Europeus querem idade mínima para redes sociais — e apontam aos 16 anos

No total, três em cada quatro cidadãos dos seis maiores países da União Europeia inquiridos defendem que os Governos devem impor limites de idade

Francisco Laranjeira

A maioria dos europeus defende a imposição de uma idade mínima para acesso às redes sociais, com metade a apontar os 16 anos como o limite ideal. Os dados são revelados por uma sondagem European Pulse, citada pelo ‘POLITICO’, que mostra um forte apoio à regulação num momento em que vários Governos avançam com restrições para menores.

No total, três em cada quatro cidadãos dos seis maiores países da União Europeia inquiridos defendem que os Governos devem impor limites de idade, refletindo uma crescente preocupação com os impactos das plataformas digitais nos mais jovens.

Apoio generalizado — mas com diferenças entre países

A sondagem indica que apenas 4% dos europeus rejeitam qualquer tipo de restrição, enquanto 22% preferem que a decisão fique nas mãos dos pais.

Itália e Polónia lideram o apoio às limitações, com mais de 80% dos inquiridos favoráveis, seguidas da Bélgica. Já França apresenta o cenário mais dividido, embora ainda com maioria a favor.

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Na Alemanha e em Espanha, cerca de 70% dos inquiridos apoiam restrições, evidenciando um consenso alargado, ainda que com nuances nacionais.

Pressão política para avançar com proibições

O debate não é apenas teórico. Vários Governos europeus já estão a avançar com medidas concretas para limitar o acesso dos menores às redes sociais.

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Em Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez tem defendido uma intervenção mais firme para proteger os jovens do que descreve como um “Velho Oeste digital”. Em França, Emmanuel Macron também apoia restrições, enquanto a Grécia já anunciou a proibição de redes sociais para menores de 15 anos a partir de 2027.

A Comissão Europeia está igualmente a estudar a possibilidade de impor regras comuns a nível comunitário.

Críticas alertam para riscos e direitos

Apesar do apoio maioritário, a proposta enfrenta críticas. Especialistas em segurança e privacidade alertam que estas medidas podem ser ineficazes e até prejudiciais, colocando em causa direitos fundamentais dos jovens.

Num documento recente, centenas de especialistas classificaram as restrições como “perigosas e socialmente inaceitáveis”, defendendo abordagens alternativas.

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16 anos ganha força como limite padrão

Entre as várias opções, a idade de 16 anos surge como a mais consensual. Em países como Itália, mais de 60% dos inquiridos apoiam esse limite, seguindo-se Espanha, Bélgica e Polónia.

A Alemanha apresenta maior resistência, sendo também o país com mais inquiridos a rejeitar qualquer tipo de restrição.

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