A Agência Europeia de Reguladores de Energia (ACER), da qual faz parte a portuguesa ERSE, começou a trabalhar para travar a escalada de preços registada nos mercados grossistas de eletricidade – está em curso a reforma do sistema de revisão automátiva dos limites máximos de preços para reduzir o risco tanto para os operados, por falta de liquidez, como para os consumidores devido ao perigo de apagões, segundo revelou o jornal espanhol ‘El Economista’.
A ACER garantiu que os preços da eletricidade vão manter-se elevados nos próximos meses e, por isso, diz que esta revisão que está agora a lançar tem uma “prioridade alta”. Desde o passado mês de maio, os preços máximos já aumentaram 66% – chegaram mesmo aos 5 mil euros por MWh. Em França, o pico foi de 2.987 euros por MWh em abril e em agosto foram mesmo alcançados 4 mil euros/MWh em três zonas do Báltico (Estónia, Letónia e Lituânia), com um novo recorde de 5 mil euros por MWh em setembro.
Estes picos de preços podem tornar-se mais frequentes se não for disponibilizada maior capacidade de interligação fronteiriça, segundo a entidade reguladora, ou não forem introduzidos mecanismos de resposta ao mercado de contenção e redução da procura: este último item já motivou a exigência da Comissão Europeia de reduzir o consumo nas horas de ponta em 5% e de 10% do consumo global em todos os Estados-membros.
A ACER já pediu aos operadores de eletricidade dos países europeus para apresentarem as suas propostas de modificação das várias metodologias dos mercados grossistas. O supervisor dos supervisores europeus tem até 15 de março de 2023 para tomar uma decisão mas a agência pretende concluir muito mais rapidamente: para isso, vai realizar uma consulta pública sobre as modificações propostas até 9 de outubro.






