Exames: “Governo não tem relatório nenhum” sobre teste piloto do exame de Filosofia, garante ministro

O ministro da Educação disse hoje que “o Governo não tem relatório nenhum” sobre o projeto-piloto de digitalização dos exames nacionais de Filosofia realizados no ano passado, acusando o ex-presidente do Júri Nacional de Exames de nunca o ter entregue.

Executive Digest com Lusa

O ministro da Educação disse hoje que “o Governo não tem relatório nenhum” sobre o projeto-piloto de digitalização dos exames nacionais de Filosofia realizados no ano passado, acusando o ex-presidente do Júri Nacional de Exames de nunca o ter entregue.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

“O Governo não tem relatório nenhum”, afirmou hoje o ministro da Educação, Fernando Alexandre, durante uma audição parlamentar pedida pelos grupos parlamentares do PCP e do Livre no âmbito dos problemas detetados durante o processo de digitalização dos exames nacionais do ensino secundário.


A declaração de Fernando Alexandre surgiu na sequência de uma entrevista à Radio Renascença do ex-presidente do Júri Nacional dos Exames (JNE), Luís Duque de Almeida, na qual acusou o ministro de não ter solicitado “ao JNE qualquer balanço sobre a prova Filosofia”, questionando em que se baseou a tutela para decidir avançar com o processo de digitalização das provas.


Os “erros graves” detetados durante o processo de digitalização das provas de Filosofia não chegaram ao conhecimento da tutela”, segundo o ministro, que disse hoje que Luís Duque de Almeida “não deixou relatório nenhum”.


“Se tinha informação que não partilhou nem sequer com a Direção Geral da Educação nem com o EduQa. Se tinha essa informação e não a transmitiu vai ter que explicar isso, porque não deu essa informação a ninguém. Foi-se embora em setembro e não deixou relatório a ninguém”, acusou.

Continue a ler após a publicidade

Para Fernando Alexandre, “se agora, passado um ano, depois de o processo ter tido problemas vem dizer que houve problemas que podiam ter sido antecipados e que não foram […] vai ter de explicar isso”.


O ministro voltou na audição a defender o modelo testado este ano e que envolveu cerca de 300 mil exames do 11.º e 12.º anos.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.