Exportações a caminho da pior marca das últimas quatro décadas

O Banco de Portugal disse que as vendas de bens e serviços ao exterior devem cair 12,1% em relação a 2019, ano em que cresceram 3,7%, uma quebra superior à da anterior crise económica.

Revista de Imprensa

O Banco de Portugal disse que as vendas de bens e serviços ao exterior, que pesam cerca de 45% da riqueza do país, devem cair 12,1% em relação a 2019, ano em que cresceram 3,7%, uma quebra superior à da anterior crise económica. A confirmar-se este cenário, será o pior desempenho das exportações nos últimos 40 anos, escreve o “Diário de Notícias” (DN), sublinhando que só em 1975 as exportações caíram mais (-15,6%).

No início deste ano, o “DN” recorda, com base num inquérito do Instituto Nacional de Estatística, que as exportadoras portuguesas perspectivavam um crescimento de 2,1% das suas vendas ao exterior em relação ao ano passado.

Para Maio está previsto um novo questionário. E num cenário mais adverso a quebra pode atingir os 19,1%, o que, segundo o “DN”, é a pior marca em termos de variação anual de que há registo nas séries históricas.

Citando dados do Núcleo de Estudos da Universidade Católica, por exemplo, o “DN” noticia que as exportações podem ter uma quebra próxima dos 36% em relação a 2019. O comércio internacional, acrescenta, deverá encolher praticamente 13%. Ainda assim, remetendo para as previsões da Organização Mundial do Comércio, o jornal diz que a Europa, onde se encontram os principais clientes dos produtos portugueses, não deverá ser a mais fustigada.

A Direção-Geral do Comércio da Comissão Europeia, segundo uma nota publicada na semana passada, também prevê uma forte contracção: «Para a UE27, a contracção económica prevista relacionada com a Covid-19 deverá corresponder a uma redução de 9,2% nas exportações de bens e serviços extra-UE27 e uma redução de 8,8% nas importações extra-UE27 em 2020».

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