Ex-colaborador do Pentágono acusado na Alemanha por tentar vender segredos à China

A acusação surge quase um ano após a sua detenção no aeroporto de Frankfurt, em novembro de 2024.

Pedro Gonçalves
Agosto 25, 2025
12:45

As autoridades alemãs acusaram formalmente um cidadão norte-americano de ter oferecido informações militares classificadas a agentes dos serviços secretos chineses. A acusação surge quase um ano após a sua detenção no aeroporto de Frankfurt, em novembro de 2024.

O Ministério Público Federal alemão anunciou esta segunda-feira que o arguido, identificado apenas como Martin D., enfrenta acusações de atuar como agente de um serviço de informações estrangeiro, num processo classificado como “caso particularmente grave”.



Segundo a acusação, Martin D. trabalhou entre 2017 e a primavera de 2023 para uma empresa contratada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. A partir de 2020, foi destacado para uma base militar norte-americana localizada em território alemão.

As investigações concluíram que, no verão de 2024, o suspeito abordou repetidamente representantes do governo chinês, oferecendo-se para fornecer informações confidenciais relacionadas com operações militares norte-americanas.

Após a emissão de um mandado de captura pelo Tribunal Federal de Justiça da Alemanha, Martin D. foi detido no aeroporto de Frankfurt em novembro de 2024. Desde então, permanece em prisão preventiva, aguardando julgamento.

Na altura da sua detenção, a imprensa alemã noticiou que o homem teria tentado vender segredos obtidos no interior de instalações militares norte-americanas situadas na Alemanha, o que levantou forte preocupação sobre a segurança das informações partilhadas em bases da NATO.

A acusação foi entretanto entregue ao Senado de Segurança do Estado do Tribunal Regional Superior de Koblenz, que será responsável por julgar o caso.

A detenção de Martin D. teve ampla repercussão internacional, sobretudo por envolver a alegada tentativa de venda de informações sensíveis a um dos principais adversários estratégicos dos Estados Unidos.

O processo acrescenta pressão ao já tenso equilíbrio nas relações entre Washington, Pequim e Berlim, numa altura em que a espionagem e a segurança cibernética estão no centro das preocupações da NATO e dos seus aliados.

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