Há mais de duas dezenas de hospitais em risco de ficarem sem Serviços de Urgência, alertou esta sexta-feira a FNAM (Federação Nacional dos Médicos), que convocou uma manifestação nacional para o próximo dia 17, a partir das 15 horas, diante do Ministério da Saúde, na qual vão ser exigidos salários justos e condições de trabalho dignas num programa de intervenção urgente capaz de fixar médicos no SNS.
A FNAM, em comunicado, salientou que “exige um ministro da Saúde que perceba da Saúde e que não desvalorize o risco de termos um SNS que não sobrevive sem um acordo que defenda a carreira médica. O SNS não pode estar dependente das 8 milhões de horas extraordinárias que os médicos realizam por ano”.
Viana do Castelo, Vila Real, Penafiel, Bragança, Guarda, Viseu, Aveiro, Leiria, Santarém, Lisboa e Almada são alguns dos locais onde a situação é mais desesperante, frisou a FNAM, salientando que o movimento dos médicos que declararam, face ao impasse nas negociações, não fazer mais do que o limite legal das 150 horas suplementares por ano, explodiu e ganhou dimensão nacional.
São já mais de 1.500 médicos que, em todo o país, entregaram as declarações manifestando indisponibilidade para fazer mais do que o limite legal de 150 horas suplementares por ano, sendo que praticamente não existem hospitais com possibilidade de organizar as escalas de outubro e onde é certo que não será possível fazerem as de novembro e dezembro.
“Por isso mesmo, além das greves que estavam marcadas para os dias 17 e 18 de outubro, e para os dias 14 e 15 de novembro, marcamos também uma manifestação nacional, no dia 17 de outubro, às 15h, em frente ao Ministério da Saúde, de forma a exigir um plano capaz de reverter a situação dramática a que chegou o SNS”, concluiu a FNAM, apelando a “todos os médicos e os demais profissionais de saúde e os utentes a juntarem-se a nós para salvar os Serviços de Urgência e o SNS”.













