O surto de Salmonella Typhimurium monofásico, relacionado com produtos de chocolate da empresa Kinder fabricados na fábrica belga de Arlos (agora encerrada) vendidos em diversos países, já atingiu 324 casos. Destes, 266 estão confirmados, enquanto 58 seriam, por enquanto, prováveis, segundo revelou esta quarta-feira o Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC) e a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) na última revisão do surto.
O relatório revelou ainda que existem oito casos que não podem ser explicados pelo consumo dos produtos de chocolate da mesma fábrica de processamento na Bélgica, o que “sugeriu que também podem haver outras fontes de infeção, embora infeções secundárias, que não podem ser excluídas”.
O EFSA e o ECDC estão a investigar este surto de salmonela desde janeiro passado, que está a afetar a Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Noruega, Holanda e Suécia, bem como como o Reino Unido, incluindo duas estirpes diferentes de Salmonella Typhimurium monofásica. Além disso, foram identificados casos no Canadá, Suíça e Estados Unidos.
A maioria das infeções (86,3%) decorre em crianças com 10 anos ou menos e, em todos os casos da UE e do Reino Unido para os quais há informações disponíveis, 41,3% deles foram hospitalizados, embora não tenha sido relatada qualquer morte.
“Investigações epidemiológicas e microbiológicas identificaram produtos específicos de chocolate fabricados na planta de processamento de Arlon como prováveis veículos de infeção”, pôde ler-se no relatório. As duas estirpes do surto foram identificadas em dez das 81 amostras positivas para salmonela recolhidas na fábrica entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022, incluindo matéria-prima (soro de leite), produtos semi-acabados e acabados.














