Évora: utente encontrada morta após horas de espera nas urgências. Profissionais de saúde acharam que tinha adormecido

Nos últimos dias, os doentes urgentes têm passado, pelo menos, um dia e uma noite à espera de serem atendidos, ou seja, 24 horas, o que terá levado a uma vítima mortal que poderia ter sido evitada. 

Beatriz Maio

Os longos tempos de espera nas urgências do Hospital de Évora e a falta de assistência aos doentes terá levado à morte de uma senhora que os profissionais de saúde acreditavam que se encontrava a dormir.

Nos últimos dias, os doentes urgentes têm passado, pelo menos, um dia e uma noite à espera de serem atendidos, ou seja, 24 horas, o que terá levado a uma vítima mortal que poderia ter sido evitada.

“Tivemos a triste cena de termos uma senhora que morreu à nossa frente”, contou à CNN Portugal uma senhora que estava a acompanhar o marido no serviço de urgências. “Pensaram que a senhora estava a dormir sentada numa cadeira e iam coloca-la numa maca, mas a senhora estava morta”, acrescentou.

“Estou desesperada”, comentou a senhora ao relatar estar à espera que o marido, com “uma dor que não se consegue mexer”, fosse atendido desde o dia anterior.

Durante dias consecutivos a situação permanece inalterada, de acordo com relatos de acompanhantes que culpam o mau funcionamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e apontam as elevadas cargas horárias dos enfermeiros e médicos devido à falta de profissionais.

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Também as urgências de Pediatria estão com longas horas de espera neste hospital, informaram pais que estão há longas horas à espera que os seus filhos tenham algum tipo de assistência.

Até ao momento, hospital não prestou qualquer declaração em relação à morte da utente ou aos longos períodos de espera nas urgências.

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