Um estudo realizado pelo Banco Europeu de Investimento (BEI), revelou que a maioria dos europeus apoia a proibição de voos de curta distância, bem como a aplicação de um imposto sobre o carbono, com o objectivo de reduzir o impacto climático das emissões, de acordo com o ‘Independent’.
Foram entrevistadas cerca de 28 mil pessoas, residentes nos 28 Estados-Membros da UE (o Reino Unido ainda estava incluído), 62% das quais afirmaram apoiar a proibição de voos de curta distância e 72% considerou favorável a aplicação de um imposto sobre o carbono nos voos.
A pesquisa, realizada entre Setembro e Outubro de 2019, não especificou qual a duração máxima dos voos que deveriam ser proibidos.
A aviação é uma das fontes de crescimento mais rápido de emissões altamente poluentes de dióxido de carbono, o principal gás de efeito estufa que contribui para o agravamento da crise climática.
Até 2020, estima-se que as emissões mundiais da aviação internacional sejam cerca de 70% mais altas comparativamente a 2005. A Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) prevê que, em 2050, as emissões aumentem de 300% para 700%.
A aviação representa cerca de 3% do total de emissões da UE, de acordo com os dados mais recentes disponíveis pelo organismo. No entanto, a sua participação deve crescer rapidamente devido ao aumento da procura.
Relativamente a outras questões ambientais, o relatório revelou ainda que cerca de 91% dos inquiridos é a favor das escolas que leccionam disciplinas relacionadas com as alterações climáticas e com a reciclagem, enquanto 85% apoia a proibição de produtos plásticos de uso único.
Importa ainda reter que 59% dos entrevistados apoiam o estabelecimento de preços mais altos nos alimentos e mercadorias com alto consumo de carbono, como a carne vermelha, alimentos transportados por longas distâncias e algum vestuário.
Sobre este estudo, o BEI deu ainda nota de que permitiu ver como os europeus apoiam acções para enfrentar a crise climática, mesmo podendo afectar o seu quotidiano.




