Os últimos dois anos têm sido de extremos para a Bitcoin. Depois de ter atingido em novembro de 2021 o valor mais alto registado, alcançando os 69 mil dólares, a criptomoeda caiu 77% e mergulhou num gélido inverno cripto no final de 2022. Mas agora recuperou, porquê?
Depois do crash a meio do ano passado que levou, num espaço de meses, a Bitcoin de uma avaliação recorde para uma queda com estrondo, a falência da plataforma de criptomoedas FTX levou o cripto token mais relevante do mercado a registar aquele que já é considerado o quinto maior colapso de todos os tempos e o principal desde 1970, segundo o Bank of America (BofA).
De acordo com os dados recolhidos pelo BofA, a queda da Bitcoin está localizada no quinto lugar histórico de maiores desastres financeiros, acima da “Segunda-feira Negra” de 1987, do crash imobiliário no Japão na década de 1980 ou a quebra do mercado de ações na Arábia Saudita em 2006.
Este acontecimento foi um lembrete da vulnerabilidade e volatilidade da Bitcoin a choques externos.
No entanto, 2023 veio trazer um novo fôlego à criptomoeda. A Bitcoin registou ganhos de mais de 70% desde o início do ano, superando outros grandes ativos e na passada quarta-feira esta a negociar perto do seu nível mais alto em nove meses.
Durante os seus 15 anos de existência, a Bitcoin já registou diversos altos e baixos significativos, mas no cenário atual há um fator que está a impulsionar a criptomoeda, as taxas de juro.
Os mercados esperam que os aumentos das taxas de juro por parte dos bancos centrais estejam a chegar ao seu pico, e tal cenário deve impulsionar ativos de risco como a Bitcoin.
Para além disso, os especialistas apontam que a atual turbulência bancária pode alicerçar as criptomoedas como forma de pagamento, o que pode elevar ainda mais a avaliação da Bitcoin e das suas pares.
Zhong Yang Chan, Diretor de pesquisa da empresa de dados criptográficos CoinGecko, disse recentemente que a corrida pela Bitcoin está a ser principalmente impulsionada por investidores individuais, numa altura em que as instituições se estão a acautelar num cenário de turbulência na banca.
A Bitcoin está esta quarta-feira a ser negociada a 28,430 dólares, quando há apenas cinco dias a sua avaliação estava nos 24.750 dólares, uma subida rápida de 3,680 dólares.














