A suspensão do processo de expansão do Metro de Lisboa «implica provavelmente o pagamento de fortes indemnizações» aos empreiteiros e arrisca a perda de «centenas de milhões de euros de fundos comunitários», disse Duarte Cordeiro, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares. Além disso, vai suspender o projecto «no mínimo por três anos».
De acordo com a Lusa, o deputado do PSD Carlos Silva afirmou que «não há obra nenhuma» em curso e precisou que a aprovação destas propostas impede que o Governo «transforme o metro numa espécie de carrossel para turistas». Apesar das acusações do Governo, o PSD não cedeu e voltou a votar a favor esta manhã no plenário, permitindo que as propostas do PCP e do PAN voltassem a ser aprovadas.
O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares acusou hoje o PSD de ser o responsável pelas consequências da suspensão da construção da linha circular do Metro de Lisboa, sublinhado que o projecto já está em curso.
O governante falava no plenário durante o debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2020 (OE2020), em reacção às propostas do PCP e do PAN aprovadas durante a madrugada na Comissão de Orçamento e Finanças no sentido de suspender o processo de construção da linha circular do Metropolitano de Lisboa.
«Esta obra está em curso e os senhores vão ser responsáveis [….] por perda de fundos comunitários e por pagar indemnizações aos empreiteiros», disse Duarte Cordeiro.
A proposta do PCP, que defende que seja dada prioridade à estação da rede metropolitana até Loures, bem como para Alcântara e zona ocidental de Lisboa, foi aprovada com votos a favor do PSD, BE, PCP, CDS, PAN e Chega, a abstenção da Iniciativa Liberal e o voto contra do PS.
Já a do PAN obteve os votos favoráveis do PSD, BE, PCP e Chega, os votos contra do PS e da Iniciativa Liberal e a abstenção do CDS.
«Do PSD esperávamos um pouco mais», disse Duarte Cordeiro, acrescentando que o estudo que a proposta aprovada prevê já existe e que «a obra já está em curso» e por isso terá consequências.














