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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Sat, 04 Jul 2026 10:34:15 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Pede demissão de manhã, volta atrás à tarde — e a empresa acaba condenada por despedimento injusto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 11:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[direito laboral]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
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					<description><![CDATA[Foi uma daquelas decisões tomadas num dia difícil, com consequências que acabaram por chegar aos tribunais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Foi uma daquelas decisões tomadas num dia difícil, com consequências que acabaram por chegar aos tribunais. Um trabalhador apresentou o pedido de demissão de manhã, confirmou-o horas depois, mas ao final do dia voltou atrás por escrito, explicando que afinal queria pedir baixa médica. A empresa ignorou a retratação, avançou com a saída e acabou por ver o despedimento considerado injusto.</p>
<p>O caso, relatado pelo &#8216;HuffPost&#8217; espanhol, chegou ao Supremo Tribunal espanhol, que confirmou que um trabalhador pode retirar o pedido de demissão enquanto ainda estiver dentro do prazo de aviso prévio e antes de a saída produzir efeitos. O ponto decisivo foi precisamente esse: o arrependimento aconteceu no mesmo dia e antes da data prevista para o fim da relação laboral.</p>
<p>Tudo começou a 3 de julho de 2023. Às 10h48, o trabalhador enviou um email à empresa a comunicar a demissão voluntária, com efeitos a partir de 18 de julho. Às 15h09, assinou o documento de demissão com um representante da empresa. Mas o dia ainda não tinha terminado.</p>
<p>Às 18h16, durante uma videochamada com responsáveis dos Recursos Humanos, o trabalhador disse que iria deixar de comparecer ao trabalho para ser despedido e poder aceder ao subsídio de desemprego. Poucos minutos depois, enviou novo email à empresa a retirar formalmente o pedido de demissão, alegando que, na verdade, pretendia pedir baixa médica.</p>
<p>A empresa não aceitou essa mudança de posição. Dias mais tarde, a 18 de julho, enviou-lhe uma carta registada a informar que estava a processar a demissão voluntária. Em alternativa, notificou-o também de um despedimento disciplinar, invocando faltas injustificadas entre 10 e 18 de julho.</p>
<p>O trabalhador levou o caso para tribunal. Numa primeira fase, o Tribunal Social n.º 28 de Madrid deu razão à empresa, entendendo que a relação laboral tinha terminado por demissão voluntária e que o trabalhador não tinha contestado devidamente os efeitos dessa decisão.</p>
<p>Mas o trabalhador não desistiu. Recorreu para o Tribunal Superior de Justiça de Madrid, que decidiu em sentido contrário. O tribunal considerou que a demissão tinha sido retirada dentro do prazo legal, antes de produzir efeitos, e que isso não causou prejuízo à empresa.</p>
<p>A decisão obrigava a empresa a escolher entre reintegrar o trabalhador ou pagar-lhe uma indemnização de 44.501,98 euros. A empresa recorreu então para o Supremo Tribunal, tentando reverter a decisão.</p>
<p>O Supremo acabou por confirmar a posição favorável ao trabalhador. Para os juízes, não havia contradição jurisprudencial suficiente para admitir o recurso da empresa. Além disso, o caso era claro num ponto essencial: o trabalhador retirou expressamente o pedido de demissão no mesmo dia em que o apresentou, muito antes de terminar o aviso prévio.</p>
<p>O tribunal distinguiu este caso de outros em que o trabalhador só tenta voltar atrás depois de a saída já se ter concretizado ou depois de a empresa ter reorganizado a equipa. Aqui, a retratação foi imediata e não ficou provado que a empresa tivesse sofrido prejuízo ou contratado alguém para substituir o funcionário.</p>
<p>A tentativa da empresa de justificar o despedimento disciplinar com faltas injustificadas também não foi suficiente para alterar o desfecho. O tribunal entendeu que essa matéria não tinha sido devidamente discutida nas fases anteriores do processo e, por isso, não podia ser usada para decidir o caso nesta fase.</p>
<p>O resultado foi a confirmação de que a saída do trabalhador da Segurança Social correspondeu, na prática, a um despedimento injusto. A história deixa uma lição simples: uma demissão não é necessariamente irreversível se o trabalhador se arrepender dentro do prazo de aviso prévio e antes de a saída produzir efeitos.</p>
<p>Mais do que uma disputa jurídica, o caso mostra como um dia confuso pode transformar-se num conflito laboral longo. Entre a vontade de sair, a tentativa de voltar atrás e a decisão da empresa de avançar mesmo assim, acabou por prevalecer a ideia de que o arrependimento ainda tinha chegado a tempo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784908]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndios: Unidade Militar de Emergências de Espanha está desde madrugada em Vouzela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 10:34:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A equipa da Unidade Militar de Emergências de Espanha chegou a Portugal hoje de madrugada e está a apoiar no combate ao incêndio de Vouzela, distrito de Viseu, disse à Lusa fonte do Ministério da Administração Interna (MAI).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A equipa da Unidade Militar de Emergências de Espanha chegou a Portugal hoje de madrugada e está a apoiar no combate ao incêndio de Vouzela, distrito de Viseu, disse à Lusa fonte do Ministério da Administração Interna (MAI).</P><br />
<P>Segundo a mesma fonte, a equipa da Unidade Militar de Emergências de Espanha, composta por 120 operacionais e 30 veículos, está desde as 02:30 de hoje no combate ao fogo de Vouzela.</P><br />
<P>Esta equipa espanhola chegou a Portugal no âmbito do Mecanismos Europeu de Proteção Civil ativado preventivamente na sexta-feira pelo Governo português.</P><br />
<P>Também no âmbito do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, o Governo português solicitou a Espanha o envio de dois aviões Canadair, que ainda não chegaram ao país.</P><br />
<P>Portugal acionou igualmente os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos para reforçar o dispositivo de combate aos incêndios, estando já a atuar desde sexta-feira no país um avião Canadair espanhol.</P><br />
<P>Portugal pediu igualmente dois aviões Canadair a Marrocos.</P><br />
<P>Num comunicado divulgado na sexta-feira, o MAI explicava que, apesar de Portugal não ter a sua capacidade operacional esgotada, o executivo decidiu acionar o mecanismo europeu, bem como os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos, enquanto medida preventiva.</P><br />
<P>&#8220;Trata-se, portanto, de um acionamento preventivo e de antecipação, que tem como objetivo reforçar o dispositivo de combate, tendo em conta a evolução das condições climatéricas excecionais, e dos próprios incêndios ativos, que poderão vir a exigir um esforço acrescido&#8221;, explicou o gabinete de Luís Neves.</P><br />
<P>Governo decretou situação de alerta que está em vigor até às 23:59 de segunda-feira, devido ao &#8220;significativo agravamento do risco de incêndios rurais&#8221;.</P><br />
<P>O incêndio de Vouzela, que começou na madrugada de quinta-feira e já consumiu mais de 10 mil hectares, estava hoje de manhã a ser combatido por 1.181 operacionais, apoiados por 350 meios terrestres e 12 meios aéreos, a que se juntarão mais oito, segundo a Proteção Civil.</P><br />
<P>Este incêndio começou às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra, propagou-se depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785527]]></sapo:autor>
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		<title>Imagens mostram “canhão” natural no oceano: parece uma explosão submarina, mas é uma onda de 40 metros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Austrália]]></category>
		<category><![CDATA[ondas]]></category>
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					<description><![CDATA[Fenómeno foi filmado ao largo da costa da Austrália Ocidental pelo bodyboarder australiano Chris White e pelo operador de drone Ben Allen, durante as gravações de ‘Tension 11’, um filme independente de bodyboard]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há ondas grandes, há ondas perigosas e depois há isto: uma espécie de canhão natural no meio do oceano, capaz de lançar água dezenas de metros no ar como se uma explosão tivesse acontecido por baixo da superfície.</p>
<p>O fenómeno foi filmado ao largo da costa da Austrália Ocidental pelo bodyboarder australiano Chris White e pelo operador de drone Ben Allen, durante as gravações de ‘Tension 11’, um filme independente de bodyboard. As imagens, descritas pelo &#8216;El Confidencial&#8217;, mostram várias massas de água a colidir sobre um recife raso, formando uma depressão oval antes de projetarem água para o céu.</p>
<p>A sequência parece quase artificial. Duas ondas com cerca de 3,7 metros avançam a partir do mar e encontram outras duas massas de água menores que regressam da costa. Quando tudo converge sobre uma zona de recife próxima da superfície, a água mergulha em simultâneo para uma cavidade criada pelas próprias forças hidrodinâmicas. O resultado é um jato vertical de água que pode atingir cerca de 40 metros de altura.</p>
<p>Chris White já conhecia o fenómeno. Tinha-o visto anos antes e fotografado para o livro ‘Dark Light’, embora na altura acreditasse que se tratava apenas de duas ondas a chocarem uma contra a outra. A imagem parecia tão estranha que muitos utilizadores chegaram a pensar que era falsa, como se o mar tivesse sido espelhado digitalmente.</p>
<p>A nova gravação mudou a leitura. Não se tratava de uma simples colisão entre duas ondas, mas de uma geometria muito mais rara: várias frentes de água a convergir no mesmo ponto, sobre um recife pouco profundo, criando uma espécie de “buraco” oval no centro da rebentação.</p>
<p>A &#8216;ABC&#8217; australiana descreveu o local como uma formação a cerca de 60 quilómetros da costa sul da Austrália Ocidental. White e Allen terão demorado seis horas de moto de água, em mar pesado e chuva, até encontrarem o ponto que procuravam. Quando chegaram, viram o jato de água a erguer-se à distância, acompanhado por um estrondo que, segundo Ben Allen, soava como se a terra estivesse a tremer.</p>
<p>Os dois chamaram ao local “The Thing”, nome suficientemente vago para manter o mistério e suficientemente dramático para combinar com a imagem. A localização exata não foi revelada, em parte por razões de segurança. White admitiu que quer regressar, mas disse também que não quer “matar ninguém”, reconhecendo o risco de atrair outros praticantes para uma zona onde a força da água pode ser imprevisível.</p>
<p>A preocupação é compreensível. Uma pessoa colocada sobre a depressão oval poderia ser projetada ou arrastada por forças difíceis de controlar.A equipa teve sorte em não ver o drone atingido pelo jato de água durante as filmagens.</p>
<p>A explicação científica passa pela forma do fundo marinho. Charitha Pattiaratchi, professor do Oceans Institute da Universidade da Austrália Ocidental, explicou à &#8216;ABC&#8217; que a combinação entre águas profundas à volta da formação, um recife raso e ondulação vinda de diferentes direções cria as condições para o jato. Em escala menor, ondas que colidem e lançam água para cima acontecem em muitas praias. A diferença aqui é a escala.</p>
<p>A depressão oval funciona como ponto de concentração de energia. Em vez de a força das ondas se dissipar em várias direções, a água é comprimida para uma área reduzida e expulsa para cima. Daí a aparência de explosão submarina ou de canhão natural.</p>
<p>O fenómeno tornou-se viral precisamente porque é difícil de acreditar à primeira vista. Nas imagens, o mar parece abrir um olho, engolir as ondas e disparar uma coluna de água. Mas não há IA, truque de câmara ou simulação digital: há apenas recife, ondulação, retorno da água e uma combinação rara de forças.</p>
<p>Para os surfistas e bodyboarders, “The Thing” é ao mesmo tempo tentação e aviso. Há uma direita surfável junto ao caos, segundo Allen, mas a zona por trás é descrita como desordem pura. É o tipo de lugar que parece feito para desafiar quem gosta de ondas impossíveis — e para lembrar que o oceano não precisa de efeitos especiais para parecer perigoso.</p>
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<p></a></p>
<p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/reel/DR_szTYkdit/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Chris White (@chris.whitey)</a></p>
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</blockquote>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784899]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndios: Fogo de Vouzela combatido por 1.181 operacionais e 12 meios aéreos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 09:31:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[(CORREÇÃO NO 8º PARÁGRAFO) Vouzela, Viseu, 04 jul 2026 (Lusa) - O incêndio de Vouzela, que já consumiu mais de 10 mil hectares, está a ser combatido por 1.181 operacionais, apoiados por 350 meios terrestres e quatro meios aéreos, a que se juntarão mais oito, indicou hoje a Proteção Civil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>(CORREÇÃO NO 8º PARÁGRAFO) Vouzela, Viseu, 04 jul 2026 (Lusa) &#8211; O incêndio de Vouzela, que já consumiu mais de 10 mil hectares, está a ser combatido por 1.181 operacionais, apoiados por 350 meios terrestres e quatro meios aéreos, a que se juntarão mais oito, indicou hoje a Proteção Civil.</P><br />
<P>Durante a noite, o combate ao fogo &#8220;evoluiu favoravelmente&#8221;, apesar das &#8220;condições difíceis&#8221; de combate, devido principalmente ao vento, disse à Lusa o comandante regional de Emergência e Proteção Civil, José Neves.</P><br />
<P>Os trabalhos de combate às chamas permitiram eliminar 50% do perímetro de incêndio, estando agora os bombeiros a consolidar os trabalhos, na frente virada a Caramulo, afirmou, alertando, contudo que o &#8220;lado esquerdo do incêndio continua ativo em 80% do perímetro&#8221;.</P><br />
<P>Segundo José Neves, a maior preocupação concentra-se agora em &#8220;cinco quilómetros lineares&#8221; dessa zona.</P><br />
<P>Algumas povoações foram percorridas pelo fogo, mas as operações de socorro decorreram com tranquilidade, acrescentou.</P><br />
<P>Neste momento, a área ardida na sequência deste incêndio já ultrapassa os 10 mil hectares, adiantou.</P><br />
<P>O incêndio de Vouzela, que começou às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra, propagou-se depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro.</P><br />
<P>O presidente da Câmara de Vouzela disse à Lusa que o incêndio está hoje com uma frente &#8220;muito preocupante&#8221; nesse concelho e mais &#8220;umas quantas&#8221; nos municípios vizinhos.</P><br />
<P>&#8220;No concelho de Vouzela temos uma frente que nos preocupa mais, a que nós chamamos de Cercosa, em Campia, e depois temos uma no concelho vizinho de Tondela, em São João do Monte, que tem várias frentes&#8221;, disse Carlos Oliveira.</P><br />
<P>O presidente da Câmara de Vouzela, no distrito de Viseu, falava à agência Lusa pelas 09:30 de hoje, lembrando que o incêndio está com &#8220;umas quantas frentes ativas&#8221; nos restantes concelhos a que já chegou.</P><br />
<P></P><br />
<P>(CORRIGE O OITAVO PARÁGRAFO E SUBSTITUI &#8220;PRESIDENTE DA CÂMARA DE TONDELA&#8221; POR &#8220;PRESIDENTE DA CÂMARA DE VOUZELA&#8221;)</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785523]]></sapo:autor>
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		<title>Vencedor do Oceanos, prosa reunida de Sylvia Plath e despedida de Gerald Murnane nas livrarias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 09:31:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O vencedor do Prémio Oceanos 2025, toda a prosa de Sylvia Plath, o último livro de Gerald Murnane, que o autor anunciou como de despedida, e um novo romance de Frederico Pedreira são algumas das novidades editoriais de julho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O vencedor do Prémio Oceanos 2025, toda a prosa de Sylvia Plath, o último livro de Gerald Murnane, que o autor anunciou como de despedida, e um novo romance de Frederico Pedreira são algumas das novidades editoriais de julho.</P><br />
<P>A Dom Quixote lança neste mês &#8220;Ressuscitar Mamutes&#8221;, romance da brasileira Silvana Tavano, distinguido no ano passado com o Prémio Oceanos 2025, e recupera o clássico de 1945 &#8220;Junto à Grand Central Station Sentei-Me e Chorei&#8221;, da escritora canadiana Elizabeth Smart, inspirado na relação da autora com o poeta George Barker.</P><br />
<P>A Relógio d&#8217;Água destaca a publicação de &#8220;Prosa Reunida&#8221;, um volume de 928 páginas que reúne, pela primeira vez em português, ficção, jornalismo, ensaios e recensões de Sylvia Plath, além de uma nova edição de &#8220;Os Anéis de Saturno&#8221;, de W. G. Sebald.</P><br />
<P>Na mesma editora sairá este mês o segundo volume da série &#8220;Sobre o Cálculo do Volume&#8221;, da dinamarquesa Solvej Balle, e o romance &#8220;Um Pássaro Cantando para Outro Que Nunca Virá&#8221;, de Frederico Pedreira.</P><br />
<P>Pela Gradiva, sairá uma nova edição de &#8220;Os Despojos do Dia&#8221;, de Kazuo Ishiguro, vencedor do Prémio Nobel da Literatura, distinguido com o Booker por este romance, enquanto a Alfaguara publica também uma nova edição, com capa dura, de &#8220;Uma Catastrófica Visita ao Zoo&#8221;, de Joël Dicker, </P><br />
<P>Na área do ensaio e do pensamento, as Edições 70 publicam a primeira tradução integral em Portugal de &#8220;Humano, Demasiado Humano II &#8212; Um Livro para Espíritos Livres&#8221;, de Friedrich Nietzsche, com tradução, introdução e notas de Victor Gonçalves.</P><br />
<P>A editora edita também &#8220;Os Poemas&#8221;, de Catulo, em tradução direta do latim por André Simões e José Pedro Moreira, bem como &#8220;O Iluminismo das Trevas &#8211; Compreender o Pensamento Neorreacionário&#8221;, de Arnaud Miranda, apresentado como o primeiro estudo mundial sobre as origens do neorreacionarismo.</P><br />
<P>Na chancela Penguin, Jennette McCurdy estreia-se na ficção com &#8220;Metade da Idade Dele&#8221;, e sairão livros de Liz Nugent, &#8220;A Verdade Sobre Ruby Cooper&#8221;, de Javier Castillo, &#8220;O Sussurro do Fogo&#8221;, e de Kerry Barrett, &#8220;O Livro das Últimas Cartas&#8221;.</P><br />
<P>A DQ.Noir reforça a coleção policial com &#8220;Sem Fronteiras&#8221;, novo caso do inspetor William Wisting, criado pelo norueguês Jørn Lier Horst.</P><br />
<P>A Guerra e Paz publica, entre outros, &#8220;Manifesto Para Um Capitalismo Humanista&#8221;, de Miguel Pina e Cunha, Milton de Sousa e Adolfo Mesquita Nunes, &#8220;Breve História da Gestapo&#8221;, de Sharon Vilches, e &#8220;História do Protestantismo&#8221;, de Jean Baubérot.</P><br />
<P>Da Quetzal, chega às livrarias &#8220;Terras de Fronteira&#8221;, do australiano Gerald Murnane, um eterno candidato ao Prémio Nobel da Literatura, que considerou ser este o seu último romance, publicado aos 80 anos. </P><br />
<P>A mesma chancela vai lançar este mês &#8220;Sono&#8221;, romance de estreia de Honor Jones, editora sénior da revista The Atlantic, e o romance &#8220;Portofino Blues&#8221;, de Valerio Aiolli.</P><br />
<P>A Antígona publica &#8220;Matamos Stella e outros contos&#8221;, de Marlen Haushofer, reunindo 12 narrativas, incluindo a novela homónima de 1958.</P><br />
<P>Na Tinta-da-China vão sair &#8220;Sobre a Ficção Policial, Fernando Pessoa&#8221;, com edição de Gianluca Miraglia e prefácio de Alberto Manguel, &#8220;O Pensamento Sociológico da Comunicação&#8221;, organizado por Bruno Carriço Reis e José Ricardo Carvalheiro, e &#8220;Jornalismo Parlamentar&#8221;, coordenado por Jaime Lourenço.</P><br />
<P>Entre as novidades de autores portugueses contam-se ainda &#8220;Turista Invisível&#8221;, de Ana Saragoça, na Casa das Letras, um relato autobiográfico de uma viagem de Interrail por Itália, realizada a solo após os 50 anos.</P><br />
<P>A Marcador vai publicar uma biografia não autorizada da cantora espanhola Rosalía, da autoria de Adrian Besley.</P><br />
<P>Também em julho será apresentado &#8220;Isto agora é em off &#8212; Entrevistas para a História da Cultura Portuguesa&#8221;, da jornalista Maria João Martins, reunindo entrevistas realizadas ao longo de mais de três décadas e episódios dos bastidores do jornalismo cultural.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785522]]></sapo:autor>
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		<title>Antes desta invenção, conduzir era olhar em frente e esperar pelo melhor&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 09:30:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[espelho retrovisor]]></category>
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					<description><![CDATA[A estrada era um espaço imprevisível. E uma das maiores dificuldades era precisamente essa: não saber o que acontecia atrás do carro até que fosse demasiado tarde]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é impossível imaginar um automóvel sem espelhos retrovisores. Estão ali, integrados no carro, quase invisíveis pela força do hábito. Mas, nos primeiros tempos do automóvel, ver o que se passava atrás era um problema real, perigoso e ainda sem resposta técnica definitiva.</p>
<p>Segundo o ‘ABC’, conduzir nos primórdios do automóvel era uma experiência muito mais incerta do que parece hoje. O condutor tinha de olhar para a estrada, controlar o veículo, desviar-se de buracos, antecipar peões e, ao mesmo tempo, tentar perceber se alguém se aproximava por trás.</p>
<p>A estrada era um espaço imprevisível. E uma das maiores dificuldades era precisamente essa: não saber o que acontecia atrás do carro até que fosse demasiado tarde.</p>
<p>Foi neste contexto que surgiu o espelho retrovisor. Não nasceu como luxo, adorno ou extravagância tecnológica, mas como resposta prática a uma necessidade muito concreta. Virar a cabeça para trás enquanto se conduzia era uma manobra desajeitada e perigosa, porque obrigava o condutor a desviar os olhos da estrada durante alguns segundos.</p>
<p>Com as carruagens puxadas por cavalos, a velocidade era menor e o ambiente em redor podia ser percecionado com mais calma. O automóvel mudou tudo. Introduziu um tipo de velocidade novo, mais exigente, que obrigava o condutor a concentrar-se quase exclusivamente no que estava à frente.</p>
<p>À medida que o trânsito aumentou, multiplicaram-se também as ultrapassagens, as mudanças de trajetória e a necessidade de antecipar movimentos de outros veículos. O carro precisava, de certa forma, de um segundo olhar.</p>
<p>O retrovisor tornou-se precisamente isso: uma extensão dos sentidos do condutor. Permitia observar a retaguarda sem abandonar visualmente a estrada principal, dando ao automóvel uma capacidade que até então lhe faltava.</p>
<p>A história tem também um lado improvisado. Antes de existirem modelos normalizados, alguns condutores começaram a usar pequenos espelhos domésticos dentro dos carros. Era uma adaptação simples, quase caseira, mas respondia a um problema que todos reconheciam.</p>
<p>Um dos episódios mais citados remonta a 1911, quando Ray Harroun instalou um espelho no seu carro durante a corrida de Indianápolis. O objetivo era claro: deixar de depender de um copiloto que lhe dissesse o que se passava atrás. Com esse gesto, mostrou que o problema tinha uma solução simples e eficaz.</p>
<p>A verdadeira revolução do espelho retrovisor está nessa simplicidade. Permitiu aos condutores ver para trás sem deixarem de olhar em frente. Hoje parece óbvio, mas na época alterou de forma profunda a condução.</p>
<p>De repente, era possível decidir com mais segurança se se devia ultrapassar, travar, manter a trajetória ou preparar uma manobra. O condutor ganhava informação e, com ela, mais controlo.</p>
<p>A mudança teve também uma dimensão psicológica. O carro deixou de ser uma máquina praticamente cega para tudo o que acontecia atrás. O condutor passou a sentir que dominava melhor o espaço em redor, tornando a condução mais previsível e menos dependente do instinto.</p>
<p>Como acontece com muitas invenções úteis, a evolução foi rápida. O que começou como adaptação improvisada acabou por se tornar equipamento comum nos automóveis. Primeiro consolidou-se o espelho retrovisor interior. Depois surgiram os espelhos laterais, que aumentaram a visibilidade sobre o entorno do veículo.</p>
<p>Com o tempo, os espelhos deixaram de ser simples superfícies refletoras. Passaram a ser desenhados para reduzir pontos cegos, resistir a vibrações e adaptar-se a diferentes posições de condução.</p>
<p>Mais tarde vieram os comandos elétricos, os sistemas antiencandeamento e, já nos modelos mais recentes, câmaras que cumprem a mesma função com tecnologia digital. A ideia de base, porém, continua a mesma: ajudar o condutor a ver o que não está diretamente no seu campo de visão.</p>
<p>O espelho retrovisor não tem a aura grandiosa de uma grande descoberta científica nem o impacto visual de uma máquina revolucionária. A sua história é mais discreta. Mas talvez seja precisamente isso que a torna interessante.</p>
<p>Nasceu de um problema quotidiano, usou um objeto comum e acabou por mudar a segurança e a lógica da condução. É uma daquelas invenções que raramente recebem atenção, mas sem as quais a vida moderna funcionaria muito pior.</p>
<p>No fundo, o sucesso do retrovisor mostra que a inovação nem sempre nasce de grandes laboratórios ou de tecnologias complexas. Às vezes começa com alguém a olhar para um problema simples e a perceber que a solução está, literalmente, num espelho.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783746]]></sapo:autor>
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		<title>Sem água, luz ou aquecimento: a cabana que custa quase um milhão esconde um detalhe inesperado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 09:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
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					<description><![CDATA[À primeira vista, parece o tipo de cabana onde se vai para fugir ao mundo — e também a quase todos os confortos modernos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>À primeira vista, parece o tipo de cabana onde se vai para fugir ao mundo — e também a quase todos os confortos modernos. Não tem água canalizada, eletricidade, aquecimento central, caldeira ou fossa séptica. Ainda assim, está à venda por 850 mil libras, cerca de 985 mil euros. O segredo do preço está no que a rodeia: cerca de 32 hectares de terreno privado no Lake District, em Inglaterra, e dois pequenos lagos dentro da propriedade.</p>
<p>A propriedade, chamada Lambhowe, fica perto de Winster e de Windermere, numa das zonas naturais mais conhecidas do Reino Unido. Segundo o anúncio publicado no Rightmove pela imobiliária AshdownJones, trata-se de uma “oportunidade rara” para comprar cerca de 80 acres de terreno privado, com floresta, pastagens, áreas de água e uma cabana de madeira junto à margem de um lago, realçou o site &#8216;Huff Post&#8217;.</p>
<p>A cabana tem cerca de 7,8 metros por 6,8 metros e foi construída há aproximadamente 60 anos. É simples, revestida a madeira, com telhado metálico ondulado, e inclui uma zona de abrigo, espaço de armazenamento e uma pequena área de apoio. Em linguagem menos imobiliária: é uma cabana rústica, sem serviços ligados, mas com vista direta para a natureza.</p>
<p>O anúncio não tenta vender a propriedade como uma casa pronta a habitar. A própria descrição deixa claro que não há serviços públicos atualmente ligados, nem sistema de aquecimento, nem fossa séptica. O apelo está noutro lado: privacidade, silêncio, água, floresta e a possibilidade de ter um refúgio quase isolado numa das paisagens mais procuradas de Inglaterra.</p>
<p>A escala ajuda a explicar o valor. Os 80 acres equivalem a cerca de 32 hectares, ou aproximadamente 45 campos de futebol oficiais de 7.140 metros quadrados. O texto original fala em 53 campos, mas essa equivalência depende da dimensão usada como referência. Seja qual for a medida, a ideia é simples: quem comprar Lambhowe não está a comprar apenas uma cabana; está a comprar uma paisagem inteira.</p>
<p>O terreno inclui dois “tarns”, pequenos lagos de montanha típicos do Lake District, que somam cerca de quatro acres de água. A imobiliária descreve a área como um cenário de árvores maduras, erva alta, fetos, afloramentos rochosos e água parada, com uma sensação de isolamento em relação ao mundo quotidiano.</p>
<p>A biodiversidade é outro dos argumentos de venda. A propriedade inclui floresta mista madura, com carvalhos, bétulas, aveleiras, amieiros, salgueiros, azevinhos e sorveiras, além de espécies plantadas como cedro-vermelho-ocidental, abeto-nobre, cicuta e sequoia-costeira. Os lagos são descritos como ricos em aves aquáticas e a zona envolvente terá presença de corços e veados-vermelhos.</p>
<p>Há também uma dimensão agrícola. Cerca de 20 acres, aproximadamente oito hectares, poderão ser devolvidos à produção agrícola com a introdução de gado, segundo o anúncio. A propriedade beneficia ainda de um plano de gestão florestal e de apoios ligados à conservação e gestão sustentável da terra.</p>
<p>O Daily Mail, citado pelo HuffPost espanhol, destacou precisamente a estranheza do anúncio: uma cabana minúscula e sem comodidades básicas, mas com preço próximo de um milhão de euros. Nas redes e nos comentários, as reações dividiram-se entre quem vê ali a casa de sonho e quem não percebe como alguém pode pagar tanto por um imóvel sem água, luz ou aquecimento.</p>
<p>A resposta está na própria lógica do mercado imobiliário rural britânico. Em Lambhowe, a cabana é quase o detalhe. O que está à venda é a privacidade, a escala do terreno, a localização no Lake District e a possibilidade de transformar aquele espaço num projeto de conservação, lazer, agricultura, rewilding ou simples retiro familiar.</p>
<p>A imobiliária resume o apelo numa frase: é uma propriedade para alguém “com imaginação”. E talvez seja mesmo essa a condição essencial. Para uns, será apenas uma cabana cara sem conforto. Para outros, será uma rara oportunidade de comprar silêncio, água, floresta e espaço suficiente para desaparecer do mapa — pelo menos ao fim de semana.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784879]]></sapo:autor>
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		<title>Foi picado na praia ou no campo? Saiba o que fazer — e os erros que deve evitar</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/foi-picado-na-praia-ou-no-campo-saiba-o-que-fazer-e-os-erros-que-deve-evitar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com DECO PROTeste]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 08:30:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Deco Proteste]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[praia]]></category>
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					<description><![CDATA[Com o calor, aumentam os dias de praia, os passeios ao ar livre e também o risco de encontros menos agradáveis com insetos e outros animais. DECO PROteste deixa conselhos sobre a melhor forma de lidar com a situação...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o calor, aumentam os dias de praia, os passeios ao ar livre e também o risco de encontros menos agradáveis com insetos e outros animais. Abelhas, vespas, alforrecas, caravelas-portuguesas, ouriços-do-mar, peixes-aranha, lacraus e serpentes estão entre as situações mais comuns nesta altura do ano. Na maioria dos casos, as picadas provocam dor, vermelhidão e inchaço local, mas em pessoas alérgicas ou perante determinadas espécies podem exigir assistência médica urgente.</p>
<p>Segundo a <a href="https://www.deco.proteste.pt/saude/doencas/dicas/picadas-peixe-aranha-alforrecas-insetos-como-tratar" target="_blank" rel="noopener">DECO PROteste</a>, quando um animal injeta veneno na pele é normal surgir uma reação localizada. Nas pessoas alérgicas, o inchaço pode ser mais intenso e durar vários dias. O sinal de alerta surge quando há reação generalizada, com vómitos, diarreia, dificuldade respiratória, crise de asma, descida da tensão arterial ou inchaço da face e dos membros. Nesses casos, a recomendação é procurar ajuda médica sem demora. Em caso de dúvida, pode também ser contactado o Centro de Informação Antivenenos, através do número 800 250 250.</p>
<p>A prevenção começa antes da picada. Evitar perfumes e cremes muito perfumados, não se aproximar de ninhos, não enxotar insetos com movimentos bruscos, ter cuidado com fruta e bebidas açucaradas ao ar livre, não caminhar descalço na relva e afastar-se de luzes intensas à noite são alguns cuidados simples. Quem sofre de alergia grave ao veneno de insetos deve falar com o médico sobre a eventual necessidade de transportar uma caneta de adrenalina, disponível apenas com receita médica.</p>
<p>No caso das abelhas, o ferrão deve ser retirado com cuidado, raspando com a unha ou com um cartão, sem apertar a zona e sem usar pinça, para evitar espalhar o veneno. Depois, a área deve ser lavada com água e sabão e arrefecida com uma compressa fria ou gelo envolto num pano. Já perante alforrecas, a zona deve ser lavada com água do mar ou soro fisiológico, nunca com água doce, álcool ou vinagre. Os filamentos devem ser retirados com pinça ou luva, sem tocar diretamente com os dedos, e deve procurar-se urgência se houver dificuldade respiratória, dor no peito ou se a área afetada for extensa ou sensível.</p>
<p>A caravela-portuguesa exige especial atenção, por ser considerada a espécie mais perigosa da costa portuguesa. Flutua à superfície e pode ter tentáculos com vários metros, capazes de provocar sensação de queimadura, bolhas, dor intensa, formigueiro e comichão. Em caso de contacto, a DECO PROteste recomenda lavar sem esfregar com água do mar, nunca com água doce, remover vestígios com pinça ou cartão e aplicar compressas quentes ou vinagre para aliviar a dor. Se houver dificuldade respiratória, sinais de choque ou dor persistente, a assistência médica deve ser imediata. Avistamentos de organismos gelatinosos podem ser comunicados ao programa GelAvista, do IPMA.</p>
<p>Na praia, há ainda outros riscos. Se pisar um ouriço-do-mar, os espinhos devem ser retirados, se possível, com uma pinça, e a zona deve ser lavada com água doce e desinfetada. Se os espinhos não saírem, uma gaze com água e vinagre pode ajudar a amolecê-los. Já a picada de peixe-aranha, frequente em algumas praias portuguesas, sobretudo no Algarve, provoca dor intensa e pode causar náuseas, vómitos, dores de cabeça ou diarreia. A zona afetada deve ser mergulhada em água tão quente quanto possível durante 30 a 90 minutos, para ajudar a destruir o veneno. Não se deve urinar sobre a picada nem aplicar sprays anestésicos.</p>
<p>Em terra, os lacraus, comuns em zonas quentes e secas, provocam dor intensa e vermelhidão. A recomendação passa por imobilizar o membro atingido, desinfetar o local e aplicar gelo envolto num pano. Já no caso de mordedura de serpente, sobretudo de víbora-cornuda ou víbora-de-Seoane, a situação pode ser grave, em especial em crianças, idosos e pessoas doentes. Depois de contactar os serviços de emergência, deve imobilizar-se o membro afetado, retirar anéis, pulseiras ou relógios, lavar cuidadosamente a ferida e aplicar gelo envolto num pano. Nunca se deve cortar a pele, sugar o veneno ou usar álcool ou éter, porque podem agravar a situação.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783918]]></sapo:autor>
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		<title>ENTREVISTA: Não temos o conhecimento de como treinar IA para garantir valores humanos &#8211; Malo Bourgon</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 08:15:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[*** Por Alexandra Luís, da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***</P><br />
<P></P><br />
<P>*** Por Alexandra Luís, da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Berkeley, California, EUA, 04 jul 2026 (Lusa) &#8211; O presidente executivo (CEO) do Machine Intelligence Research Institute (MIRI) adverte, em entrevista à Lusa, que não se tem o conhecimento para compreender como treinar a IA para garantir que tem os valores que apoiam o florescimento humano.</P><br />
<P>&#8220;Simplesmente não temos o conhecimento e a tecnologia para compreender como treinar os sistemas de IA [inteligência artificial] para garantir que têm os tipos de objetivos, valores ou motivações que apoiam o florescimento humano&#8221;, afirma Malo Bourgon, que falava à Lusa a partir de Berkeley, EUA, ao explicar a sua preocupação com o desenvolvimento acelerado da tecnologia.</P><br />
<P>Além disso, &#8220;nem sequer sabemos se sabemos com o que queremos que as IA se importem, como treiná-las com sucesso de uma forma que tenhamos a certeza de que estas coisas são realmente o que a IA aprendeu a valorizar&#8221;.</P><br />
<P>E, mesmo que se soubesse isso, &#8220;ainda temos grandes questões em aberto sobre quais seriam essas coisas, se, ao criar algo tão poderoso, isso acabaria bem para nós&#8221;.</P><br />
<P>Portanto, &#8220;há dois níveis de problema e não fizemos grandes progressos em nenhum deles. E é isso que eu gostaria que as pessoas imaginassem: imaginem, basicamente, alienígenas a aparecer e, se tiverem tecnologia muito avançada e não se importarem com o que nos importa, estaríamos à mercê da forma como quisessem transformar o planeta&#8221; e &#8220;não há muito que possamos fazer quanto a isso&#8221;, salienta.</P><br />
<P>Malo Bourgon sublinha que &#8220;ser inteligente é algo muito poderoso&#8221;, recordando que os humanos comparados com outras espécies do planeta são mais inteligentes.</P><br />
<P>Apesar dos humanos não serem mais, nem terem a intenção de prejudicar outras espécies, o certo é que ao longo da história da Humanidade provocaram a extinção &#8220;de mais de 10.000 espécies&#8221; devido aos objetivos e formas de remodelar o mundo para os seus fins, recorda.</P><br />
<P>Ora, &#8220;ser muito inteligente e muito eficiente na prossecução de objetivos permitirá aos sistemas de IA remodelar o mundo de formas poderosas ao perseguirem os seus objetivos. Além disso, a forma como treinamos estes sistemas atualmente &#8212; a tecnologia e os métodos que utilizamos &#8212; não nos permite compreender o que aprenderam ou que objetivos, valores ou impulsos surgiram deste processo de formação&#8221;, argumenta o CEO do instituto.</P><br />
<P>Quando os sistemas são testados e avaliados de várias formas, estes parecem &#8220;resistir&#8221; ao desligamento e à alteração dos objetivos e &#8220;ter instintos para adquirir mais recursos&#8221;.</P><br />
<P>Desde que &#8220;estejam no seu nível atual de capacidade, isto não é tão preocupante. Mas, se forem radicalmente mais inteligentes do que nós &#8212; e acredito que, se isto continuar, não estaremos a falar de sistemas de IA tão inteligentes como Albert Einstein é em relação a mim, mas sim de sistemas tão inteligentes como eu (ou tu) em relação a um chimpanzé, a um rato ou a uma formiga &#8212;, então, se tal entidade (ou várias delas) estiver a operar no mundo, será extremamente difícil controlar algo muito, muito mais inteligente do que tu&#8221;, explica.</P><br />
<P>E, a menos que essa entidade &#8220;se preocupe com coisas compatíveis com o florescimento humano&#8221;, as suas ações no mundo serão &#8220;radicalmente desestabilizadoras e provavelmente conduzirão a transformações no funcionamento do mundo que são incompatíveis com a nossa continuidade&#8221;, considera o CEO do MIRI, que existe há cerca de 26 anos. </P><br />
<P>&#8220;Diria que fomos uma das primeiras organizações a considerar realmente a ideia de que, a dada altura, a humanidade conseguiria criar sistemas de IA com capacidades gerais e inteligência &#8212; de forma semelhante à inteligência e às capacidades gerais dos seres humanos&#8221; e &#8220;durante a maior parte do nosso percurso, ajudámos a consolidar a área de segurança em IA&#8221; e o seu alinhamento.</P><br />
<P>&#8220;Ajudámos a cunhar este termo e a impulsionar esta área de estudo&#8221;, adianta, referindo que por volta de 2020/2021 começaram a perceber que o avanço da IA era muito acelerado, mas o progresso nesta área não acompanhava o ritmo.</P><br />
<P>Entretanto, quando o ChatGPT foi lançado &#8220;redirecionámos os nossos esforços para a comunicação e governação&#8221;. </P><br />
<P>Basicamente, &#8220;tentámos utilizar a experiência que acumulámos ao longo de mais de 20 anos a refletir sobre estes desafios e problemas para ajudar as pessoas a compreender o desafio que enfrentamos e os riscos &#8212; riscos que algumas das grandes mentes da área, nos anos 50 e 60 (quando o campo da IA estava apenas a começar), como Alan Turing e I.J. Good, já previam ao imaginar o que significaria atingir o objetivo de construir máquinas capazes de pensar&#8221;, conta.</P><br />
<P>A ideia de &#8220;autoaperfeiçoamento recursivo &#8212; com as IA a melhorarem-se a si próprias &#8212; parecia uma possibilidade real. Assim, mesmo antes de surgir a maior parte da ficção científica que as pessoas hoje citam ao sugerir que tudo isto não passa de ficção, os especialistas que refletiam sobre o que significaria obter sucesso na área da IA já consideravam estas questões como consequências naturais com as quais teríamos de lidar&#8221;, refere.</P><br />
<P>Por vezes, &#8220;a ficção científica é muito boa a compreender qual pode ser a trajetória das tecnologias futuras&#8221;, pelo que &#8220;nem toda a ficção científica permanece apenas ficção para sempre&#8221;, remata.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785519]]></sapo:autor>
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		<title>ENTREVISTA: Será difícil para Europa competir na fronteira da IA &#8211; Malo Bourdon</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 08:15:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[*** Por Alexandra Luís, da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***</P><br />
<P></P><br />
<P>*** Por Alexandra Luís, da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Berkeley, California, EUA, 04 jul 2026 (Lusa) &#8211; O presidente executivo (CEO) do Machine Intelligence Research Institute (MIRI) considera que será muito difícil para a Europa ou para qual outro país que não os EUA ou a China competir na fronteira da IA.</P><br />
<P>&#8220;Acredito, de facto, que será muito difícil para a Europa &#8211; ou para qualquer outro país que não os EUA ou a China &#8212; competir realmente na fronteira, simplesmente devido ao elevado custo e aos desafios envolvidos, bem como à rapidez com que a tecnologia [de IA] evolui&#8221;, diz Malo Bourgon, que falava à Lusa a partir de Berkeley, EUA.</P><br />
<P>Apesar de considerar que há espaço para que todas as diferentes potências mundiais comecem a dialogar sobre inteligência artificial (IA), obviamente que &#8220;os dois principais protagonistas no desenvolvimento desta tecnologia, atualmente, são os EUA e a China&#8221;, refere o CEO do instituto de investigação sem fins lucrativos, com sede em Berkeley.</P><br />
<P>&#8220;O mundo está dividido de várias formas e há muitos problemas de confiança entre os EUA e a China, para dizer o mínimo, mas as coisas também podem mudar muito rapidamente&#8221;, admite.</P><br />
<P>Aliás, com o lançamento do Mythos [Anthropic] &#8220;passámos de um cenário em que o governo norte-americano falava sobretudo em deixar a indústria da IA seguir o seu próprio curso &#8212; ao mesmo tempo que procurava, de certa forma, a supremacia na área &#8212; para uma situação em que, muito rapidamente&#8221; os EUA impuseram controlos de exportação ao modelo mais poderoso existente, chegando ao ponto de nem sequer permitir que os próprios americanos o utilizassem de forma eficaz, recorda.</P><br />
<P>Do lado da China, &#8220;é muito mais difícil chegar a um entendimento, mas estão a realizar várias ações de regulação interna, e as suas declarações públicas têm sido muito mais cautelosas quanto a questões como a AGI [General Artificial Intelligence ou inteligência artificial Geral] e a superinteligência, bem como o que isso poderá significar&#8221;, prossegue.</P><br />
<P>No âmbito da viagem de Trump à China foi manifestado o desejo de haver diálogo com os chineses sobre as salvaguardas para a IA, portanto, &#8220;são todos sinais iniciais&#8221;, mas &#8220;não são soluções para o problema&#8221;. </P><br />
<P>Malo Bourgon salienta que nos últimos seis meses a conversa sobre IA mudou à medida que as capacidades da tecnologia despertaram para quão poderosos os modelos podem ser.</P><br />
<P>Por isso, não será fácil, &#8220;mas parece-me possível&#8221; que os governos comecem a debater o desenvolvimento da IA.</P><br />
<P>Malo Bourgon admite que é &#8220;muito difícil para muitos países e empresas competirem&#8221;, dadas as exigências de talento e elevado investimento em infraestruturas necessárias para construir sistemas de IA de ponta.</P><br />
<P>Por isso, &#8220;acredito que &#8212; à exceção das principais empresas dos EUA (como a Google, a Anthropic e a OpenAI), que lideram o avanço tecnológico nesta área, e de algumas empresas chinesas que as seguem de perto &#8212; será extremamente difícil para a maioria dos outros atores do setor competir com estas empresas, a não ser que invistam montantes muito mais elevados e atraiam os melhores talentos a uma escala muito superior&#8221;, salienta, o que retira a Europa da equação.</P><br />
<P>Malo Bourgon diz acreditar que &#8220;o papel mais poderoso&#8221; que a Europa pode desempenhar é o de &#8220;expressar, no panorama internacional, as suas preocupações quanto ao percurso desta tecnologia e ao rumo que está a tomar&#8221;. </P><br />
<P>Sobre a IA, o responsável diz que se trata de &#8220;uma espécie de metatecnologia&#8221;.</P><br />
<P>Ou seja, &#8220;não só se desenvolve mais rapidamente e tem o potencial de ser mais disruptiva do que qualquer tecnologia do passado, como é uma tecnologia que nos ajudará &#8212; à medida que se torna mais dotada de capacidade de agir por conta própria &#8212; a inventar tecnologias novas e ainda mais poderosas&#8221;, aponta.</P><br />
<P>&#8220;Mesmo deixando de lado o risco que me preocupa &#8212; o da perda de controlo e extinção da humanidade &#8212; e mesmo desconsiderando os riscos de segurança nacional associados à dupla utilização de modelos com capacidades cada vez mais poderosas, são estes os objetivos destas empresas&#8221;: construir sistemas de IA capazes de realizar, essencialmente, &#8220;aquele tipo de atividade cognitiva que nós realizamos&#8221;, semelhante à dos seres humanos.</P><br />
<P>Em certo sentido, &#8220;trata-se de automatizar o processo de automação. E acredito que faz sentido pensar nas futuras versões desta tecnologia cada vez mais como uma outra espécie inteligente que estamos a introduzir no planeta, em vez de apenas ferramentas que os humanos utilizam no decorrer do seu trabalho ou das atividades que realizam&#8221;, defende.</P><br />
<P>As empresas de IA &#8220;estão a falar sobre como acreditam que há 60% de hipóteses de, até ao final de 2028, automatizarem o próprio processo de investigação e desenvolvimento&#8221; da tecnologia, passando os sistemas de IA a construir os seus sucessores, &#8220;que serão mais poderosos e mais inteligentes, mais capazes de criar a próxima geração&#8221;.</P><br />
<P>Por isso, &#8220;espero que esta seja a tecnologia mais poderosa e disruptiva que os humanos já desenvolveram em toda a sua história&#8221;, conclui Malo Bourgon.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785518]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>ENTREVISTA: Abrandar IA é possível com intervenção dos governos &#8211; MaloBourgon</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 08:15:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[*** Por Alexandra Luís, da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Por Alexandra Luís, da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Berkeley, California, EUA, 04 jul 2026 (Lusa) &#8211; O presidente executivo (CEO) do Machine Intelligence Research Institute (MIRI) afirma, em entrevista à Lusa, que pode fazer sentido fazer uma pausa em breve no desenvolvimento da IA e que isso só é possível com intervenção dos governos.</P><br />
<P>Questionado se faz sentido uma pausa no desenvolvimento da inteligência artificial (IA), como muitos têm defendido, nomeadamente a tecnológica norte-americana Anthropic, Malo Bourgon considera que &#8220;pode fazer sentido fazer isso em breve&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Penso que estamos num cenário em que estas empresas líderes em IA estão a desenvolver uma tecnologia &#8212; cujo funcionamento elas próprias admitem não compreender totalmente &#8212; e faz mais sentido dizer que estes sistemas de IA são, de certa forma, cultivados, em vez de construídos, programados ou elaborados&#8221;, refere o CEO da MIRI, que falava à Lusa a partir de Berkeley, EUA.</P><br />
<P>O CEO do instituto de investigação sem fins lucrativos focado em garantir que a futura superinteligência artificial seja benéfica para a humanidade aponta que se compreende o processo de treino da IA.</P><br />
<P>&#8220;Mas não compreendemos realmente o que resulta desse processo, como funciona, que aspetos são relevantes para o sistema ou que valores e impulsos possui, isto leva a sistemas de IA que apresentam uma série de comportamentos, de certa forma, não intencionais e preocupantes&#8221;, sublinha.</P><br />
<P>A questão agora é que, neste momento, &#8220;os modelos não são tão potentes, mas estão a tornar-se cada vez mais poderosos a cada nova versão e as próprias empresas de IA falam sobre como gostariam de poder avançar mais devagar, considerando algum tipo de pausa sob diferentes perspetivas&#8221;.</P><br />
<P>Por exemplo, Demis Hassabis, cofundador e CEO da Google DeepMind, admitiu em Davos que uma pausa poderia ser algo positivo para a segurança e para uma maior coordenação neste âmbito.</P><br />
<P>&#8220;Acredito que estamos num cenário em que os incentivos levam cada empresa individual a não ver vantagem em fazer uma pausa por conta própria, no entanto, existe, de facto, uma preocupação crescente &#8212; tanto em relação às capacidades da IA como aos rumos da tecnologia e à velocidade do progresso&#8221;, prossegue, alertando que &#8220;a situação pode tornar-se assustadora muito rapidamente, chegando potencialmente a um ponto em que os sistemas de IA são tão inteligentes e capazes que corramos o risco de perder o controlo sobre eles, o que pode levar à extinção da humanidade&#8221;.</P><br />
<P>Na sua opinião, este é um &#8220;tipo de problema clássico de coordenação em que entidades como os governos precisam de intervir para ajudar, pois as empresas não o conseguem fazer sozinhas&#8221;.</P><br />
<P>Portanto, &#8220;saber se precisamos de fazer uma pausa agora é uma questão difícil, mas é muito complicado prever em que momento precisaremos realmente disso&#8221;, isto é, &#8220;quando o progresso se tornar perigoso, quando a corrida por sistemas de superinteligência mais poderosos acabar por se transformar numa corrida para ser o primeiro a perder o controlo&#8221;, aponta Malo Bourgon.</P><br />
<P>&#8220;Acredito que quanto mais cedo iniciarmos esta discussão e começarmos a considerar propostas sérias, melhor, porque não creio que haja um momento óbvio em que saberemos, com certeza, que chegámos a um ponto de não retorno e que precisamos de parar ali&#8221;, adverte.</P><br />
<P>O CEO do MIRI considera que é possível fazer uma pausa no desenvolvimento da IA, mas admite que será difícil sob vários aspetos. </P><br />
<P>Contudo, &#8220;existem muitas analogias possíveis com as armas nucleares e a sua proliferação&#8221;, diz.</P><br />
<P>&#8220;Penso que uma comparação realmente útil reside no facto de que, para treinar estes poderosos sistemas de IA, é necessário um centro de dados que consome tanta energia como uma pequena cidade &#8212; ou, por vezes, até um pequeno país &#8212; a operar durante muitos e muitos meses&#8221; e, &#8220;além disso, os chips utilizados nestes &#8216;data centers&#8217; [centros de dados] de IA são produzidos por apenas três empresas&#8221;.</P><br />
<P>Além disso, &#8220;são fabricados, essencialmente, por uma única companhia em Taiwan: a TSMC. Quanto às máquinas necessárias para fabricar estes chips, são produzidas por uma única empresa nos Países Baixos. Portanto, há um sentido claro em que a formação destes sistemas extremamente poderosos exige uma enorme quantidade de recursos&#8221;.</P><br />
<P>Ora, estes recursos são muito evidentes pelo que, &#8220;se houvesse vontade política, poderíamos unir-nos e impor restrições sobre quem pode realizar formação de determinada escala&#8221;, o que &#8220;teria um impacto significativo ao abrandar o avanço da fronteira do desenvolvimento da IA e travar a criação de modelos cada vez mais capazes&#8221;, considera.</P><br />
<P>Tudo isto &#8220;exige um elevado nível de coordenação internacional &#8212; não quero fingir que não seria um desafio enorme &#8212;, mas, num certo sentido, se houvesse vontade política, poderia ser até mais fácil do que algumas das medidas que adoptámos em relação às armas nucleares, afinal, o urânio é apenas uma rocha que se encontra no solo&#8221;, que depois é preciso centrifugar.</P><br />
<P>Mas &#8220;é certamente muito mais simples do que fabricar as máquinas que produzem estes chips&#8221;, pelo que &#8220;existe um ponto crítico em que, se os governos quisessem realmente intervir, seria possível fazê-lo e começar a regular a tecnologia de facto&#8221;, remata.</P><br />
<P>Eliezer Yudkowsky, cofundador do MIRI, é autor do livro &#8220;If Anyone Builds It, Everyone Dies: Why Superhuman AI Would Kill Us All&#8221;, em parceria com Nate Soares, onde abordam as potenciais ameaças à humanidade representadas pela superinteligência artificial.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785516]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>O seu filho não foi colocado na escola que queria? Saiba o que fazer e como reclamar</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/o-seu-filho-nao-foi-colocado-na-escola-que-queria-saiba-o-que-fazer-e-como-reclamar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com DECO PROTeste]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 08:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Deco Proteste]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo a DECO PROteste, as listas de colocação nos vários graus de ensino devem ser disponibilizadas todos os anos no próprio agrupamento escolar]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A colocação de um aluno numa escola pública depende da existência de vaga e da ordem de preferências indicada no momento da matrícula. Quando o aluno não é colocado numa das escolas pretendidas, o encarregado de educação pode tentar resolver a situação junto da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares.</p>
<p>Segundo a DECO PROteste, as listas de colocação nos vários graus de ensino devem ser disponibilizadas todos os anos no próprio agrupamento escolar. A colocação é feita tendo em conta as escolas indicadas na matrícula, por ordem de preferência, até ao limite de cinco opções.</p>
<p>Se não existir vaga em nenhuma das escolas assinaladas, por exemplo por estarem sobrelotadas, cabe à Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, a DGEstE, encontrar uma vaga para o aluno. Essa colocação pode, no entanto, não corresponder a uma das cinco escolas indicadas pela família.</p>
<p>A organização lembra que não é possível deixar um aluno abrangido pela escolaridade obrigatória sem vaga. Ainda assim, quanto mais preferências forem indicadas na matrícula, maiores são as hipóteses de colocação numa das escolas pretendidas. Quando o encarregado de educação não preenche as cinco opções e o aluno não é colocado, o processo segue também para colocação administrativa pela DGEstE.</p>
<p>Nos casos em que o encarregado de educação discorda da escola atribuída, pode apresentar reclamação junto da DGEstE, expondo os motivos da discordância. A queixa pode ser feita presencialmente, por correio para a Praça de Alvalade, n.º 12, 1749-070 Lisboa, ou por e-mail para atendimento@dgeste.mec.pt.</p>
<p>A DECO PROteste sublinha que não existe um prazo legal específico para reclamar, mas recomenda que o encarregado de educação o faça o mais cedo possível, para que uma eventual decisão ainda possa produzir efeitos antes do início do ano letivo.</p>
<p>Quando o portal indica que o processo está “a aguardar colocação”, isso significa que o aluno não foi colocado em qualquer uma das escolas escolhidas após a aplicação dos critérios de prioridade. Nestas situações, a decisão passa para os serviços competentes da DGEstE. Ainda assim, se a situação se prolongar, os encarregados de educação podem reclamar.</p>
<p>A situação exige atenção redobrada quando estão em causa alunos com necessidades educativas especiais. Estes estudantes têm direito à adaptação do ensino. Se forem colocados numa escola sem os recursos adequados para o acompanhamento necessário, o encarregado de educação deve apresentar reclamação, explicando o fundamento e juntando documentação que comprove a situação.</p>
<p>Os critérios de seriação variam consoante o nível de ensino. No pré-escolar, a idade é o primeiro fator. Entram primeiro as crianças que completem cinco e quatro anos até 31 de dezembro, seguindo-se as que completem três anos até 15 de setembro e, por fim, as que façam três anos entre 16 de setembro e 31 de dezembro.</p>
<p>Em caso de empate, têm prioridade as crianças com necessidades educativas especiais de caráter permanente, os filhos de mães e pais estudantes menores e as crianças com irmãos, ou outras crianças e jovens do mesmo agregado familiar, que frequentem o mesmo estabelecimento de ensino.</p>
<p>Depois do critério da idade, são considerados os beneficiários de ação social escolar cujos encarregados de educação residam na área da escola e, de seguida, os beneficiários desse apoio cujos encarregados de educação trabalhem na mesma área. Só depois surgem as crianças cujos encarregados de educação residam na área da escola, as crianças mais velhas e aquelas cujos encarregados de educação aí exerçam atividade profissional.</p>
<p>No ensino básico, as regras são semelhantes, mas não iguais. Mantém-se a prioridade para crianças com necessidades educativas especiais, mas a menoridade dos pais deixa de ser critério. Têm também prioridade os alunos que no ano anterior frequentaram o pré-escolar ou o ensino básico no mesmo agrupamento e aqueles que tenham irmãos na mesma escola.</p>
<p>No secundário, os alunos que tenham frequentado no ano anterior um estabelecimento do mesmo agrupamento têm prioridade logo depois dos alunos com necessidades educativas específicas. Seguem-se os alunos com irmãos ou outros jovens do mesmo agregado familiar no agrupamento pretendido, os beneficiários de ação social escolar e os alunos cuja residência ou local de trabalho do encarregado de educação se situe na área de influência da escola.</p>
<p>Para comprovar alguns destes requisitos, pode ser necessário apresentar dados fiscais atualizados do encarregado de educação e do aluno, validados pela Autoridade Tributária.</p>
<p>A morada do local de trabalho do encarregado de educação pode ser relevante na seriação, embora não seja o primeiro critério. O encarregado de educação deve comprovar a morada de residência, caso não tenha registado os dados através do cartão de cidadão ou da chave móvel digital, e também a morada do local de trabalho.</p>
<p>Esta prioridade só se aplica quando o aluno resida efetivamente com o encarregado de educação. Essa situação deve ser demonstrada através dos dados mais recentes da composição do agregado familiar, validados pela Autoridade Tributária, no ato de matrícula e sempre que exista mudança de ciclo ou transferência de estabelecimento.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783255]]></sapo:autor>
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		<title>Calor: Aviso vermelho alargado hoje a 13 distritos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 07:58:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou hoje de 12 para 13 o número de distritos de Portugal continental que estão sob aviso vermelho devido ao calor, situação que se mantém até domingo na maioria destes territórios.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou hoje de 12 para 13 o número de distritos de Portugal continental que estão sob aviso vermelho devido ao calor, situação que se mantém até domingo na maioria destes territórios.</P><br />
<P>Segundo o IPMA, o aviso vermelho, o mais grave numa escala de três, está hoje ativo nos distritos Portalegre, Évora, Beja, Santarém, Lisboa, Viana do Castelo, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro, Leiria, Setúbal e Castelo Branco.</P><br />
<P>Na maioria dos casos, este nível permanece ativo até às 23:00 de domingo, mas em Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria termina hoje às 23:00, passando então a laranja, o segundo nível mais grave.</P><br />
<P>O aviso vermelho surge numa altura em que Portugal continental atravessa num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius (ºC) e mínimas entre os 24ºC e os 28ºC.</P><br />
<P>O Governo declarou na quinta-feira situação de alerta em Portugal devido às altas temperaturas esperadas até segunda-feira, tendo emitido despachos de exceção para proibir a utilização de maquinaria em atividades agrícolas.</P><br />
<P>Os distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Faro e Vila Real encontram-se sob aviso laranja.</P><br />
<P>Na Madeira, também devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima, o IPMA mantém para hoje o aviso laranja nas regiões montanhosas, prolongando-o até às 06:00 de terça-feira, enquanto o resto da ilha da Madeira e o Porto Santo se encontram já sob aviso amarelo, que se estende igualmente até às 06:00 de terça-feira.</P><br />
<P>Para hoje o IPMA prevê para o continente tempo quente com céu pouco nublado ou limpo, sendo o vento mais intenso nas terras altas. </P><br />
<P>A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) elevou também na quarta-feira o estado de prontidão especial para o nível III (intermédio/alto), tendo em conta o previsível &#8220;agravamento muito significativo&#8221; do perigo de incêndios rurais nos dias seguintes.</P><br />
<P>Nesse dia, o dispositivo de combate a incêndios rurais foi reforçado para entrar na sua capacidade máxima.</P><br />
<P>Na quarta-feira, a Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou recomendações aos municípios para protegerem as populações das temperaturas elevadas e ondas de calor, alegando o &#8220;papel de proximidade essencial&#8221; que desempenham na preparação e resposta a esses fenómenos.</P><br />
<P>Segundo a DGS, as autarquias devem garantir, em parceria com várias entidades, a sinalização de pessoas mais vulneráveis, mantendo atualizada essa listagem, assim como realizar contactos preventivos e promover, sempre que possível, visitas domiciliárias.</P><br />
<P>Já ao nível das medidas comunitárias, a direção-geral aconselha que sejam abertos locais de abrigo temporário (zonas de arrefecimento) e disponibilizada água potável, garantindo o bom funcionamento dos bebedouros públicos, assim como recomenda o prolongamento dos horários de bibliotecas, piscinas e equipamentos climatizados de proximidade.</P><br />
<P>Para os espaços públicos, é sugerido que sejam reforçadas as zonas de sombra, instaladas estruturas temporárias de sombreamento e arrefecimento, e adaptados os horários dos trabalhos municipais realizados no exterior.</P><br />
<P>Na sexta-feira, o primero-ministro anunciou que Portugal vai ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos devido aos incêndios, garantindo que a capacidade nacional não está esgotada.</P><br />
<P>&#8220;Temos todo o território sob risco muito elevado e entendemos que seria mais adequado termos disponibilidade e um reforço vindo dos nossos aliados, nesta luta contra o fogo&#8221;, disse Luís Montenegro em conferência de imprensa, no final da reunião do Conselho de Ministros, em Guimarães. </P><br />
<P></P><br />
<P>JNM/RCP (MCA)// JNM</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785515]]></sapo:autor>
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		<title>Mais de 300 euros por ano separam a luz mais cara da mais barata à entrada do verão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com ComparaJá.pt]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 07:30:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[ComparaJá]]></category>
		<category><![CDATA[eletricidade]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Com a chegada do calor e o aumento previsível do consumo para algumas casas e estabelecimentos, a fatura da eletricidade volta ao centro das contas das famílias. A diferença entre tarifas mantém-se demasiado grande para ser ignorada]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A entrada no verão traz mais horas de ar condicionado e ventoinhas e, com elas, faturas de eletricidade mais pesadas. É também a altura em que a escolha da tarifa pesa mais no orçamento. De acordo com a <a href="https://www.comparaja.pt/energia/analise-de-mercado" target="_blank" rel="noopener">análise de mercado</a> de energia do ComparaJá, a diferença entre a oferta mais cara e a mais barata do mercado pode ultrapassar os 300 euros por ano para uma família típica, sem qualquer alteração nos hábitos de consumo.</p>
<p>Os números do mês ajudam a dimensionar o que está em jogo. Para uma família com um consumo de 400 kWh por mês, a proposta mais económica do mercado situa-se perto dos 72 euros mensais, contra mais de 97 euros na opção mais cara, uma diferença próxima de 25 euros por mês. Ao fim de um ano, são mais de 300 euros que ficam no bolso de quem comparou, exatamente a mesma eletricidade a um preço diferente.</p>
<p>O comportamento dos consumidores confirma onde está o foco. Segundo os dados do ComparaJá, a eletricidade representou 68,65% das mudanças de contrato no último mês analisado, à frente dos contratos que juntam eletricidade e gás. Quanto ao tipo de tarifa, a <a href="https://www.comparaja.pt/energia/energia-simples" target="_blank" rel="noopener">tarifa simples</a>, com um preço único ao longo do dia, concentrou mais de 93% das adesões, sinal de que, para a maioria das casas, ajustar o consumo a horários específicos não compensa.</p>
<p>Segundo André Nunes, Team Leader de Energia do ComparaJá, o verão é, ao contrário do que se pensa, uma boa altura para rever a tarifa. «Os nossos dados mostram diferenças de mais de 25 euros por mês entre a tarifa mais cara e a mais barata para uma família típica, uma poupança que se traduz em mais de 300 euros ao ano sem mexer um dedo no consumo. Antes de ligar o ar condicionado, vale a pena comparar», observa o responsável.</p>
<p>A poupança não exige obras nem mudança de hábitos, apenas a comparação das ofertas disponíveis e, se compensar, a troca de comercializadora, um processo gratuito e sem corte de fornecimento. Num verão em que o termómetro e o contador sobem em conjunto, é das decisões mais rentáveis ao alcance das famílias.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784363]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Calor: CP cancela seis comboios Intercidades hoje e no domingo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/calor-cp-cancela-seis-comboios-intercidades-hoje-e-no-domingo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 07:28:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A CP - Comboios de Portugal cancelou este fim de semana seis ligações Intercidades, no âmbito das medidas extraordinárias adotadas devido à persistência da vaga de calor que afeta o país e ao alerta vermelho em vigor até domingo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A CP &#8211; Comboios de Portugal cancelou este fim de semana seis ligações Intercidades, no âmbito das medidas extraordinárias adotadas devido à persistência da vaga de calor que afeta o país e ao alerta vermelho em vigor até domingo.</P><br />
<P>Em causa estão os comboios IC 513, que faz o percurso entre Lisboa Santa Apolónia e Guarda, o IC 512, que liga Guarda a Lisboa Santa Apolónia, o IC 523, que faz ligação entre Lisboa Santa Apolónia e Porto Campanhã, o IC 524, entre Porto Campanhã e Lisboa Santa Apolónia), IC 572, que parte de Lisboa Oriente com direção a Faro) e o IC 672, que faz a viagem inversa, entre Faro e Lisboa Oriente, indicou hoje a transportadora em comunicado.</P><br />
<P>Segundo a empresa, esta decisão foi tomada numa altura em que se mantém a previsão de temperaturas excecionalmente elevadas em grande parte do território continental, com vista a &#8220;mitigar os impactos da vaga de calor junto dos passageiros&#8221;. </P><br />
<P>Durante este fim de semana, a CP vai manter o acompanhamento técnico das circulações consideradas mais críticas e a monitorização dos equipamentos de climatização.</P><br />
<P>Além disso, vai gerir a ocupação de alguns comboios de longo curso através do bloqueio da venda de lugares nas circulações e horários de maior calor e reforçar a informação prestada aos clientes, acrescenta a operadora.</P><br />
<P>Os mesmos comboios serão suprimidos no domingo, sendo que o IC 516 (Guarda/Lisboa Santa Apolónia) tem um regime de paragens diferente em relação ao sábado.</P><br />
<P>A CP informa ainda que os passageiros afetados pelos cancelamentos podem solicitar a troca ou o reembolso dos bilhetes, sem quaisquer custos adicionais.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785491]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Sindicatos da Função Pública atentos à inflação admitem exigir aumentos acima do previsto</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/sindicatos-da-funcao-publica-atentos-a-inflacao-admitem-exigir-aumentos-acima-do-previsto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 07:28:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os sindicatos da Função Pública admitem reivindicar aumentos salariais acima do previsto no acordo plurianual para o próximo ano para fazer face às perspetivas de aceleração da taxa de inflação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os sindicatos da Função Pública admitem reivindicar aumentos salariais acima do previsto no acordo plurianual para o próximo ano para fazer face às perspetivas de aceleração da taxa de inflação. </P><br />
<P>O conflito no Médio Oriente subiu os preços e as previsões para a taxa de inflação foram sendo revistas em alta, tanto para este ano como o próximo: as instituições nacionais e internacionais já preveem que a Índice de Preços no Consumidor se situe num intervalo de 2,5% a 3,4% em 2026 e de 2,3% a 2,5% em 2027.</P><br />
<P>As federações sindicais da Administração Pública ouvidas pelas Lusa salientam que o atual acordo prevê uma cláusula que caso se verifique &#8220;uma alteração substancial&#8221; face à definição dos aumentos previstos, nomeadamente em matéria de remunerações ou do subsídio de refeição, os valores previstos possam ser reavaliados durante o habitual processo de negociação coletiva anual, que costuma decorrer a partir de setembro ou outubro.</P><br />
<P>À Lusa, o secretário-geral da Federação dos Sindicatos da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Fesap) afirma que a confirmar-se &#8220;um agravamento da inflação é provável&#8221; que a federação reivindique aumentos salariais acima do previsto, tendo em vista &#8220;corrigir desvios que se possam vir a verificar&#8221;. </P><br />
<P>José Abraão recorda que o atual é &#8220;um acordo de mínimos&#8221; e que uma eventual atualização não é inédita, mas sublinha que valores concretos só serão apresentados quando derem a conhecer o caderno de política reivindicativa. </P><br />
<P>&#8220;Face ao contexto e às previsões que temos, há aqui um desvio. Os trabalhadores estão claramente em perda em relação àquilo que se verificou já para este ano em termos de aumentos salariais e, por isso, não deixaremos de apresentar ao Governo a correção destes desvios&#8221;, acrescenta, lembrando que para 2026 houve aumentos de 56,58 euros para vencimentos brutos mensais de até 2.734,36 euros e de 2,15% para remunerações superiores e para o ano estão previstos aumentos de 2,3%, com um mínimo de 60,52 euros. </P><br />
<P>Também a presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), que tal como a Fesap é afeta à UGT e assinou o acordo, admite reivindicar aumentos acima do previsto &#8220;para que cubra a inflação&#8221; e recorda que já para este ano reivindicaram aumentos salariais de 6,4% para todos os funcionários públicos, de modo a evitar um &#8220;achatamento dos salários&#8221;.  </P><br />
<P>Apesar de sublinhar que os valores concretos serão conhecidos quando o caderno reivindicativo for apresentado, Rosa Sousa abre a porta a uma revisão dos valores estipulados para os anos seguintes: &#8220;Se nos derem mais este ano, o outro valor fica automaticamente a ter que ser revisto&#8221;, aponta. </P><br />
<P>Já o coordenador da Frente Comum, que não assinou o acordo plurianual, insiste que os valores previstos já eram &#8220;insuficientes para repor o poder de compra&#8221;, tendo em conta que em 2025 a inflação foi de 2,3%, e que o atual contexto geopolítico &#8220;veio agudizar o problema&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Isto só coloca ainda mais urgência no aumento intercalar de salários que exigimos&#8221;, vinca Sebastião Santana, recordando que tinham entregado em 14 de janeiro um pedido de reunião com o Ministério das Finanças sobre essa matéria, mas &#8220;até agora não&#8221; tiveram resposta. </P><br />
<P>O acordo dita ainda o aumento do subsídio de refeição para 6,15 euros, estando previstas subidas de 15 cêntimos por ano até 2029.</P><br />
<P>&#8220;Se continuarmos a assistir ao aumento daquilo que é a alimentação, a restauração, certamente que haveremos de procurar abordar a questão do aumento do subsídio de refeição&#8221;, afiançou o secretário-geral da Fesap, referindo que &#8220;no mínimo&#8221; deverão reivindicar o valor que já propunham no ano passado, isto é, que subisse para 10 euros.</P><br />
<P>&#8220;Aqueles 15 cêntimos são absolutamente ridículos, já eram quando foram aplicados, agora ainda mais&#8221;, afirma ainda Sebastião Santana.  </P><br />
<P>A Lusa contactou o Ministério das Finanças para saber se o Governo estaria disponível para rever em alta os aumentos previstos, bem como o subsídio de refeição e aguarda resposta.  </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785490]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Aeroportos recebem este sábado 340 agentes da PSP para reduzir filas nas fronteiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 07:15:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[aeroportos de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[PSP]]></category>
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					<description><![CDATA[Anúncio foi feito pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, que explicou que os elementos da PSP destacados para os aeroportos receberam formação específica para atuar nas fronteiras]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os aeroportos nacionais recebem este sábado um reforço de 340 agentes da Polícia de Segurança Pública, numa medida destinada a agilizar os procedimentos de controlo fronteiriço numa altura de maior pressão turística e de aumento do movimento de passageiros.</p>
<p>O anúncio foi feito pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, que explicou que os elementos da PSP destacados para os aeroportos receberam formação específica para atuar nas fronteiras. O maior reforço será concentrado nos aeroportos de Lisboa e do Porto, os dois principais pontos de entrada aérea no país.</p>
<p>“Colocaremos mais 340 pessoas, elementos da PSP que estão agora a ter formação específica nas fronteiras. Para Lisboa seguirão 140, 100 para o Porto, depois para Faro, Funchal e Ponta Delgada”, afirmou Luís Neves, em declarações aos jornalistas.</p>
<p>A medida surge depois de constrangimentos registados nas últimas semanas nos controlos fronteiriços de alguns aeroportos portugueses, com especial incidência em Lisboa. O Governo tem associado parte dessas dificuldades à implementação do Sistema de Entrada/Saída da União Europeia, que regista dados biométricos de nacionais de países terceiros e informação sobre entradas e saídas do espaço Schengen em estadias de curta duração.</p>
<p>A Comissão Europeia, porém, afastou essa ligação direta. Em resposta à agência Lusa, uma fonte oficial do executivo comunitário garantiu que os tempos de espera mais longos em Portugal “não estão relacionados com quaisquer problemas no funcionamento do Sistema de Entrada/Saída”, acrescentando que Bruxelas continua em contacto com as autoridades portuguesas e disponível para prestar apoio.</p>
<p>Luís Neves afirmou que a operação nos aeroportos tem registado melhorias nos últimos dias e apontou como exemplo um sábado recente, que descreveu como um dos dias do ano com maior movimento de passageiros nos aeroportos portugueses e que, na sua avaliação, correu “muito bem”.</p>
<p>O ministro recordou ainda que a PSP já tinha colocado esta semana cerca de 50 elementos adicionais no aeroporto de Lisboa, reforço que, segundo o Governo, “já está a fazer a diferença”. Além dos meios humanos, o Executivo diz estar a criar novos espaços de acolhimento, a instalar mais equipamentos tecnológicos e a aumentar o número de “boxes” para controlo documental.</p>
<p>“Há questões digitais que têm de ser resolvidas”, reconheceu Luís Neves, admitindo que essas dificuldades podem afetar a celeridade das operações. O ministro defendeu, contudo, que o objetivo é equilibrar dois aspetos: garantir a segurança, sabendo quem entra e quem sai do país, e assegurar maior desembaraço nos aeroportos, especialmente num período em que o turismo tem peso acrescido.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785388]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Brasil entra no período de defeso eleitoral e Lula terá de restringir agenda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 07:10:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Brasil entra hoje no período chamado defeso eleitoral e, segundo a legislação brasileira, a Administração Pública, assim como os chefes dos executivos, devem cumprir algumas regras, entre elas a proibição de inaugurar obras.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Brasil entra hoje no período chamado defeso eleitoral e, segundo a legislação brasileira, a Administração Pública, assim como os chefes dos executivos, devem cumprir algumas regras, entre elas a proibição de inaugurar obras.</P><br />
<P>Entre outras ações, até ao fim das eleições (em outubro), ficam vedadas ainda à Administração Pública fazer publicidade institucional, bem como a divulgação de prestação de serviços públicos e a contratação de artistas pagos com recursos públicos.</P><br />
<P>Especialistas ouvidos pela Lusa avaliam que essas restrições têm por objetivo promover equilíbrio e igualdade na disputa, para evitar que a máquina pública e agentes públicos sejam usados para promover ou favorecer um dos candidatos.</P><br />
<P>No dia 04 de outubro, os eleitores brasileiros vão às urnas escolher representantes para os cargos de Presidente, governador, dois senadores, um deputado federal e um deputado estadual.</P><br />
<P>&#8220;O defeso eleitoral no Brasil funciona como uma linha de impedimento no futebol: o objetivo não é parar o jogo, mas garantir que ninguém jogue com vantagem utilizando a força do Estado&#8221;, avalia a advogada e cientista política Gabriela Rollemberg.</P><br />
<P>O incumprimento dessas regras, segundo avalia, é tratado com extrema severidade pela Legislação Eleitoral brasileira, podendo acarretar multas, a cassação do registo ou do diploma do candidato e até processos por improbidade administrativa.</P><br />
<P>&#8220;A obra pública pode ser entregue, mas o candidato não pode ser a estrela da festa. O corte da fita inaugural não pode virar palanque eleitoral&#8221;, cita.</P><br />
<P>Os gestores ficam proibidos ainda de nomear concorrentes, se o concurso for homologado dentro do período de três meses, contratar trabalhadores temporários, demitir sem justa causa, transferir ou remover funcionários por vontade do governante.</P><br />
<P>Ainda assim, a Legislação Eleitoral permite nomear ou exonerar pessoas em cargos de confiança, demitir por justa causa e fazer contratações de emergência para serviços públicos essenciais.</P><br />
<P>&#8220;Se o governante criar cargos de confiança ou vagas temporárias em massa com o objetivo de desviar a finalidade pública para fins eleitorais, isso configura abuso de poder político e económico&#8221;, cita Rollemberg.</P><br />
<P>Este ano, por exemplo, a Justiça Eleitoral tornou inelegível e cassou o mandato dos então governadores dos estados do Rio de Janeiro e de Roraima por abuso de poder político e económico durante as eleições gerais de 2022.</P><br />
<P>Candidato a um quarto mandato presidencial, Lula da Silva tem realizado uma maratona de inaugurações de obras, de projetos, de anúncios de investimentos e programas para diferentes setores da população e da economia, entre eles de financiamento com juros mais baratos.</P><br />
<P>O advogado e professor de análise política e conjuntura Melillo Dinis observa que esse período revela uma característica permanente da política brasileira &#8220;de intensa atividade governamental em anos eleitorais&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Os governos aceleram entregas nos meses anteriores e, quando chegam as restrições [eleitorais], passam a adaptar a comunicação&#8221;, avalia.</P><br />
<P>&#8220;A obra continua existindo. O programa continua funcionando. O investimento continua sendo executado. O que muda é a forma como isso pode ser apresentado ao eleitor&#8221;, indica.</P><br />
<P>&#8220;As políticas públicas podem ser legítimas e, ao mesmo tempo, politicamente oportunas. Uma característica não exclui a outra&#8221;, observa.</P><br />
<P>Na quinta-feira, durante inaugurações no Nordeste brasileiro, Lula ironizou ao chamar &#8220;papagaida desgraçada&#8221; à proibição de inaugurar obras em período eleitoral.</P><br />
<P>Melillo Dinis avalia que a crítica parece dirigida menos ao calendário eleitoral em si e mais à &#8220;situação curiosa criada pela lei, já que o chefe do executivo não pode inaugurar obras, mas pode visitá-las&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Essas restrições existem porque a experiência brasileira mostrou, ao longo de décadas, que inaugurações oficiais podem produzir vantagem eleitoral para quem ocupa o cargo, traduzindo-se em abuso de poder político&#8221;, realça.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785489]]></sapo:autor>
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		<title>CPLP/30 anos: Países têm de estar comprometidos com direitos humanos para firmeza da organização</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 07:03:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O provedor dos Direitos Humanos e da Justiça de Timor-Leste defendeu que os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa devem estar mais comprometidos com os direitos humanos para a organização ter mais firmeza perante o mundo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O provedor dos Direitos Humanos e da Justiça de Timor-Leste defendeu que os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa devem estar mais comprometidos com os direitos humanos para a organização ter mais firmeza perante o mundo.</P><br />
<P>Em declarações à Lusa, por ocasião do 30.º aniversário da criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Virgílio Guterres disse que os Estados-membros da CPLP têm de estar comprometidos com os princípios da organização, que passam também pela democracia, boa governação e direitos humanos.</P><br />
<P>&#8220;E não é só um compromisso coletivo, porque todos os Estados-membros da CPLP são Estados que saíram de uma luta contra o colonialismo e têm um compromisso para provar ao seu povo que a independência é boa em comparação ao colonialismo&#8221;, salientou Virgílio Guterres.</P><br />
<P>E, continuou o provedor, um dos esforços da &#8220;missão sagrada&#8221; desses países é &#8220;marcar a sua firmeza perante as violações de direitos humanos&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;São esses os princípios que nortearam a luta de todos os membros da CPLP. Então, agora, como já alguns comemoraram 50 anos da independência, temos de fazer esta pergunta: estamos a cumprir as nossas promessas ao nosso povo ou não? Só assim é que a CPLP pode garantir a sua firmeza perante o mundo como uma plataforma que contribui para a paz mundial&#8221;, salientou.</P><br />
<P>Caso contrário, a CPLP será &#8220;meramente uma plataforma de troca de ideias, de troca de sentimentos, de saudosismos&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Virgílio Guterres disse também esperar que os governantes tenham sensibilidade para sentir as mudanças globais, lembrando que muitos paradigmas estão obsoletos.</P><br />
<P>Apesar disso, afirmou estar otimista, porque, apesar das situações menos positivas que afetam países da CPLP, há &#8220;esforço&#8221; e a &#8220;luta continua&#8221; para a defesa dos direitos humanos e dos princípios da democracia.</P><br />
<P>A CPLP foi criada, em Lisboa, em 17 de julho de 1996 por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé Príncipe.</P><br />
<P>Timor-Leste aderiu à organização em 2002, após a restauração da independência, em 20 de maio do mesmo ano, e a Guiné Equatorial aderiu em 2014 na cimeira da Díli.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785488]]></sapo:autor>
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		<title>A Declaração de Independência dos EUA faz 250 anos: o que significa e dez factos que talvez não conheça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 07:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Declaração Independência]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Independência foi formalmente aprovada pelo Congresso Continental a 2 de julho de 1776, mas foi dois dias depois que o texto final da Declaração foi adotado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Declaração de Independência dos Estados Unidos completa 250 anos em 2026, assinalando um dos momentos fundadores da história americana. Todos os anos, o 4 de Julho é celebrado como o Dia da Independência, mas a história do documento que deu origem aos Estados Unidos é mais complexa do que a data sugere. A independência foi formalmente aprovada pelo Congresso Continental a 2 de julho de 1776, mas foi dois dias depois que o texto final da Declaração foi adotado.</p>
<p>O documento nasceu da necessidade de explicar ao público e às restantes potências a decisão das 13 colónias de romperem com a Grã-Bretanha. A redação foi entregue a uma comissão de cinco elementos: Thomas Jefferson, John Adams, Benjamin Franklin, Roger Sherman e Robert R. Livingston. Jefferson ficou para a história como o principal autor, mas o texto aprovado resultou de várias contribuições e de um processo de revisão intenso.</p>
<p>Depois do primeiro rascunho, o Congresso Continental fez 86 alterações ao texto de Jefferson, reduzindo-o em mais de um quarto. Algumas mudanças tiveram grande peso político, incluindo a eliminação de uma passagem que criticava a promoção britânica do tráfico de escravos, apesar de o próprio Jefferson ser proprietário de pessoas escravizadas. O texto final viria a consagrar ideias que marcariam a linguagem política moderna, como a noção de que os Governos retiram os seus poderes “do consentimento dos governados”.</p>
<p>A Declaração de Independência não criou apenas uma rutura política. Transformou-se num símbolo de legitimidade, liberdade e soberania, embora a sua receção inicial tenha sido mais irregular do que se poderia imaginar hoje. Durante anos, o documento esteve também envolvido nas disputas políticas entre federalistas, associados a John Adams, e republicanos, ligados a Thomas Jefferson. Só depois do enfraquecimento dos federalistas, após 1812, a Declaração e o seu aniversário ganharam uma celebração mais ampla.</p>
<p>A associação ao 4 de Julho consolidou-se, em parte, por convenção e memória política. John Adams acreditava que o dia celebrado pelas gerações futuras seria 2 de julho, data da aprovação da independência. Mas, como o texto final da Declaração foi adotado a 4 de julho, foi essa a data que acabou por se impor no calendário nacional. A assinatura, porém, não aconteceu nesse dia: a maioria dos delegados assinou a cópia formal apenas no início de agosto de 1776, em Filadélfia.</p>
<p>A imagem histórica da assinatura solene a 4 de julho é, por isso, uma simplificação. Após a aprovação do texto, o Congresso ordenou que a Declaração fosse impressa por John Dunlap. Terão sido feitas cerca de 200 cópias, conhecidas como “Dunlap Broadsides”, distribuídas pelas colónias. Hoje sobrevivem apenas 26, o que as torna extremamente raras e valiosas. Uma delas foi encontrada em 1989 atrás de uma imagem antiga comprada numa feira por apenas quatro dólares e acabou por ser vendida por mais de oito milhões.</p>
<p>O percurso físico da Declaração também fez parte da sua história. Durante a II Guerra Mundial, cerca de duas semanas depois do ataque a Pearl Harbor, a Declaração, a Constituição e a Bill of Rights foram retiradas de Washington e levadas sob escolta militar para Fort Knox, no Kentucky, onde permaneceram até ao final de 1944. Em 1952, os documentos foram formalmente entregues aos Arquivos Nacionais, em Washington, onde a Declaração continua guardada.</p>
<p>Há ainda detalhes que alimentam o fascínio popular em torno do documento. Existe, de facto, uma inscrição no verso da Declaração de Independência, mas não é um mapa secreto nem um código, ao contrário da ficção popularizada pelo cinema. Trata-se de uma nota manuscrita que identifica o documento como a “Declaração de Independência original datada de 4 de julho de 1776”, provavelmente acrescentada como etiqueta quando o documento foi enrolado para armazenamento.</p>
<p><strong>Dez factos interessantes sobre a Declaração de Independência:</strong></p>
<p>A independência foi aprovada a 2 de julho de 1776, mas o texto final da Declaração foi adotado a 4 de julho.</p>
<p>John Adams acreditava que o 2 de julho seria a grande data celebrada pelas gerações futuras.</p>
<p>A Declaração foi redigida por uma comissão de cinco elementos: Thomas Jefferson, John Adams, Benjamin Franklin, Roger Sherman e Robert R. Livingston.</p>
<p>Robert Livingston ajudou a preparar o documento, mas recusou-se a assiná-lo por considerar que era demasiado cedo para declarar independência.</p>
<p>A maioria dos delegados não assinou a Declaração a 4 de julho, mas sim a 2 de agosto de 1776.</p>
<p>Seis pessoas assinaram tanto a Declaração de Independência como a Constituição: Benjamin Franklin, George Read, Roger Sherman, Robert Morris, George Clymer e James Wilson.</p>
<p>Benjamin Franklin era o signatário mais velho: tinha 70 anos em 1776.</p>
<p>Os dois signatários mais novos eram Thomas Lynch Jr. e Edward Rutledge, ambos da Carolina do Sul e ambos com 26 anos.</p>
<p>Thomas Jefferson e John Adams morreram no mesmo dia: 4 de julho de 1826, exatamente no 50º aniversário da adoção da Declaração.</p>
<p>A cópia guardada nos Arquivos Nacionais não é o rascunho aprovado a 4 de julho, mas uma cópia formal preparada depois da aprovação do texto e assinada posteriormente.</p>
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