>O ministro confirmou que os primeiros exames realizam-se esta terça-feira, mantendo-se igualmente o modelo de classificação eletrónica.</p>
<p>Ainda assim, reconheceu que serão introduzidos vários melhoramentos estruturais já nesta segunda fase, procurando evitar a repetição dos problemas verificados durante a primeira ronda de exames.</p>
<p><strong>Época especial para alunos sem informação completa</strong><br />
Fernando Alexandre anunciou igualmente uma solução destinada aos alunos que, devido aos constrangimentos registados, não disponham atempadamente de toda a informação necessária para concorrer à segunda fase do acesso ao ensino superior.</p>
<p>Esses estudantes poderão recorrer a uma época especial em setembro, articulada com uma alteração da segunda fase do concurso de acesso ao ensino superior, garantindo que ninguém fica impedido de apresentar candidatura por motivos alheios à sua responsabilidade.</p>
<p><strong>Auditoria externa vai avaliar todo o processo</strong><br />
Entre as medidas anunciadas está ainda a realização de uma auditoria externa independente ao processo de classificação digital dos exames nacionais.</p>
<p>O objetivo passa por analisar todas as falhas verificadas, identificar as respetivas causas e introduzir melhorias que permitam garantir que, já no próximo ano letivo, todo o processo decorra &#8220;com normalidade e tranquilidade&#8221;, afirmou o ministro.</p>
<p><strong>Conferência surge após vários dias de polémica</strong><br />
A conferência de imprensa foi anunciada na noite de domingo, numa altura em que persistiam dúvidas sobre a divulgação das classificações das provas finais do 9.º ano.</p>
<p>As notas deveriam ter sido publicadas na sexta-feira, mas o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) adiou a divulgação, justificando a decisão com a necessidade de dar prioridade ao tratamento dos exames nacionais do ensino secundário, devido ao calendário do concurso de acesso ao ensino superior.</p>
<p>Durante o fim de semana continuaram a surgir problemas relacionados com classificações suspensas, atrasos na chegada dos ficheiros às escolas e dificuldades decorrentes da generalização da correção digital dos exames, implementada este ano após uma experiência-piloto realizada no ano letivo anterior.</p>
<p>Na intervenção desta segunda-feira, Fernando Alexandre procurou encerrar esse ciclo de incerteza, reafirmando que o Governo continuará a acompanhar o processo até à sua conclusão e garantindo que a prioridade permanece inalterada: assegurar que todos os alunos são tratados com equidade, transparência e justiça, sem qualquer prejuízo para o seu percurso académico ou para o acesso ao ensino superior.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791353]]></sapo:autor>
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		<title>Exames: Erro na avaliação de um item no exame de Física e Química A obriga a reclassificação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:15:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[exames nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Física e Química A]]></category>
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					<description><![CDATA[Os exames nacionais de Física e Química A serão reclassificados devido a um erro na avaliação de um item e serão enviadas esta manhã novas pautas, anunciou hoje o Júri Nacional de Exames (JNE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os exames nacionais de Física e Química A serão reclassificados devido a um erro na avaliação de um item e serão enviadas esta manhã novas pautas, anunciou hoje o Júri Nacional de Exames (JNE).</P><br />
<P>Numa informação enviada hoje às escolas e a que a Lusa teve acesso, o JNE explicou que foi identificado &#8220;um problema de parametrização relativo à leitura automática do item 7.1 da versão 2 da prova de exame nacional de Física e Química A (715)&#8221;. </P><br />
<P>Com este erro na classificação das provas, &#8220;na manhã deste dia 20 de julho, as estruturas regionais do JNE/EduQA procederão ao envio às escolas de novas pautas&#8221; relativas ao exame de Física e Química A, lê-se na nota enviada às escolas. </P><br />
<P>As falhas no processo de digitalização das provas levaram o ministério a adiar a divulgação dos resultados, que foi reagendada para a passada sexta-feira, mas as escolas começaram a receber as notas apenas ao início da noite.</P><br />
<P>Ainda na noite de sexta-feira, as notas foram afixadas, mas mais de 1.400 exames surgiram na pauta com a informação de &#8220;suspenso&#8221; por falhas no processo e muitas outras notas tiveram de ser posteriormente corrigidas, segundo o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA).</P><br />
<P>Apenas no domingo foram enviados às escolas os ficheiros sobre os 1.400 exames com a sua nota suspensa.</P><br />
<P>Por outro lado, termina hoje o prazo para os alunos se inscreverem na 2.ª fase dos exames nacionais que deverão começar na terça-feira.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791364]]></sapo:autor>
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		<title>Resgate improvável na Indonésia: mãe e filho sobrevivem cinco dias após naufrágio de ferry</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:13:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[indonésia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[naufrágio]]></category>
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					<description><![CDATA[Dois sobreviventes foram localizados na pequena ilha de Balaloho, habitada maioritariamente por pescadores, prolongando as esperanças de encontrar outras pessoas com vida]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As equipas de busca e salvamento da Indonésia encontraram vivos, este domingo, uma mulher de 46 anos e o seu filho de 24, cinco dias depois do naufrágio do ferry de passageiros &#8216;KM Nurul Salsa&#8217;, ocorrido ao largo das ilhas Selayar, no leste do país.</p>
<p>Os dois sobreviventes foram localizados na pequena ilha de Balaloho, habitada maioritariamente por pescadores, prolongando as esperanças de encontrar outras pessoas com vida.</p>
<p>O ferry transportava cerca de 78 pessoas, entre passageiros e tripulantes, quando sofreu uma avaria no motor e acabou por afundar-se a cerca de 79 quilómetros do porto das ilhas Selayar, na passada quarta-feira.</p>
<p>Desde o início da operação, a Agência Nacional de Busca e Salvamento conseguiu resgatar 46 sobreviventes.</p>
<p>As autoridades mantêm as buscas por 18 pessoas que continuam desaparecidas. Até ao momento, foi confirmada a morte de um passageiro, cujo corpo foi recuperado pelas equipas de resgate.</p>
<p><strong>Condições meteorológicas dificultam operação</strong></p>
<p>Mais de 200 operacionais participam nas operações de busca, apoiados por militares, elementos da polícia, pescadores e voluntários locais.</p>
<p>Segundo Andi Sultan, responsável pela resposta de emergência em Makassar, as equipas enfrentam condições particularmente difíceis.</p>
<p>&#8220;As operações decorrem com ondas entre dois e três metros de altura e ventos fortes&#8221;, afirmou.</p>
<p><strong>Cinco sobreviventes encontrados agarrados a armadilha de pesca</strong></p>
<p>O resgate da mulher e do filho ocorreu menos de 24 horas depois de as equipas terem encontrado cinco sobreviventes, entre os quais uma menina de sete anos, agarrados a uma armadilha de pesca improvisada no mar.</p>
<p>As autoridades continuam a procurar sinais dos restantes desaparecidos.</p>
<p><strong>Acidentes marítimos continuam frequentes na Indonésia</strong></p>
<p>Os naufrágios continuam a ser relativamente frequentes na Indonésia, um arquipélago composto por mais de 17 mil ilhas, onde o transporte marítimo é essencial para as ligações entre comunidades.</p>
<p>Especialistas apontam regularmente o incumprimento das normas de segurança, a sobrelotação das embarcações e as condições meteorológicas adversas como alguns dos principais fatores que contribuem para este tipo de acidentes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791351]]></sapo:autor>
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		<title>Multicare entra na prestação direta de cuidados de saúde e abre rede de clínicas próprias em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Clinica]]></category>
		<category><![CDATA[Multicare]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As Clínicas Multicare vão complementar os serviços já disponibilizados pela seguradora, nomeadamente a Medicina Online, o Médico ao Domicílio e os Programas de Monitorização de Doentes Crónicos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Multicare, seguradora de saúde do Grupo Fidelidade, vai lançar uma rede de clínicas próprias em Portugal, reforçando a aposta na prestação direta de cuidados de saúde primários e de medicina dentária.</p>
<p>A nova rede integra a estratégia da seguradora para assumir um papel mais interventivo na área da saúde, através de um modelo de cuidados mais integrado e centrado nas necessidades dos utentes. As Clínicas Multicare vão complementar os serviços já disponibilizados pela seguradora, nomeadamente a Medicina Online, o Médico ao Domicílio e os Programas de Monitorização de Doentes Crónicos.</p>
<p>A rede estará aberta a toda a população, independentemente de os utentes serem ou não clientes da Multicare, e terá como principais pilares a acessibilidade, a proximidade, a conveniência, a inovação e a qualidade clínica. A empresa pretende apostar na prevenção, na deteção precoce de doenças, na literacia em saúde e no acompanhamento contínuo dos utentes.</p>
<p>&#8220;A abertura da rede de clínicas da Multicare representa uma mudança de paradigma na forma como a Multicare se posiciona perante a sociedade, estando mais próxima, mais presente e melhorando a experiência global do utente no acesso a cuidados de saúde&#8221;, refere a seguradora.</p>
<p>A primeira unidade da nova rede já abriu portas na Avenida João XXI, em Lisboa, e é dedicada à medicina dentária. A clínica disponibiliza consultas de rotina e check-ups, dentisteria, endodontia, periodontologia, cirurgia oral, implantologia, prótese dentária, odontopediatria e ortodontia.</p>
<p>Para Ana Rita Gomes, administradora da Multicare, o lançamento das clínicas representa &#8220;uma evolução natural&#8221; da missão da seguradora de proteger e promover a saúde dos portugueses.</p>
<p>&#8220;Mais do que abrir clínicas, estamos a construir um modelo de saúde mais integrado, onde a proximidade, a coordenação de cuidados e a inovação se colocam ao serviço das pessoas&#8221;, afirma a responsável, acrescentando que a empresa pretende assumir &#8220;um papel cada vez mais ativo na gestão da saúde dos portugueses&#8221;, contribuindo para uma experiência &#8220;eficaz e personalizada&#8221; e para &#8220;um sistema de saúde mais sustentável para todos&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791352]]></sapo:autor>
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		<title>Apagão ibérico: consumidores portugueses levam operadora espanhola a tribunal e pedem indemnizações milionárias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma associação de defesa dos consumidores avançou com uma ação popular em Portugal contra a Red Eléctrica de España (REE), procurando responsabilizar a operadora espanhola pelos prejuízos provocados pelo apagão que afetou Portugal e Espanha a 28 de abril de 2025.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma associação de defesa dos consumidores avançou com uma ação popular em Portugal contra a Red Eléctrica de España (REE), procurando responsabilizar a operadora espanhola pelos prejuízos provocados pelo apagão que afetou Portugal e Espanha a 28 de abril de 2025. A iniciativa judicial poderá abranger milhões de consumidores portugueses residentes no continente e resultar em indemnizações que poderão ascender a dezenas ou mesmo centenas de milhões de euros, dependendo da avaliação final dos danos patrimoniais e não patrimoniais sofridos pelos lesados.</p>
<p>Segundo a CNN Portugal, a ação deu entrada no Juízo Central Cível de Lisboa pela Citizens&#8217; Voice – Consumer Advocacy Association, que pretende representar todos os consumidores particulares afetados pela interrupção do fornecimento elétrico. A associação considera que seria &#8220;manifestamente impraticável&#8221; que cada lesado recorresse individualmente aos tribunais. Em declarações à estação, o representante da Citizens&#8217; Voice, Otávio Viana, explicou que o objetivo é responsabilizar a REE pelos prejuízos causados pela privação de eletricidade, incluindo a perda de conforto, segurança, comunicações e normalidade do quotidiano, bem como por danos concretos, como alimentos e medicamentos deteriorados, equipamentos elétricos avariados, despesas adicionais para minimizar os efeitos do apagão, perdas de rendimento e situações particularmente graves envolvendo pessoas dependentes de equipamentos médicos elétricos.</p>
<p>A associação não fixa, para já, um montante global de indemnização, defendendo que os danos materiais deverão ser apurados posteriormente em fase de liquidação de sentença, uma vez que variam de consumidor para consumidor. Já quanto aos danos não patrimoniais, a Citizens&#8217; Voice deixa ao tribunal a definição do valor da compensação individual, admitindo que possa situar-se entre alguns euros e montantes mais elevados. Ainda assim, Otávio Viana sublinha que, tratando-se de milhões de potenciais beneficiários, mesmo compensações reduzidas poderão traduzir-se num valor global de centenas de milhões de euros. A ação sustenta ainda que o apagão não resultou de um caso de força maior, mas sim de alegadas falhas de planeamento, programação e operação da rede de transporte sob responsabilidade da REE, defendendo que a empresa deveria ter assegurado reservas suficientes, operado com maiores margens de segurança e reagido mais cedo aos sinais de instabilidade da rede elétrica.</p>
<p>Além das indemnizações, a associação pretende que o tribunal obrigue a operadora espanhola a introduzir alterações estruturais na gestão da rede, incluindo o reforço das reservas de estabilidade, a revisão dos sistemas de proteção, a implementação de novos planos para incidentes transfronteiriços e a realização de auditorias técnicas independentes, propondo ainda sanções mínimas de 500 mil euros por cada incumprimento e de 100 mil euros por cada dia de atraso na execução dessas medidas. No entanto, antes de o processo avançar para julgamento, terá de ultrapassar a oposição do Ministério Público, que defendeu a rejeição liminar da ação por considerar que a mesma não se enquadra no tipo de interesses legalmente abrangidos pelas ações coletivas, apontando, entre outras questões, para a dimensão da classe de lesados, a diversidade dos prejuízos invocados e a inexistência de uma relação contratual direta entre os consumidores portugueses e a empresa espanhola.</p>
<p>A Citizens&#8217; Voice rejeita essa interpretação, argumentando que está em causa responsabilidade civil extracontratual decorrente da alegada violação de deveres legais de segurança e continuidade do serviço, não sendo necessária qualquer relação contratual entre os consumidores e a REE. Caberá agora ao tribunal decidir se a ação pode prosseguir. Caso seja admitida, os consumidores serão chamados ao processo através de anúncios publicados na imprensa, ficando automaticamente representados, salvo se optarem por excluir-se da ação, sem necessidade de constituir advogado nem suportar custos caso o processo não tenha sucesso. Ainda assim, Otávio Viana reconhece que o maior obstáculo será a duração do litígio, antecipando uma longa batalha judicial que exigirá perícias técnicas complexas para determinar as causas do colapso da rede elétrica e apurar o que, na perspetiva da associação, a operadora espanhola &#8220;podia e deveria ter feito&#8221; para evitar o apagão ibérico.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791292]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia lança um dos maiores ataques com drones contra Moscovo desde o início da guerra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 10:46:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[drones]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Vários drones FP-1 atingiram um dos maiores centros logísticos da Wildberries, localizado em Koledino, perto de Podolsk]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ucrânia lançou, durante a última noite, um dos maiores ataques com drones contra a região de Moscovo desde o início da guerra. Segundo autoridades russas, mais de 400 drones visaram a capital e as áreas circundantes, provocando incêndios em importantes infraestruturas logísticas, num depósito de combustível e num edifício residencial.</p>
<p>De acordo com o &#8216;Kyiv Post&#8217;, que cita canais de monitorização ucranianos e meios de comunicação russos, vários drones FP-1 atingiram um dos maiores centros logísticos da Wildberries, localizado em Koledino, perto de Podolsk.</p>
<p>Vídeos divulgados pelo portal russo Astra mostram pelo menos dois grandes incêndios e densas colunas de fumo negro na zona.</p>
<p><strong>Wildberries garante que armazém não sofreu danos estruturais</strong></p>
<p>A Wildberries afirmou que o centro logístico não sofreu danos estruturais, acrescentando que a evacuação foi realizada por precaução.</p>
<p>&#8220;Todo o pessoal abandonou o edifício de forma ordeira&#8221;, informou a empresa, numa declaração divulgada pelo canal pró-governamental Dva Mayora.</p>
<p>Além deste complexo, o ataque terá atingido um depósito de combustível no distrito de Lvovsky, em Podolsk, e outro centro logístico localizado no parque industrial Yuzhnye Vorota, próximo de Domodedovo, uma das maiores plataformas de distribuição da região de Moscovo.</p>
<p>Segundo o Astra, foram registados pelo menos cinco focos distintos de incêndio na região de Moscovo.</p>
<p><script async src="https://telegram.org/js/telegram-widget.js?24" data-telegram-post="astrapress/119235" data-width="100%"></script></p>
<p><strong>Edifício residencial atingido em Domodedovo</strong></p>
<p>Um drone atingiu igualmente um edifício residencial em Domodedovo.</p>
<p>De acordo com o Astra, seis pessoas ficaram feridas, incluindo três cidadãos estrangeiros, tendo sido hospitalizadas com lesões provocadas pelas explosões.</p>
<p>O governador da região de Moscovo, Andrei Vorobyov, confirmou o ataque e afirmou que as defesas aéreas russas conseguiram intercetar grande parte dos drones.</p>
<p>Segundo Vorobyov, uma pessoa ficou ferida após o incêndio de uma habitação em Domodedovo, enquanto outra sofreu ferimentos na autoestrada M-4 quando um drone caiu junto de um veículo em circulação.</p>
<p>As autoridades russas referem ainda que a queda de destroços provocou incêndios e danos em várias infraestruturas civis, incluindo uma habitação na aldeia de Maloye Tolbino e uma casa e um automóvel em Odintsovo.</p>
<p><strong>Moscovo diz ter intercetado a maioria dos drones</strong></p>
<p>O presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, afirmou que mais de 400 drones se aproximaram da região da capital entre as 20h30 de domingo e as 05h00 de segunda-feira.</p>
<p>Segundo o autarca, a maioria foi intercetada antes de alcançar Moscovo, incluindo 85 drones abatidos na aproximação final à cidade.</p>
<p>As alegações das autoridades russas não puderam ser confirmadas de forma independente.</p>
<p><strong>Segundo ataque em três dias contra a infraestrutura logística russa</strong></p>
<p>O ataque surge apenas três dias depois de uma outra operação ucraniana ter atingido dois centros logísticos da Wildberries: um em Elektrostal, a leste de Moscovo, e outro na região de Tambov.</p>
<p>O incêndio em Elektrostal destruiu parte significativa do complexo logístico, gerando uma coluna de fumo visível a mais de 200 quilómetros de distância.</p>
<p>Segundo meios de comunicação russos, o fogo afetou até 15% da capacidade logística da Wildberries, destruiu mercadorias pertencentes a milhares de vendedores independentes e provocou prejuízos avaliados em milhões de rublos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791332]]></sapo:autor>
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		<title>Mundial2026: Final na RTP1 foi programa mais visto do dia por mais de 2,7 milhões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 10:34:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A final do Mundial 2026, que deu a vitória à Espanha no domingo no jogo disputado com a Argentina, transmitido pela RTP1, foi o programa mais visto do dia, segundo dados da CAEM/MediaMonitor.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A final do Mundial 2026, que deu a vitória à Espanha no domingo no jogo disputado com a Argentina, transmitido pela RTP1, foi o programa mais visto do dia, segundo dados da CAEM/MediaMonitor.</p>
<p>&#8220;O jogo Espanha X Argentina, da final do Mundial 2026, transmitido na RTP1, destacou-se como o programa mais visto do dia, registando uma audiência média de 2.794.700 espetadores&#8221;, adianta a mesma fonte.</p>
<p>A Espanha conquistou pela segunda vez o Mundial de futebol, ao vencer a Argentina, que era a campeã em título, por 1-0, após prolongamento, na final da 23.ª edição, em East Rutherford, nos Estados Unidos.</p>
<p>Um golo do suplente Ferran Torres, aos 106 minutos, carimbou o título do conjunto europeu, que repetiu 2010, ano em que também venceu a final por 1-0, no tempo extra, então face aos Países Baixos, com um tento de Andrés Iniesta.</p>
<p>Os jogos também foram transmitidos pela SportTV e pela plataforma LiveMode (através do canal LiveModeTV no YouTube).</p>
<p>ALU /(PFO) // MDR</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791334]]></sapo:autor>
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		<title>Estudo alerta: quatro em cada dez jovens portugueses já foram aliciados por adultos na internet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 10:27:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[assédio sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
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					<description><![CDATA[Investigação, realizada junto de mais de 170 adolescentes portugueses, demonstra ainda que o grooming e o sexting estão intimamente ligados]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 40% dos jovens portugueses entre os 12 e os 17 anos já foram alvo de grooming online — o aliciamento sexual de menores por adultos através da internet — e 26% admitem ter correspondido a esse tipo de interação. </p>
<p>As conclusões são de um estudo desenvolvido pelo Centro de Investigação da Egas Moniz School of Health &#038; Science, que alerta para a crescente vulnerabilidade dos adolescentes nas plataformas digitais e para a necessidade urgente de reforçar a prevenção.</p>
<p>A investigação, realizada junto de mais de 170 adolescentes portugueses, demonstra ainda que o grooming e o sexting estão intimamente ligados, aumentando o risco de exploração sexual online e agravando os impactos emocionais e psicológicos nas vítimas.</p>
<p><strong>O aliciamento acontece de forma gradual e pode culminar em encontros presenciais</strong></p>
<p>Segundo os investigadores, o grooming online caracteriza-se por uma aproximação progressiva por parte de adultos, que procuram conquistar a confiança dos menores através de conversas persistentes, frequentemente de natureza sexual, pedidos de fotografias íntimas e manipulação emocional.</p>
<p>Os resultados revelam ainda um dado particularmente preocupante: 9,3% dos adolescentes afirmam ter chegado a marcar encontros presenciais com esses adultos.</p>
<p><strong>Sexting aumenta a exposição aos riscos</strong></p>
<p>O estudo mostra que o sexting faz parte da realidade de muitos adolescentes inquiridos.</p>
<p>Entre os participantes, 52,9% referem ter enviado mensagens de teor sexual, 41,3% fotografias íntimas e 16,3% vídeos de natureza sexual.</p>
<p>Embora estes comportamentos sejam muitas vezes percecionados como voluntários, os investigadores alertam que podem ocorrer sob pressão, manipulação ou influência externa, tornando-se um fator que aumenta a vulnerabilidade ao grooming.</p>
<p><strong>Ansiedade, medo e vergonha entre as principais consequências</strong></p>
<p>A investigação evidencia uma relação significativa entre estas experiências e a saúde mental dos jovens.</p>
<p>Os adolescentes que reportam ter sido vítimas de grooming apresentam, em média, níveis mais elevados de ansiedade, medo e vergonha, bem como menor presença de emoções positivas.</p>
<p>O estudo identifica igualmente uma maior exposição ao aliciamento online entre jovens com experiências anteriores de vitimização, apontando para a existência de perfis particularmente vulneráveis.</p>
<p>&#8220;Estes fenómenos devem ser compreendidos de forma integrada, enquanto comportamentos de risco com impacto significativo na vulnerabilidade emocional e na saúde mental dos jovens. As redes sociais tornaram-se um novo palco para este tipo de riscos acrescidos e é, por isso, importante reforçar a literacia digital e a prevenção junto de adolescentes, famílias e contextos educativos&#8221;, afirmam Telma Catarina Almeida, docente e investigadora da Egas Moniz, e André Pereira, investigador da mesma instituição.</p>
<p><strong>Investigadores defendem mais prevenção e educação digital</strong></p>
<p>Perante estes resultados, os autores defendem o reforço das estratégias de prevenção, propondo a integração da educação para a segurança digital nas escolas, a formação de profissionais que trabalham com adolescentes, campanhas de sensibilização dirigidas às famílias e a criação de mecanismos de denúncia mais acessíveis.</p>
<p><strong>Sobre o estudo</strong></p>
<p>Os resultados foram publicados no estudo &#8220;Prevalence of Grooming and Sexting among Portuguese Youth: Adaptation of the Questionnaire for Online Sexual Solicitation and Interactions with Adults and Sexting Questionnaire&#8221;, desenvolvido pelo Centro de Investigação da Egas Moniz School of Health &#038; Science, com base numa amostra de mais de 170 adolescentes portugueses entre os 12 e os 17 anos.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791317]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Preços na produção industrial aumentam 4,7% no segundo trimestre do ano, indica INE</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/precos-na-producao-industrial-aumentam-47-no-segundo-trimestre-do-ano-ine/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 10:25:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O índice de preços na produção industrial (IPPI) aumentou 4,7% no segundo trimestre de 2026, uma diminuição de 1,9% face ao período anterior, de acordo com Instituto Nacional de Estatística (INE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O índice de preços na produção industrial (IPPI) aumentou 4,7% no segundo trimestre de 2026, uma diminuição de 1,9% face ao período anterior, de acordo com Instituto Nacional de Estatística (INE).</p>
<p>Em junho, o IPPI registou um crescimento homólogo de 5,0%, semelhante ao registado no mês anterior (5,1%).</p>
<p>Os agrupamentos bens intermédios e energia deram o principal contributo para a variação do índice, com 4,3 pontos percentuais (p.p.), refletindo aumentos de 6,3% e 12,7%, respetivamente.</p>
<p>&#8220;Esta variação continua a dever-se, sobretudo, à subida dos preços dos produtos petrolíferos&#8221;, lê-se no comunicado.</p>
<p>O agrupamento bens de consumo e bens de investimento registaram contributos positivos de 0,4 p.p. e 0,3 p.p., respetivamente (0,2 p.p. e 0,3 p.p. no mês anterior), em resultado de crescimentos homólogos de 1,2% e 2,2% (0,7% e 1,8% em maio).</p>
<p>Em termos mensais, o índice registou uma variação de 0,8% (0,9% em junho de 2025).</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791328]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Portugueses já escolheram os melhores automóveis elétricos de 2026</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/portugueses-ja-escolheram-os-melhores-automoveis-eletricos-de-2026/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 10:22:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[acp]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Organizado pelo Automóvel Club de Portugal desde 2023, o ACP Elétrico do Ano pretende aproximar os consumidores da mobilidade elétrica e dar-lhes um papel ativo na distinção dos modelos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já são conhecidos os vencedores das quatro categorias do ACP Elétrico do Ano 2026, iniciativa do Automóvel Club de Portugal que dá voz aos consumidores na escolha dos melhores automóveis 100% elétricos disponíveis no mercado nacional.</p>
<p>Nesta edição, os participantes elegeram o Mercedes-Benz CLA como vencedor na categoria Familiares, o Audi A6 e-tron entre os modelos Premium, o Citroën ë-C3 nos Citadinos/Utilitários e o Jeep Compass EV na categoria SUV/Crossover.</p>
<p><strong>Quatro categorias, quatro vencedores</strong></p>
<p>Dedicado exclusivamente a veículos 100% elétricos, o concurso colocou a votação seis candidatos em cada categoria, representando diferentes segmentos e perfis de utilização.</p>
<p>Na categoria Familiares, o Mercedes-Benz CLA conquistou a preferência dos participantes graças à sua elevada autonomia, capacidade de carregamento ultrarrápido e equilíbrio entre eficiência, desempenho e tecnologia.</p>
<p>Entre os modelos Premium, o vencedor foi o Audi A6 e-tron, distinguido pela qualidade de construção, conforto, espaço interior, desempenho e autonomia adequada às viagens de longa distância.</p>
<p>Na categoria Citadinos/Utilitários, o Citroën ë-C3 destacou-se como a escolha dos consumidores, afirmando-se como uma proposta prática, confortável e eficiente para a mobilidade urbana.</p>
<p>Já nos SUV/Crossover, o Jeep Compass EV reuniu o maior número de votos, graças ao design robusto, ao espaço interior, às tecnologias de assistência à condução e à autonomia, que pode atingir os 650 quilómetros.</p>
<p><strong>Falta conhecer o grande vencedor de 2026</strong></p>
<p>Concluída a eleição dos vencedores por categoria, o próximo momento do concurso será o anúncio do ACP Elétrico do Ano 2026, distinção máxima da iniciativa, que será revelada no próximo 4 de setembro.</p>
<p>Organizado pelo Automóvel Club de Portugal desde 2023, o ACP Elétrico do Ano pretende aproximar os consumidores da mobilidade elétrica e dar-lhes um papel ativo na distinção dos modelos que melhor respondem às diferentes necessidades de utilização, valorizando critérios como a eficiência, a tecnologia, o conforto e a experiência de condução.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791308]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>&#8220;O meu trabalho está feito&#8221;: Starmer discursa pela última vez como primeiro-ministro do Reino Unido antes de apresentar demissão ao rei Carlos III</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/o-meu-trabalho-esta-feito-starmer-discursa-pela-ultima-vez-como-primeiro-ministro-do-reino-unido-antes-de-apresentar-demissao-ao-rei-carlos-iii/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 10:21:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Starmer apresentará formalmente a demissão antes de Andy Burnham assumir o cargo de novo primeiro-ministro do Reino Unido.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Keir Starmer despediu-se esta segunda-feira do cargo de primeiro-ministro britânico com um discurso marcado pelo balanço do seu mandato, pelo agradecimento aos cidadãos e por um apelo à união nacional perante os desafios internacionais. Pouco antes de seguir para o Palácio de Buckingham para apresentar formalmente a demissão ao rei Carlos III, o líder trabalhista afirmou que deixa funções convicto de que o Reino Unido está hoje &#8220;mais forte e mais justo&#8221; do que quando assumiu o Governo, há dois anos, sublinhando que considera concluída a missão que se propôs cumprir. &#8220;O meu trabalho está feito&#8221;, declarou.</p>
<p>Na intervenção, Starmer recordou a expressiva vitória eleitoral que levou o Partido Trabalhista ao poder e afirmou que liderar o Governo foi &#8220;o privilégio da minha vida&#8221;. Defendeu que o Executivo deixa um legado de melhoria em várias áreas, apontando para uma economia mais robusta, serviços públicos em recuperação, menos crianças em situação de pobreza, uma redução da imigração e uma reputação internacional do Reino Unido &#8220;consideravelmente reforçada&#8221;. Apesar desse balanço político, afirmou que aquilo que mais levará consigo da experiência em Downing Street foi a oportunidade de assistir, na primeira fila, &#8220;às maiores qualidades deste país em ação&#8221;, elogiando o trabalho diário de militares, profissionais do Serviço Nacional de Saúde (NHS) e cidadãos que servem as suas comunidades.</p>
<p>O primeiro-ministro cessante aproveitou ainda a despedida para deixar uma mensagem de alerta sobre o atual contexto geopolítico, referindo que o Reino Unido enfrenta adversários externos que procurarão explorar as divisões internas para enfraquecer os valores democráticos do país. Fazendo referência ao conflito na Ucrânia, advertiu que &#8220;os nossos inimigos não vão parar por nada no esforço de nos dividir&#8221; e sustentou que, precisamente por esse motivo, é essencial recordar &#8220;a grandiosidade do Reino Unido&#8221;. Para Starmer, é o caráter da sociedade britânica que permite acreditar que o país pode continuar a melhorar e que pessoas com diferentes origens e convicções podem permanecer unidas sob a mesma bandeira, desde que não cedam à polarização.</p>
<p>Na reta final da intervenção, Starmer desejou &#8220;todo o sucesso&#8221; ao seu sucessor, Burnham, garantindo que este contará com o seu &#8220;total apoio&#8221;. Deixou ainda palavras de agradecimento à família, ao Partido Trabalhista, aos militantes e apoiantes que acompanharam o seu Governo, terminando com uma mensagem dirigida aos britânicos: agradeceu a oportunidade de servir o país e afirmou sentir-se &#8220;orgulhoso de tudo o que alcançámos&#8221; durante o período em que liderou o Executivo. Minutos depois do discurso, Starmer partiu para o Palácio de Buckingham, onde apresentou formalmente a demissão ao rei Carlos III, encerrando oficialmente o seu mandato como primeiro-ministro britânico.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791222]]></sapo:autor>
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