Euro deve recuar mais contra o dólar. “Culpa” é da crise energética e da guerra, alerta estratega de investimento

AJ Oden, estratega sénior de investimento da BNY Mellon Investor Solutions acredita que o euro vai recuar ainda mais contra o dólar, devido à crise energética e à guerra.

Mariana da Silva Godinho
Agosto 26, 2022
16:01

AJ Oden, estratega sénior de investimento da BNY Mellon Investor Solutions acredita que o euro vai recuar ainda mais contra o dólar, devido à crise energética e à guerra.

Em declarações ao ‘Business Insider’, acrescentou ainda que para além das previsões relativas à queda do euro, estima que o dólar continue a subir porque a Reserva Federal dos EUA (Fed) está bastante à frente do Banco Central Europeu (BCE) em termos de restrições de política monetária. Há momentos, o par EUR/USD seguia em alta de 0,5% para 1,0024.

“O BCE adotou algumas restrições, mas ainda estão a realizar um programa de compra de obrigações”, disse, citado pela publicação. “A Fed está a fazer o oposto, estamos a retirar dinheiro do sistema. A probabilidade de recessão é muito maior na Europa.”

A vontade de sair dos investimentos no euro e passar para o dólar aconteceu com o agravamento da crise energética na Europa e com as repercussões da guerra iniciada pela Rússia na Ucrânia e a probabilidade de serem implementadas novas sanções europeias ao petróleo russo aumenta ainda mais os riscos.

“A inflação já está nos dois dígitos na Europa, e à medida que avançamos para o Inverno há preocupação de que a Rússia possa restringir mais o gás natural e os preços da energia possam voltar a subir”, acrescentou.

Não esquecendo o estatuto de ativo seguro do dólar, a previsão do estratega é a permanência da moeda em máximos de 20 anos, mantendo robustez contra o euro com a sinalização de mais aumentos das taxas de juro da Fed.

O ‘Business Insider’ dá ainda conta da análise de estrategas do Société Générale desta semana que partilham da mesma opinião de Oden, acrescentando que a crise energética na Europa deve impedir que o euro recupere em 2022.

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