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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Lucros da Parpública sobem 19,4% em 2025 para 233,4 M€</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 17:04:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Parpública registou, em 2025, lucros atribuíveis a detentores de capital consolidados de 233,4 milhões de euros, um aumento de 19,4% em termos homólogos, adiantou, num comunicado hoje divulgado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Parpública registou, em 2025, lucros atribuíveis a detentores de capital consolidados de 233,4 milhões de euros, um aumento de 19,4% em termos homólogos, adiantou, num comunicado hoje divulgado.</P><br />
<P>De acordo com a nota, a empresa gestora das participações do Estado registou um volume de negócios consolidado de 1.368,9 milhões de euros, um crescimento de 10,4%, enquanto o EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) consolidado atingiu 579,3 milhões de euros, correspondendo a um acréscimo de 2,3% face a 2024.</P><br />
<P>&#8220;A solidez financeira do grupo manteve-se robusta, com o ativo total consolidado a atingir 10.817,3 milhões de euros, o passivo total a fixar-se em 4.351,1 milhões de euros e o capital próprio consolidado a ascender a 6.466,1 milhões de euros&#8221;, destacou.</P><br />
<P>Por sua vez, os rácios de autonomia financeira e de solvabilidade situaram-se, respetivamente, em 56% e 140%.</P><br />
<P>Já no que diz respeito às contas individuais da holding, &#8220;o resultado líquido atingiu 53,5 milhões de euros, superior em 8,7 milhões de euros ao registado em 2024, beneficiando do aumento dos dividendos recebidos e da redução do impacto das imparidades&#8221;. Já o volume de negócios ascendeu a 69,1 milhões de euros, refletindo um crescimento de 17,7% face a 2024. </P><br />
<P>No seu relatório e contas, divulgado no &#8216;site&#8217; da empresa, a Parpública revelou ainda que vai entregar 13,3 milhões de euros em dividendos ao Estado.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789276]]></sapo:autor>
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		<title>Telefonema de Trump e castigo suspenso: Infantino alvo de queixa por alegada interferência no Mundial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 17:02:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desporto]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
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		<category><![CDATA[Gianni Infantino]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Mundial'2026]]></category>
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					<description><![CDATA[Organização de direitos humanos FairSquare acusa o presidente da FIFA de ter demonstrado repetidamente apoio político ao presidente dos Estados Unidos, comportamento que poderá contrariar a Carta Olímpica e o Código de Ética do Comité Olímpico Internacional]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Gianni Infantino enfrenta uma queixa formal junto do Comité Olímpico Internacional por alegadas violações das regras de neutralidade política na relação mantida com Donald Trump. O caso mais recente envolve a controversa suspensão do castigo aplicado ao avançado dos Estados Unidos Folarin Balogun durante o Mundial.</p>
<p>Segundo o ‘The Independent’, a organização de direitos humanos FairSquare acusa o presidente da FIFA de ter demonstrado repetidamente apoio político ao presidente dos Estados Unidos, comportamento que poderá contrariar a Carta Olímpica e o Código de Ética do Comité Olímpico Internacional.</p>
<p>Infantino é membro do Comité Olímpico Internacional desde 2020 e, nessa qualidade, está obrigado a agir de forma independente de interesses políticos e comerciais. A FairSquare identificou cinco alegadas violações claras das regras de neutralidade e pediu uma investigação a outros dois episódios que considera particularmente graves.</p>
<p>O principal foco da polémica é o caso de Folarin Balogun. O avançado americano tinha recebido um jogo de suspensão, mas a Comissão Disciplinar da FIFA decidiu suspender o castigo, permitindo-lhe disputar os oitavos de final do Mundial contra a Bélgica.</p>
<p>A decisão foi tomada depois de um telefonema entre Trump e Infantino, embora o dirigente suíço tenha sempre defendido que os órgãos disciplinares da FIFA atuam de forma independente.</p>
<p>De acordo com informações citadas pelo ‘The Independent’, Mohammad Al Kamali, presidente da Comissão Disciplinar, terá decidido sozinho suspender a pena de Balogun. A atuação contrastaria com outros processos disciplinares conhecidos, nos quais o responsável não tomou decisões sem a participação dos restantes membros.</p>
<p>A FIFA confirmou oficialmente que a suspensão do cartão vermelho permitiu ao avançado dos Estados Unidos estar disponível para o encontro com a Bélgica, mas não apresentou publicamente uma explicação detalhada para a alteração da sanção.</p>
<p>A ausência de esclarecimentos alimentou críticas devido ao tratamento dado a outros jogadores durante o mesmo Mundial.</p>
<p>O defesa inglês Jarell Quansah foi suspenso por dois jogos depois de ter sido expulso na vitória da Inglaterra sobre o México. O castigo impediu-o de voltar a jogar antes da final, caso a seleção inglesa consiga chegar ao encontro decisivo.</p>
<p>A França tentou igualmente contestar um cartão amarelo mostrado a Michael Olise no encontro dos oitavos de final contra o Paraguai, mas o recurso não foi aceite.</p>
<p>Para a FairSquare, estas diferenças justificam que o Comité Olímpico Internacional investigue se existiu pressão política no caso de Balogun e se Infantino permitiu que essa interferência influenciasse a aplicação das regras da FIFA.</p>
<p>A organização sublinha, contudo, que a queixa não prova que Trump tenha determinado a decisão disciplinar. O documento apresenta aquilo que classifica como indícios suficientes para justificar uma investigação independente.</p>
<p>A FairSquare acusa também Infantino de ter oferecido apoio político público a Trump em várias ocasiões. Entre os episódios mencionados está uma mensagem publicada depois da tomada de posse do presidente dos Estados Unidos, na qual o dirigente da FIFA utilizou uma adaptação da expressão política “Make America Great Again”.</p>
<p>A queixa sustenta que este tipo de declaração ultrapassa o relacionamento institucional esperado entre o presidente da FIFA e o chefe de Estado de um dos países anfitriões do Mundial.</p>
<p>Outro dos casos que a organização pede ao Comité Olímpico Internacional para investigar está relacionado com a promoção, por Infantino, de uma plataforma digital dirigida aos adeptos do Mundial. Segundo a denúncia, o site poderá ter integrado uma operação de recolha de dados associada a entidades ligadas a Trump.</p>
<p>A organização já tinha apresentado, em dezembro de 2025, uma queixa semelhante à Comissão de Ética da FIFA. O órgão confirmou a receção do documento, mas não forneceu mais informações sobre a eventual abertura de um processo.</p>
<p>A Federação Norueguesa de Futebol pediu, a 1 de junho, que as acusações fossem analisadas de acordo com as regras de boa governação. Mais tarde, a 29 de junho, 50 eurodeputados enviaram uma carta à FIFA exigindo uma resposta às alegações.</p>
<p>Os parlamentares consideraram que o processo poderia servir para a FIFA demonstrar compromisso com a neutralidade política, a transparência e a responsabilização.</p>
<p>A queixa ao Comité Olímpico Internacional aumenta a pressão sobre Infantino porque este organismo pode aplicar sanções aos seus membros quando considera que violaram o juramento ou prejudicaram os interesses e a reputação do movimento olímpico.</p>
<p>Ao tornar-se membro, Infantino comprometeu-se a respeitar a Carta Olímpica, cumprir o Código de Ética e agir independentemente de interesses políticos. As regras do Comité Olímpico Internacional permitem, em casos extremos, a expulsão de um membro que tenha violado essas obrigações.</p>
<p>Tanto a FIFA como o Comité Olímpico Internacional foram contactados pelo ‘The Independent’, mas não tinham respondido às acusações no momento da publicação.</p>
<p>O processo coloca agora duas questões no centro da polémica: se a relação próxima entre Infantino e Trump ultrapassou os limites institucionais e se um telefonema político poderá ter influenciado uma decisão disciplinar durante o Mundial.</p>
<p>Até que exista uma investigação ou uma explicação da FIFA, a ligação entre a chamada de Trump e a suspensão de Balogun permanece uma suspeita levantada pela FairSquare — mas suficiente para levar o presidente do futebol mundial perante as regras de ética do movimento olímpico.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789279]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Kuwait diz estar a intercetar &#8220;mísseis e drones hostis&#8221;</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/irao-kuwait-diz-estar-a-intercetar-misseis-e-drones-hostis/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 16:37:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Kuwait]]></category>
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					<description><![CDATA[O Kuwait anunciou hoje estar a intercetar "mísseis e drones hostis", sem especificar a origem do ataque, ainda que na segunda-feira o país tenha sido alvo de bombardeamentos do Irão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Kuwait anunciou hoje estar a intercetar &#8220;mísseis e drones hostis&#8221;, sem especificar a origem do ataque, ainda que na segunda-feira o país tenha sido alvo de bombardeamentos do Irão.</P><br />
<P>&#8220;As Forças Armadas estão atualmente a enfrentar ataques com mísseis e drones hostis&#8221;, indicaram as autoridades militares do Kuwait em comunicado, acrescentando que os sons de explosões que se podem escutar sobre o território &#8220;são o resultado dos abates efetuados pelos sistemas de defesa aérea&#8221;.</P><br />
<P>Até ao momento não foram divulgadas informações sobre o alvo destes ataques nem sobre a origem.</P><br />
<P>Além de ser visado por Teerão em ataques como represália pelos bombardeamentos norte-americanos, o Kuwait também tem sido alvo de ataques por parte de milícias pró-iranianas do Iraque, em apoio ao Irão.</P><br />
<P>Durante as últimas 24 horas, o Irão já lançou ataques contra dois navios dos Emirados Árabes Unidos que navegavam pelo estreito de Ormuz, causando a morte de um tripulante e oito feridos, e disparou mísseis e drones contra alvos dos Estados Unidos no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia, na terceira noite consecutiva de ataques cruzados entre Washington e Teerão. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789266]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Novo Nissan LEAF recupera estatuto de referência e é eleito Carro do Ano de 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 16:32:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
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		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[Nissan Leaf]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
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					<description><![CDATA[Nissan LEAF conquistou três distinções nos 'New Car Awards' de 2026, incluindo o título de Carro do Ano. A terceira geração do modelo elétrico foi também eleita o melhor compacto para empresas e o elétrico acessível do ano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo Nissan LEAF conquistou três distinções nos &#8216;New Car Awards&#8217; de 2026, incluindo o título de Carro do Ano. A terceira geração do modelo elétrico foi também eleita o melhor compacto para empresas e o elétrico acessível do ano.</p>
<p>O júri destacou a combinação entre autonomia, preço, conforto e eficiência. O novo LEAF anuncia até 622 quilómetros de autonomia no ciclo WLTP e está disponível com baterias de 52 kWh ou 75 kWh.</p>
<p>A distinção junta-se a outros prémios já recebidos pelo modelo no Reino Unido e internacionalmente, incluindo o título de Carro do Ano atribuído pelo jornal britânico ‘The Sun’ e a vitória absoluta nos Women’s Worldwide Car of the Year 2026.</p>
<p>O Nissan LEAF recebeu ainda o prémio de melhor compacto nessa competição internacional e foi distinguido com o título de escolha do editor nos &#8216;Autotrader Drivers’ Choice Awards&#8217;.</p>
<p>A autonomia e o custo de utilização foram apontados como argumentos particularmente relevantes para empresas e clientes de frotas, contribuindo para a vitória na categoria de melhor compacto empresarial.</p>
<p>Richard Ingram, editor-adjunto da ‘Auto Express’, considera que os concorrentes não conseguem superar a combinação entre a autonomia elevada e o preço competitivo oferecida pelo modelo.</p>
<p>O responsável destacou igualmente o equilíbrio entre desempenho e eficiência, a qualidade de condução, a precisão do comportamento em estrada e a organização do habitáculo.</p>
<p>“Se acrescentarmos uma qualidade de condução de gama alta, uma condução precisa e um interior que oferece espaço e uma disposição impressionantes, envoltos num design dinâmico, a vitória é amplamente merecida”, afirmou.</p>
<p>O novo LEAF foi concebido e é fabricado no Reino Unido, na unidade industrial da Nissan em Sunderland, responsável pela produção das três gerações do modelo.</p>
<p>James Taylor, diretor-geral da Nissan Motor GB, classificou os três prémios como um reconhecimento do trabalho desenvolvido para transformar a terceira geração no LEAF mais avançado até à data.</p>
<p>O responsável destacou ainda o papel da equipa da fábrica de Sunderland, que produziu as diferentes gerações do automóvel elétrico desde o lançamento do primeiro modelo.</p>
<p>Além da autonomia de até 622 quilómetros, o novo Nissan LEAF inclui um habitáculo mais espaçoso e tecnologias como os serviços Google integrados.</p>
<p>O modelo dispõe também das funções Vehicle-to-Grid e Vehicle-to-Load. A primeira permite utilizar a bateria para fornecer energia à rede elétrica, enquanto a segunda possibilita alimentar equipamentos externos diretamente a partir do automóvel.</p>
<p>Em Portugal, o novo Nissan LEAF está disponível nas versões Engage, Advance e Evolve. Os preços começam nos 29.990 euros, acrescidos de IVA, incluindo três anos de manutenção.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789264]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Notas dos exames por um fio: professores ganham mais 12 horas para concluir correções</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 16:23:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[exames nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Alexandre]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[professores]]></category>
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					<description><![CDATA[Medida aumenta as dúvidas sobre a capacidade de cumprir o calendário, que já tinha sido revisto, com a divulgação das classificações a passar de 14 para 17 de julho]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Educação terá prolongado até ao meio-dia desta quarta-feira o prazo concedido a alguns professores para concluírem a classificação dos exames nacionais, numa corrida contra o tempo para garantir a divulgação das notas na sexta-feira.</p>
<p>Segundo a &#8216;CNN Portugal&#8217;, ainda durante a tarde de terça-feira havia docentes a receber cem ou mais itens para corrigir, apesar de faltarem poucas horas para terminar o prazo oficial. O alargamento representa mais 12 horas para finalizar um processo já marcado por atrasos, falhas técnicas e sucessivas alterações.</p>
<p>A medida aumenta as dúvidas sobre a capacidade de cumprir o calendário, que já tinha sido revisto, com a divulgação das classificações a passar de 14 para 17 de julho. Para chegar a essa data, o Ministério depende agora de um último esforço intensivo dos professores classificadores.</p>
<p>O movimento SOS Escola Pública denunciou igualmente que alguns docentes foram convocados apenas nas últimas horas, enquanto outros continuavam a receber novos itens ou enfrentavam dificuldades de acesso à plataforma de classificação eletrónica.</p>
<p>A tensão aumentou com a notícia da saída de Salomé Augusto Branco do cargo de vice-presidente da Agência para a Gestão do Sistema Educativo. A demissão foi noticiada pela RTP, sem que tenham sido inicialmente reveladas as razões da decisão.</p>
<p>O Ministério da Educação afastou qualquer ligação entre a saída e os problemas dos exames. Segundo a tutela, Salomé Branco pediu a exoneração a 8 de julho, com efeitos a partir do dia 10, e não teve qualquer participação na preparação ou implementação da classificação eletrónica, responsabilidade atribuída ao Júri Nacional de Exames e ao Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789254]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ventura quer falar com Seguro sobre &#8220;regular funcionamento do Governo&#8221; e &#8220;falta de coordenação&#8221; do PM</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 16:15:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[André Ventura]]></category>
		<category><![CDATA[António José Seguro]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente do Chega afirmou hoje que pretende falar com o Presidente da República, numa audiência marcada para quarta-feira, sobre o "regular funcionamento do Governo" e acusou o primeiro-ministro de "falta de coordenação brutal".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O presidente do Chega afirmou hoje que pretende falar com o Presidente da República, numa audiência marcada para quarta-feira, sobre o &#8220;regular funcionamento do Governo&#8221; e acusou o primeiro-ministro de &#8220;falta de coordenação brutal&#8221;.</P><br />
<P>Minutos antes de uma conferência de imprensa convocada pelo partido Chega para o parlamento, a assessoria informou que a audiência solicitada &#8220;com caráter de urgência&#8221; ao Presidente da República vai realizar-se na quarta-feira, às 17:30.</P><br />
<P>A audiência foi requerida na sequência da denúncia do Chega de que o presidente do partido, André Ventura, foi ameaçado verbalmente pelo ministro da Administração Interna no último debate quinzenal, acusação negada por Luís Neves.</P><br />
<P>&#8220;O partido reafirmará junto do senhor Presidente da República a gravidade da situação e a necessidade de assegurar o pleno respeito pelos princípios do Estado de Direito, pelo regular funcionamento das instituições democráticas, pela fiscalização democrática e pela liberdade de atuação da oposição&#8221;, referiu o partido.</P><br />
<P>Questionado sobre se entende que está em causa o regular funcionamento das instituições &#8211; que constitui fundamento constitucional para o Presidente da República demitir o Governo -, André Ventura não respondeu diretamente, preferindo remeter para o final da audiência essa avaliação e que iniciativas irá tomar o partido.</P><br />
<P>&#8220;O primeiro-ministro deve pedir ao ministro da Administração Interna esclarecimentos sobre o que está a acontecer, não deve ter nem receio nem hesitação de o fazer. Se eu fosse primeiro-ministro era o que faria de forma imediata&#8221;, disse, acrescentando que essas ameaças &#8220;são reais e efetivas&#8221;.</P><br />
<P>André Ventura disse ver &#8220;com muita, muita preocupação o estado atual em que o Governo se encontra, não só devido aos vários casos que envolvem os vários ministros, mas porque, a somar a todos eles, há uma falta de coordenação brutal&#8221; por parte do primeiro-ministro.</P><br />
<P>&#8220;Este primeiro-ministro habituou-se a aparecer quando lhe interessa e a desaparecer quando não quer tocar nos assuntos. Habituou-se a estar presente para situações simbólicas e a não estar presente quando o país precisa de coordenação e precisa de decisão&#8221;, criticou.</P><br />
<P>O líder do Chega considerou que Luis Montenegro &#8220;não conseguirá por muito mais tempo esconder-se da situação e das situações dos seus ministros&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Acho que não conseguirá por muito mais tempo ficar sem assumir a autoridade que tem que assumir enquanto primeiro-ministro e que não tem assumido neste caso&#8221;, afirmou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789247]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Bolsa de Lisboa fecha em queda com Galp a liderar perdas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 16:14:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa fechou hoje em queda, de 0,08%, para 9.126,85 pontos, em contraciclo com o resto da Europa, e com a Galp a liderar as perdas, recuando 2,22%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Lisboa fechou hoje em queda, de 0,08%, para 9.126,85 pontos, em contraciclo com o resto da Europa, e com a Galp a liderar as perdas, recuando 2,22%.</P><br />
<P>Das 16 cotadas que integram o índice PSI, nove desceram, cinco subiram e a Altri e a Mota-Engil mantiveram-se inalteradas, em 4,69 euros e 4,51 euros, respetivamente. </P><br />
<P>As principais praças europeias fecharam hoje &#8216;no verde&#8217;, com Londres a avançar 0,30%, Paris 0,03%, Frankfurt 0,13%, Madrid 0,11% e Milão 0,10%.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789248]]></sapo:autor>
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		<title>A taxa de 20% durou menos de um dia: Trump muda de planos para o Estreito de Ormuz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 16:12:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Presidente dos Estados Unidos anunciou que procurará obter acordos comerciais e de investimento com os países do Golfo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump desistiu de cobrar uma taxa de 20% sobre toda a carga transportada através do Estreito de Ormuz, menos de um dia depois de ter apresentado o plano como forma de compensar os Estados Unidos pela proteção militar da passagem marítima.</p>
<p><iframe src="https://truthsocial.com/@realDonaldTrump/116918941071241802/embed" class="truthsocial-embed" style="max-width: 100%; border: 0" width="600" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe><script src="https://truthsocial.com/embed.js" async="async"></script></p>
<p>Em alternativa, o presidente dos Estados Unidos anunciou que procurará obter acordos comerciais e de investimento com os países do Golfo. A mudança foi comunicada menos de cinco horas antes da hora prevista para a entrada em vigor da polémica cobrança.</p>
<p>“Com base em conversas altamente produtivas com a liderança do Médio Oriente, decidi substituir a taxa de reembolso de 20% dos Estados Unidos por acordos comerciais e de investimento que os diversos Estados do Golfo farão com os Estados Unidos”, escreveu Trump na Truth Social, citado pela &#8216;Reuters&#8217;.</p>
<p>O presidente não identificou os países envolvidos, nem revelou o valor ou os termos dos investimentos alegadamente acordados. Limitou-se a garantir que os compromissos serão significativos e mais vantajosos no longo prazo do que a cobrança direta sobre a carga.</p>
<p>O Estreito de Ormuz continuará aberto ao tráfego comercial internacional, segundo Trump, mas os navios associados ao Irão, aos seus portos ou às suas mercadorias permanecerão sujeitos ao bloqueio americano.</p>
<p><strong>Uma “portagem” que durou poucas horas</strong></p>
<p>A proposta tinha sido apresentada esta segunda-feira, depois de Teerão anunciar o encerramento do estreito e as forças dos EUA iniciarem uma nova vaga de ataques contra o Irão.</p>
<p>Trump declarou então que Washington assumiria o papel de “guardião” de Ormuz e receberia 20% sobre toda a carga transportada, para recuperar os custos de manter a rota aberta e proteger os navios.</p>
<p>A decisão provocou dúvidas imediatas entre governos, empresas de transporte marítimo e organizações internacionais, tanto pela dimensão da taxa como pela ausência de explicações sobre a forma como seria calculada e cobrada.</p>
<p>Antes da guerra, cerca de um quinto do petróleo e do gás transportados no mundo passava diariamente pelo Estreito de Ormuz. Segundo os cálculos citados pela &#8216;Reuters&#8217;, uma cobrança de 20% poderia render aos Estados Unidos cerca de 240 milhões de dólares por dia, aproximadamente 210 milhões de euros.</p>
<p>A Organização Marítima Internacional, agência das Nações Unidas responsável pela navegação, manifestou-se contra a aplicação de taxas obrigatórias em estreitos utilizados pelo comércio internacional.</p>
<p>A organização considerou que não existia fundamento jurídico para transformar uma passagem marítima internacional numa via sujeita a portagem unilateral.</p>
<p><strong>Petróleo alivia após o recuo</strong></p>
<p>Os preços do petróleo reduziram parte dos ganhos depois de Trump anunciar que abandonaria a cobrança. Os mercados tinham reagido inicialmente com fortes subidas ao agravamento dos combates e ao risco de perturbação numa das principais rotas energéticas mundiais.</p>
<p>A ameaça da taxa, os ataques a navios e o restabelecimento do bloqueio americano à navegação iraniana tinham levado o petróleo a subir mais de 9% e a superar os 80 dólares por barril.</p>
<p>Mesmo com o recuo, o risco para o abastecimento permanece elevado. As forças americanas realizaram ataques contra alvos iranianos pela terceira noite consecutiva, enquanto Teerão respondeu com ofensivas contra posições militares dos EUA e dos seus aliados na região.</p>
<p>O Irão afirmou ter atacado uma base do Exército americano na Jordânia com mísseis balísticos. As autoridades jordanas disseram ter intercetado quatro projéteis.</p>
<p>O Bahrain, onde se encontra uma importante base naval dos Estados Unidos, anunciou igualmente ter repelido um ataque aéreo iraniano. Foram ouvidas explosões em Manama, a capital do país.</p>
<p><strong>Guerra ameaça acordo alcançado em junho</strong></p>
<p>A nova escalada colocou em causa o memorando de entendimento assinado em junho, que deveria suspender os combates, reabrir o Estreito de Ormuz e criar um período de 60 dias para negociações sobre o programa nuclear iraniano.</p>
<p>O entendimento não resolveu, contudo, a disputa fundamental sobre quem controla a passagem e em que condições os navios podem utilizá-la.</p>
<p>Trump já tinha previsto a possibilidade de uma cobrança americana. A 20 de junho, declarou que não haveria portagens durante ou depois da trégua, exceto se as negociações fracassassem e os Estados Unidos decidissem impor uma taxa.</p>
<p>Com a retoma dos ataques, Washington restabeleceu o bloqueio aos portos e à navegação iranianos. Trump argumentou que o Irão tinha violado o acordo ao voltar a ameaçar e atacar embarcações comerciais.</p>
<p>A substituição da taxa por investimentos dos países do Golfo representa um recuo na forma, mas não na estratégia. Os Estados Unidos continuam a pretender controlar a segurança da passagem, afastar o Irão do tráfego marítimo e fazer com que os aliados regionais contribuam financeiramente para a operação.</p>
<p>Em vez de cobrar diretamente a cada navio, Trump procura agora transformar a proteção de Ormuz em acordos económicos mais amplos com as monarquias do Golfo.</p>
<p>Falta saber que compromissos foram realmente assumidos, quanto dinheiro estará envolvido e se os países da região aceitaram pagar, através de investimento nos Estados Unidos, por uma missão militar que Washington apresenta como essencial para a segurança do comércio mundial.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789244]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia faz história com primeiro ataque anfíbio realizado apenas por drones</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ucrania-faz-historia-com-primeiro-ataque-anfibio-realizado-apenas-por-drones/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:57:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Incursão na península de Kinburn, no sul da Ucrânia, é apresentada como a primeira operação anfíbia conhecida em condições de guerra realizada exclusivamente através de sistemas não tripulados nos domínios marítimo, terrestre e aéreo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um drone naval ucraniano atravessou o mar transportando um robô terrestre armado, aproximou-se de uma praia controlada pela Rússia e deixou-o avançar sozinho para atacar uma posição inimiga. No ar, outro aparelho acompanhava a operação. Nenhum soldado precisou de desembarcar.</p>
<p>A incursão na península de Kinburn, no sul da Ucrânia, é apresentada como a primeira operação anfíbia conhecida em condições de guerra realizada exclusivamente através de sistemas não tripulados nos domínios marítimo, terrestre e aéreo.</p>
<p>Segundo o ‘Naval News’, a missão terá sido executada pela 123ª Brigada de Defesa Territorial ucraniana contra posições russas na estreita faixa de terra situada entre o estuário do Dniepre e o mar Negro.</p>
<p>As imagens divulgadas pela unidade mostram uma embarcação de superfície não tripulada a aproximar-se da costa com um veículo terrestre sobre a plataforma. Quando chega à praia, baixa as rampas e permite que o robô armado avance para terra.</p>
<p>Depois de sair da embarcação, o veículo procura proteção entre a vegetação próxima. O drone naval afasta-se de seguida, enquanto um aparelho aéreo permanece sobre a zona para observar a progressão e transmitir imagens aos operadores.</p>
<p><strong>Um robô armado desembarcado por outro robô</strong></p>
<p>O veículo terrestre parece ser um modelo ucraniano Rys, desenvolvido pela Roboneers. A plataforma surge equipada com uma metralhadora de calibre 7,62 milímetros, embora a identificação exata não tenha sido confirmada oficialmente pela brigada.</p>
<p>A empresa ucraniana DevDroid confirmou que o módulo de combate remoto Wolly 7.62 foi utilizado na missão. O sistema foi instalado no robô terrestre transportado até à costa pela embarcação não tripulada.</p>
<p>Já em posição, o veículo terrestre é visto a disparar pelo menos três vezes contra um alvo situado a alguma distância. Parte dos projéteis parece atingir a areia diante da posição, o que poderá indicar que o sistema estava a operar próximo do alcance máximo da arma.</p>
<p>Não foram divulgadas imagens do alvo atingido, nem informações sobre eventuais danos ou baixas. Também não é possível confirmar se a posição estava ocupada por militares russos no momento dos disparos.</p>
<p>O vídeo não mostra igualmente se o robô terrestre foi posteriormente recuperado por outra embarcação ou se permaneceu na península depois de cumprir a missão.</p>
<p>Por isso, não é ainda claro se a incursão teve como objetivo destruir uma posição concreta, testar as defesas russas ou demonstrar uma capacidade que poderá ser utilizada em operações de maior dimensão.</p>
<p><strong>Primeira operação conhecida deste género</strong></p>
<p>O ‘Naval News’ descreve a missão como a primeira incursão anfíbia totalmente não tripulada conhecida em contexto de guerra. O mar foi usado para transportar o equipamento, a plataforma terrestre executou a ação armada e o drone aéreo assegurou a observação.</p>
<p>A operação não foi, porém, completamente autónoma. Os diferentes sistemas terão sido controlados à distância por operadores ucranianos, pelo que a novidade está na ausência de militares no local e na integração de máquinas que atuaram em diferentes ambientes.</p>
<p>A 123ª Brigada classificou a missão como uma nova forma de combinar sistemas terrestres e navais, permitindo entregar equipamento armado em áreas onde o risco para os soldados seria particularmente elevado.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="en" dir="ltr">Last week, Ukrainian forces conducted a completely unmanned amphibious landing on the Kinburn Spit, the first of its kind. </p>
<p>Seen here, a Ukrainian drone landing craft drops off a UGV to attack Russian positions along the beach. <a href="https://t.co/Dn5uui08I4">pic.twitter.com/Dn5uui08I4</a></p>
<p>&mdash; OSINTtechnical (@Osinttechnical) <a href="https://x.com/Osinttechnical/status/2076706679807193538?ref_src=twsrc%5Etfw">July 13, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>Até agora, os drones navais ucranianos ficaram sobretudo conhecidos pelos ataques contra navios russos, instalações portuárias e infraestruturas no mar Negro. Nesta operação, a embarcação funcionou como uma pequena lancha de desembarque para outro robô.</p>
<p><strong>Porque é importante a península de Kinburn?</strong></p>
<p>A península de Kinburn está ocupada pelas forças russas desde 2022 e tem importância estratégica por se situar junto à entrada marítima do estuário do Dniepre.</p>
<p>A presença russa naquela zona ajuda a condicionar o acesso ao porto de Mykolaiv e permite vigiar parte da costa controlada pela Ucrânia. Recuperar a península poderia ser um primeiro passo para tentar reabrir essa passagem marítima.</p>
<p>A região tem sido alvo de crescente pressão ucraniana. As forças de Kiev têm atacado posições, vias de abastecimento e meios logísticos russos no sul do país, procurando dificultar a chegada de combustível, munições e alimentos às unidades destacadas na península.</p>
<p>Movimentos partidários ucranianos alegaram recentemente que algumas forças russas abandonaram posições no norte e no oeste de Kinburn devido a problemas de abastecimento. Essa informação não foi confirmada de forma independente.</p>
<p>A incursão robótica poderá ter servido para verificar até que ponto as defesas russas permanecem operacionais, obrigar os militares a revelar posições ou preparar futuras ações ucranianas na zona.</p>
<p><strong>Uma alternativa aos desembarques tradicionais</strong></p>
<p>As operações anfíbias convencionais estão entre as mais arriscadas numa guerra. Os navios aproximam-se lentamente da costa, os soldados ficam expostos durante o desembarque e a força invasora tem de garantir rapidamente uma cabeça de ponte.</p>
<p>O desenvolvimento de drones navais e aéreos tornou essas operações ainda mais perigosas. Embarcações de desembarque podem ser detetadas e atacadas antes de chegarem à praia, enquanto as tropas ficam vulneráveis a pequenos drones explosivos depois de alcançarem terra.</p>
<p>A experiência ucraniana sugere, contudo, que as mesmas tecnologias que ameaçam um desembarque podem também ser utilizadas para o tornar possível.</p>
<p>Robôs terrestres podem ser enviados primeiro para reconhecer a costa, identificar posições, colocar sensores, transportar explosivos ou abrir fogo contra as defesas. Só depois, caso existam condições, avançariam forças humanas.</p>
<p>Uma embarcação não tripulada pode ainda aceitar riscos que seriam considerados excessivos para um navio com militares a bordo. Caso seja destruída, perde-se equipamento, mas não fica uma unidade cercada ou ferida numa praia inimiga.</p>
<p><strong>Um conceito ainda por provar</strong></p>
<p>A operação em Kinburn representa uma demonstração importante, mas está longe de provar que grandes desembarques possam ser realizados desta forma.</p>
<p>O sistema poderá enfrentar dificuldades provocadas por interferências eletrónicas, perda das comunicações, obstáculos físicos, fogo inimigo ou problemas na coordenação entre as diferentes plataformas.</p>
<p>Também falta demonstrar que a Ucrânia consegue lançar vários veículos terrestres ao mesmo tempo, manter o seu abastecimento e transformar uma incursão limitada numa operação capaz de conquistar e conservar território.</p>
<p>Ainda assim, a missão abre uma nova possibilidade no campo de batalha. Em vez de enviar soldados para a fase mais perigosa do desembarque, Kiev colocou uma máquina armada numa praia controlada pela Rússia — transportada por outra máquina e observada por uma terceira.</p>
<p>A guerra na Ucrânia já transformou drones baratos em armas capazes de destruir carros de combate, navios e infraestruturas estratégicas. Agora, a península de Kinburn poderá ter mostrado o passo seguinte: robôs que atravessam o mar para colocar outros robôs em combate.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789237]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Fábrica da Tabaqueira em Sintra reduz consumo de água para metade em apenas seis anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:41:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[fábrica]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Tabaqueira]]></category>
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					<description><![CDATA[A fábrica da Tabaqueira, em Sintra, reduziu o consumo específico de água em 48,3% desde 2019, ano em que obteve pela primeira vez a certificação da Alliance for Water Stewardship (AWS), distinção internacional que reconhece boas práticas na gestão sustentável da água.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A fábrica da Tabaqueira, em Sintra, reduziu o consumo específico de água em 48,3% desde 2019, ano em que obteve pela primeira vez a certificação da Alliance for Water Stewardship (AWS), distinção internacional que reconhece boas práticas na gestão sustentável da água.</p>
<p>Segundo a empresa, a unidade industrial foi a primeira fábrica em Portugal a receber esta certificação e tem renovado o reconhecimento de forma consecutiva desde então.</p>
<p>Em 2025, a Tabaqueira conseguiu reduzir em mais 1% o consumo específico de água, apesar de o consumo absoluto ter aumentado 8,15%, refletindo o crescimento da produção fabril. A empresa explica que este resultado foi possível graças à implementação de medidas de eficiência que reduziram a quantidade de água necessária tanto nos processos produtivos como em atividades de apoio, como a produção de vapor, os sistemas de climatização, as águas quentes sanitárias, as lavagens e a cantina.</p>
<p>No mesmo período, a estação de tratamento de águas residuais (ETAR) da fábrica tratou cerca de 27 mil metros cúbicos de água. A empresa acrescenta que realiza uma monitorização diária da qualidade da água utilizada nas instalações, bem como das descargas efetuadas na Ribeira do Marmelo.</p>
<p>A estratégia da unidade está alinhada com os objetivos globais da Philip Morris International (PMI), que pretende poupar 25 milhões de metros cúbicos de água até 2033, um volume equivalente à capacidade de cerca de 10 mil piscinas olímpicas.</p>
<p>Pedro Santos, Sustainability Manufacturing Manager da Tabaqueira, afirma que &#8220;a Tabaqueira tem vindo a investir em soluções que potenciem uma gestão sustentável da água&#8221;, mas reconhece que &#8220;o principal desafio&#8221; passa por continuar a melhorar a eficiência hídrica em paralelo com a expansão da atividade industrial.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789231]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Supremo confirma que processo de ex-CEO da TAP será julgado em tribunal cível</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:38:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[supremo tribunal de justiça]]></category>
		<category><![CDATA[TAP]]></category>
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					<description><![CDATA[Ex-CEO disse que "a decisão do Supremo Tribunal de Justiça confirma definitivamente que o Tribunal Central Cível de Lisboa é o tribunal competente para apreciar esta ação, reconhecendo que o litígio decorre de uma relação de natureza societária e não administrativa"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal de Justiça confirmou hoje que o processo interposto pela antiga presidente executiva (CEO) Christine Ourmières-Widener contra a TAP deve ser julgado pelo Tribunal Central Cível de Lisboa, adiantou a gestora, numa declaração à Lusa.</p>
<p>A ex-CEO disse que &#8220;a decisão do Supremo Tribunal de Justiça confirma definitivamente que o Tribunal Central Cível de Lisboa é o tribunal competente para apreciar esta ação, reconhecendo que o litígio decorre de uma relação de natureza societária e não administrativa&#8221;.</p>
<p>Assim, &#8220;com esta decisão, fica encerrada uma longa discussão processual e o processo pode, finalmente, avançar para a apreciação do seu mérito&#8221;.</p>
<p>De acordo com Christine Ourmières-Widener, desde o início, &#8220;o objetivo sempre foi que os factos fossem apreciados de forma independente e imparcial pelo tribunal competente&#8221;, com a ex-CEO a defender que existe &#8220;plena confiança de que a justiça portuguesa fará uma apreciação rigorosa dos factos e do direito&#8221;.</p>
<p>&#8220;Como já tive oportunidade de afirmar, continuo disponível para uma solução justa e equilibrada que permita encerrar este processo. Não sendo esse o caminho, aguardarei com serenidade que o Tribunal Central Cível de Lisboa aprecie o mérito da ação&#8221;, referiu.</p>
<p>Em fevereiro, o Tribunal da Relação de Lisboa tinha confirmado que o processo interposto por Christine Ourmières-Widener contra a TAP devia ser julgado no tribunal cível, rejeitando o recurso da companhia aérea sobre a competência do tribunal.</p>
<p>Em causa está a ação interposta por Christine Ourmières-Widener, que contesta a exoneração por justa causa anunciada em março de 2023 pelo Governo, na sequência do parecer da Inspeção-Geral de Finanças sobre a indemnização de 500 mil euros paga a Alexandra Reis.</p>
<p>A defesa da TAP sustentava que o litígio deveria ser apreciado pelos tribunais administrativos, por envolver a destituição de uma gestora pública, argumento que já tinha sido afastado em primeira instância, pela Relação e agora pelo Supremo.</p>
<p>O processo avançará assim para julgamento no tribunal cível, onde será apreciado o pedido de indemnização de 5,9 milhões de euros apresentado pela antiga presidente executiva, valor que é contestado pela companhia aérea.</p>
<p>Os cálculos da gestora incluem os montantes que considera ter direito até ao final do contrato (em 2025) e prémios de desempenho após ter levado a TAP a alcançar lucros em 2022 &#8211; o que já não acontecia há cinco anos -, e ter antecipado em quase três anos as metas estabelecidas no plano de reestruturação acordado com Bruxelas.</p>
<p>Além disso, inclui uma parcela por ter sido destituída sem o cumprimento do pré-aviso de 180 dias e por danos reputacionais.</p>
<p>Já as contas da TAP, conhecidas na argumentação da defesa em janeiro de 2024, apontam para a soma total de 432 mil euros.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789201]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Venezuela/Sismo: Sobe para 117 o número de portugueses e lusodescendentes mortos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-sobe-para-117-o-numero-de-portugueses-e-lusodescendentes-mortos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:37:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[sismos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 117 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 117 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.</p>
<p>Entre os 117 cidadãos portugueses e lusodescendentes mortos, dos quais 95 eram adultos e 22 menores, 100 tinham também a nacionalidade venezuelana.</p>
<p>O MNE português referiu ainda que continuam desaparecidos 51 cidadãos portugueses, menos dois do que os 53 contabilizados na segunda-feira.</p>
<p>O anterior balanço indicava 116 portugueses e lusodescendentes mortos.</p>
<p>Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789209]]></sapo:autor>
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		<title>Agredido com violência no local de trabalho em Espinho: autarca do Chega hospitalizado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:31:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Agressão ocorreu esta segunda-feira, em circunstâncias que continuam a ser investigadas pela PSP de Espinho. O desentendimento terá começado por motivos considerados fúteis]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um autarca do município de Espinho, eleito pelo Chega, foi violentamente agredido na cabeça durante uma discussão no respetivo local de trabalho. A vítima, de 47 anos, teve de ser transportada para o hospital.</p>
<p>Segundo o ‘Correio da Manhã’, a agressão ocorreu esta segunda-feira, em circunstâncias que continuam a ser investigadas pela PSP de Espinho. O desentendimento terá começado por motivos considerados fúteis.</p>
<p>O suspeito, um homem com cerca de 30 anos, já foi identificado pelas autoridades. Está em causa a suspeita da prática de um crime de ofensa à integridade física.</p>
<p>A publicação adianta que o ataque incidiu sobretudo na zona da cabeça do autarca. A gravidade concreta das lesões e as circunstâncias que antecederam a agressão não foram divulgadas.</p>
<p>A vítima foi assistida pelos bombeiros do concelho de Espinho e transportada para o Hospital de Vila Nova de Gaia.</p>
<p>A PSP prossegue as diligências para esclarecer o motivo da discussão, a sequência dos acontecimentos e a eventual responsabilidade criminal do suspeito.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789208]]></sapo:autor>
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		<title>Parece que se caminha sobre o céu: veja as imagens do lago chinês onde a terra desaparece ao pôr do sol</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:26:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Chaka]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
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		<category><![CDATA[Qinghai]]></category>
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					<description><![CDATA[Lago Salgado de Chaka, na província chinesa de Qinghai, tornou-se conhecido como o “espelho do céu” devido à capacidade da sua superfície rasa e cristalina para refletir a paisagem]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há lugares onde a paisagem parece desafiar as regras da perspetiva. No noroeste da China, um lago salgado transforma-se, quando reúne as condições certas, num enorme espelho natural onde o céu, as nuvens e as montanhas surgem duplicados — e os visitantes parecem caminhar sobre o horizonte.</p>
<p>O Lago Salgado de Chaka, na província chinesa de Qinghai, tornou-se conhecido como o “espelho do céu” devido à capacidade da sua superfície rasa e cristalina para refletir a paisagem. O lago situa-se no condado de Ulan, na extremidade oriental da bacia de Qaidam.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="ja" dir="ltr">青海海西，茶卡盐湖落日熔金，水天一色。<a href="https://x.com/hashtag/%E5%A4%A7%E7%BE%8E%E4%B8%AD%E5%9B%BD?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#大美中国</a> Molten golden sunset shimmers over Chaka Salt Lake in Qinghai. <a href="https://t.co/UuoFZufGcr">pic.twitter.com/UuoFZufGcr</a></p>
<p>&mdash; katie (@katie90243402) <a href="https://x.com/katie90243402/status/2076845875444449766?ref_src=twsrc%5Etfw">July 14, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">A time-lapse video records the gorgeous beauty of China’s mirror of the sky—Chaka Salt Lake in NW China’s Qinghai, where water meets the sky. <a href="https://t.co/fx6EZdzAWQ">pic.twitter.com/fx6EZdzAWQ</a></p>
<p>&mdash; People&#39;s Daily, China (@PDChina) <a href="https://x.com/PDChina/status/1184076454994182144?ref_src=twsrc%5Etfw">October 15, 2019</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>Segundo o ‘El Mundo’, o efeito é particularmente intenso ao nascer e ao pôr do sol, quando a luz incide sobre a combinação de água e sal e torna difícil perceber onde termina a superfície e começa o céu.</p>
<p>Com uma área próxima dos 105 quilómetros quadrados e situado a cerca de 3.060 metros de altitude, Chaka estende-se por uma paisagem ampla, branca e quase sem referências visuais. Essa ausência de elementos ajuda a criar a ilusão de um espaço infinito.</p>
<p><strong>Caminhar por cima das nuvens</strong></p>
<p>O fenómeno resulta da fina camada de água que cobre o leito salgado. Quando o vento é fraco e a superfície permanece tranquila, o lago funciona como um enorme espelho, refletindo com nitidez as nuvens, a luz e as montanhas envolventes.</p>
<p>Em determinadas zonas autorizadas, os visitantes podem entrar na parte rasa do lago, habitualmente com proteção adequada nos pés. É esse contacto direto com a superfície que produz algumas das imagens mais conhecidas de Chaka: pessoas aparentemente suspensas entre dois céus.</p>
<p>O ‘El Mundo’ destaca precisamente esta possibilidade de caminhar sobre a água como um dos principais atrativos do local. A pouca profundidade e a camada de sal permitem explorar parte da paisagem sem recorrer a embarcações, embora o acesso esteja condicionado às áreas preparadas para turismo.</p>
<p>O nome “Chaka” significa “lago de sal” em tibetano. A região foi, em tempos remotos, uma zona de mar pouco profundo, antes de os movimentos geológicos que formaram o planalto Qinghai-Tibete deixarem água acumulada em depressões interiores. A evaporação prolongada favoreceu depois a formação dos lagos salinos da bacia de Qaidam.</p>
<p><strong>Um paraíso para fotografias — quando o tempo ajuda</strong></p>
<p>Apesar da fama, o efeito de espelho não está garantido todos os dias. Chuva intensa, vento, água turva ou uma camada demasiado seca podem reduzir a qualidade do reflexo.</p>
<p>Quando as condições são favoráveis, porém, a brancura do sal e a transparência da água criam uma paisagem minimalista, procurada por fotógrafos e viajantes. A zona turística é classificada como atração nacional de nível AAAA e integra alguns dos circuitos mais populares da província de Qinghai.</p>
<p>O local preserva ainda marcas da atividade salineira. Uma antiga linha ferroviária, originalmente usada para transportar sal, foi adaptada ao turismo e leva os visitantes até zonas mais interiores da paisagem.</p>
<p><strong>Beleza traz também pressão</strong></p>
<p>A popularidade do “espelho do céu” transformou Chaka num importante destino turístico, mas aumentou também a pressão sobre um ecossistema salino sensível.</p>
<p>A conservação exige limitar o acesso às áreas mais frágeis, controlar resíduos e conciliar a exploração turística com a proteção da água, dos organismos adaptados à elevada salinidade e das aves migratórias que utilizam a região.</p>
<p>É esse equilíbrio que determinará se o lago continuará a oferecer o mesmo espetáculo: uma superfície onde o mundo parece perder o chão e, durante alguns instantes, caminhar sobre a água se confunde com caminhar entre as nuvens.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789193]]></sapo:autor>
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		<title>Governo prepara novo regime geral das taxas sem fazer uma rutura, indica Miranda Sarmento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:07:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquim Miranda Sarmento]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo vai apresentar uma proposta legislativa para criar um novo regime geral das taxas, para regular e organizar o atual enquadramento fiscal, sem fazer uma rutura, afirmou hoje o ministro das Finanças.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo vai apresentar uma proposta legislativa para criar um novo regime geral das taxas, para regular e organizar o atual enquadramento fiscal, sem fazer uma rutura, afirmou hoje o ministro das Finanças.</p>
<p>A iniciativa vai ser elaborada a partir do relatório da comissão para a elaboração do regime geral das taxas da administração pública, presidida pela juíza conselheira do Supremo Tribunal Administrativo Suzana Tavares da Silva, anunciou o ministro, durante a apresentação do documento, no Ministério das Finanças.</p>
<p>O objetivo da reforma passa por garantir que &#8220;cada taxa tem uma justificação clara, que assenta numa contraprestação efetiva, que é calculada com base em critérios transparentes e objetivos, e que respeita os direitos dos contribuintes&#8221;, elencou o ministro.</p>
<p>Miranda Sarmento explicou que este é &#8220;o espírito desta reforma&#8221;, que pretende ser &#8220;um instrumento de regulação e de organização, não um instrumento de rutura&#8221;.</p>
<p>Começando por referir o que a reforma não prevê &#8211; que &#8220;não se propõe uma revolução nos conceitos tributários, nem no modo como o Estado cobra taxas, nem se pretende inviabilizar o funcionamento dos serviços&#8221; -, Miranda Sarmento passou a elencar o que estará previsto na reforma.</p>
<p>A iniciativa pretende que &#8220;todos os regulamentos de taxas passem a oferecer a princípios comuns, a uma metodologia própria e comum e a garantias para quem paga estas taxas&#8221;, disse.</p>
<p>Para o ministro das Finanças, colocar o Estado &#8220;ao serviço das pessoas e das empresas&#8221;, tornando-o &#8220;mais simples, mais eficiente e mais transparente&#8221;, também &#8220;passa pela forma como o Estado define e cobra as suas taxas&#8221;.</p>
<p>Depois do governante, também a presidente da comissão repetiu que o grupo de trabalho não pretendeu apresentar um &#8220;qualquer instrumento de rutura&#8221;, mas regular o enquadramento em vigor a partir da definição de &#8220;taxa&#8221; que há muito está estabelecido no ordenamento jurídico.</p>
<p>O sistema fiscal português é composto por impostos, taxas e contribuições financeiras a favor das entidades públicas.</p>
<p>O trabalho da comissão centrou-se nas taxas, esclareceu Suzana Tavares da Silva.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789171]]></sapo:autor>
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		<title>CCILC abre portas da China a startups portuguesas com competição de 25 milhões de euros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:03:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[CCILC]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC) e a Portugal-Hong Kong Chamber of Commerce and Industry (PHKCCI), em parceria com a Algarve Evolution, vão apresentar no próximo dia 21 de julho, em Faro, a International Sci-Tech Innovation Competition for China and Portuguese - and Spanish - Speaking Countries, uma competição internacional que disponibiliza cerca de 25 milhões de euros em prémios.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC) e a Portugal-Hong Kong Chamber of Commerce and Industry (PHKCCI), em parceria com a Algarve Evolution, vão apresentar no próximo dia 21 de julho, em Faro, a International Sci-Tech Innovation Competition for China and Portuguese &#8211; and Spanish &#8211; Speaking Countries, uma competição internacional que disponibiliza cerca de 25 milhões de euros em prémios.</p>
<p>A sessão de apresentação decorrerá entre as 10h00 e as 11h00, no UALG TEC CAMPUS, da Universidade do Algarve, e destina-se a startups, scaleups, empresas tecnológicas, universidades, centros de investigação e outras entidades do ecossistema de inovação interessadas em explorar oportunidades de internacionalização para o mercado chinês.</p>
<p>Durante o evento serão apresentados os principais detalhes da competição, incluindo o processo de candidatura, os critérios de elegibilidade e os prémios disponíveis, que serão distribuídos por 100 projetos vencedores. A organização irá também dar a conhecer as oportunidades de acesso ao ecossistema de inovação da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, através do corredor de inovação Hengqin-Macau.</p>
<p>Além do financiamento, os projetos selecionados poderão beneficiar do acesso a mais de 50 fundos de investimento e investidores estratégicos da região, bem como de apoio à instalação e entrada no mercado chinês, integração em redes de inovação e indústria e acompanhamento ao longo do processo de internacionalização e crescimento naquele mercado.</p>
<p>O programa inclui ainda a participação de uma representante do Hengqin Economic Development Bureau, que apresentará as oportunidades oferecidas pela iniciativa, seguindo-se uma sessão de esclarecimento de dúvidas e networking entre os participantes.</p>
<p>A participação é gratuita, mediante inscrição prévia.</p>
<p>A International Sci-Tech Innovation Competition for China and Portuguese- and Spanish-Speaking Countries integra uma iniciativa de cooperação entre a China e os países de língua portuguesa e espanhola, com o objetivo de promover a inovação, o investimento e a internacionalização de empresas. A competição pretende identificar projetos com elevado potencial de crescimento e facilitar o seu acesso ao mercado chinês através de financiamento, parcerias estratégicas e apoio especializado.</p>
<p>Os projetos que pretendam candidatar-se à competição através da rede da CCILC deverão utilizar o código de convite &#8220;CCILC&#8221; no formulário oficial de candidatura.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789177]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Crimeia era o grande troféu de Putin. Agora pode tornar-se o seu maior problema</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/crimeia-era-o-grande-trofeu-de-putin-agora-pode-tornar-se-o-seu-maior-problema/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:56:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Crimeia]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Putin]]></category>
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					<description><![CDATA[Ucrânia intensificou os ataques contra pontes, estradas, linhas ferroviárias, depósitos de combustível e infraestruturas energéticas, numa campanha destinada a isolar a península e enfraquecer a presença militar russa]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante mais de uma década, a Rússia procurou convencer os habitantes da Crimeia de que a península ocupada era intocável. Moscovo encheu o território de bases militares, integrou-o na economia russa e transformou-o numa plataforma para projetar poder sobre o mar Negro e abastecer as forças que combatem no sul da Ucrânia.</p>
<p>Essa imagem de segurança está agora a desfazer-se. A Ucrânia intensificou os ataques contra pontes, estradas, linhas ferroviárias, depósitos de combustível e infraestruturas energéticas, numa campanha destinada a isolar a península e enfraquecer a presença militar russa.</p>
<p>Segundo o ‘POLITICO’, a Crimeia, apresentada por Vladimir Putin como uma das maiores conquistas do seu projeto imperial, está a passar de ativo estratégico a vulnerabilidade militar e política.</p>
<p>“Crimeia é especial”, dizia a mãe de Oleksandra, uma ucraniana que deixou a península em 2014 devido à pressão dos serviços de segurança russos. Nem mesmo os mísseis lançados a partir daquele território contra Kiev a convenceram de que a guerra poderia chegar à sua porta.</p>
<p>Semanas antes do agravamento da situação, Oleksandra avisou os pais para armazenarem alimentos, medicamentos e outros bens essenciais. A mãe não levou o alerta a sério: acreditava que nem a Rússia nem a Ucrânia colocariam verdadeiramente a Crimeia em risco.</p>
<p>Hoje, os cerca de 2,5 milhões de habitantes da península enfrentam cortes de eletricidade e água, falhas nas comunicações, escassez de combustível e perturbações graves nos transportes.</p>
<p>As vendas de gasolina a particulares chegaram a ser suspensas, enquanto as autoridades instaladas por Moscovo admitiram que o abastecimento continuaria sob forte pressão. Os ataques ucranianos contra infraestruturas energéticas e rotas logísticas provocaram apagões e obrigaram à adoção de restrições no consumo.</p>
<p><strong>A retaguarda segura deixou de existir</strong></p>
<p>A Rússia anexou ilegalmente a Crimeia em 2014 e transformou a antiga região turística numa enorme base militar. A península tornou-se uma retaguarda relativamente protegida, a partir da qual Moscovo abasteceu as tropas no sul da Ucrânia e lançou ataques sobre cidades ucranianas.</p>
<p>Foi também a partir da Crimeia que as forças russas avançaram rapidamente sobre partes das regiões de Kherson e Zaporíjia, durante a invasão em grande escala iniciada em 2022.</p>
<p>Durante anos, os habitantes permaneceram relativamente afastados das consequências mais duras da guerra. Essa situação mudou com o aumento do alcance e da eficácia dos drones ucranianos.</p>
<p>Kiev está agora a atacar não apenas bases, sistemas de defesa aérea e depósitos de munições, mas também as ligações necessárias para transportar combustível, equipamento e soldados.</p>
<p>Pontes rodoviárias e ferroviárias que ligam a Crimeia ao território ocupado no sul da Ucrânia foram atingidas repetidamente. Pelo menos uma terá sido destruída e várias outras ficaram severamente danificadas, segundo informações citadas por meios ucranianos.</p>
<p>A pressão chegou também à ponte de Kerch, construída pela Rússia sem autorização da Ucrânia e que liga a península ao território russo. Os sucessivos alertas e encerramentos temporários provocaram filas de milhares de veículos, numa altura em que várias ligações ferroviárias foram interrompidas ou reduzidas.</p>
<p>No final de junho, cerca de 2.500 viaturas aguardavam para atravessar a ponte depois de esta ter permanecido fechada durante várias horas devido a alertas de drones.</p>
<p><strong>Crimeia pode obrigar Rússia a desviar forças</strong></p>
<p>A estratégia ucraniana passa por tornar a manutenção da Crimeia cada vez mais cara e difícil. Ao atacar as linhas de abastecimento, Kiev pretende reduzir a capacidade das forças russas no sul e obrigar Moscovo a deslocar sistemas de defesa aérea e outros recursos de diferentes zonas da frente.</p>
<p>“Queremos destruir a presença militar russa na Crimeia e penso que vamos consegui-lo”, afirmou ao ‘POLITICO’ Andriy Zagorodnyuk, antigo ministro da Defesa ucraniano e presidente do centro de estudos Centre for Defence Strategies.</p>
<p>A Ucrânia beneficia atualmente de uma vantagem no uso de drones de médio alcance, capazes de atingir infraestruturas logísticas com custos inferiores aos dos mísseis tradicionais.</p>
<p>Os ataques contra as redes elétricas intensificaram-se no início de julho. As forças ucranianas afirmaram ter realizado dezenas de ofensivas contra instalações energéticas, incluindo subestações que servem Simferopol e outras cidades da península.</p>
<p>As operações estenderam-se também ao mar de Azov, onde drones ucranianos atingiram navios, petroleiros e ferries utilizados para abastecer os territórios ocupados. A ofensiva levou a Rússia a suspender parte do tráfego marítimo e prejudicou outra das rotas que sustentam a Crimeia.</p>
<p>O objetivo não é apenas militar. Kiev procura também demonstrar aos habitantes da Crimeia e à população russa que Moscovo já não consegue garantir a segurança e o nível de vida prometidos após a anexação.</p>
<p><strong>A “chave dourada” das ambições de Putin</strong></p>
<p>A Crimeia tem uma importância pessoal e política particular para Vladimir Putin. A anexação fez disparar a popularidade do presidente russo e tornou-se um símbolo central da narrativa nacionalista do Kremlin.</p>
<p>“Crimeia é a chave dourada para as ambições imperiais da Rússia”, afirmou Illya Pavlenko, antigo dirigente dos serviços de informações militares ucranianos.</p>
<p>Perder o controlo efetivo da península, ou ser incapaz de proteger os seus habitantes e infraestruturas, representaria um golpe direto na imagem de Putin e na justificação apresentada para a guerra.</p>
<p>A Crimeia é igualmente fundamental para as operações russas no mar Negro. O porto de Sebastopol serviu durante anos como centro da Frota do Mar Negro e como plataforma logística para operações militares fora da Ucrânia, incluindo a intervenção russa na Síria.</p>
<p>A campanha ucraniana já obrigou Moscovo a afastar parte dos navios e dos equipamentos militares das instalações mais vulneráveis. Agora, Kiev procura degradar também as restantes rotas de abastecimento e manutenção.</p>
<p><strong>O preço pago pela população</strong></p>
<p>A estratégia tem, inevitavelmente, consequências para os civis. Muitos dos habitantes da Crimeia são cidadãos ucranianos que permaneceram no território depois de 2014, incluindo tártaros da Crimeia, uma comunidade sujeita a forte repressão pelas autoridades russas.</p>
<p>A estes juntaram-se milhares de cidadãos russos incentivados por Moscovo a mudar-se para a península durante os anos de ocupação.</p>
<p>A falta de combustível já afetou os transportes públicos, o abastecimento de lojas e as deslocações particulares. Os preços aumentaram e a época turística, essencial para parte da economia local, foi fortemente prejudicada.</p>
<p>Com várias rotas danificadas e a ponte de Kerch sujeita a encerramentos frequentes, abandonar a península tornou-se também mais difícil.</p>
<p>Refat Chubarov, líder do Mejlis dos Tártaros da Crimeia, aconselhou a população a preparar reservas de alimentos e medicamentos, a afastar-se de instalações militares russas e a identificar locais onde possa procurar abrigo.</p>
<p>“Não sabemos como isto vai acabar”, reconheceu.</p>
<p>Alguns habitantes conservam a esperança de que a campanha termine com o regresso da península ao controlo ucraniano. Outros receiam que essa possibilidade implique uma escalada ainda mais violenta.</p>
<p><strong>“Estamos a criar as nossas próprias cartas”</strong></p>
<p>A posição da Crimeia esteve durante anos no centro das discussões sobre um eventual acordo de paz. Alguns parceiros de Kiev admitiram que a Ucrânia poderia ser pressionada a aceitar o controlo russo da península como parte de uma solução negociada.</p>
<p>Donald Trump chegou a afirmar que a Ucrânia não tinha “cartas” suficientes para impor as suas condições.</p>
<p>Para Pavlenko, a nova campanha procura precisamente alterar esse equilíbrio. “Agora estamos a criar as nossas próprias cartas”, declarou ao ‘POLITICO’.</p>
<p>A pressão militar deverá servir para reforçar a posição diplomática de Kiev e impedir que a Crimeia seja excluída de futuras negociações.</p>
<p>“A Crimeia não pode ser recuperada apenas através de meios militares”, reconheceu o antigo responsável dos serviços secretos. “Estamos agora a aplicar pressão militar para dar aos nossos diplomatas a oportunidade de se sentarem à mesa e dizerem: ‘Não vamos deixar a Crimeia de fora’.”</p>
<p>A janela de oportunidade poderá, contudo, ser curta. Zagorodnyuk estima que a Ucrânia poderá dispor de cerca de um ano antes de a Rússia conseguir copiar ou neutralizar algumas das vantagens tecnológicas atualmente exploradas por Kiev.</p>
<p>A campanha poderá criar condições para recuperar território no sul ou obrigar Moscovo a negociar a partir de uma posição menos confortável. Isso não significa que uma libertação da Crimeia esteja iminente.</p>
<p>“Acredito que a libertação da Crimeia é possível”, afirmou Zagorodnyuk. “Mas não num futuro imediato.”</p>
<p>Por enquanto, a Ucrânia está a tentar provar que a península não é intocável. O território que Putin apresentou como a grande confirmação do regresso da Rússia ao estatuto de potência tornou-se um lugar sem combustível suficiente, com eletricidade intermitente e rotas de abastecimento sob ataque.</p>
<p>A Crimeia continua a ser um dos ativos mais importantes de Moscovo. Mas é precisamente essa importância que agora a transforma num dos pontos onde a Rússia tem mais a perder.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789166]]></sapo:autor>
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		<title>Valor controlado na fiscalização prévia sobe 18% num total de 13.600 M€ em 2025, aponta TdC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:42:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal de Contas (TdC) analisou 1.848 processos em fiscalização prévia, incluindo a especial, em 2025, registando um aumento homólogo de 18% no volume financeiro controlado para 13,6 mil milhões de euros, segundo o relatório divulgado hoje.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Tribunal de Contas (TdC) analisou 1.848 processos em fiscalização prévia, incluindo a especial, em 2025, registando um aumento homólogo de 18% no volume financeiro controlado para 13,6 mil milhões de euros, segundo o relatório divulgado hoje.</P><br />
<P>Deram entrada 4.245 processos, mais 21% face a 2024, e foram &#8220;objeto de decisão 1.848 processos, envolvendo 547 entidades públicas e correspondentes a 13.601 milhões de euros&#8221;, lê-se no documento, que destaca que a &#8220;intervenção do Tribunal permitiu identificar e corrigir ilegalidades associadas sobretudo à contratação pública, ao financiamento e realização da despesa, ao endividamento e às cláusulas contratuais&#8221;.</P><br />
<P>O TdC devolveu 2.541 processos para esclarecimentos ou junção de documentos em falta, &#8220;promovendo a regularização&#8221;, antes da decisão final.</P><br />
<P>Em comunicado, salienta-se o aumento da relevância da fiscalização prévia, expresso no aumento do volume financeiro controlado (18%), bem como o aumento significativo do número de contas verificadas (21%) e o &#8220;acréscimo, muito expressivo, do tratamento das participações, exposições, queixas e denúncias recebidas (56,2%)&#8221;.</P><br />
<P>Segundo o Relatório Anual de Atividades e Contas de 2025, &#8220;foram concedidos vistos ou decisões de procedência em 1.772 processos, tendo sido recusados 21 vistos e proferida uma decisão de improcedência em fiscalização prévia especial&#8221;.</P><br />
<P>Além disso, foram remetidos 54 processos para eventual apuramento de responsabilidades financeiras.</P><br />
<P>O TdC defende que as 1.552 recomendações formuladas contribuíram para o &#8220;reforço da fundamentação das decisões, da qualidade dos procedimentos e da sustentabilidade financeira da contratação pública&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Os impactos financeiros são particularmente relevantes: além de evitar a celebração de contratos e o endividamento em situações de ilegalidade, a intervenção do Tribunal contribuiu para evitar ou reduzir despesa pública num montante global de 159,4 milhões de euros, resultante de cancelamentos de processos, correções contratuais e redução de encargos financeiros&#8221;, lê-se.</P><br />
<P>Na contratação pública, as principais irregularidades ocorrem na escolha do procedimento de contratação com especial incidência no ajuste direto em preterição do concurso público.</P><br />
<P>Já nas regras de realização de despesa, &#8220;as ilegalidades incidem maioritariamente na falta de cabimento orçamental, garantindo que há disponibilidade financeira para a despesa, e do número de compromisso, que assegura que as entidades públicas só assumem despesa que podem pagar, na produção de efeitos materiais antes do visto do Tribunal de Contas e na falta de prestação de contas&#8221;, indica o tribunal.</P><br />
<P>A presidente do TdC, Filipa Urbano Calvão, defende, na nota de apresentação do Relatório, que &#8220;o ano de 2025 ficou marcado por um contexto particularmente exigente para o controlo financeiro público&#8221;, salientando que &#8220;a crescente complexidade da gestão dos recursos públicos, a execução de investimentos financiados por fundos europeus e a manutenção dos enquadramentos normativos de isenção de fiscalização prévia colocaram novos desafios à atividade do Tribunal de Contas&#8221;.</P><br />
<P>Recorde-se que o Governo avançou com uma proposta de lei sobre a nova organização e processo do TdC, que permitirá às autarquias e serviços públicos dispensar de visto prévio contratos acima de 10 milhões de euros, desde que tenham mecanismos de controlo internos que incluam auditorias periódicas.</P><br />
<P>Segundo o texto, os contratos públicos até 10 milhões de euros não precisam de ser sujeitos a um processo de fiscalização prévia.</P><br />
<P>Quando estiverem em causa valores acima desse patamar, as entidades que celebram os contratos &#8211; como autarquias, Estado, serviços públicos e regiões autónomas &#8211; podem optar por não submetê-los ao crivo prévio do tribunal, desde que &#8220;disponham de sistemas de decisão e controlo interno, devidamente acreditados por despacho do membro do Governo responsável pela área das finanças, mediante parecer da Inspeção-Geral de Finanças&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789162]]></sapo:autor>
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		<title>Hovione conclui investimento de 40 M€ em nova linha de produção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:34:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Hovione]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Castro Almeida]]></category>
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					<description><![CDATA[A Hovione concluiu um investimento superior a 40 milhões de euros com a abertura de uma nova linha de produção no centro de desenvolvimento e produção de comprimidos em Loures, reforçando a sua capacidade para exportar medicamentos complexos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Hovione concluiu um investimento superior a 40 milhões de euros com a abertura de uma nova linha de produção no centro de desenvolvimento e produção de comprimidos em Loures, reforçando a sua capacidade para exportar medicamentos complexos.</P><br />
<P>O investimento na área produtiva, hoje inaugurada com a presença do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, vai adicionar 50 novos postos de trabalho qualificados ao &#8216;campus&#8217; da Hovione em Loures, a principal unidade industrial, científica e tecnológica do grupo que emprega já cerca de 1.250 trabalhadores.</P><br />
<P>Em comunicado, a Hovione avança que a nova linha de produção equipada com tecnologia de última geração vai permitir ajustar os volumes de produção &#8220;às necessidades de cada projeto&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;A nova unidade de produção por lotes representa agora a etapa seguinte no desenvolvimento deste centro, alargando a capacidade da empresa para acompanhar diferentes tipos de medicamentos e escalas de produção&#8221;, acrescenta a nota de imprensa. </P><br />
<P>Com este investimento, que acrescenta em 25% a área produtiva, o &#8216;campus&#8217; de Loures sai reforçado como &#8220;principal centro industrial, científico e tecnológico da rede global da Hovione, que inclui entre os seus clientes 19 das 20 maiores empresas farmacêuticas do mundo&#8221;.</P><br />
<P>Em 2022, a Hovione tinha já investido numa linha de nova geração dedicada à produção contínua de comprimidos em Loures.</P><br />
<P>O grupo químico e farmacêutico Hovione foi fundado há mais de seis décadas em Portugal por Ivan Villax e Diane Villax. Tem quatro fábricas nos EUA, Portugal, Irlanda e China e laboratórios de desenvolvimento em Lisboa, Portugal e Nova Jersey (EUA), empregando mais de 2.600 trabalhadores. </P><br />
<P>A maior parte da produção da Hovione é exportada para o exterior, com os EUA como principal destino. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789151]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndios: Fogos destruíram em cinco anos área prevista até 2030, alertam ambientalistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:34:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
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		<category><![CDATA[SGIFR]]></category>
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					<description><![CDATA[Os incêndios rurais em 2025 elevaram a área ardida para 98% da extensão prevista até 2030 pelo Programa Nacional de Ação (PNA) desenhado pelas autoridades, alertou hoje a associação ambientalista Zero.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os incêndios rurais em 2025 elevaram a área ardida para 98% da extensão prevista até 2030 pelo Programa Nacional de Ação (PNA) desenhado pelas autoridades, alertou hoje a associação ambientalista Zero.</p>
<p>&#8220;Portugal já esgotou cerca de 98% do limite de área ardida previsto para toda a década 2020-2030 &#8212; e ainda faltam cinco anos para 2030&#8221;, salientou a associação, em comunicado, reagindo ao relatório do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR), divulgado na segunda-feira pela Lusa.</p>
<p>Os dados mostram um &#8220;retrato duplo&#8221;, com &#8220;menos vítimas mortais e uma resposta operacional mais eficaz&#8221;, ao mesmo tempo que 2025 foi &#8220;o quarto pior ano em área ardida desde 2001, com o dobro da área queimada em 2024 e mais ignições do que no ano anterior&#8221;.</p>
<p>Além disso, o &#8220;incendiarismo continua a ser uma das causas mais destrutivas do sistema&#8221;.</p>
<p>A associação criticou a situação da Agência de Gestão Integrada de Fogos (AGIF), que está &#8220;sem presidência efetiva desde 2024&#8221;, num momento &#8220;em que a implementação do PNA avançou apenas para 53%, com 21% das iniciativas ainda por iniciar&#8221;.</p>
<p>Para a Zero, &#8220;as metas de 2030 estão cada vez mais distantes de serem cumpridas&#8221; e mostram o risco da sustentabilidade do sistema, como indicam os dados de 2025.</p>
<p>No ano passado, houve um aumento de ignições e da área ardida (&#8220;271 mil hectares, praticamente o dobro dos 137 mil registados em 2024&#8221;) com os 44 maiores incêndios a serem &#8220;responsáveis por 91% de toda a área ardida do ano&#8221;.</p>
<p>&#8220;As ignições por uso negligente do fogo voltaram também a subir (+27%), confirmando que já não há contraste entre comportamento social e severidade meteorológica: ambos os indicadores pioraram em simultâneo&#8221;, alertaram os ambientalistas, que notam a mão humana como a causa dos fogos mais destrutivos.</p>
<p>Dos &#8220;seis maiores incêndios do ano, (160.048 hectares, mais de metade da área ardida total), apenas um teve origem em fogo posto; os restantes resultaram de dois raios, dois usos do fogo (um cigarro, uma fogueira) e um acidente de transportes, todos numa mesma janela de sete dias de condições meteorológicas extremas&#8221;.</p>
<p>&#8220;Em 2025, o incendiarismo e o uso do fogo mantiveram-se como as principais causas identificadas dos incêndios, respondendo em conjunto por cerca de 78% das ocorrências com causa determinada&#8221;.</p>
<p>Numa comparação entre os dados e o PNA, a associação salientou que a &#8220;proporção de grandes incêndios continua mais de 50% acima da meta definida para 2030&#8221; e criticou a falta de uso de fogo para combater os incêndios.</p>
<p>&#8220;O fogo controlado, a ferramenta de prevenção mais eficaz e mais barata que existe, continua a ser a mais negligenciada e, em vez de crescer, a execução caiu ainda mais em 2025, para menos de metade da meta anual&#8221;, explicou a Zero.</p>
<p>A associação ambientalista lamentou que a &#8220;gestão de fogos rurais continue a não ser tratada como prioridade transversal de Estado&#8221;, com a AGIF a deixar de &#8220;responder diretamente ao primeiro-ministro&#8221;, passando &#8220;para a tutela do Ministério da Agricultura, uma mudança que, em vez de resolver a fragilidade institucional da agência, parece estar a acentuá-la&#8221;.</p>
<p>Em 2025, &#8220;os incêndios rurais foram responsáveis pela libertação de cerca de 3,6 milhões de toneladas de carbono &#8212; aproximadamente o dobro da média histórica desde 2003 e o equivalente a 24% de todas as emissões nacionais anuais&#8221;, que mostra, segundo a Zero, &#8220;uma contradição incontornável&#8221;.</p>
<p>Isto porque &#8220;não é possível falar de política climática credível em Portugal enquanto a gestão do território rural continuar a gerar, todos os anos, um volume de emissões equiparável ao de setores inteiros da economia&#8221;.</p>
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