Um antigo profissional de saúde da London Clinic foi alvo de uma advertência formal por uso indevido dos registos médicos privados da princesa de Gales e por se ter oferecido para divulgar essa informação em troca de dinheiro, avança o ‘The Independent’.
O caso remonta a março de 2024, quando o Information Commissioner’s Office, autoridade britânica responsável pela proteção de dados, abriu uma investigação criminal depois de a London Clinic ter comunicado uma violação de segurança. Na altura, foi noticiado que pelo menos um funcionário teria tentado aceder às notas clínicas de Kate Middleton enquanto esta esteve internada no hospital privado, no centro de Londres, em janeiro desse ano.
A princesa de Gales permaneceu 13 dias na London Clinic depois de ter sido submetida a uma cirurgia abdominal. Em março de 2024, revelou publicamente que tinha sido diagnosticada com cancro, detetado na sequência dessa intervenção.
O regulador britânico afirmou esta quarta-feira que, após avaliação completa do caso, decidiu emitir uma advertência formal a um antigo profissional de saúde de Londres por uma infração prevista na lei de proteção de dados de 2018. A conduta envolveu, segundo o ICO, o uso deliberado de informação pessoal altamente sensível e uma oferta para a divulgar mediante pagamento.
A autoridade considerou que o caso representou uma clara quebra de confiança, mas concluiu que a advertência formal era a resposta “adequada e proporcional”. O regulador analisou ainda se existiam problemas mais amplos na prestação de cuidados de saúde neste caso, mas afirmou não ter encontrado falhas que justificassem uma ação regulatória contra a instituição.
De acordo com o ‘Mirror’, o antigo funcionário será uma enfermeira e terá sido afastado da profissão. O ‘The Independent’ refere, no entanto, que a identidade da pessoa envolvida não foi oficialmente divulgada pelo regulador.
Ian Hulme, diretor executivo de supervisão regulatória do ICO, sublinhou que os cidadãos devem poder confiar que a informação pessoal entregue a unidades de saúde é mantida segura e protegida contra exploração. “Quando essa confiança é quebrada, é correto que a lei nos permita agir”, afirmou.
O responsável acrescentou que o regulador não hesitará em avançar com processos criminais quando isso for necessário e proporcional. A London Clinic, por seu lado, afirmou que se orgulha dos padrões de cuidado e discrição prestados a todos os pacientes e considerou que a colaboração com o ICO permitiu encerrar um “incidente triste e isolado”.
A clínica sublinhou ainda que não foram identificadas infrações regulatórias por parte do hospital. Kate anunciou em janeiro de 2025 que o cancro estava em remissão e tem vindo a regressar progressivamente aos compromissos oficiais.




