A Goldman Sachs alertou esta quinta-feira para um risco crescente de crise elétrica na Europa devido a três fatores: aumento da procura após 15 anos de declínio, subinvestimento crónico em redes e geração e maior complexidade decorrente da crescente importância das energias renováveis.
Para evitar um colapso, apontou o jornal espanhol ‘El Economista’, os analistas desta instituição financeira estimaram que sejam necessários investimentos entre 2 e 3 triliões de euros na próxima década, o que duplicaria o nível de gastos dos últimos 10 anos.
A procura por eletricidade pode crescer entre 1,5% e 2% ao ano até 2030, impulsionada pela eletrificação do transporte e do aquecimento, pela implantação de data centers e pelo ar condicionado.
Mais tarde na década, o crescimento poderá acelerar para taxas entre 2,5% e 3,5% ao ano. O relatório destacou que a rede elétrica europeia é a mais antiga do mundo (45 a 50 anos em média) e precisa de uma modernização massiva, com até 1,4 triliões de euros em investimentos em transmissão e distribuição.
A geração também enfrenta um desafio: até 2030, 75% da capacidade instalada virá de energias renováveis, o que aumentará a volatilidade e reduzirá a segurança do fornecimento se não forem desenvolvidos backups suficientes (gás, baterias, melhores interconexões).
O Goldman Sachs estimou que serão necessários entre 1 e 1,4 triliões de euros adicionais em tecnologias de nova geração e de backup. Se isso não for feito, a margem de reserva da Europa poderá cair a zero até 2029-30, aumentando o risco de apagões, como evidenciado pelo ocorrido em Portugal e Espanha em abril último.











