Europa “guarda dinheiro na carteira”. Economistas alertam para atraso na recuperação do bloco

Os consumidores europeus estão reticentes em gastar dinheiro este verão, a confiança está a desgastar-se e promete atrasar a recuperação económica, explicaram alguns economistas à imprensa internacional.

“Há 18 meses que a pandemia entrou nas nossas vidas. Acostumámo-nos a trabalhar em casa e [estamos] mais cautelosos com os gastos”, esclareceu Marchel Alexandrovich, economista no banco de investimento Jefferies, em entrevista à CNBC.

Para Paul O’Connor, responsável pela gestão de ativos no Janus Henderson Group, “as pessoas habituaram-se a não ir a sítios lotados, a evitar multidões, se esta tendência continuar, o consumo vai sair prejudicado”.

O especialista reconheceu, no entanto, que há  “um progresso constante, que se verifica em alguns indicadores económicos, como o número de pessoas que usam transportes públicos, vão às compras e que até vão ao ginásio. “Mas há algumas áreas em que vemos um comportamento cauteloso contínuo”, adverte.

Em Portugal, o indicador de confiança dos consumidores diminuiu em julho, retrocedendo para um nível inferior ao observado no início da pandemia, em março de 2020, após ter aumentado significativamente entre março e maio e de forma ténue em junho, avança o mais recente destaque do Instituto Nacional de Estatística, divulgado esta quinta-feira.

O indicador de clima económico diminuiu em julho, depois de ter aumentado entre março e junho, mantendo-se, ainda assim, num nível acima do observado em março de 2020.

“A evolução do último mês resultou sobretudo do contributo negativo das expetativas relativas à evolução futura da situação económica do país, tendo as opiniões sobre a evolução passada, assim como as perspetivas relativas à evolução futura da situação financeira do agregado familiar também contribuído negativamente”, justifica o gabinete de estatística.

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