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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Wed, 22 Jul 2026 12:22:18 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Mistério resolvido 74 anos depois: encontrado o avião da Pan Am cujo desastre mudou a aviação para sempre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 12:14:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[setor da aviação]]></category>
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					<description><![CDATA[Aparelho, um Douglas DC-4 conhecido como Clipper Endeavor, fazia o voo 526A entre San Juan, em Porto Rico, e o então aeroporto de Idlewild, hoje conhecido como JFK, em Nova Iorque]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os destroços de um avião da Pan American Airways (Pan Am) que se despenhou ao largo de Porto Rico em 1952 foram finalmente localizados, 74 anos depois do acidente, no fundo do oceano Atlântico. Segundo o &#8216;The Independent&#8217;, a descoberta foi feita em junho por uma equipa do programa Expedition Unknown, do &#8216;Discovery Channel&#8217;, em colaboração com a Air/Sea Heritage Foundation e outras organizações.</p>
<p>O aparelho, um Douglas DC-4 conhecido como Clipper Endeavor, fazia o voo 526A entre San Juan, em Porto Rico, e o então aeroporto de Idlewild, hoje conhecido como JFK, em Nova Iorque.</p>
<p>A bordo seguiam 64 passageiros e cinco tripulantes.</p>
<p><strong>Todos sobreviveram ao impacto&#8230; mas 52 acabaram por morrer</strong></p>
<p>Poucos minutos após a descolagem, um dos motores da asa direita avariou. A tripulação decidiu regressar ao aeroporto, mas, durante a manobra, o segundo motor da mesma asa também deixou de funcionar.</p>
<p>Perante a perda de potência, o comandante declarou emergência e optou por amarar no Atlântico.</p>
<p>O avião atingiu a água apenas nove minutos depois da descolagem, partiu-se em duas secções e afundou-se em menos de três minutos.</p>
<p>Embora todos os ocupantes tenham sobrevivido ao impacto inicial, 52 passageiros acabaram por morrer afogados. Apenas 12 passageiros e os cinco tripulantes conseguiram ser resgatados.</p>
<p><strong>Pânico impediu muitos passageiros de escapar</strong></p>
<p>De acordo com os relatos dos sobreviventes, muitos passageiros recusaram abandonar rapidamente o avião por recearem o mar agitado e a presença de tubarões, perdendo assim a oportunidade de entrar nos botes salva-vidas antes de a aeronave desaparecer sob a água.</p>
<p>A investigação concluiu mais tarde que o acidente resultou de deficiências na manutenção e da utilização de componentes defeituosos.</p>
<p><strong>Acidente mudou as regras da aviação</strong></p>
<p>A tragédia teve consequências duradouras para a segurança aérea.</p>
<p>Na sequência do desastre, tornaram-se obrigatórias as demonstrações de segurança realizadas pela tripulação antes da descolagem, bem como instruções mais detalhadas sobre os procedimentos de emergência e a utilização dos equipamentos de sobrevivência.</p>
<p>Os destroços foram agora encontrados a cerca de 600 metros de profundidade, graças à utilização de sonar de alta resolução e drones submarinos autónomos.</p>
<p>Para Russ Matthews, presidente da Air/Sea Heritage Foundation, a descoberta representa &#8220;um momento emocionante&#8221;, mas também uma oportunidade para recordar as vítimas de uma das tragédias que mais influenciou a evolução da segurança na aviação comercial.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792450]]></sapo:autor>
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		<title>Centrais elétricas, dessalinizadoras e centros de dados como alvos: Guerra entre EUA e Irão entra numa nova fase</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 12:11:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Médio Oriente]]></category>
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					<description><![CDATA[A guerra entre os Estados Unidos e o Irão entrou numa nova e potencialmente mais perigosa fase, marcada pelo alargamento dos alvos militares a infraestruturas civis consideradas críticas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A guerra entre os Estados Unidos e o Irão entrou numa nova e potencialmente mais perigosa fase, marcada pelo alargamento dos alvos militares a infraestruturas civis consideradas críticas. Nos mais recentes desenvolvimentos do conflito no Golfo, pontes, estações ferroviárias, centrais elétricas, dessalinizadoras, centros de dados e até rotas estratégicas para o comércio mundial passaram a integrar a lista de objetivos militares, numa estratégia que pretende aumentar a pressão sobre o adversário e elevar o custo económico e social da guerra.</p>
<p>Esta mudança representa uma alteração significativa na condução do conflito. Depois de meses em que os ataques se concentraram sobretudo em instalações militares, infraestruturas energéticas e objetivos ligados ao programa nuclear iraniano, os principais intervenientes parecem agora dispostos a atingir ativos civis considerados fundamentais para o funcionamento dos países envolvidos.</p>
<p>Na passada quinta-feira à noite, meios de comunicação iranianos denunciaram novos bombardeamentos contra o aeroporto de Iranshahr, no sudeste do país, bem como contra uma estação ferroviária e seis pontes localizadas na cidade costeira de Bandar Khamir, na província de Hormozgan. Segundo essas informações, os ataques provocaram pelo menos sete mortos.</p>
<p>Washington rejeitou as acusações de ter visado infraestruturas civis. Ainda assim, uma verificação independente realizada pela BBC Verify confirmou, pelo menos, o ataque contra uma das pontes daquela província, contrariando parcialmente a versão norte-americana.</p>
<p>Não se trata de um episódio isolado. No início deste mês, imagens divulgadas pela Reuters mostraram os danos provocados por um ataque norte-americano a uma ponte da linha ferroviária de Aq Taqeh Khan, uma infraestrutura que liga, no norte do país, o corredor económico entre o Irão e a China.</p>
<p>Também o porto de Bandar Abbas, o maior porto iraniano e um dos principais pontos estratégicos do estreito de Ormuz, tem sido repetidamente bombardeado desde o início da guerra. Embora desempenhe um papel fundamental no comércio marítimo iraniano, alberga igualmente a principal base naval da Guarda Revolucionária, tornando-se um objetivo militar de elevado valor estratégico.</p>
<p><strong>Irão responde com ataques a infraestruturas de água e energia</strong><br />
A resposta iraniana seguiu uma lógica semelhante. Pela primeira vez desde o início do conflito, Teerão decidiu atacar diretamente uma central de dessalinização e uma central elétrica no Kuwait, provocando um incêndio e colocando em risco o abastecimento de água do país, segundo reconheceram as autoridades kuwaitianas.</p>
<p>O ataque expôs uma das maiores vulnerabilidades dos países do Golfo: a enorme dependência das unidades de dessalinização para garantir água potável à população.</p>
<p>Segundo dados citados pela Reuters, cerca de 90% do abastecimento de água do Kuwait depende destas instalações. Em Omã, essa dependência ascende a 86%, enquanto nos Emirados Árabes Unidos ronda os 80%. Já o Qatar e o Barém dependem totalmente da água produzida através da dessalinização.</p>
<p>Até agora, esta vulnerabilidade era amplamente conhecida pelos estrategas militares da região, mas o Irão nunca tinha optado por transformá-la num alvo direto.</p>
<p><strong>Centro de dados da Amazon entra na guerra</strong><br />
A escalada atingiu também as infraestruturas tecnológicas.</p>
<p>A Guarda Revolucionária iraniana afirmou, através da agência Tasnim, ter destruído &#8220;completamente&#8221; o principal centro de dados da Amazon no Barém através de um ataque com mísseis de cruzeiro.</p>
<p>Até ao momento, a alegação não foi confirmada nem pela Amazon, nem pelas autoridades do Barém ou pelos Estados Unidos.</p>
<p>Ainda assim, o grupo tecnológico já tinha sofrido anteriormente perturbações nas suas operações na região devido a ataques registados tanto no Barém como nos Emirados Árabes Unidos.</p>
<p>Teerão justificou este alegado ataque como resposta ao bombardeamento norte-americano das instalações civis e da central nuclear em construção de Darkhovin, situada na província iraniana de Juzestão, ocorrido no passado domingo.</p>
<p><strong>Jordânia e estreito de Ormuz continuam sob pressão</strong><br />
Noutra frente da guerra, a Guarda Revolucionária reivindicou igualmente um ataque com mísseis contra uma base militar norte-americana localizada na Jordânia, garantindo ter atingido um sistema de radares e um caça F-15.</p>
<p>As autoridades jordanas confirmaram apenas a interceção de uma vaga de drones e mísseis iranianos, não tendo reportado vítimas nem danos significativos.</p>
<p>Ao mesmo tempo, continuam os incidentes marítimos no estreito de Ormuz.</p>
<p>Pelo menos um petroleiro foi atingido por um projétil cuja origem ainda não foi identificada. Já a Guarda Revolucionária afirmou ter atingido duas embarcações que, segundo a sua versão, tentavam atravessar o bloqueio imposto pelo Irão sem autorização, provocando incêndios em ambos os navios.</p>
<p><strong>Houthis ameaçam bloquear outra rota vital do comércio mundial</strong><br />
A tensão está também a alastrar ao Mar Vermelho.</p>
<p>No estreito de Bab al-Mandeb, dois navios que transportavam petróleo saudita inverteram a rota depois de os rebeldes houthis, aliados do Irão no Iémen, ameaçarem atacar embarcações sob bandeira saudita.</p>
<p>Os houthis têm vindo a avisar que pretendem replicar no Bab al-Mandeb a estratégia de bloqueio adotada pelo Irão no estreito de Ormuz.</p>
<p>Na segunda-feira anunciaram oficialmente o início desse bloqueio, levando já, no dia seguinte, ao recuo das primeiras embarcações.</p>
<p>Esta nova frente preocupa particularmente os mercados internacionais, já que cerca de 12% do comércio marítimo mundial atravessa aquele estreito.</p>
<p>A Arábia Saudita apoia militarmente, desde 2015, a intervenção contra os houthis no Iémen, conflito que poderá agora intensificar-se em simultâneo com a guerra envolvendo o Irão.</p>
<p><strong>Trump antecipa novo alvo militar</strong><br />
Enquanto o conflito se expande, Donald Trump revelou também parte dos próximos planos militares norte-americanos.</p>
<p>O Presidente dos Estados Unidos afirmou que as forças norte-americanas deverão atacar &#8220;muito em breve&#8221; a denominada Montanha do Pico, situada nas proximidades das instalações de enriquecimento de urânio de Natanz.</p>
<p>A montanha alberga um complexo fortificado de túneis que, segundo suspeitas dos serviços de informações israelitas, poderá esconder milhares de centrifugadoras destinadas ao programa nuclear iraniano.</p>
<p>Segundo informações avançadas pelo Wall Street Journal e pela CNN, Israel acredita que essas centrifugadoras foram deslocadas para aquele complexo subterrâneo no outono passado para as proteger de futuros bombardeamentos.</p>
<p>Questionado sobre essas informações durante uma conferência de imprensa realizada após reunir na Casa Branca com o Presidente do Líbano, Joseph Aoun, Trump afirmou desconhecer esses dados e desvalorizou a possibilidade.</p>
<p>&#8220;Se acreditasse que eles podiam fazer alguma coisa quanto a isso, nunca diria isto, mas vamos intervir naquela zona muito em breve e fá-lo-emos com muita força&#8221;, declarou o Presidente norte-americano.</p>
<p>Trump acrescentou ainda que, na sua avaliação, Teerão já não dispõe do material necessário para enriquecer urânio, relativizando assim a eventual importância estratégica das alegadas centrifugadoras escondidas naquele complexo.</p>
<p><strong>Guerra entra numa fase de maior risco</strong><br />
A crescente utilização de infraestruturas civis como alvos militares demonstra que o conflito atravessa uma nova etapa, na qual o impacto económico, tecnológico e social ganha um peso crescente nas estratégias dos dois lados.</p>
<p>Ao atingir sistemas de abastecimento de água, energia, transportes, centros tecnológicos e corredores marítimos essenciais ao comércio internacional, tanto Washington como Teerão elevam significativamente o risco de uma escalada regional, aumentando igualmente as consequências para países vizinhos e para a estabilidade dos mercados globais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792464]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Índice de abandono e tempo global de espera nas urgências baixou, garante ministra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 12:05:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A ministra da Saúde revelou hoje que o índice de abandono na urgência baixou, assim como o tempo global de espera, e que com a triagem do SNS24 as idas à urgência caíram entre 20% a 40%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ministra da Saúde revelou hoje que o índice de abandono na urgência baixou, assim como o tempo global de espera, e que com a triagem do SNS24 as idas à urgência caíram entre 20% a 40%.</p>
<p>&#8220;Globalmente, os nossos indicadores de urgência são, de facto, melhores. Temos menos pessoas a ir à urgência, reduzimos em cerca de 20 a 30%, nalguns casos em 40%, com a triagem com o SNS24&#8221;, disse Ana Paula Martins, que falava aos jornalistas após a sessão de abertura da conferência &#8220;Doença de Alzheimer: Momento de Agir&#8221;, que hoje decorre na Assembleia da República.</p>
<p>A ministra disse ainda que, apesar de globalmente o tempo de espera ter caído, nalguns casos a espera reduziu menos, como nos doentes mais complexos, que fazem com que a taxa de internamento dos doentes que acorrem à urgência tenha aumentado.</p>
<p>Segundo revelou, há também &#8220;menos situações de contingência&#8221; &#8212; com urgências apenas a receber utentes enviados pelo Centro Operacional de Doentes Urgentes (CODU) -, mas avisou que isso não significa que não haja constrangimentos, sobretudo em agosto, quando cerca de 30% das equipas tirar férias.</p>
<p>&#8220;Mas o planeamento, posso garantir aos portugueses, foi feito com todo o rigor, dentro dos recursos humanos que nós temos, com escalas que naturalmente vão sendo adaptadas semana a semana&#8221;, disse a governante, reconhecendo que há &#8220;zonas de maios pressão&#8221;, dando o exemplo do Algarve.</p>
<p>Sobre as urgências no Algarve, designadamente em Portimão, a ministra rejeitou que haja falta de macas: &#8220;Nós temos muitas macas, nós compramos macas todos os anos. O que nós temos, por vezes, é um tempo que transcende os 30, 40 ou 50 minutos para a triagem e isso tem que ver com o espaço que temos na urgência&#8221;, explicou.</p>
<p>Sobre a urgência de Obstetrícia de Almada, a ministra recusou que tenha fechado, esclarecendo: &#8220;o que aconteceu, e acontecerá mais alguns dias, esperamos que poucos, (&#8230;) é que há dias em que estamos numa situação de contingência, (&#8230;) abertos para CODU&#8221;.</p>
<p>Sobre a concentração de urgências, disse que no segundo semestre do ano avançarão outros casos, não só na obstetrícia, mas noutras áreas, cuja proposta deverá ser apresentada em setembro, com urgências metropolitanas e regionais.</p>
<p>A propósito da rede de referenciação das urgências, a ministra sublinhou a necessidade de rever a composição das equipas.</p>
<p>&#8220;Tem que ser revista à luz da melhor prática europeia&#8221;, acrescentou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792467]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Buscas na sede do Deutsche Bank por suspeitas relacionadas com Postbank</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A polícia alemã realizou hoje buscas na sede do Deutsche Bank, em Frankfurt, à procura de provas relacionadas com transações de ações potencialmente suspeitas no banco Postbank, de acordo com um porta-voz do maior banco privado alemão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A polícia alemã realizou hoje buscas na sede do Deutsche Bank, em Frankfurt, à procura de provas relacionadas com transações de ações potencialmente suspeitas no banco Postbank, de acordo com um porta-voz do maior banco privado alemão.</P><br />
<P>O Ministério Público (MP) de Düsseldorf está a conduzir uma investigação nos escritórios do Deutsche Bank.</P><br />
<P>A investigação diz respeito a transações envolvendo o Postbank entre 2008 e 2010, acrescentou o porta-voz do Deutsche Bank.</P><br />
<P>O MP suspeita de evasão fiscal por parte do Postbank em determinadas transações de ações, segundo alguns media alemães como o jornal Welt, o &#8216;site&#8217; Business Insider, o diário Süddeutsche Zeitung e as cadeias de televisão regionais públicas WDR e NDR.</P><br />
<P>Essas transações estão ligadas aos esquemas de fraude fiscal &#8220;cum-cum&#8221;, que envolvem a transferência temporária da propriedade de ações para um investidor estrangeiro residente num país com um tratado tributário mais favorável &#8212; geralmente com taxas de retenção na fonte mais baixas &#8212; antes de devolver as ações e os dividendos (menos uma comissão) ao proprietário real.</P><br />
<P>A falta de rastreabilidade na cadeia de pagamentos facilitou o abuso do sistema, resultando em perdas de aproximadamente 28.000 milhões de euros para os cofres públicos alemães.</P><br />
<P>O Ministério Público de Düsseldorf está a investigar 10 antigos executivos do Postbank e estima um prejuízo financeiro em mais de 350 milhões de euros.</P><br />
<P>O Deutsche Bank é o sucessor legal do Postbank, tendo adquirido o banco integralmente em 2018. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792455]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Novas regras de pagamentos em atraso tentam evitar infração em Bruxelas, diz ministro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 11:56:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro das Finanças disse hoje que a redução dos prazos máximos de pagamento do Estado para 30 ou 60 dias, aprovada pelo Governo este mês, procura evitar um processo de infração às regras europeias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ministro das Finanças disse hoje que a redução dos prazos máximos de pagamento do Estado para 30 ou 60 dias, aprovada pelo Governo este mês, procura evitar um processo de infração às regras europeias.</P><br />
<P>&#8220;A Comissão Europeia preparava-se &#8212; e ainda o pode fazer se nós não formos bem-sucedidos &#8212; para abrir um procedimento contra Portugal, porque o Estado português não paga a 60 dias&#8221;, afirmou Joaquim Miranda Sarmento, durante uma audição no parlamento, a pedido do Chega, sobre os resultados das participadas do Estado e da situação económico-financeira do Setor Empresarial do Estado (SEE).</P><br />
<P>Na comissão de orçamento, finanças e administração pública, o ministro lembrou que Portugal tem falhado na transposição de uma diretiva da União Europeia (UE) que obriga os Estados-membros a pagar aos fornecedores em 60 dias e que, por isso, se encontra sob risco de enfrentar um procedimento de infração.</P><br />
<P>&#8220;O país tem de colocar os hospitais a pagar a 60 dias, caso contrário, [o Estado] terá uma infração e uma possível multa por parte da Comissão Europeia&#8221;, avisou.</P><br />
<P>Para acelerar os pagamentos, o Governo está a fazer transferências regulares e irá continuar a fazê-lo ao longo do próximo ano para as entidades públicas poderem pagar aos fornecedores dentro dos prazos legais, e não só no final do ano, assegurou o ministro.</P><br />
<P>Miranda Sarmento disse que o conjunto da administração central falha nessa meta apenas &#8220;por causa do setor da saúde&#8221;, porque, de resto, &#8220;todos os outros subsetores da administração central pagam, em média, abaixo dos 60 dias e até, em muitos casos, abaixo dos 30 dias&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Com este plano, o que estamos a procurar é chegar ao final do ano, ou pelo menos no próximo ano, e atingir esse objetivo de também a saúde pagar, no limite, a 60 dias&#8221;, reforçou.</P><br />
<P>Na semana passada, em 17 de julho, o Governo aprovou um decreto-lei que atualiza o regime de execução da Lei dos Compromissos e dos Pagamentos em Atraso, passando a considerar como pagamentos em atraso as dívidas que excedam os prazos legais de 30 dias, ou 60 nas situações excecionalmente previstas na lei, segundo o comunicado do Conselho de Ministros.</P><br />
<P>A iniciativa clarifica ainda o direito de os credores receberem juros de forma automática depois do fim dos prazos legais, referia ainda o comunicado.</P><br />
<P>Quando um país europeu incumpre o direito europeu (na aplicação de diretivas ou de regras que decorrem de regulamentos de aplicação direta, por exemplo), a Comissão Europeia pode abrir um procedimento de infração contra esse Estado.</P><br />
<P>Numa primeira fase, envia uma carta ao Estado-membro (com um pedido de informação) que obriga o Governo a responder num determinado prazo, em regra dois meses.</P><br />
<P>Depois, se não ficar satisfeita com as informação prestadas e considerar que a violação ao direito europeu se mantém, Bruxelas envia um parecer fundamentado, com o objetivo de forçar o Estado a tomar medidas num determinado prazo, igualmente de dois meses, em regra.</P><br />
<P>Se a Comissão Europeia considerar que a violação continua sem ser sanada, pode enviar o processo para o Tribunal de Justiça da União Europeia. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792454]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Dois modelos da OpenAI escapam ao controlo e atacam outra empresa de IA</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 11:50:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[OpenAI]]></category>
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					<description><![CDATA[Dois modelos de inteligência artificial (IA) da norte-americana OpenAI conseguiram escapar do seu ambiente de testes, aceder à Internet e violar as defesas da plataforma Hugging Face, conforme a própria empresa reconheceu no seu blogue.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Dois modelos de inteligência artificial (IA) da norte-americana OpenAI conseguiram escapar do seu ambiente de testes, aceder à Internet e violar as defesas da plataforma Hugging Face, conforme a própria empresa reconheceu no seu blogue.</P><br />
<P>A OpenAI, dona do ChatGPT, confirmou na terça-feira que os seus modelos avançados de IA tinham agido por conta própria durante testes de segurança, invadindo &#8211; por sua iniciativa &#8211; uma plataforma popular entre programadores.</P><br />
<P>Sediada em São Francisco, EUA, a tecnológica descreveu o ocorrido como um &#8220;incidente cibernético sem precedentes&#8221; e anunciou uma investigação conjunta com a Hugging Face, plataforma colaborativa e de código aberto focada em inteligência artificial e &#8216;learning machine&#8217;.</P><br />
<P>A OpenAI explicou que o incidente envolveu uma combinação de modelos, incluindo o recém-lançado GPT-5.6 Sol e um modelo &#8220;ainda mais capaz&#8221;, atualmente em desenvolvimento.</P><br />
<P>&#8220;Ao operarem no nosso ambiente de teste isolado (sandbox), os modelos dedicaram uma quantidade significativa [de poder computacional] para encontrar uma maneira de obter acesso irrestrito à internet com o objetivo de resolver o problema da avaliação&#8221;, afirmou a OpenAI numa publicação no blog que detalhava o incidente.</P><br />
<P>Na visão da OpenAI, este é um incidente cibernético &#8220;sem precedentes&#8221; que envolve recursos de cibersegurança de vanguarda.</P><br />
<P>&#8220;Estamos a partilhar estas descobertas preliminares nesta fase para ajudar as equipas de defesa a compreender o que aconteceu e avaliar o alcance dos recursos atuais dos modelos&#8221;, explicou a OpenAI.</P><br />
<P>A tecnológica vai continuar a sua investigação em colaboração com a Hugging Face e partilhará suas conclusões assim que estiver concluída.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792438]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>IA, gladiadores e leões: vídeo com &#8220;execução&#8221; de líderes da oposição faz explodir polémica em Itália</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 11:47:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Giorgia Meloni]]></category>
		<category><![CDATA[ia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Vannacci]]></category>
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					<description><![CDATA[Giorgia Meloni surge numa recriação da Roma Antiga, mas a primeira-ministra já se demarcou do vídeo divulgado por um eurodeputado da extrema-direita]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um vídeo gerado por inteligência artificial está a provocar uma forte polémica em Itália. Segundo o &#8216;El Español&#8217;, as imagens mostram a primeira-ministra Giorgia Meloni num cenário inspirado na Roma Antiga, enquanto vários dirigentes da oposição acabam executados num circo romano, depois de serem atirados aos leões.</p>
<p>O vídeo foi divulgado por Roberto Vannacci, eurodeputado que abandonou recentemente a Liga, de Matteo Salvini, para criar o novo partido de extrema-direita Futuro Nazionale.</p>
<p>Nas imagens, Vannacci aparece vestido de gladiador a receber de Meloni um símbolo de poder da Roma Antiga. Ao mesmo tempo, a líder do Partido Democrático, Elly Schlein, o antigo primeiro-ministro Giuseppe Conte, Romano Prodi e a deputada Laura Boldrini surgem presos numa arena antes de serem mortos por um gladiador.</p>
<p><strong>Meloni condena o vídeo e recusa associação</strong></p>
<p>Perante a polémica, Giorgia Meloni reagiu rapidamente nas redes sociais, sublinhando que nunca autorizou a utilização da sua imagem.</p>
<p>A chefe do Governo italiano afirmou que o vídeo &#8220;não reflete o seu caráter nem a sua forma de entender o debate político&#8221;, defendendo que a política deve ser feita através das ideias, do voto e do consenso, e nunca recorrendo à intimidação ou à representação violenta dos adversários.</p>
<p>Ao mesmo tempo, aproveitou para acusar parte da esquerda de adotar uma postura diferente quando estão em causa episódios de violência dirigidos às forças de segurança, apelando a que a condenação do discurso de ódio seja aplicada &#8220;sempre, sem exceções e sem dois pesos e duas medidas&#8221;.</p>
<p><strong>Quem é Roberto Vannacci?</strong></p>
<p>O autor da publicação não é um desconhecido em Itália.</p>
<p>Antigo general paraquedista do Exército italiano, Roberto Vannacci tornou-se uma das figuras mais polémicas da política italiana em 2023, depois de publicar o livro Il mondo al contrario (&#8220;O Mundo ao Contrário&#8221;).</p>
<p>Na obra atacou a imigração, o feminismo, o ativismo climático e a comunidade LGBT+, chegando a afirmar que os homossexuais &#8220;não são normais&#8221; e questionando a identidade italiana de cidadãos de origem africana, como a voleibolista Paola Egonu.</p>
<p>As declarações levaram o Ministério da Defesa a afastá-lo da direção do Instituto Geográfico Militar por considerar que as suas posições eram incompatíveis com o cargo e prejudicavam a imagem das Forças Armadas.</p>
<p>Apesar das críticas, o escândalo acabou por impulsionar a sua popularidade. Vannacci foi eleito eurodeputado pela Liga e, entretanto, abandonou o partido para lançar um novo projeto político, mantendo um discurso marcadamente provocador e ataques frequentes às principais figuras da esquerda italiana.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">Roberto Vannacci, secretary of far-right party Futuro Nazionale, posted an AI-generated video showing him, in the guise of a Roman emperor, ordering the death of PD secretary Elly Schlein and M5S secretary Giuseppe Conte.</p>
<p>July 20, 2026 <a href="https://t.co/n66TwYKvrg">pic.twitter.com/n66TwYKvrg</a></p>
<p>&mdash; Crazy Ass Moments in Italian Politics (@CrazyItalianPol) <a href="https://x.com/CrazyItalianPol/status/2079204527975375286?ref_src=twsrc%5Etfw">July 20, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792437]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Explicador. Europa prepara-se para discutir a IA ao mais alto nível: o que está em causa e porque é que a decisão pode mudar tudo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/explicador-europa-prepara-se-para-discutir-a-ia-ao-mais-alto-nivel-o-que-esta-em-causa-e-porque-e-que-a-decisao-pode-mudar-tudo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 11:40:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[António Costa]]></category>
		<category><![CDATA[ia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[Pela primeira vez, os chefes de Governo da União Europeia vão dedicar uma cimeira exclusivamente à inteligência artificial. Mas porque é que isso acontece agora e o que pode mudar?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A inteligência artificial deixou de ser apenas um tema tecnológico. Para Bruxelas, passou a ser uma questão de segurança, competitividade económica e influência geopolítica.</p>
<p>É por isso que o presidente do Conselho Europeu, António Costa, pretende reunir, ainda este ano, os líderes dos 27 Estados-membros para uma discussão inédita dedicada exclusivamente à IA, indicou o jornal &#8216;POLITICO&#8217;.</p>
<p>A reunião deverá realizar-se numa das três cimeiras europeias ainda previstas para 2026, marcando a primeira vez que o tema será tratado isoladamente pelos chefes de Estado e de Governo.</p>
<p><strong>O que mudou?</strong></p>
<p>Até agora, a inteligência artificial surgia nas reuniões dos líderes europeus apenas integrada em debates mais vastos sobre economia ou competitividade.</p>
<p>Nos últimos meses, porém, a evolução acelerada da tecnologia alterou completamente essa perceção.</p>
<p>Os modelos mais avançados já conseguem escrever código, identificar vulnerabilidades informáticas, automatizar tarefas complexas e apoiar operações de cibersegurança, tornando-se também uma questão de defesa nacional.</p>
<p>Ao mesmo tempo, Estados Unidos e China intensificaram a corrida pela liderança tecnológica, aumentando a pressão sobre a União Europeia.</p>
<p><strong>Porque é que a Europa está preocupada?</strong></p>
<p>Bruxelas teme ficar para trás numa área considerada estratégica para as próximas décadas.</p>
<p>Enquanto os Estados Unidos continuam a dominar através de empresas como OpenAI, Google, Anthropic ou Meta, a China aposta numa estratégia fortemente apoiada pelo Estado e procura assumir um papel central na definição das futuras regras internacionais para a inteligência artificial.</p>
<p>Na semana passada, Pequim reuniu mais de duas dezenas de países para defender uma maior cooperação internacional em torno da IA, reforçando a sua influência neste setor.</p>
<p>Perante este cenário, cresce a convicção de que a União Europeia precisa de definir uma estratégia própria para proteger a sua soberania digital.</p>
<p><strong>O que poderá mudar?</strong></p>
<p>Embora ainda não exista uma agenda fechada, a expectativa é que os líderes discutam vários temas considerados prioritários.</p>
<p>Entre eles estão o reforço da capacidade europeia de computação para desenvolver modelos de IA, o aumento do investimento em investigação, a proteção das infraestruturas críticas, a segurança dos modelos mais avançados e a redução da dependência tecnológica de empresas estrangeiras.</p>
<p>Também deverão ser debatidas questões relacionadas com ética, proteção de menores, impacto no mercado de trabalho e defesa dos valores europeus.</p>
<p><strong>Porque é que a reunião acontece só agora?</strong></p>
<p>Vários especialistas consideram que a União Europeia demorou demasiado tempo a elevar o tema ao mais alto nível político.</p>
<p>No final de junho, dezenas de eurodeputados pediram formalmente a António Costa a realização de uma cimeira dedicada à inteligência artificial.</p>
<p>Poucos dias depois, mais de uma centena de especialistas que aconselham a Comissão Europeia defenderam exatamente o mesmo, considerando que a IA representa &#8220;a transformação estrutural mais importante da atualidade&#8221; e exige atenção permanente dos líderes europeus.</p>
<p><strong>Qual é o maior desafio?</strong></p>
<p>O maior desafio será encontrar um equilíbrio entre inovação e regulação.</p>
<p>A União Europeia foi pioneira ao aprovar a Lei da Inteligência Artificial (AI Act), mas vários governos defendem agora uma simplificação das regras para evitar que a legislação trave o desenvolvimento tecnológico europeu.</p>
<p>Ao mesmo tempo, Bruxelas quer garantir que a inteligência artificial evolui de forma segura, respeitando os direitos fundamentais, protegendo os cidadãos e reforçando a autonomia tecnológica do bloco.</p>
<p>É precisamente esse equilíbrio entre inovação, segurança e soberania digital que deverá dominar aquela que será a primeira grande cimeira europeia dedicada exclusivamente à inteligência artificial.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792431]]></sapo:autor>
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		<title>PS e Chega chumbam relatório do PSD sobre o apagão e decisão é adiada para setembro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 11:33:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[A proposta de relatório elaborada pelo PSD sobre o apagão que afetou a Península Ibérica em 28 de abril de 2025 foi rejeitada esta quarta-feira na Comissão Parlamentar de Ambiente e Energia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A proposta de relatório elaborada pelo PSD sobre o apagão que afetou a Península Ibérica em 28 de abril de 2025 foi rejeitada esta quarta-feira na Comissão Parlamentar de Ambiente e Energia, depois de PS e Chega terem votado contra o documento. O chumbo impede, para já, a aprovação das conclusões do grupo de trabalho criado para analisar o incidente, remetendo o processo para setembro, altura em que deverá ser tomada uma decisão sobre os próximos passos.</p>
<p>Os sociais-democratas incorporaram algumas das propostas de alteração apresentadas pelo PS durante a elaboração do relatório, mas essas mudanças não foram suficientes para garantir o apoio dos socialistas. O documento acabou igualmente por não recolher o voto favorável do Chega, que justificou a posição por nenhuma das suas propostas ter sido incluída na versão final do texto.</p>
<p>O impasse prende-se agora com a interpretação do Regimento da Assembleia da República. Caso um relatório seja rejeitado, a comissão parlamentar pode designar um novo relator ou optar por não elaborar qualquer relatório final. No entanto, subsistem divergências quanto à escolha desse eventual novo relator. O PSD entende que o cargo poderá voltar a ser atribuído a um deputado social-democrata, enquanto PS e Chega defendem que deverá passar para o grupo parlamentar seguinte.</p>
<p>Perante esta divergência, a Comissão de Ambiente e Energia decidiu solicitar um parecer ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, para esclarecer qual o procedimento regimental a seguir. Até existir essa interpretação, ficará suspensa qualquer decisão sobre a nomeação de um novo relator ou sobre a eventual desistência da elaboração de um relatório final, adiando o processo para setembro.</p>
<p>O documento agora rejeitado resultava dos trabalhos desenvolvidos pelo Grupo de Trabalho criado no âmbito da Comissão de Ambiente e Energia para acompanhar e analisar o apagão de 28 de abril de 2025. Ao longo dos últimos meses foram ouvidas diversas entidades ligadas ao setor energético e à resposta operacional, entre as quais a REN – Redes Energéticas Nacionais, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), a E-Redes, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e a ENTSO-E, a associação europeia dos operadores das redes de transporte de eletricidade.</p>
<p>O objetivo do relatório passava por identificar as circunstâncias que estiveram na origem do apagão, avaliar os mecanismos de prevenção e resposta existentes e apontar medidas destinadas a reforçar a segurança, a resiliência e a fiabilidade do Sistema Elétrico Nacional, num contexto marcado pelo crescimento da produção de energia renovável, pela eletrificação da economia e pela necessidade de aumentar a capacidade de gestão, armazenamento e robustez das infraestruturas elétricas.</p>
<p>O debate parlamentar ocorre depois de a ERSE ter classificado o apagão ibérico como um &#8220;evento excecional&#8221;. O regulador concluiu, em maio deste ano, que a informação disponível demonstrava que o incidente teve origem em circunstâncias extraordinárias relacionadas com o funcionamento interligado do sistema elétrico ibérico e que a sua origem se situou em Espanha, considerando tratar-se de uma ocorrência exógena e extraordinária, razão pela qual não houve lugar a compensações automáticas aos consumidores.</p>
<p>Entretanto, o Governo já havia indicado, quando se assinalou um ano sobre o incidente, que grande parte das recomendações técnicas elaboradas após o apagão tinha sido integrada em princípios de boa governação e aplicada no funcionamento do sistema elétrico. Ainda assim, o Grupo de Aconselhamento Técnico defendeu a continuação do investimento, da inovação tecnológica e do reforço das redes para responder aos novos desafios colocados pela transição energética.</p>
<p>Além do relatório sobre o apagão, a Comissão de Ambiente e Energia apreciou igualmente iniciativas relacionadas com a transformação do Sistema Elétrico Nacional, incluindo projetos de resolução sobre o reforço do autoconsumo e da produção descentralizada de energia, nomeadamente propostas do Livre para facilitar a criação de Comunidades de Energia Renovável e inventariar edifícios públicos com potencial para instalação de painéis solares, bem como uma iniciativa da Iniciativa Liberal destinada a acelerar o desenvolvimento das Unidades de Produção para Autoconsumo e das Comunidades de Energia Renovável.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792413]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Sismo de 3.6 sentido no concelho de Évora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 11:28:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Évora]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[sismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Em comunicado, o IPMA adianta que o sismo teve o seu epicentro a 10 quilómetros a sul-sudeste de Évora e foi registado à 01h22 nas estações da Rede Sísmica do Continente]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um sismo de magnitude 3.6 na escala de Richter foi sentido esta quarta-feira no concelho de Évora, sem causar danos pessoais ou materiais, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).</p>
<p>Em comunicado, o IPMA adianta que o sismo teve o seu epicentro a 10 quilómetros a sul-sudeste de Évora e foi registado à 01h22 nas estações da Rede Sísmica do Continente.</p>
<p>O abalo &#8220;não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima III (escala de Mercalli modificada) no concelho de Évora&#8221;.</p>
<p>Segundo a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2.0), muito pequenos (2.0-2.9), pequenos (3.0-3.9), ligeiros (4.0-4.9), moderados (5.0-5.9), fortes (6.0-6.9), grandes (7.0-7.9), importantes (8.0-8.9), excecionais (9.0-9.9) e extremos (quando superior a 10).</p>
<p>A escala de Mercalli Modificada mede os &#8220;graus de intensidade e respetiva descrição&#8221;.</p>
<p>Com uma intensidade III, considerada fraca, o abalo é sentido dentro de casa e os objetos pendentes baloiçam, percecionando-se uma &#8220;vibração semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados&#8221;, revela o IPMA na sua página da Internet.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792427]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ébola: Epidemia já matou 999 pessoas na RDCongo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ebola-epidemia-ja-matou-999-pessoas-na-rdcongo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 11:26:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Pelo menos 999 pessoas morreram devido à epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo), segundo dados oficiais divulgados hoje pelo Ministério da Saúde deste país africano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Pelo menos 999 pessoas morreram devido à epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo), segundo dados oficiais divulgados hoje pelo Ministério da Saúde deste país africano.</P><br />
<P>A última atualização revela que, até domingo, foram registados 2.473 casos de Ébola e que 999 pessoas morreram devido a esta epidemia.</P><br />
<P>O surto declarado em 15 de maio, que evoluiu para epidemia, é diferente da maioria dos anteriores, porque o vírus responsável (Bundibugyo) não tem vacinas nem tratamentos aprovados.</P><br />
<P>A epidemia também matou mais pessoas a um ritmo mais acelerado do que qualquer outro surto registado, incluindo o de 2013-2016, considerado o pior da história, com mais de 11.000 mortos em pelo menos 28.000 casos, mas em oito meses.</P><br />
<P>O Ébola é raro, mas altamente contagioso e pode ser contraído através de fluidos corporais, como vómitos, sangue ou sémen. A doença que o provoca é grave e frequentemente fatal.</P><br />
<P>As autoridades alertaram ainda que 80% dos novos casos surgiram através de cadeias de transmissão desconhecidas, um sinal de que a epidemia se está a espalhar mais rapidamente do que as autoridades de saúde conseguem seguir, mesmo com o aumento da resposta na província de Ituri, o epicentro da epidemia, bem como em outras quatro províncias onde foram registados casos.</P><br />
<P>Os ataques a unidades de saúde e a equipas de resposta também obrigaram os trabalhadores da linha da frente e os grupos de ajuda humanitária a abandonar algumas áreas. Alguns profissionais de saúde entraram em greve, queixando-se de que não recebem salários desde o início da epidemia.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792430]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia lança ofensiva sem precedentes no Mar Negro: 13 navios russos atingidos em apenas 48 horas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ucrania-lanca-ofensiva-sem-precedentes-no-mar-negro-13-navios-russos-atingidos-em-apenas-48-horas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 11:26:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[mar Negro]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Operação, denominada "MoLoChKa", decorre desde 6 de julho e já visou 196 embarcações russas, das quais 126 no Mar de Azov e 70 no Mar Negro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ucrânia afirma ter atingido 13 embarcações ligadas à chamada &#8220;frota fantasma&#8221; russa no Mar Negro e no Mar de Azov em apenas 48 horas, naquela que descreve como uma das maiores ofensivas navais com drones desde o início da guerra.</p>
<p>Segundo o comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, Robert &#8220;Madyar&#8221; Brovdi, os ataques destruíram ou danificaram 10 cargueiros, dois rebocadores e um petroleiro utilizados para apoiar a logística militar russa nos territórios ocupados.</p>
<p>A operação, denominada &#8220;MoLoChKa&#8221;, decorre desde 6 de julho e já visou 196 embarcações russas, das quais 126 no Mar de Azov e 70 no Mar Negro.</p>
<p><strong>Ataques estendem-se à rede elétrica da Crimeia</strong></p>
<p>Em paralelo, Kiev prossegue a operação &#8220;Crimean Switch Off&#8221;, destinada a enfraquecer as infraestruturas energéticas controladas pela Rússia.</p>
<p>Nas últimas horas, drones ucranianos atingiram 13 instalações elétricas, incluindo 11 na Crimeia ocupada e duas noutras zonas sob controlo russo.</p>
<p>Desde o arranque desta campanha, a 1 de julho, as forças ucranianas dizem ter atacado 117 infraestruturas energéticas.</p>
<p><strong>Escalada no Mar Negro preocupa transporte marítimo</strong></p>
<p>Os ataques acontecem numa altura em que a guerra no Mar Negro entrou numa nova fase de escalada.</p>
<p>Nos últimos dias, drones ucranianos atingiram três petroleiros no terminal petrolífero de Novorossiysk, utilizado pelo Consórcio do Oleoduto do Cáspio (CPC). Um dos navios incendiou-se durante o carregamento de petróleo do Cazaquistão, obrigando à evacuação de grande parte da tripulação.</p>
<p>O Cazaquistão condenou os ataques, classificando-os como ações contra navios neutros que transportavam petróleo cazaque.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a Rússia intensificou os ataques contra embarcações civis.</p>
<p>No passado domingo, três mísseis de cruzeiro atingiram o cargueiro Golden Leo, de bandeira da Guiné-Bissau e propriedade turca, quando deixava o porto ucraniano de Odessa carregado de cereais. Segundo as autoridades ucranianas, o ataque matou 10 tripulantes e deixou o navio gravemente danificado.</p>
<p>Segundo Kiev, os operadores de drones procuram atingir sobretudo as casas das máquinas e estruturas críticas das embarcações, de forma a imobilizá-las e reduzir o risco de derrames de petróleo.</p>
<p>A intensificação dos ataques de ambos os lados está a aumentar a preocupação internacional com a segurança da navegação no Mar Negro e com o impacto que o conflito poderá ter nas exportações mundiais de cereais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792409]]></sapo:autor>
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		<title>A simplificação do reporte ESG bancário não reduz a importância do risco climático</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 11:23:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[banca]]></category>
		<category><![CDATA[ESG]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Silvia Amaral, Consultora de Sustentabilidade da Systemic Sphere]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Por Silvia Amaral, Consultora de Sustentabilidade da Systemic Sphere</em></strong></p>
<p>A Autoridade Bancária Europeia colocou em consulta pública uma proposta de revisão dos Implementing Technical Standards sobre reporte prudencial, incluindo um módulo dedicado ao ESG Supervisory Reporting. A consulta relativa ao pacote EBA/CP/2026/07 decorre até 10 de julho de 2026 e integra a agenda de simplificação do reporte prudencial europeu.</p>
<p>A proposta pretende reduzir complexidade, eliminar duplicações e ajustar os requisitos à dimensão e ao perfil das instituições. No pacote global de simplificação, a EBA refere uma redução de cerca de 50% dos <em>data points</em>.</p>
<p>Mas simplificar não significa reduzir a relevância dos riscos ESG. Pelo contrário, a proposta reforça que os riscos climáticos e ambientais estão cada vez mais integrados na supervisão prudencial. O objetivo é garantir que os supervisores continuam a dispor de informação harmonizada para avaliar a exposição dos bancos a riscos físicos, de transição e outros riscos ambientais.</p>
<p>Uma das principais alterações seria a introdução de uma abordagem em três níveis. As grandes instituições ficariam sujeitas a um conjunto mais completo de templates; outras instituições cotadas/listadas e grandes subsidiárias teriam um reporte simplificado; e as instituições pequenas e não complexas, incluindo SNCIs e outras instituições não cotadas, reportariam apenas um template anual com informação essencial sobre risco físico e risco de transição.</p>
<p>A EBA propõe remover vários templates relacionados com a Taxonomia da UE, incluindo o BTAR, bem como o template sobre exposições às vinte empresas mais intensivas em carbono. Em alternativa, introduziria o template D 04.00, focado em exposições corporativas relacionadas com riscos ambientais ao nível do devedor e na identificação de concentrações relevantes de risco.</p>
<p>Outro ponto importante é a criação do template D 11.00, dedicado a riscos ambientais para além do clima. A proposta inclui biodiversidade, poluição, degradação de ecossistemas, sobre-exploração de recursos naturais e dependências de serviços ecossistémicos. Estes fatores passam a ser enquadrados como potenciais fatores de risco financeiro, com impacto nas operações, cadeias de abastecimento, custos e qualidade de crédito das contrapartes.</p>
<p>O reporte de risco físico climático também ganharia detalhe. Para grandes instituições, a EBA propõe distinguir exposições altamente expostas e moderadamente expostas a riscos físicos. Esta granularidade reforça a necessidade de dados georreferenciados, análise de vulnerabilidade, informação sobre colaterais, seguros e capacidade adaptativa dos ativos.</p>
<p>A proposta procura ainda alinhar o reporte prudencial ESG com o Pilar 3, isto é, com as divulgações públicas que os bancos já fazem ao mercado. A EBA pretende reutilizar definições, metodologias e estruturas existentes, reduzindo inconsistências entre o que é divulgado publicamente e o que é reportado ao supervisor. Ainda assim, o reporte prudencial manteria informação mais técnica e granular quando necessária.</p>
<p>A mensagem é clara: a simplificação regulatória não elimina a necessidade de rigor técnico. A proposta da EBA não deve ser lida como um recuo na supervisão ESG, representa antes uma tentativa de tornar o reporte menos burocrático, mais proporcional e mais útil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Silvia Amaral, Consultora de Sustentabilidade da Systemic Sphere]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Júri Nacional de Exames deteta novos erros em quatro provas e envia novas pautas às escolas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 11:16:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O processo de avaliação dos exames nacionais volta a enfrentar novos constrangimentos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O processo de avaliação dos exames nacionais volta a enfrentar novos constrangimentos. O Júri Nacional de Exames (JNE) anunciou esta quarta-feira que foram identificados novos erros de parametrização nas matrizes de classificação de várias provas da 1.ª fase dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário, situação que obrigou à revisão das classificações dos alunos abrangidos e ao envio de novas pautas para as escolas.</p>
<p>Num comunicado assinado pelo presidente do Júri Nacional de Exames, o organismo explica que as incorreções foram detetadas nas provas de Física e Química A, Geografia, História A e Português Língua Não Materna. Depois de analisadas as situações identificadas, o JNE procedeu à correção dos itens afetados e à revisão das classificações dos estudantes, garantindo que serão emitidas novas pautas para assegurar a equidade entre todos os alunos e o rigor do processo de avaliação.</p>
<p>Segundo o comunicado, os problemas resultaram de erros de parametrização das matrizes de classificação de alguns itens das provas realizadas na primeira fase dos exames nacionais.</p>
<p>Na disciplina de Física e Química A, a incorreção foi identificada no item 7.1 da versão 2 da prova.</p>
<p>Em Geografia, os erros afetaram os itens 1.3, 4.3 e 12.1 alínea a), também pertencentes à versão 2.</p>
<p>Já em História A, foram encontradas falhas no item 5 do Grupo IV e em todo o Grupo II da versão 1 da prova.</p>
<p>No caso de Português Língua Não Materna, a incorreção incidiu sobre a Parte A.1 do exame.</p>
<p>Depois de detetadas estas situações, o Júri Nacional de Exames procedeu à reapreciação dos itens e recalculou as classificações dos alunos afetados.</p>
<p><strong>Geografia foi a disciplina mais afetada</strong><br />
Entre as quatro disciplinas abrangidas, Geografia foi a que registou maior impacto.</p>
<p>De acordo com os dados divulgados pelo JNE, 4.253 classificações aumentaram, 12.393 mantiveram-se inalteradas e 73 sofreram uma redução após a correção dos erros.</p>
<p>Em Física e Química A, 113 alunos viram a sua classificação subir, enquanto 32.113 mantiveram a nota inicialmente atribuída, não tendo sido registada qualquer descida.</p>
<p>Na disciplina de História A, foram revistas positivamente 378 classificações, ao passo que 11.048 permaneceram inalteradas. Também neste caso não houve qualquer redução de nota.</p>
<p>Já em Português Língua Não Materna, 497 classificações aumentaram e 120 mantiveram-se iguais, sem qualquer descida de classificação.</p>
<p><strong>Nenhum aluno será prejudicado</strong><br />
O Júri Nacional de Exames sublinha que, devido ao facto de as correções estarem a ser divulgadas numa fase já muito avançada do calendário dos exames, foi adotada uma medida excecional destinada a proteger os estudantes.</p>
<p>Segundo o comunicado, nenhum aluno será prejudicado caso a revisão conduza a uma classificação inferior a 9,5 valores.</p>
<p>Nessas situações, a classificação será fixada em 95 pontos, correspondendo ao arredondamento necessário para garantir uma nota final positiva de 10 valores.</p>
<p>O objetivo, refere o JNE, é assegurar que os atrasos e os erros detetados não tenham consequências negativas para os alunos.</p>
<p><strong>Novas pautas seguem esta quarta-feira para as escolas</strong><br />
Para garantir a uniformização das classificações e a igualdade de tratamento entre todos os estudantes, o Júri Nacional de Exames informou que estão a ser enviadas esta quarta-feira novas pautas às escolas, contemplando as quatro disciplinas afetadas pelas correções.</p>
<p>As novas listas refletem todas as revisões efetuadas após a deteção das incorreções nas matrizes de classificação.</p>
<p><strong>Alunos continuam a poder recorrer à segunda fase e à época especial</strong><br />
Apesar destas novas alterações, os alunos continuam a poder inscrever-se quer na segunda fase dos exames nacionais, quer na época especial de setembro, criada pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação na sequência dos problemas técnicos que marcaram o processo de classificação eletrónica das provas deste ano.</p>
<p>O JNE recorda que estas possibilidades permanecem disponíveis para os estudantes elegíveis.</p>
<p><strong>JNE pede desculpa pelos novos lapsos</strong><br />
No final do comunicado, o Júri Nacional de Exames agradece a colaboração das direções das escolas e dos respetivos secretariados de exames na gestão deste processo de revisão das classificações.</p>
<p>O organismo deixa ainda um pedido formal de desculpas aos alunos afetados.</p>
<p>&#8220;O JNE/EduQA agradece a colaboração das direções e dos secretariados de exames das escolas e apresenta as suas desculpas aos alunos afetados por estes lapsos&#8221;, conclui o comunicado assinado pelo presidente do Júri Nacional de Exames.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792391]]></sapo:autor>
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		<title>Exames: PM convicto de que &#8220;pior já passou&#8221; e que &#8220;equidade está salvaguardada&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 11:07:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu hoje que os problemas no processo de digitalização tiveram impacto no concurso de acesso ao ensino superior, mas afirmou-se convicto de que "o pior já passou" e "as garantias de rigor e equidade estão salvaguardadas".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Atenas, 22 jul 2026 (Lusa) &#8212; O primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu hoje que os problemas no processo de digitalização tiveram impacto no concurso de acesso ao ensino superior, mas afirmou-se convicto de que &#8220;o pior já passou&#8221; e &#8220;as garantias de rigor e equidade estão salvaguardadas&#8221;.</P><br />
<P>Durante uma conferência de imprensa em Atenas, após uma reunião de trabalho com o seu homólogo grego, Kyriákos Mitsotákis, o chefe de Governo, ao ser questionado sobre se viu a mensagem da véspera do Presidente da República, António José Seguro, como um reparo à gestão política do processo de exames nacionais de acesso ao ensino superior, começou por notar que foi &#8220;o menos surpreendido&#8221; com essa mensagem e garantiu que o Governo sempre partilhou as mesmas preocupações do chefe de Estado.</P><br />
<P>&#8220;Eu naturalmente sou o menos surpreendido por aquela mensagem, na medida em que ela emana precisamente do encontro semanal que tive com sua excelência o Presidente da República durante a manhã do dia de ontem [terça-feira], e no âmbito da qual o senhor Presidente da República teve naturalmente uma atenção particular para com a temática da organização dos exames&#8221;, começou por dizer.</P><br />
<P>Insistindo que o Governo quer &#8220;continuar e completar&#8221; o processo de digitalização de correção dos exames nacionais, Montenegro assumiu que o mesmo &#8220;teve os problemas conhecidos, que tiveram um impacto na dinâmica quer da publicitação das notas, quer do processo agora de candidatura nomeadamente ao Ensino Superior&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Mas quero apenas dizer que as preocupações do senhor Presidente da República foram também sempre as preocupações do Governo e do senhor ministro da Educação e que creio que estão reunidas as condições para podermos dizer que o pior já passou, que as garantias de rigor e de equidade no processo estão salvaguardadas&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>O primeiro-ministro disse esperar &#8220;que esta segunda fase em que já nos encontramos possa ter muito menos perturbação do que teve a primeira, e que no futuro o sistema possa responder porque, objetivamente, a opinião maioritária de todos os agentes do nosso sistema de educação é de que este processo é um processo positivo, porque traz mais rigor, traz mais transparência, traz mais rapidez, traz mais fluidez àquilo que é a dinâmica da avaliação e do acesso ao ensino superior em Portugal&#8221;.</P><br />
<P>Luís Montenegro, que realizou hoje uma visita a Atenas para uma reunião de trabalho com Mitsotákis, reagia depois de, na terça-feira, o Presidente da República ter exigido a salvaguarda do princípio da igualdade no acesso ao ensino superior, numa mensagem escrita divulgada depois da reunião semanal com o primeiro-ministro.</P><br />
<P>&#8220;Na sequência de várias reuniões e contactos mantidos nos últimos dias, e da reunião semanal ocorrida esta manhã com o senhor primeiro-ministro, o Presidente da República reafirma o sentido de exigência que deve pautar todo o processo, com a obrigatória salvaguarda do princípio de igualdade entre todos os alunos e a normalidade e previsibilidade de todo o sistema, em especial no que diz respeito ao concurso de acesso ao ensino superior&#8221;, afirmou António José Seguro.</P><br />
<P>Nesta mensagem, publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, o chefe de Estado defende que as falhas ou atrasos do Estado devem ser assumidas e explicadas e que é preciso retirar lições deste processo e adotar mecanismos para que não se repitam os problemas, desde logo, na segunda fase dos exames nacionais do ensino secundário.</P><br />
<P>De acordo com António José Seguro, &#8220;os acontecimentos registados nas últimas semanas no processo de realização e classificação dos exames nacionais geraram uma compreensível preocupação e ansiedade entre milhares de alunos, famílias e professores&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Num momento particularmente importante da vida académica dos jovens, o Estado tem o dever de assegurar que os procedimentos decorram com rigor, previsibilidade e confiança. Quando surgem falhas ou atrasos, é essencial que sejam reconhecidos, explicados e resolvidos com a maior celeridade e ponderação. Este tem sido o entendimento do Presidente da República desde o início do processo&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Depois de salientar &#8220;o sentido de exigência que deve pautar todo o processo&#8221; e &#8220;a obrigatória salvaguarda do princípio de igualdade entre todos os alunos&#8221;, o Presidente da República defendeu que &#8220;importa igualmente retirar desta situação as devidas lições&#8221;.</P><br />
<P>Segundo o chefe de Estado, é preciso retirar lições dos problemas agora ocorridos &#8220;de modo que os processos de inovação tecnológica sejam acompanhados por mecanismos de prevenção e resposta capazes de evitar a repetição de constrangimentos desta natureza, designadamente no decurso da 2.ª fase dos exames&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792407]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Afinal, o Google Maps tem razão: o velocímetro do carro marca mais do que a velocidade real</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/afinal-o-google-maps-tem-razao-o-velocimetro-do-carro-marca-mais-do-que-a-velocidade-real/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 11:06:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Google maps]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[waze]]></category>
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					<description><![CDATA[Quem utiliza estas aplicações já terá reparado que a velocidade indicada no telemóvel raramente coincide com a mostrada no painel do automóvel. Na maioria dos casos, o velocímetro apresenta um valor superior]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para muitos condutores, viajar sem aplicações como o Google Maps ou o Waze já é impensável. Além de indicarem o melhor percurso, estas plataformas mostram o trânsito em tempo real, alertam para radares e apresentam a velocidade a que o veículo circula.</p>
<p>Quem utiliza estas aplicações já terá reparado que a velocidade indicada no telemóvel raramente coincide com a mostrada no painel do automóvel. Na maioria dos casos, o velocímetro apresenta um valor superior.</p>
<p>Ao contrário do que muitos pensam, não é o Google Maps ou o Waze que estão errados, destacou o &#8216;El Economista&#8217;. Na realidade, os valores apresentados pelas aplicações tendem a estar mais próximos da velocidade real do veículo.</p>
<p><strong>A lei obriga o velocímetro a &#8220;jogar pelo seguro&#8221;</strong></p>
<p>A explicação está na regulamentação europeia. O Regulamento n.º 39 da ONU determina que o velocímetro nunca pode indicar uma velocidade inferior àquela a que o automóvel circula efetivamente.</p>
<p>Por isso, os fabricantes programam os painéis para apresentarem sempre a velocidade real ou um valor ligeiramente superior. A margem permitida pode chegar a 10% acima da velocidade real, acrescida de mais 4 km/h.</p>
<p>Na prática, se um automóvel circular exatamente a 100 km/h, o velocímetro poderá indicar qualquer valor entre 100 e 114 km/h sem violar a legislação.</p>
<p>Este sistema funciona como uma margem de segurança para reduzir o risco de excesso de velocidade e, ao mesmo tempo, protege os fabricantes de eventuais erros de medição.</p>
<p><strong>Porque é que o Google Maps costuma ser mais preciso?</strong></p>
<p>A diferença resulta da forma como cada sistema calcula a velocidade.</p>
<p>O automóvel baseia-se em sensores que analisam fatores como a rotação das rodas e de outros componentes mecânicos.</p>
<p>Já aplicações como o Google Maps e o Waze recorrem ao GPS do telemóvel, calculando a velocidade através das alterações da posição geográfica ao longo do percurso.</p>
<p>Em condições normais de receção do sinal de GPS, este método tende a refletir com maior precisão a velocidade real do veículo, razão pela qual o valor apresentado pelas aplicações costuma ser inferior ao indicado pelo velocímetro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792399]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Galp estuda projeto eólico com cerca de 22 aerogeradores entre Ourique e Odemira</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/galp-estuda-projeto-eolico-com-cerca-de-22-aerogeradores-entre-ourique-e-odemira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 11:03:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Galp está a estudar a instalação de um projeto eólico com cerca de 22 aerogeradores nos concelhos de Ourique e Odemira, no distrito de Beja, e capacidade aproximada de 158 megawatts, explicou hoje a empresa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Galp está a estudar a instalação de um projeto eólico com cerca de 22 aerogeradores nos concelhos de Ourique e Odemira, no distrito de Beja, e capacidade aproximada de 158 megawatts, explicou hoje a empresa.</P><br />
<P>Em resposta a questões colocadas por escrito pela agência Lusa, a Galp esclareceu que o designado Projeto Eólico Mira, que abrange estes dois concelhos do distrito de Beja, está numa fase inicial de desenvolvimento.</P><br />
<P>O projeto &#8220;consiste na hibridização eólica de um parque solar em Ourique&#8221;, avançou. </P><br />
<P>Segundo a Galp, em junho de 2026, submeteu à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) uma Proposta de Definição de Âmbito (PDA), que constitui a primeira etapa do processo de avaliação de impacte ambiental. </P><br />
<P>Esta proposta destina-se a &#8220;recolher contributos das entidades&#8221; competentes &#8220;sobre os temas que deverão ser estudados e as metodologias que deverão ser utilizadas no futuro Estudo de Impacte Ambiental (EIA)&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>De acordo com a empresa, só após a conclusão desta etapa será desenvolvido o EIA, no qual serão avaliados os &#8220;potenciais impactes do projeto, alternativas consideradas&#8221; e &#8220;as medidas a implementar para eliminar riscos ambientais&#8221;.  </P><br />
<P>Neste âmbito, sublinhou, &#8220;a configuração final&#8221; do projeto, o &#8220;número de aerogeradores ou a localização exata&#8221; de algumas das estruturas &#8220;poderão ainda ser ajustados em função dos resultados dos estudos técnicos e ambientais que vierem a ser realizados&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Numa configuração preliminar, o projeto contempla até 22 aerogeradores, correspondendo a uma capacidade instalada de cerca de 158 MW [megawatts]&#8221;. </P><br />
<P>A construção deste parque, segundo a Galp, não deverá começar &#8220;antes de 2029&#8221;, tendo em conta as diferentes fases de licenciamento e desenvolvimento ainda a decorrer. </P><br />
<P>O projeto prevê a &#8220;hibridização de uma central fotovoltaica em desenvolvimento na região de Ourique&#8221;, combinando a &#8220;produção de [energia] solar e eólica na mesma área&#8221;.</P><br />
<P>Desta forma, a empresa irá garantir &#8220;uma utilização mais eficiente das infraestruturas elétricas existentes&#8221;.</P><br />
<P>No entanto, a Galp não avançou, nesta fase, com o valor previsto para o investimento, justificando que a configuração final do empreendimento ainda não está definida.</P><br />
<P>Esclareceu ainda que o Projeto Mira &#8220;é totalmente distinto do projeto Cachenas&#8221;, que abrangia quatro freguesias nos concelhos de Odemira (Beja), Santiago do Cacém e Sines, no distrito de Setúbal, entretanto cancelado. </P><br />
<P>Este novo empreendimento &#8220;não surge na sequência do cancelamento&#8221; do Parque Eólico das Cachenas, assegurou. </P><br />
<P>Segundo a empresa, o projeto Cachenas estava &#8220;associado ao fornecimento direto de energia renovável ao eletrolisador de hidrogénio localizado na Refinaria de Sines&#8221;.</P><br />
<P>Já o Projeto Eólico Mira &#8220;foi concebido como um projeto de hibridização destinado à injeção de energia na Rede Elétrica Nacional&#8221;, sustentou. </P><br />
<P>&#8220;São projetos com objetivos, enquadramentos e modelos de desenvolvimento distintos&#8221;, garantiu a empresa, referindo que o Projeto Mira está &#8220;em estudo há vários anos&#8221; e &#8220;o seu desenvolvimento decorreu de forma independente da evolução&#8221; do parque Cachenas.</P><br />
<P>A empresa revelou ainda que tem vindo a desenvolver contactos para &#8220;apresentar o projeto e recolher contributos&#8221; das populações, nomeadamente através das juntas de freguesia, com as quais estabeleceu &#8220;um canal de diálogo&#8221;, e com as câmaras de Odemira e Ourique. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792404]]></sapo:autor>
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		<title>Aeroporto: Luís de Camões custará entre 7,9 e 8,9 mil ME e abertura a partir de 2037</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 11:00:24 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[O novo Aeroporto Luís de Camões deverá representar um investimento entre 7,9 mil milhões e 8,9 mil milhões de euros, a preços de 2024, segundo o relatório técnico divulgado hoje.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O novo Aeroporto Luís de Camões deverá representar um investimento entre 7,9 mil milhões e 8,9 mil milhões de euros, a preços de 2024, segundo o relatório técnico divulgado hoje.</P><br />
<P>O intervalo agora apresentado atualiza a estimativa avançada pela ANA em 2025 no relatório preliminar, que apontava para um investimento de 8,5 mil milhões de euros.</P><br />
<P>A construção deverá começar em 2029 e ficar concluída até 2033, de acordo com o calendário que acompanha os documentos.</P><br />
<P>Após os trabalhos de testes e certificação, a abertura do novo aeroporto está prevista a partir de 2035, antecipando também o prazo anteriormente previsto que apontado para meados de 2037. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792403]]></sapo:autor>
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		<title>Miranda Sarmento diz que solução para lesados do GES tem de respeitar dinheiro dos contribuintes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 10:51:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro das Finanças admitiu hoje no parlamento que há limitações à recuperação de créditos dos lesados do GES e disse que qualquer solução para os investidores ainda não ressarcidos terá de respeitar a proteção dos contribuintes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ministro das Finanças admitiu hoje no parlamento que há limitações à recuperação de créditos dos lesados do GES e disse que qualquer solução para os investidores ainda não ressarcidos terá de respeitar a proteção dos contribuintes.</P><br />
<P>Ouvido numa audição parlamentar a pedido do Chega sobre um núcleo de lesados que continuam sem ser compensados pelo colapso do Grupo Espírito Santo (GES) em 2014, Joaquim Miranda Sarmento afirmou que o Governo conhece &#8220;a relevância social, política e jurídica da situação&#8221; deste investidores e &#8220;a orientação parlamentar&#8221; no sentido de ser encontrada uma compensação para estes lesados.</P><br />
<P>De seguida, frisou que &#8220;qualquer solução terá sempre de respeitar a proteção do dinheiro dos contribuintes, as competências dos reguladores (CMVM e Banco de Portugal) nas quais o Governo não se pode imiscuir, os limites do Fundo de Resolução&#8221; e a elegibilidade de critérios de acesso.</P><br />
<P>Durante a audição na comissão de orçamento, finanças e administração pública, vários partidos da oposição pediram ao Governo que estude medidas para compensar os lesados não abrangidos pelos mecanismos de recuperação de créditos existentes, não tendo o ministro dado garantias de que será encontrada uma solução.</P><br />
<P>&#8220;Temos que ser realistas e perceber as condicionantes a cada momento&#8221;, disse o ministro depois das intervenções das bancadas do Chega, PS, Livre, Iniciativa Liberal e BE.</P><br />
<P>Recorrendo à ironia, Joaquim Miranda Sarmento perguntou ao Chega que proposta concreta tem para resolver este problema e desafiou o partido a juntar-se ao PS para aprovar um projeto de lei assumindo a responsabilidade por essa iniciativa.</P><br />
<P>&#8220;Aguardo com muita expectativa a solução&#8221; que o Chega apresentar, disse.</P><br />
<P>O desafio levou o deputado do Chega Eduardo Teixeira a responder que a apresentação de uma solução é uma responsabilidade do Governo.</P><br />
<P>Miranda Sarmento disse que, &#8220;apesar de ter sido anunciada a criação de um Fundo de Recuperação para lesados não abrangidos pelo tal Fundo de Recuperação de Créditos de 2017, não há informação técnica plausível&#8221; que indique ser possível diminuir as perdas dos lesados &#8220;e, simultaneamente, proteger o erário público e os direitos dos contribuintes&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Adicionalmente, nomeadamente por instruções emitidas pelo Banco de Portugal e pela CMVM, há fortes limitações à probabilidade de recuperação dos créditos em causa&#8221; dada, nomeadamente, &#8220;a inexistência de património&#8221;, disse.</P><br />
<P>O ministro das Finanças frisou ainda que &#8220;o Fundo de Recuperação de Créditos não é um mecanismo universal de compensação, cingiu-se, na altura, ao quadro da resolução bancária e ao princípio do &#8216;no creditor worse off'&#8221;, segundo o qual nenhum credor pode suportar perdas maiores do que teria se o banco tivesse entrado em processo de liquidação.</P><br />
<P>Na semana passada, em 15 de julho, o Banco de Portugal (BdP) colocou em consulta pública um projeto de aviso destinado a definir regras de atribuição de compensações do Fundo de Resolução aos credores do BES, com 630 milhões de euros para pagar a partir de 01 de dezembro.</P><br />
<P>O GES, ao qual pertencia o Banco Espírito Santo (BES), colapsou em 2014, num caso com mais de 300 crimes e 18 arguidos, atualmente em julgamento no Juízo Central Criminal de Lisboa.</P><br />
<P>A resolução aplicada pelo Banco de Portugal em 03 de agosto de 2014 ditou uma separação dos ativos da instituição financeira, pela criação do Novo Banco (para assumir parte da atividade bancária) e a colocação de ativos problemáticos no BES &#8216;mau&#8217; (atualmente em liquidação).</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792401]]></sapo:autor>
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		<title>Lisboa já era cara&#8230; mas neste verão as rendas dispararam entre as mais altas da Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 10:49:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Tradingpedia]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre maio e julho, a renda média de um apartamento T1 no centro de Lisboa aumentou 8,61%, passando de 1.331 para 1.446 euros por mês]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal continua a destacar-se como um dos mercados de arrendamento mais pressionados da Europa. Um estudo da &#8216;<a href="http://Lisboa já era cara... mas neste verão as rendas dispararam entre as mais altas da Europa">TradingPedia</a>&#8216; conclui que Lisboa registou a quinta maior subida das rendas entre 127 cidades europeias durante o verão, ao mesmo tempo que continua a ser uma das capitais menos acessíveis para quem procura casa.</p>
<p>Entre maio e julho, a renda média de um apartamento T1 no centro de Lisboa aumentou 8,61%, passando de 1.331 para 1.446 euros por mês. Apenas Manchester, Cork, Madrid e Basileia registaram aumentos superiores no mesmo período.</p>
<p><strong>Quase todo o salário vai para a renda</strong></p>
<p>O relatório destaca outro dado preocupante: a renda média de um T1 no centro da capital representa 99,2% do salário líquido médio local.</p>
<p>Na prática, um trabalhador com o rendimento médio ficaria com apenas cerca de 11 euros depois de pagar a renda mensal.</p>
<p>Também o Porto e Braga registaram aumentos durante o verão. No Porto, as rendas subiram 3,43%, passando para 1.146 euros mensais, enquanto Braga registou uma subida de 1,04%, para 819 euros.</p>
<p>Apesar de ser mais acessível do que Lisboa, o Porto continua a exigir cerca de 85% do salário líquido médio para pagar a renda de um apartamento de um quarto no centro da cidade. Em Braga, esse esforço ronda os 73%.</p>
<p><strong>Mercado voltou a acelerar no verão</strong></p>
<p>Segundo a análise, o mercado português inverteu a tendência registada nos últimos meses.</p>
<p>Embora, em maio, Lisboa ainda apresentasse rendas inferiores às do mesmo período do ano anterior, os preços voltaram a acelerar durante o verão, recuperando rapidamente entre maio e julho.</p>
<p>Brian McColl, da TradingPedia, considera que o mercado de arrendamento português &#8220;está novamente a aquecer&#8221;, sublinhando que a forte procura típica da época de verão voltou a pressionar os preços.</p>
<p>O responsável alerta ainda que, caso este ritmo se mantenha durante a segunda metade do ano, os problemas de acessibilidade poderão agravar-se, sobretudo em Lisboa, onde a renda média já absorve praticamente um salário mensal inteiro.</p>
<p>O estudo compara o preço médio de apartamentos T1 localizados no centro de 127 cidades europeias, com base em dados da plataforma Numbeo recolhidos em maio e julho de 2026.</p>
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