Duas enfermeiras em Wuhan publicaram uma carta aberta, pedindo aos profissionais de saúde de todo o mundo que se desloquem até à China para ajudar a combater o coronavírus.
Yingchun Zeng, do hospital Medical de Guangzhou, e Yan Zhen, do hospital Memorial Sun Yet-sen, também em Guangzhou, publicaram uma carta na revista médica ‘The Lancet’, na segunda-feira descrevendo uma exaustão mental e física, bem como uma escassez severa de recursos no combate ao surto viral.
Zeng e Zhen são duas dos pelo menos 14 mil enfermeiros, entre os quase 20 mil profissionais médicos de todo o país, que se deslocaram a Wuhan para ajudar o sistema médico sobrecarregado. «Mas precisamos de muito mais ajuda. Estamos a pedir a enfermeiros e equipas médicas de países ao redor do mundo que venham à China agora, para nos ajudar nesta batalha», referiram citadas pelo ‘The Guardian’.
A carta descreve a escassez de equipamentos de protecção, desde máscaras faciais com respiradores, escudos, óculos de protecção, aventais e luvas. A carta de Zeng e Zhen também descreveu as dificuldades das operações do dia-a-dia: «para poupar energia e o tempo necessário para vestir e despir roupas de protecção, evitamos comer e beber durante duas horas, antes de entrar na ala de isolamento», refere o documento.
O COVID-19 já infectou mais de 81 mil pessoas em todo o mundo, desse número apenas 30 mil recuperaram da infecção. São mais de 2700 mortos a nível global, na sequência da epidemia, a sua maioria na China. Em Portugal os 17 casos suspeitos deram todos negativo.






