Europa tem de apresentar uma posição comum para os russos que fogem do recrutamento militar, indica Comissão

Os países bálticos – Letónia, Lituânia e Estónia, assim como a Polónia – proibiram a emissão de vistos enquanto a nível da UE a concessão tornou-se mais restrita, tornando os vistos mais dispendiosos e difíceis de obter

Francisco Laranjeira

A Comissão Europeia tem de estabelecer uma posição comum sobre os pedidos de entrada de cidadãos russos que procuram evitar a mobilização de 300 mil reservistas – atualmente, cada país terá de avaliar caso a caso se permite a entrada dessas pessoas.

Muitos cidadãos russos começaram a fugir do país para não se mobilizarem: os bilhetes para muitos destinos estão esgotados ou com preços elevados e formaram-se filas e engarrafamentos nas fronteiras com a Finlândia, a Geórgia e outros países.

Segundo Bruxelas, tanto o êxodo como os protestos de ontem em muitas cidades são um sinal de descontentamento russo com a decisão do seu Governo e prevê que “veremos muitos russos a sair do país”. Segundo os cálculos de Bruxelas, meio milhão de russos deixaram o país desde o início da invasão. Bruxelas frisou ainda que é decisão dos países membros que têm fronteira com a Rússia decidir se deixam entrar esses cidadãos.

Os países bálticos – Letónia, Lituânia e Estónia, assim como a Polónia – proibiram a emissão de vistos aos russos, enquanto a nível da UE a concessão tornou-se mais restrita, tornando os vistos mais dispendiosos e difíceis de obter.

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