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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 06 Jul 2026 17:16:30 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Inteligência dos EUA ajudou drones ucranianos a furar defesas e atacar refinarias na Rússia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 17:16:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Forças ucranianas realizaram em maio 16 ataques bem-sucedidos contra refinarias russas, o número mensal mais elevado desde o início da campanha]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A inteligência dos EUA terá ajudado drones ucranianos de longo alcance a contornar as defesas aéreas russas e a atingir alvos no interior da Rússia, contribuindo para uma vaga recorde de ataques contra refinarias que está a pressionar Moscovo e a levar o Kremlin a tentar controlar a cobertura interna dos estragos.</p>
<p>Segundo o &#8216;Kyiv Post&#8217;, que cita uma análise do &#8216;Financial Times&#8217; baseada em dados da consultora polaca Rochan Consulting, as forças ucranianas realizaram em maio 16 ataques bem-sucedidos contra refinarias russas, o número mensal mais elevado desde o início da campanha. Desde o início de 2026, as refinarias russas terão sido atingidas pelo menos 194 vezes, um aumento de 11 vezes face ao mesmo período do ano anterior.</p>
<p>O &#8216;Financial Times&#8217; escreve que altos responsáveis ucranianos, não identificados, atribuíram parte do sucesso da campanha ao apoio de inteligência dos EUA. Essa ajuda terá permitido a Kiev identificar rotas de voo mais eficazes para os drones, evitando sistemas russos de defesa aérea e permitindo ataques contra alvos mais profundos no território russo.</p>
<p><strong>Drones ucranianos já pressionam a defesa aérea russa</strong></p>
<p>A campanha também reflete a evolução da própria capacidade industrial ucraniana. Analistas citados pelo &#8216;Financial Times&#8217; apontam para o aumento da produção doméstica de drones de longo alcance e para uma melhor coordenação operacional como fatores decisivos para a multiplicação dos ataques.</p>
<p>A escala do fenómeno é visível até nos números russos. De acordo com dados oficiais do Ministério da Defesa russo citados pelo &#8216;Financial Times&#8217;, Moscovo afirma ter intercetado 63.933 drones ucranianos sobre território russo e zonas ocupadas da Ucrânia nos primeiros seis meses de 2026. Ainda assim, o forte aumento de ataques está a sobrecarregar a defesa aérea russa e a dificultar a proteção de infraestruturas militares e energéticas.</p>
<p>A Ucrânia tem concentrado parte relevante da campanha em refinarias e instalações ligadas ao setor petrolífero russo. A &#8216;Reuters&#8217; noticiou que Volodymyr Zelensky aprovou uma campanha de 40 dias destinada a “influenciar” a Rússia a pôr fim à guerra, depois de consultas com os serviços de segurança ucranianos sobre ataques a alvos russos.</p>
<p><strong>Kremlin tenta travar imagens dos ataques</strong></p>
<p>O impacto já não é apenas militar ou económico. A campanha de drones está também a interferir com a narrativa interna do Kremlin, que durante anos tentou manter a população russa afastada das consequências diretas da guerra.</p>
<p>Segundo a &#8216;Verstka&#8217;, meio independente russo citado pelo &#8216;Kyiv Post&#8217;, a administração presidencial russa terá instruído meios de comunicação controlados pelo Estado a deixar de publicar vídeos e fotografias dos estragos causados por ataques ucranianos em território russo. A orientação terá partido diretamente do Kremlin na segunda metade de junho.</p>
<p>De acordo com fontes citadas pela &#8216;Verstka&#8217; e reproduzidas pela &#8216;NV&#8217;, os meios pró-governo foram aconselhados a reduzir a cobertura dos ataques ucranianos e a destacar antes as consequências dos bombardeamentos russos contra a Ucrânia. Alguns canais de Telegram próximos do Kremlin ou do Ministério da Defesa russo, como Mash, Baza e Shot, terão passado a ignorar ou minimizar ataques contra refinarias e instalações militares.</p>
<p><strong>Moscovo quer mostrar força, não vulnerabilidade</strong></p>
<p>A ordem reflete uma preocupação política evidente: mostrar ao público russo que a guerra continua distante, controlada e favorável a Moscovo. Mas os ataques ucranianos de longo alcance tornam essa narrativa cada vez mais difícil de sustentar.</p>
<p>O &#8216;Kyiv Post&#8217; recorda que, após um ataque contra Moscovo em junho, um apresentador do canal Solovyov Live chegou a pedir aos serviços de segurança russos que abrissem processos por traição contra residentes que tinham filmado o ataque. Já Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, tentou recentrar a atenção nos ataques russos contra a Ucrânia, pedindo aos jornalistas que olhassem antes para essas imagens.</p>
<p>A pressão sobre a infraestrutura energética russa coincide com uma fase particularmente intensa da guerra aérea. A &#8216;Reuters&#8217; noticiou que um grande ataque russo com mísseis e drones contra a Ucrânia, no domingo, matou pelo menos 20 pessoas e expôs novamente a escassez de sistemas Patriot e intercetores capazes de travar mísseis balísticos.</p>
<p><strong>Negociações continuam bloqueadas</strong></p>
<p>Apesar da pressão, Moscovo não dá sinais de abrandar as suas exigências. Altos responsáveis ucranianos envolvidos no processo de paz disseram ao &#8216;Financial Times&#8217; que os negociadores russos continuam a pedir concessões profundas a Kiev e que as conversações mediadas pelos EUA dificilmente serão retomadas antes do fim do verão.</p>
<p>Publicamente, o Kremlin mantém a exigência de que a Ucrânia abandone partes do Donbass que a Rússia ainda não conseguiu conquistar militarmente. O &#8216;Financial Times&#8217;, citado pelo &#8216;Kyiv Post&#8217;, escreve também que Vladimir Putin terá ordenado às forças russas a conquista do restante território da região de Donetsk até ao final do ano, apesar do avanço lento e dispendioso das tropas russas.</p>
<p>Zelensky ironizou recentemente com os prazos russos, dizendo que Moscovo já adiou esse objetivo pelo menos 15 vezes sem conseguir tomar toda a região.</p>
<p><strong>Vance diz que ofensiva russa está perto do limite</strong></p>
<p>A leitura em Washington parece estar a mudar. Numa entrevista ao &#8216;The Times&#8217;, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que a capacidade russa para obter ganhos através de novas operações ofensivas está a tornar-se “cada vez mais pequena” e a aproximar-se de zero.</p>
<p>Vance defendeu ainda que a estratégia de desgaste, assente numa postura defensiva ucraniana e no uso intensivo de drones, tem sido mais eficaz do que grandes ofensivas convencionais para recuperar território ocupado. Segundo o vice-presidente, a Rússia está a pagar “muito por cada quilómetro quadrado” que conquista, o que pode criar espaço para tentar aproximar o conflito de uma conclusão.</p>
<p>A avaliação surge no momento em que a Ucrânia tenta transformar a guerra de drones numa pressão estratégica sobre Moscovo: atingir refinarias, desgastar defesas aéreas, afetar a economia russa e mostrar à população que a guerra também chega ao território russo.</p>
<p><strong>A guerra já entrou no interior da Rússia</strong></p>
<p>A campanha de Kiev não substitui a necessidade de defesa aérea, munições e apoio militar ocidental, mas alterou o equilíbrio psicológico e operacional do conflito. A Rússia continua a lançar ataques devastadores contra cidades ucranianas, mas já não consegue impedir que drones ucranianos atinjam refinarias, fábricas militares e infraestruturas sensíveis a milhares de quilómetros da linha da frente.</p>
<p>É essa a mudança central: a guerra que o Kremlin tentou manter distante do quotidiano russo passou a aparecer em incêndios, explosões, vídeos apagados e ordens de silêncio. E quanto mais Moscovo tenta esconder esses ataques, mais evidente se torna que a campanha ucraniana de longo alcance deixou de ser apenas simbólica.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786045]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal e Espanha pedem &#8220;especial atenção&#8221; da UE às interligações com França no próximo orçamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 16:57:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[Posição foi transmitida em Paris pela ministra do Ambiente e Energia, no final da reunião ministerial sobre o programa de interligações energéticas para o Sudoeste da Europa, que juntou representantes de Portugal, Espanha, França, Comissão Europeia e uma delegação alemã]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal e Espanha defenderam hoje um reforço do orçamento europeu para a energia e pediram &#8220;especial atenção&#8221; às interligações elétricas com França, devido ao baixo nível de ligação da Península Ibérica ao mercado europeu.</p>
<p>A posição foi transmitida em Paris pela ministra do Ambiente e Energia, no final da reunião ministerial sobre o programa de interligações energéticas para o Sudoeste da Europa, que juntou representantes de Portugal, Espanha, França, Comissão Europeia e uma delegação alemã.</p>
<p>No final do encontro, Maria da Graça Carvalho disse aos jornalistas que a reunião &#8220;correu bem&#8221;, tendo ficado acordada uma nova reunião técnica em setembro, com o mesmo grupo de trabalho.</p>
<p>A governante adiantou ainda que o tema das interligações estará nas agendas das próximas cimeiras bilaterais Portugal-França e Espanha-França, cujas datas ainda não são conhecidas, dando continuidade à discussão &#8220;ao mais alto nível&#8221;.</p>
<p>&#8220;Portugal e Espanha pediram à Comissão Europeia uma especial atenção da União, não só da Comissão, mas do Parlamento e dos próprios colegas do Conselho Europeu&#8221;, afirmou Maria da Graça Carvalho.</p>
<p>Segundo a ministra, o pedido surge no momento em que está em discussão &#8220;o próximo quadro comunitário de apoio, o próximo orçamento para a União Europeia&#8221;, no qual Portugal e Espanha defendem uma prioridade reforçada para a energia.</p>
<p>Maria da Graça Carvalho disse ter defendido &#8220;uma grande prioridade da área de energia em geral e, em especial, às redes elétricas e interconexões, nomeadamente a interconexão entre França, Espanha e Portugal&#8221;.</p>
<p>A ministra afirmou ainda ter chamado a atenção do comissário europeu para a Energia e Habitação, Dan Jørgensen, para a situação específica da Península Ibérica, que classificou como uma &#8220;ilha&#8221; do ponto de vista energético.</p>
<p>A responsável sublinhou que a interligação entre França e a Península Ibérica continua em 3,1%, apesar de o tema ter sido referido pela primeira vez numa cimeira bilateral em 2003.</p>
<p>Maria da Graça Carvalho recordou que a questão foi mencionada &#8220;numa cimeira da Figueira da Foz&#8221;, quando Durão Barroso era primeiro-ministro.</p>
<p>&#8220;Continuamos com uma interligação entre a França e a Península Ibérica de 3,1%&#8221;, afirmou, defendendo que Portugal tem gerido o sistema elétrico nacional &#8220;com as dificuldades de uma ilha&#8221;.</p>
<p>Nesse sentido, defendeu que essa situação justifica apoio europeu adicional para Portugal e Espanha, à semelhança do que acontece com países e territórios insulares.</p>
<p>Questionada sobre os exemplos que tinha em mente, a ministra referiu Irlanda, Malta e Chipre, bem como regiões ultraperiféricas, onde existem derrogações associadas à gestão de sistemas elétricos em contexto insular.</p>
<p>&#8220;Os problemas que há em gerir um sistema elétrico numa ilha são diferentes do que num mercado interno mais alargado&#8221;, afirmou.</p>
<p>A governante disse ainda que Portugal pediu à Comissão Europeia &#8220;especial atenção no financiamento do armazenamento&#8221;, das &#8220;flexibilidades&#8221; e do &#8220;reforço da rede elétrica&#8221;.</p>
<p>Questionada sobre a abertura do comissário europeu aos argumentos de Portugal e Espanha, respondeu: &#8220;Pareceu-me sensível&#8221;.</p>
<p>A ministra acrescentou que Dan Jørgensen manifestou disponibilidade para defender um orçamento europeu mais ambicioso para a energia, embora tenha lembrado que essa decisão não depende apenas dele.</p>
<p>Sobre a interligação com França, reconheceu que é &#8220;uma ligação que é cara&#8221; e que tem &#8220;alguns impactos ambientais&#8221;, mas defendeu que os projetos são possíveis quando existe acompanhamento político e diálogo com as populações.</p>
<p>A ministra deu como exemplo a ligação Minho-Galiza, inaugurada na semana passada, que disse ter sido concluída em &#8220;um ano e onze meses&#8221;, depois de negociações com autarquias, compensações e alterações de traçado.</p>
<p>&#8220;Não é fácil fazer uma linha de interligação como nós fizemos. Mas isto mostrou que é possível fazer&#8221;, concluiu.</p>
<p>&#8220;Estamos à espera há muito tempo e esperamos que agora seja mais rápido&#8221;, concluiu, referindo-se às interligações com França.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786027]]></sapo:autor>
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		<title>EDP vai reembolsar antecipadamente emissão de 750 M€</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 16:56:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A EDP vai proceder ao reembolso antecipado de uma emissão de 750 milhões de euros, no dia 28 de julho, indicou, em comunicado publicado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A EDP vai proceder ao reembolso antecipado de uma emissão de 750 milhões de euros, no dia 28 de julho, indicou, em comunicado publicado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).</p>
<p>Na nota, lê-se que no dia 28 de julho de 2026, a EDP irá proceder ao reembolso antecipado de 7.500 títulos de dívida (notes) representativos da emissão, pelo valor nominal global de 750 milhões de euros.</p>
<p>Este valor será pago &#8220;juntamente com os juros corridos e não vencidos (incluindo, se aplicável, juros diferidos) até (mas excluindo) 28 de julho de 2026&#8221;, indicou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786028]]></sapo:autor>
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		<title>Ligação elétrica entre Portugal e Marrocos está &#8220;em cima da mesa&#8221;, revela ministra da Energia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 16:55:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Maria da Graça Carvalho disse que irá receber "dentro de dias" a ministra da Energia de Marrocos em Lisboa, encontro em que será analisada a possibilidade de Portugal vir a ter uma ligação elétrica àquele país]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal vai analisar a viabilidade de uma ligação elétrica a Marrocos, à semelhança da que Espanha já tem, disse hoje a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.</p>
<p>&#8220;Uma das questões que está em cima da mesa é a viabilidade de uma ligação elétrica a Marrocos, como a Espanha tem&#8221;, afirmou a governante, em declarações aos jornalistas em Paris, após a reunião ministerial sobre o programa de interligações energéticas para o Sudoeste da Europa, dedicada às ligações energéticas entre Portugal, Espanha e França.</p>
<p>Maria da Graça Carvalho disse que irá receber &#8220;dentro de dias&#8221; a ministra da Energia de Marrocos em Lisboa, encontro em que será analisada a possibilidade de Portugal vir a ter uma ligação elétrica àquele país.</p>
<p>&#8220;Temos que fazer aqui uma análise de custo-benefício, mas é isso que queremos fazer, exatamente para ver as vantagens de estarmos também ligados a Marrocos&#8221;, afirmou.</p>
<p>A possibilidade de uma ligação elétrica entre Portugal e Marrocos já tinha sido colocada em 2016, quando os dois países lançaram o concurso para o estudo de viabilidade técnico-financeira de uma interligação por cabo submarino.</p>
<p>Na altura, durante o primeiro Governo socialista de António Costa, o então ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e o ministro da Energia, Minas, Água e Ambiente de Marrocos, Abdelkader Amara, assinaram uma declaração de princípios na área da eletricidade e do gás natural, numa cerimónia em Lisboa em que esteve também presente o então secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches.</p>
<p>Questionada sobre o apagão de 28 de abril de 2025 e sobre a importância das interligações elétricas na recuperação do sistema, Maria da Graça Carvalho afirmou que &#8220;uma interligação não evita um apagão&#8221;, mas &#8220;ajuda muito&#8221; a &#8220;recomeçar [a ter energia] mais cedo&#8221;.</p>
<p>A governante recordou que Portugal está ligado apenas a Espanha e, nesse contexto, tendo o apagão tido origem em Espanha, o país teve de esperar pela recuperação da rede espanhola para poder receber ajuda através da interligação.</p>
<p>Maria da Graça Carvalho acrescentou que, se Espanha tivesse uma ligação mais forte a França, &#8220;teria demorado menos tempo a ter eletricidade&#8221; e poderia ter ajudado Portugal &#8220;ainda mais cedo&#8221;.</p>
<p>A ministra referiu ainda que Portugal dispõe agora de quatro centrais com capacidade de arranque autónomo, o chamado &#8220;black start&#8221;, depois de anteriormente contar com duas.</p>
<p>&#8220;Espero que não, mas se existir um outro apagão, o recomeço da eletricidade será mais rápido&#8221;, afirmou.</p>
<p>Segundo Maria da Graça Carvalho, Portugal recuperou a eletricidade &#8220;em praticamente 11 horas/12 horas&#8221; no apagão do ano passado, o que considerou &#8220;uma recuperação boa&#8221; tendo em conta a dimensão da ocorrência.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786032]]></sapo:autor>
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		<title>Calor: Consumo de eletricidade registou máximos na semana passada, indica REN</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 16:54:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
		<category><![CDATA[REN]]></category>
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					<description><![CDATA[No dia 02 de julho, o consumo diário atingiu 165,6 GWh (gigawatts hora), um valor que "voltou a ser superado no dia seguinte, 03 de julho, ao alcançar 171,1 GWh"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O consumo de eletricidade registou novos máximos na semana passada, em meses de verão, na sequência da onda de calor que se tem feito sentir em Portugal, de acordo com dados hoje divulgados pela REN.</p>
<p>No dia 02 de julho, o consumo diário atingiu 165,6 GWh (gigawatts hora), um valor que &#8220;voltou a ser superado no dia seguinte, 03 de julho, ao alcançar 171,1 GWh&#8221;.</p>
<p>De acordo com a REN, &#8220;o anterior máximo registado em meses de verão era de 163,4 GWh&#8221; a 13 de julho de 2022.</p>
<p>Paralelamente, a ponta de consumo de verão registou um novo recorde às 20:00 de 02 de julho, &#8220;quando a procura instantânea de eletricidade atingiu os 8.493 MW [megawatts], ultrapassando o anterior máximo de 7.918 MW, registado a 30 de junho de 2025&#8221;.</p>
<p>A REN indicou que estes valores comparam com &#8220;os valores máximos de inverno que são naturalmente maiores, 197,1 GWh e 10.261 MW&#8221;.</p>
<p>Para a REN, &#8220;os valores de consumo agora alcançados evidenciam uma tendência de aproximação&#8221;, algo que se tem verificado, destacou, entre os consumos máximos de verão e de inverno.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>A China encostou o automóvel europeu à parede: Volkswagen é só o primeiro aviso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 16:45:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[Volkswagen]]></category>
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					<description><![CDATA[A indústria automóvel europeia pode estar a entrar num dos maiores processos de reestruturação da sua história moderna]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A indústria automóvel europeia pode estar a entrar num dos maiores processos de reestruturação da sua história moderna. A crise da Volkswagen, pressionada por relatos de possíveis fechos de fábricas na Alemanha e cortes de dezenas de milhares de postos de trabalho, é apenas o sinal mais visível de um choque que vai muito além de uma marca ou de um país.</p>
<p>Em causa está uma combinação difícil de gerir: custos industriais elevados na Europa, transição elétrica mais lenta do que o esperado, perda de quota na China, margens operacionais sob pressão e concorrência asiática cada vez mais agressiva. Para a XTB, o problema central já não é conjuntural. É estrutural.</p>
<p><strong>A vantagem chinesa está nas baterias — e nos preços</strong></p>
<p>“A designada ‘pressão chinesa’ no setor automóvel traduz-se, sob a ótica financeira, numa vantagem competitiva estrutural e assimétrica, sustentada pelo controlo vertical absoluto da cadeia de abastecimento de baterias”, explica a XTB, à &#8216;Executive Digest&#8217;.</p>
<p>Essa vantagem permite aos fabricantes chineses controlar melhor custos, produção e ritmo de inovação. O resultado é uma oferta de veículos elétricos e híbridos com elevado conteúdo tecnológico a preços que as marcas europeias têm dificuldade em igualar.</p>
<p>Segundo a análise da XTB, esta “soberania operacional permite aos fabricantes asiáticos introduzir no mercado global veículos com elevado valor tecnológico a preços disruptivos, um patamar que os construtores europeus não conseguem replicar sem canibalizar as suas próprias margens operacionais”.</p>
<p>Ou seja, a Europa enfrenta um dilema: se não baixa preços, perde mercado; se baixa demasiado, destrói rentabilidade.</p>
<p><strong>Tarifas não travaram BYD, Chery, SAIC e Leapmotor</strong></p>
<p>A pressão não desapareceu com barreiras alfandegárias nem com o aumento das tensões geopolíticas. Pelo contrário. As marcas chinesas continuam a ganhar terreno na Europa, mesmo num ambiente comercial mais hostil.</p>
<p>“As barreiras alfandegárias e as tensões geopolíticas têm-se revelado ineficazes como mecanismos de defesa protecionista”, alerta a XTB. A corretora aponta o desempenho de marcas como BYD, Chery, SAIC e Leapmotor, que “duplicaram a sua quota de mercado combinada na Europa em 2026, ignorando as tarifas implementadas”.</p>
<p>Este é um dos pontos mais sensíveis para os construtores europeus: a defesa política não está a ser suficiente para compensar a diferença industrial. A China não está apenas a vender carros mais baratos. Está a vender carros tecnologicamente competitivos, apoiados numa cadeia de abastecimento mais integrada e mais eficiente.</p>
<p><strong>Volkswagen deixou de dominar na China</strong></p>
<p>O caso Volkswagen tornou-se o símbolo desta mudança. Durante décadas, o grupo alemão foi uma força dominante no mercado chinês. Hoje, segundo a XTB, perdeu essa posição para concorrentes locais.</p>
<p>“O Grupo Volkswagen, outrora dominante na China, perdeu a liderança para a BYD e para a Geely, caindo para a terceira posição”, sublinha a XTB. O revés é estratégico: a China foi durante anos uma das grandes fontes de crescimento e rentabilidade para o grupo alemão.</p>
<p>A pressão chegou rapidamente aos mercados financeiros. A XTB nota que a perda de liderança na China desencadeou “pânico nos mercados”, com as ações da Volkswagen a desvalorizarem 22% em apenas 12 dias. Além disso, os títulos do grupo estão a cotar em níveis próximos dos registados em 2010.</p>
<p>A crise ganha ainda mais peso perante os relatos de que a Volkswagen estará a avaliar o fecho de quatro fábricas na Alemanha — Hanover, Zwickau, Emden e a unidade da Audi em Neckarsulm — e o corte de até 100 mil postos de trabalho. A confirmar-se, seria uma reestruturação de escala rara na história recente da indústria europeia.</p>
<p><strong>O choque já chegou à Stellantis</strong></p>
<p>A Volkswagen pode ser o caso mais visível, mas não é o único. A XTB considera que a crise pode contagiar o resto do setor, sobretudo as fabricantes com mais dificuldade em defender margens durante a transição elétrica.</p>
<p>A Stellantis, dona de marcas como Peugeot, Fiat, Citroën e Opel, enfrenta uma pressão dupla: por um lado, a procura mais fraca em segmentos de combustão interna mais acessíveis; por outro, a necessidade de competir no elétrico com rivais chineses que conseguem vender a preços mais agressivos.</p>
<p>“Assiste-se a uma agressiva guerra de preços que está a quebrar tendências de longo prazo”, refere a XTB. No caso da Stellantis, a corretora considera que o grupo, “com dificuldades visíveis na transição para o segmento elétrico, foi forçado a sacrificar margens para manter a competitividade, interrompendo o seu ciclo de valorização financeira”.</p>
<p>A mensagem para os investidores é clara: a defesa de quota de mercado pode vir à custa da rentabilidade. E, num setor intensivo em capital, essa troca é particularmente perigosa.</p>
<p><strong>Renault resiste com a Dacia, mas não está protegida</strong></p>
<p>A Renault surge numa posição diferente. O grupo francês tem conseguido resistir melhor através da aposta em marcas de valor económico, sobretudo a Dacia, e em parcerias estratégicas na área dos motores híbridos.</p>
<p>Mas essa proteção tem limites. A XTB sublinha que a Renault tenta defender o seu volume de negócios “ancorando-se na sua marca de baixo custo, a Dacia”, embora “a sua sustentabilidade global continue sob ameaça”.</p>
<p>O risco é evidente: se as marcas chinesas continuarem a avançar precisamente nos segmentos mais acessíveis, a vantagem da Dacia pode tornar-se menos confortável. A Renault fica, assim, exposta ao mesmo problema de fundo: competir em preço contra fabricantes com uma estrutura de custos mais favorável.</p>
<p><strong>Nem o luxo escapa: BMW e Mercedes também sentem a China</strong></p>
<p>Durante muito tempo, o segmento premium parecia mais protegido. BMW e Mercedes-Benz beneficiavam de marcas fortes, margens superiores e clientes menos sensíveis ao preço. Mas, para a XTB, essa resiliência já começa a ser testada.</p>
<p>“Os sinais de alerta estenderam-se ao segmento de luxo, historicamente mais resiliente”, alerta a corretora. A BMW e a Mercedes-Benz “começam a ceder ao abrandamento macroeconómico do próprio mercado chinês”.</p>
<p>A Mercedes já reviu em baixa as suas perspetivas de lucro, um sinal de que a pressão chinesa não se limita aos veículos de entrada ou ao mercado de massas. Afeta também o topo da indústria europeia, onde as margens sempre foram mais robustas.</p>
<p>Para a XTB, essa revisão confirma que “o risco chinês é hoje sistémico e transversal a toda a indústria europeia”.</p>
<p><strong>O problema já não é só vender menos carros</strong></p>
<p>A crise automóvel europeia não se mede apenas em unidades vendidas. Mede-se também em margens, fluxo de caixa, investimento, dividendos e valor bolsista. É por isso que os mercados estão a reagir de forma tão intensa.</p>
<p>As fabricantes europeias foram durante anos vistas como empresas capazes de gerar dividendos atrativos, apoiadas por marcas fortes, escala industrial e presença global. Agora, terão de provar que conseguem manter fluxos de caixa suficientes num contexto de queda de vendas em mercados estratégicos e pressão crescente sobre preços.</p>
<p>A XTB alerta que os investidores deverão acompanhar de perto a evolução do free cash flow das principais fabricantes e a sua capacidade de manter a remuneração aos acionistas. Quanto maior for a necessidade de cortar preços, investir em elétricos e financiar reestruturações, menor poderá ser a margem para dividendos generosos.</p>
<p><strong>Fábricas, sindicatos e bolsas sob pressão</strong></p>
<p>O impacto social também pode ser significativo. Na Alemanha, eventuais fechos de fábricas e cortes de emprego deverão desencadear batalhas laborais com sindicatos como o IG Metall, num país onde a indústria automóvel tem peso económico, político e simbólico.</p>
<p>Para os mercados, a leitura é cada vez mais dura: as fabricantes tradicionais, intensivas em capital e mais lentas nas reformas estruturais, estão a ser penalizadas. Ao mesmo tempo, os investidores continuam a procurar setores associados à tecnologia, inteligência artificial, software e eficiência operacional.</p>
<p>O setor automóvel europeu está, assim, encurralado entre duas velocidades. De um lado, fabricantes chineses com escala, controlo da cadeia de baterias e preços agressivos. Do outro, grupos europeus com fábricas caras, estruturas complexas, sindicatos fortes e necessidade urgente de investir numa transição que ainda não garante retornos imediatos.</p>
<p>A crise da Volkswagen pode ser apenas o primeiro grande aviso. A pergunta agora é se a Europa conseguirá reformar a sua indústria automóvel antes que a pressão chinesa deixe de ser uma ameaça externa e passe a ser a nova regra do mercado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786026]]></sapo:autor>
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		<title>Ladrões entram, partem vitrinas e fogem com joias milionárias: novo assalto abala museus em França</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 16:32:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Lalique]]></category>
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					<description><![CDATA[Ataque ocorreu na madrugada deste domingo, em Wingen-sur-Moder, na Alsácia, e obrigou o museu dedicado ao criador francês René Lalique a fechar temporariamente as portas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um grupo de ladrões mascarados levou a cabo um assalto-relâmpago ao Museu Lalique, no leste de França, roubando cerca de 20 joias avaliadas em vários milhões de euros. O ataque ocorreu na madrugada deste domingo, em Wingen-sur-Moder, na Alsácia, e obrigou o museu dedicado ao criador francês René Lalique a fechar temporariamente as portas.</p>
<p>Segundo o &#8216;The Independent&#8217;, o museu confirmou que as peças foram roubadas “num espaço de tempo muito curto”, depois de os sistemas de segurança terem sido acionados. A gendarmerie francesa deslocou-se ao local, analisou imagens de videovigilância e recebeu da equipa do museu a descrição dos objetos desaparecidos, entretanto comunicada às autoridades para ajudar na investigação.</p>
<p>Fontes próximas da investigação citadas pela imprensa internacional indicam que os assaltantes terão entrado no museu por volta das 5h30 da manhã, forçado uma porta e seguido diretamente para a sala das joias. Terão partido seis vitrinas e fugido com cerca de 20 peças, num prejuízo que poderá aproximar-se dos quatro milhões de euros.</p>
<p><strong>Museu fechado “nos próximos dias”</strong></p>
<p>O Museu Lalique anunciou que ficará encerrado durante os próximos dias para preparar uma reabertura em segurança para trabalhadores e visitantes. Na declaração divulgada após o assalto, a instituição agradeceu o profissionalismo de todos os envolvidos e confirmou que a investigação continua em curso.</p>
<p>O museu situa-se em Wingen-sur-Moder, a cerca de 60 quilómetros de Estrasburgo, e reúne mais de 650 peças ligadas à obra de René Lalique e da sua família, incluindo joalharia Arte Nova, vidro Art Déco e cristal. O espaço abriu em 2011 e está localizado perto da região onde a marca Lalique consolidou parte importante da sua história industrial e artística.</p>
<p>René Lalique, que morreu em 1945 aos 85 anos, começou a carreira como joalheiro e tornou-se uma das figuras maiores da joalharia e do vidro artístico francês. Nas suas criações usava materiais como vidro, esmalte, marfim, chifre e pedras semipreciosas, criando peças que marcaram a transição entre a joalharia tradicional e a linguagem decorativa da Arte Nova.</p>
<p><strong>Peças únicas e difíceis de revender</strong></p>
<p>A dimensão exata do prejuízo ainda está a ser avaliada, mas fontes próximas da investigação apontam para um valor próximo dos quatro milhões de euros. Alguns relatos indicam que as peças roubadas eram joias em cristal, sem pedras preciosas, o que torna mais difícil a sua revenda ou transformação, já que não podem simplesmente ser fundidas como metais preciosos.</p>
<p>As autoridades analisam agora as imagens das câmaras de segurança e procuram perceber se o grupo conhecia previamente o museu, a disposição das vitrinas e o valor das peças expostas. O facto de os assaltantes se terem dirigido diretamente à zona da joalharia reforça a hipótese de um golpe preparado.</p>
<p>O assalto reacende preocupações sobre a segurança de museus franceses, sobretudo por ocorrer menos de um ano depois de outro roubo de grande impacto no Louvre, em Paris. Nesse caso, um grupo usou uma escada extensível montada num camião, partiu janelas com pequenas motosserras e executou o assalto em apenas sete minutos, em plena manhã.</p>
<p><strong>Novo alerta para os museus franceses</strong></p>
<p>No caso do Museu Lalique, os sistemas de alarme foram ativados, mas os ladrões conseguiram escapar antes da chegada das autoridades. Segundo relatos da imprensa francesa e internacional, a rapidez da operação e a escolha das peças sugerem uma ação planeada e executada por assaltantes especializados.</p>
<p>O presidente da região Grand Est, Franck Leroy, condenou o roubo e classificou-o como um ataque ao património e à cultura da região, segundo o The Sun. O museu, dedicado a uma das marcas francesas mais reconhecidas no universo do luxo, é também uma atração cultural relevante para a Alsácia.</p>
<p>A investigação prossegue sem que tenham sido divulgados, até ao momento, detalhes oficiais sobre todas as peças levadas. A prioridade das autoridades é identificar os assaltantes e impedir que as joias entrem no circuito internacional de arte roubada, onde objetos únicos podem desaparecer durante anos ou ser vendidos discretamente a colecionadores privados.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786021]]></sapo:autor>
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		<title>Da Finlândia à Lituânia, a NATO prepara o pior: resistir aos primeiros dias de um possível ataque russo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 16:24:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[NATO]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[Ursos, lobos e alces continuam a atravessar livremente a fronteira entre a Finlândia e a Rússia. Mas, para os guardas que patrulham aquela linha de campos e florestas, é ali que termina a NATO]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ursos, lobos e alces continuam a atravessar livremente a fronteira entre a Finlândia e a Rússia. Mas, para os guardas que patrulham aquela linha de campos e florestas, é ali que termina a NATO. Uma sucessão de postes de madeira e marcadores pintados corta a relva e separa Helsínquia de Moscovo ao longo de 1.343 quilómetros, a maior fronteira terrestre entre a Aliança Atlântica e a Rússia.</p>
<p>A passagem está encerrada desde 2023, depois da invasão em larga escala da Ucrânia pelo Kremlin. Do outro lado fica território que a Finlândia perdeu para a União Soviética, quando foi deixada praticamente sozinha nos primeiros meses da II Guerra Mundial. Hoje, essa memória voltou a ter peso estratégico.</p>
<p>Numa reportagem publicada pelo &#8216;POLITICO&#8217;, integrada na rede global de repórteres da Axel Springer, jornalistas visitaram três zonas expostas da fronteira leste da Europa: a fronteira florestal da Finlândia com a Rússia, a linha fortificada da Polónia junto a Kaliningrado e à Bielorrússia, e a região lituana próxima do Corredor de Suwałki. O objetivo era perceber até que ponto os países da linha da frente da NATO estão preparados para a hipótese de um ataque russo.</p>
<p><strong>A Europa prepara-se para os primeiros dias sozinha</strong></p>
<p>A conclusão é clara: a Europa está a correr para reforçar a fronteira oriental da NATO contra uma ameaça que já não presume que Washington venha resolver sozinho. Enquanto Donald Trump questiona garantias antigas de segurança e procura reduzir a presença militar dos EUA na Europa, os países mais próximos da Rússia constroem fortificações, compram tanques, investem em drones, aumentam reservas e preparam-se para a possibilidade de os primeiros dias de qualquer conflito terem de ser travados quase sem ajuda externa.</p>
<p>O tema chega em pleno debate sobre a cimeira da NATO em Ancara, onde Mark Rutte está a pressionar os aliados a cumprirem a nova meta de 5% do PIB em defesa até 2035. A &#8216;Reuters&#8217; escreve que essa ambição já está a colocar forte pressão sobre os orçamentos europeus, apesar do aumento generalizado da despesa militar em países como Polónia, Lituânia e Alemanha.</p>
<p>Desde a reeleição de Trump, em 2024, a incerteza aumentou. Segundo o &#8216;POLITICO&#8217;, o presidente dos EUA tem questionado repetidamente o compromisso de Washington com o artigo 5º da NATO, a cláusula que estabelece que um ataque a um membro é um ataque a todos. A dúvida tornou-se ainda mais sensível após a guerra no Irão, quando a administração americana ameaçou reavaliar a participação dos EUA na NATO devido à recusa de aliados europeus em entrar no conflito.</p>
<p><strong>Finlândia: dormir ao lado do urso</strong></p>
<p>Na Finlândia, a ameaça russa nunca desapareceu completamente. “A Rússia é uma superpotência, e nós somos um país pequeno”, disse ao &#8216;POLITICO&#8217; o coronel Matti Pitkäniitty, comandante do Distrito da Guarda de Fronteiras da Carélia do Norte. “É preciso ter cuidado ao dormir perto de um urso.”</p>
<p>A Finlândia nunca esqueceu a Guerra de Inverno, quando resistiu à invasão soviética de 1939, mas perdeu cerca de um décimo do seu território. Enquanto muitos países europeus reduziram exércitos depois da Guerra Fria, Helsínquia manteve o serviço militar obrigatório, preservou vastas reservas e preparou a defesa nacional partindo do princípio de que a Rússia poderia voltar a atacar.</p>
<p>Hoje, a Finlândia pode mobilizar quase 870 mil reservistas numa população de 5,6 milhões, número que deverá chegar a um milhão até 2031. Investe quase 3% do PIB em defesa e pretende atingir 5% até 2035. A força aérea aguarda caças F-35 de fabrico americano e o país mantém um dos maiores arsenais de artilharia da Europa.</p>
<p>Jukka Kopra, antigo presidente da comissão de defesa do parlamento finlandês, resume a filosofia de Helsínquia: a NATO reforça a defesa nacional, mas não a substitui. “Estamos felizes por estarmos numa aliança, mas ainda compreendemos que sofreremos o primeiro golpe sozinhos, antes de o artigo 5.º da NATO ser ativado”, afirmou.</p>
<p><strong>Florestas, artilharia e minas terrestres</strong></p>
<p>Um dos trunfos da Finlândia é o território. Qualquer força invasora teria de atravessar florestas densas, poucas estradas, neve profunda, temperaturas extremas e um terreno onde a visibilidade pode cair para menos de 50 metros. A Finlândia está a ensinar os aliados a combater nesse ambiente, através de exercícios multinacionais como o Northern Star 26 e o Karelian Sword 26, realizados no sudeste do país.</p>
<p>O exercício Karelian Sword envolveu cerca de 10 mil soldados numa simulação de invasão. Uma das conclusões foi que veículos blindados e drones comerciais têm limitações nas florestas finlandesas, onde a folhagem dificulta a deteção de tropas, a menos que os aparelhos tenham câmaras térmicas.</p>
<p>Helsínquia prepara-se ainda para recuperar um instrumento polémico. Tal como a Polónia e os três Estados bálticos, a Finlândia retirou-se da Convenção de Otava, que proíbe minas antipessoais, alegando que a Rússia nunca aderiu ao tratado e já usa estas armas na Ucrânia. Oficiais finlandeses disseram ao &#8216;POLITICO&#8217; que o país planeia adquirir minas nos próximos meses, para serem usadas apenas se a ameaça de invasão se tornar iminente.</p>
<p><strong>O problema que a Finlândia não consegue resolver sozinha</strong></p>
<p>Há, contudo, um domínio em que reservas, florestas e serviço militar obrigatório não bastam: a dissuasão nuclear. Desde que aderiu à NATO, em 2023, a Finlândia passou a integrar o Grupo de Planeamento Nuclear da Aliança, participou em exercícios nucleares e começou a alterar legislação herdada da sua antiga postura fora da NATO.</p>
<p>Em junho, o parlamento finlandês levantou restrições ao transporte e armazenamento de armas nucleares no território nacional. A mudança foi mais controversa do que a própria adesão à NATO. Segundo Eoin Micheál McNamara, investigador do Instituto Finlandês de Assuntos Internacionais, a Finlândia precisa de aumentar o seu “QI nuclear” enquanto sociedade.</p>
<p>A questão é mais vasta: mesmo estando mais preparada do que outros países da linha da frente para uma guerra convencional, a Finlândia não consegue substituir o guarda-chuva nuclear dos EUA. A imprevisibilidade da administração Trump levou Helsínquia e outras capitais europeias a discutir se França poderia alargar a sua dissuasão nuclear a outros países europeus, uma ideia defendida por Emmanuel Macron, mas ainda marcada por ambiguidade.</p>
<p><strong>Polónia: o novo escudo da fronteira leste</strong></p>
<p>Se a resposta finlandesa é a defesa total, a polaca passa por betão, sensores, drones e um dos exércitos que mais cresce na Europa. A Polónia investe no chamado Escudo Oriental, uma rede de obstáculos, trincheiras, bunkers, câmaras térmicas, minas e unidades militares próximas da fronteira com a Bielorrússia e Kaliningrado.</p>
<p>Varsóvia é hoje o maior país da fronteira leste da NATO e o que mais gasta em defesa em percentagem do PIB. Segundo o &#8216;POLITICO&#8217;, deverá investir este ano 4,8% do PIB em defesa. O exército polaco é o terceiro maior da NATO, atrás dos EUA e da Turquia, e o país tornou-se um dos grandes compradores mundiais de armamento americano e sul-coreano.</p>
<p>O projeto Escudo Oriental deverá custar cerca de 10 mil milhões de euros e proteger a fronteira de 800 quilómetros com a Bielorrússia e Kaliningrado. Cezary Tomczyk, vice-ministro da Defesa polaco, descreve-o como o maior esforço de fortificação na Europa desde a II Guerra Mundial. A mensagem a Moscovo é direta: cada quilómetro de agressão deve custar mais tempo, mais equipamento e mais recursos.</p>
<p><strong>A muralha ainda tem falhas</strong></p>
<p>No terreno, porém, a promessa nem sempre corresponde à realidade. Em algumas zonas, as fortificações visíveis terminam abruptamente. Moradores junto à fronteira dizem que a atividade de construção aumentou antes de visitas políticas e depois abrandou. O Ministério da Defesa polaco garante que consegue erguer fortificações ao longo de toda a fronteira num prazo de sete a 14 dias com material pré-posicionado, mas especialistas em logística ouvidos pelo &#8216;POLITICO&#8217; contestam a rapidez dessa mobilização.</p>
<p>A região aproxima-se do Corredor de Suwałki, uma faixa estreita de território polaco e lituano que separa Kaliningrado da Bielorrússia. Ben Hodges, antigo comandante do Exército dos EUA na Europa, chamou-lhe o “calcanhar de Aquiles” da NATO. O receio é que a Rússia tente fechar o corredor de ambos os lados, isolando os Estados bálticos do resto da Aliança.</p>
<p>Mais a leste, junto à fronteira com a Bielorrússia, as limitações são ainda mais evidentes. Grande parte da linha está protegida por uma vedação de quatro metros construída em 2022 para conter a entrada de migrantes, mas com pouca utilidade contra tanques. Segundo o Ministério da Defesa polaco, há atualmente recursos materiais para proteger mais de 140 quilómetros de fronteira, menos de um terço da extensão total.</p>
<p><strong>A nova parede de drones</strong></p>
<p>A Polónia sabe que a ameaça não virá apenas por terra. Depois de 19 drones russos terem entrado no espaço aéreo polaco no ano passado, obrigando caças F-16 e F-35 da NATO a abatê-los com mísseis muito mais caros do que os próprios drones, Varsóvia acelerou o desenvolvimento do sistema SAN, uma espécie de barreira antidrone.</p>
<p>O programa poderá custar até 4 mil milhões de euros, cerca de 40% de todo o Escudo Oriental. O objetivo é criar uma arquitetura completa de defesa contra drones, com baterias, veículos, radares, sensores, sistemas de controlo e meios de neutralização. Segundo Tomczyk, dentro de 24 meses o exército deverá receber 18 módulos de baterias, cerca de 700 veículos e aproximadamente 350 sistemas para detetar e neutralizar ameaças aéreas.</p>
<p>A lógica é travar ou atrasar um ataque russo o tempo suficiente para que a NATO consiga reagir. Carlo Masala, especialista em segurança da Universidade das Forças Armadas Federais Alemãs, resume a lição da Ucrânia: nem tudo tem de estar “a 150%”; por vezes, 80% já são suficientes para ganhar tempo.</p>
<p><strong>Lituânia: o país que não pode trocar território por tempo</strong></p>
<p>A situação dos Estados bálticos é mais frágil. Ao contrário da Finlândia, que se prepara para resistir sozinha se necessário, ou da Polónia, que está a construir massa militar, Lituânia, Letónia e Estónia não têm profundidade territorial para trocar espaço por tempo. São demasiado pequenas, demasiado expostas e demasiado próximas da Rússia e da Bielorrússia.</p>
<p>Na Lituânia, o chefe da defesa, Raimundas Vaikšnoras, não acredita que um ataque surpresa seja provável, porque a NATO e Vilnius monitorizam centros logísticos, entroncamentos ferroviários e exercícios militares do outro lado da fronteira. Mas se a Rússia atacar, a defesa lituana dependerá da rapidez com que a NATO enviar reforços.</p>
<p>A Lituânia e os restantes bálticos apostam na Linha de Defesa do Báltico, com trincheiras antitanque, bunkers, obstáculos defensivos, dentes de dragão e, de forma mais controversa, campos minados. Tal como a Finlândia, os bálticos retiraram-se da Convenção de Otava. A função destas defesas não é derrotar sozinhas uma invasão russa, mas canalizar o avanço inimigo, atrasá-lo e dar tempo aos aliados.</p>
<p><strong>A Alemanha substitui parte da sombra americana</strong></p>
<p>A presença aliada é crucial. Em fevereiro, havia cerca de 3.000 militares de outros países da NATO na Lituânia, incluindo tropas alemãs, norueguesas, neerlandesas e dos EUA. Mas o destacamento rotativo de mais de 1.000 soldados americanos terminou entretanto e, até agora, não chegou uma força equivalente, enquanto Washington revê a sua presença militar na Europa.</p>
<p>Isso aumenta o peso da Alemanha. Berlim deverá estacionar permanentemente uma brigada na Lituânia até ao final de 2027, com cerca de 5.000 militares. Para Vaikšnoras, o facto de a Alemanha assumir liderança na NATO é um sinal importante, incluindo para a população lituana.</p>
<p>Mas a dúvida permanece: se os EUA deixarem de liderar automaticamente a resposta da NATO, estará a Europa preparada para agir sozinha? Um exercício de guerra conduzido pela WELT e pelo Centro Alemão de Simulação de Guerra da Universidade da Bundeswehr concluiu que, perante um cenário de ameaça russa à Lituânia e recusa de liderança por Washington, o lado alemão perdeu tempo em reuniões de crise e em procurar apoio político, enquanto a equipa russa avançava rapidamente para uma invasão limitada.</p>
<p><strong>A pergunta que a NATO ainda não respondeu</strong></p>
<p>Anders Fogh Rasmussen, antigo secretário-geral da NATO, é citado no texto com uma formulação dura: “O que estamos a assistir é à dissolução da NATO.” Para Rasmussen, a Europa precisa de novos planos de defesa e de novas capacidades militares para agir sem esperar por Washington.</p>
<p>A frase pode ser polémica, mas traduz a ansiedade que atravessa a fronteira leste da Aliança. A Finlândia prepara-se para ser mais difícil de invadir. A Polónia ergue barreiras, compra armas e constrói sistemas antidrone. A Lituânia e os restantes bálticos procuram garantir que qualquer ataque russo se transforma, desde o primeiro momento, numa guerra europeia e não num problema local.</p>
<p>A Europa ainda não está pronta para se defender sozinha. Mas, na fronteira leste da NATO, já se prepara para o dia em que talvez tenha de começar a fazê-lo.</p>
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		<title>Empresa de transporte marítimo Maersk vai retomar tráfego pelo Canal de Suez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 16:18:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A dinamarquesa Maersk, uma das maiores empresas de transporte marítimo do mundo, anunciou que vai retomar o trânsito pelo Canal de Suez, uma rota que os seus navios evitavam desde os primeiros ataques dos houthis, do Iémen, em 2023.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A dinamarquesa Maersk, uma das maiores empresas de transporte marítimo do mundo, anunciou que vai retomar o trânsito pelo Canal de Suez, uma rota que os seus navios evitavam desde os primeiros ataques dos houthis, do Iémen, em 2023.</P><br />
<P>&#8220;A Maersk e a Hapag-Lloyd anunciam uma alteração estrutural num dos serviços da Gemini, o serviço AE15: este passará a utilizar a rota através do Canal de Suez em vez de transitar pelo Cabo da Boa Esperança&#8221;, informou a Maersk em comunicado, citado pela AFP.</P><br />
<P>Gemini é o nome da parceria entre a Maersk e a armadora alemã Hapag-Lloyd. O serviço AE15 liga a Ásia, o Mediterrâneo e a Europa.</P><br />
<P>A decisão de evitar o Mar Vermelho, o estreito de Bab el-Mandeb e o Canal de Suez remonta a 19 de novembro de 2023, quando foi realizado o primeiro ataque pela milícia houthi, aliada do Irão, a partir da costa do Iémen, contra um navio porta-contentores.</P><br />
<P>Este desvio obrigou os navios a contornar o continente africano, navegando ao longo da costa oriental de África até ao Cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África do Sul, antes de seguirem novamente para norte em direção ao Mediterrâneo e à Europa.</P><br />
<P>&#8220;Esta decisão conjunta com a Hapag-Lloyd resulta de uma análise aprofundada da situação de segurança na região do Mar Vermelho e representa um passo rumo a um regresso gradual ao corredor através do Canal de Suez&#8221;, explicou a Maersk, acrescentando que esta alteração permitirá reduzir os tempos de trânsito.</P><br />
<P>Contudo, a retoma está condicionada à manutenção da estabilidade da situação de segurança na região, estando previstos planos de contingência caso as condições se deteriorem.</P><br />
<P>Segundo os especialistas, cerca de 70% dos fluxos de mercadorias que, em 2023, passavam pelo Mar Vermelho foram desviados para a rota do Cabo da Boa Esperança.</P><br />
<P>De acordo com os dados da plataforma Portwatch, do Fundo Monetário Internacional (FMI), baseados nos sinais GPS dos navios, o número de passagens de porta-contentores pelo Cabo da Boa Esperança mais do que triplicou nos últimos três anos, enquanto as passagens pelo estreito de Bab el-Mandeb e pelo Canal de Suez caíram para menos de metade.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786010]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsa de Lisboa fecha no &#8216;vermelho&#8217; com EDP a cair 2,30%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 16:17:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa fechou hoje em terreno negativo, com o PSI a cair 1,19% para 9.217,31 pontos, acompanhando a generalidade das praças europeias, num dia em que a EDP perdeu 2,30%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Lisboa fechou hoje em terreno negativo, com o PSI a cair 1,19% para 9.217,31 pontos, acompanhando a generalidade das praças europeias, num dia em que a EDP perdeu 2,30%. </P><br />
<P>Das 16 cotadas que integram o índice de referência nacional, apenas o BCP terminou a sessão no &#8216;verde&#8217;, tendo subido 0,47% para 1,08 euros.  </P><br />
<P>Nas restantes principais praças europeias, o espanhol IBEX-35 perdeu 0,85%, o francês CAC-40 caiu 0,33% e o britânico FTSE 100 cedeu 0,26%. Já o alemão DAX subiu 0,15%. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786012]]></sapo:autor>
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		<title>Todos os alunos vão ter acesso à correção dos exames nacionais, garante ministro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 15:49:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[exames nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Alexandre]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os alunos do 11.º e 12.º anos vão ter acesso à correção dos exames nacionais que realizaram este ano, sem terem de pedir a consulta da prova, anunciou hoje o ministro da Educação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os alunos do 11.º e 12.º anos vão ter acesso à correção dos exames nacionais que realizaram este ano, sem terem de pedir a consulta da prova, anunciou hoje o ministro da Educação.</P><br />
<P>&#8220;Quando forem publicadas as notas, no dia 17, os alunos poderão aceder à prova que realizaram, consultar a prova, verificar que a prova que eles fizeram foi a prova que foi corrigida e as classificações que tiveram em cada um dos itens&#8221;, disse Fernando Alexandre.</P><br />
<P>A novidade foi anunciada pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação durante uma visita ao local onde estão a ser processados os exames nacionais do ensino secundário, nas instalações em Mem Martins, concelho de Sintra, da Imprensa Nacional Casa da Moeda, que assumiu as funções do extinto Editorial do Ministério da Educação e Ciência.</P><br />
<P>Até agora, os alunos só tinham acesso à prova se apresentassem um requerimento de consulta após a publicação das notas, caso quisessem pedir a reapreciação da prova.</P><br />
<P>A partir deste ano, e depois de publicadas as pautas, todos os alunos vão receber um &#8216;link&#8217; de acesso a todas as provas que realizaram e respetiva correção, uma medida que não estava prevista, mas será adotada já para a primeira fase dos exames nacionais.</P><br />
<P>&#8220;Dessa forma, pensamos que garantimos, de facto, a confiança que é essencial num processo de avaliação externa, como a dos exames nacionais&#8221;, justificou Fernando Alexandre.</P><br />
<P>Pela primeira vez este ano, as provas dos 11.º e 12.º anos, que continuam a ser realizadas em papel, estão a ser corrigidas em formato digital, um processo que implica que sejam digitalizadas e só depois distribuídas pelos professores para serem avaliadas.</P><br />
<P>No entanto, os sistemas informáticos têm apresentado problemas desde o início e, no entender do governante, os relatos partilhados diariamente por professores acabaram por minar a confiança na classificação das provas, ainda que a maioria não se tenha confirmado, segundo a tutela.  </P><br />
<P>Foi, também, por isso que o MECI decidiu mostrar aos jornalistas o centro de operações, até agora incógnito por questões de segurança.</P><br />
<P>&#8220;O objetivo era dizer que todos os exames estão em instalações seguras e em condições de total segurança&#8221;, justificou, considerando existir um &#8220;alarmismo que põe em causa a credibilidade de um processo crítico&#8221;.</P><br />
<P>Atualmente impressos noutras instalações da Imprensa Nacional Casa da Moeda, todos os exames nacionais são depois transportados para aquele armazém em Mem Martins, de onde saem pelas mãos das forças de segurança, que só os entregam nas escolas no dia da prova.</P><br />
<P>Logo após serem realizadas, as provas voltam para aquele local, novamente transportadas pelas forças de segurança, onde são organizadas, digitalizadas e arquivadas até concluído o processo de classificação.</P><br />
<P>A tarefa envolve dezenas de professores que, todos os dias, entre as 08:00 e as 22:00, trabalham naquelas instalações para processar as provas realizadas entre 16 e 26 de junho.</P><br />
<P>Quase três semanas após o primeiro exame &#8212; o de Português, realizado por todos os alunos do 12.º &#8211; já foram digitalizadas todas as folhas de resposta, mas ainda há professores que não receberam todos os itens que terão de classificar.  </P><br />
<P>A distribuição ficará concluída até ao final do dia, segundo o ministro da Educação, que considera existirem condições para cumprir o novo calendário.</P><br />
<P>Devido aos problemas técnicos identificados logo nos primeiros dias do processo, o Governo anunciou, na semana passada, o adiamento da divulgação dos resultados e da segunda fase dos exames nacionais.</P><br />
<P>Os professores terão agora até 14 de julho para classificar as provas (era até dia 10), e os resultados serão afixados a 17 de julho, em vez de 14 de julho.</P><br />
<P>A segunda fase dos exames finais nacionais do ensino secundário, que deveria começar a 16 de julho, arranca apenas na tarde de 20 de julho e termina a 24 de julho, em vez de 22 de julho.</P><br />
<P>Questionado sobre eventuais constrangimentos decorrentes do adiamento da segunda fase, Fernando Alexandre disse que &#8220;se há alguma família que demonstre que foi efetivamente prejudicada por esta situação, obviamente deve apresentar esta situação ao Estado português&#8221;.</P><br />
<P>O ministro acrescentou, no entanto, que &#8220;a condição absolutamente prioritária e que sobrepõe todas é o rigor na avaliação&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785992]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ministério da Saúde alerta para SMS falsas em nome do SNS 24 a pedir pagamentos urgentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 15:47:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As novas mensagens chegam em nome do SNS 24 e indicam falsamente que foi instaurado um processo de execução fiscal por dívida ao Estado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Ministério da Saúde alertou esta segunda-feira para a circulação de novas mensagens fraudulentas enviadas por SMS, nas quais são pedidos pagamentos indevidos aos cidadãos em nome de entidades associadas à saúde pública, como o MIN.SAUDE, o SNS e o SNS 24.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a nota de imprensa divulgada pelo Ministério da Saúde, trata-se de mais um esquema de fraude destinado a levar os destinatários a fornecerem informações pessoais e bancárias ou a efetuarem pagamentos indevidos.</p>
<p class="isSelectedEnd">As novas mensagens chegam em nome do SNS 24 e indicam falsamente que foi instaurado um processo de execução fiscal por dívida ao Estado. No texto enviado aos cidadãos é apresentada uma referência bancária e é dado um prazo de 48 horas para o alegado pagamento, criando um sentido de urgência. Os valores pedidos são variáveis.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>SNS 24 não pede pagamentos por SMS</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Ministério da Saúde sublinha que os serviços do SNS 24 são gratuitos para todos os cidadãos. Tanto a linha telefónica como o site SNS 24 são serviços públicos gratuitos, pelo que os cidadãos não devem pagar qualquer valor nem fornecer dados pessoais ou bancários.</p>
<p class="isSelectedEnd">A tutela reforça ainda que o SNS 24 não envia mensagens a solicitar pagamentos relacionados com processos de execução fiscal.</p>
<p class="isSelectedEnd">Perante este tipo de contacto, a recomendação é clara: não pagar, não responder, não aceder a ligações suspeitas e eliminar as mensagens recebidas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Há outros esquemas fraudulentos em circulação</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Ministério da Saúde recorda que têm circulado também outros tipos de SMS falsas, incluindo mensagens com ligações para alegados reembolsos, links para sites fraudulentos ou referências para pagamentos de supostas dívidas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Estes esquemas recorrem a nomes de entidades credíveis para tentar enganar os destinatários e obter vantagens financeiras. Por isso, os cidadãos devem desconfiar de mensagens que peçam pagamentos urgentes, dados bancários ou informação pessoal.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O que fazer em caso de dúvida</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em caso de dúvida, os cidadãos devem contactar o SNS 24, através do número 808 24 24 24, para assuntos administrativos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também é possível contactar a equipa de resposta a incidentes da SPMS através do endereço <a href="mailto:csirt@spms.min-saude.pt">csirt@spms.min-saude.pt</a>.</p>
<p>O Ministério da Saúde informa que está em articulação com as entidades competentes e apela à prudência dos cidadãos perante este tipo de mensagens.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785996]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Soros, Musk, Adelson e Silicon Valley: quem está a pagar a &#8216;batalha&#8217; pelo Congresso dos EUA</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/soros-musk-adelson-e-silicon-valley-quem-esta-a-pagar-a-batalha-pelo-congresso-dos-eua/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 15:43:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Nos Estados Unidos, não é preciso candidatar-se a um cargo político para influenciar uma eleição]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nos Estados Unidos, não é preciso candidatar-se a um cargo político para influenciar uma eleição. Basta ter uma fortuna, uma causa e acesso aos mecanismos que transformam dinheiro em anúncios, sondagens, vídeos, ataques políticos e pressão sobre candidatos.</p>
<p>A quatro meses das eleições intercalares de novembro, que irão decidir o controlo da Câmara dos Representantes e de um terço do Senado, os 50 maiores doadores do atual ciclo eleitoral já colocaram mais de 1,368 mil milhões de dólares, cerca de 1,17 mil milhões de euros, na política americana. O valor foi compilado pelo &#8216;Washington Post&#8217; e serve de base à análise publicada pelo &#8216;El Español&#8217;.</p>
<p><strong>O dinheiro que rodeia Trump e o Congresso</strong></p>
<p>A lista dos maiores financiadores não é apenas um ranking de fortunas. É também um retrato do poder privado que gravita em torno de Donald Trump, do Congresso e dos setores que mais têm a perder ou a ganhar com decisões sobre impostos, regulação e acesso ao poder.</p>
<p>Entre os nomes em destaque estão figuras tradicionais do financiamento político americano, como George Soros, Miriam Adelson e a família Uihlein. Mas há também uma presença cada vez mais visível da nova elite tecnológica, incluindo Elon Musk, Marc Andreessen e Greg Brockman, presidente e cofundador da OpenAI.</p>
<p>A estes juntam-se setores inteiros, como criptomoedas, inteligência artificial, apostas desportivas, petróleo, tabaco e o lobby pró-Israel, que já não esperam apenas pelas decisões dos políticos. Procuram chegar antes, financiando candidatos, super PACs e campanhas capazes de condicionar o debate público.</p>
<p><strong>Como funcionam os super PACs</strong></p>
<p>Para perceber o peso deste dinheiro, é preciso entender o sistema americano. Os candidatos têm limites para donativos diretos, mas grande parte da influência passa pelos chamados super PACs, organizações políticas que podem angariar montantes ilimitados junto de particulares, empresas, sindicatos ou outros grupos, desde que não coordenem formalmente a despesa com os candidatos que apoiam.</p>
<p>Na prática, um super PAC não pode entregar dinheiro diretamente a um político nem planear oficialmente a campanha com a sua equipa. Mas pode gastar milhões em anúncios, atacar adversários, interferir em primárias ou transformar uma questão quase invisível num tema nacional.</p>
<p>É esta arquitetura que permite que um pequeno número de megadoadores tenha peso desproporcionado na definição do clima político. Não compram votos diretamente, mas compram alcance, repetição e agenda.</p>
<p><strong>Republicanos recebem a maior fatia</strong></p>
<p>Segundo os dados citados pelo &#8216;El Español&#8217;, os doadores alinhados com os republicanos totalizam cerca de 884 milhões de dólares, enquanto os democratas somam aproximadamente 284 milhões. Outros 200 milhões de dólares vêm de grupos de interesse ou organizações que não se apresentam necessariamente como partidárias, mas que defendem agendas específicas.</p>
<p>A diferença é politicamente decisiva. Em novembro, estarão em jogo todos os lugares da Câmara dos Representantes e um terço do Senado. Para Trump, manter o controlo republicano significa preservar margem de manobra para governar sem um Congresso hostil. Para os democratas, recuperar pelo menos uma das câmaras abriria espaço para investigar, bloquear ou condicionar a Casa Branca.</p>
<p>Para os grandes doadores, a pergunta é mais direta: quem irá regular os seus negócios, reduzir ou aumentar impostos, proteger as suas causas e limitar, ou ampliar, o seu poder?</p>
<p><strong>Soros, Adelson e a velha aristocracia do dinheiro político</strong></p>
<p>O primeiro nome da lista rompe parcialmente o domínio republicano. George Soros, investidor, filantropo e sobrevivente do nazismo, surge no topo com cerca de 102 milhões de dólares em contribuições através de entidades ligadas a si. Para a esquerda liberal americana, continua a ser um dos financiadores históricos de causas progressistas; para a direita, permanece como um alvo recorrente da guerra cultural.</p>
<p>Do lado republicano, um dos nomes mais relevantes é Miriam Adelson, médica, viúva do magnata dos casinos Sheldon Adelson, acionista da Las Vegas Sands e proprietária maioritária dos Dallas Mavericks, da NBA. A sua fortuna tem servido de apoio ao trumpismo e à política pró-Israel em Washington. Segundo o &#8216;El Español&#8217;, investiu quase 68 milhões de dólares, grande parte em comités republicanos do Senado e na MAGA Inc., o principal veículo político de Trump.</p>
<p>Também Jeff e Janine Yass se destacam, com cerca de 84 milhões de dólares. Associados ao setor financeiro e ao movimento das escolas charter, defendem uma visão de liberdade educativa próxima da direita americana. Já Richard e Elizabeth Uihlein, donos da Uline, representam uma corrente conservadora mais ideológica, com apoio a candidatos republicanos e causas jurídicas e sociais conservadoras.</p>
<p><strong>Silicon Valley deixou de ver a política de fora</strong></p>
<p>A grande novidade de 2026 é a entrada mais agressiva da elite tecnológica. Silicon Valley já não se limita a pressionar os decisores depois das eleições. Quer financiar o caminho até eles.</p>
<p>Elon Musk contribuiu com mais de 85 milhões de dólares, parte através do America PAC, o seu próprio veículo político, e parte para comités republicanos que procuram apoio na Câmara e no Senado. O seu peso vai além da tecnologia: durante o segundo mandato de Trump, teve influência direta na reorganização do Estado através do DOGE, gabinete criado para otimizar a administração federal.</p>
<p>Marc Andreessen e Ben Horowitz, fundadores da Andreessen Horowitz, uma das firmas de capital de risco mais influentes do mundo, investiram mais de 91 milhões de dólares. O foco está na inteligência artificial, nas criptomoedas e no ecossistema tecnológico que será diretamente afetado pela legislação do próximo Congresso.</p>
<p>Greg Brockman, presidente e cofundador da OpenAI, surge com a mulher, Anna, com 50 milhões de dólares: metade para a MAGA Inc. e metade para a Leading the Future, um super PAC orientado para a inteligência artificial. A IA deixou de ser apenas uma promessa tecnológica; tornou-se também uma força política com orçamento próprio.</p>
<p><strong>Cripto quer sobreviver à regulação</strong></p>
<p>O setor das criptomoedas é um dos mais ativos no financiamento das intercalares. Coinbase, Ripple Labs, Crypto.com e os gémeos Winklevoss estão entre os principais financiadores, com o objetivo de apoiar candidatos favoráveis a uma regulação menos hostil ao setor.</p>
<p>Segundo a &#8216;Reuters&#8217;, empresas ligadas às criptomoedas já gastaram 189 milhões de dólares neste ciclo eleitoral, mais do que os 170 milhões aplicados em 2024. O setor tornou-se a maior fonte de despesa política corporativa nas intercalares de 2026, canalizando grande parte do dinheiro através de super PACs como o Fairshake.</p>
<p>A estratégia é clara: eleger um Congresso que não aperte a supervisão ao ponto de sufocar o negócio e que mantenha os EUA como centro global das criptomoedas.</p>
<p><strong>IA, apostas, petróleo, tabaco e pró-Israel entram na disputa</strong></p>
<p>A inteligência artificial segue caminho semelhante. Super PACs ligados à tecnologia procuram influenciar candidatos que terão de decidir regras sobre segurança, concorrência, direitos de autor, uso governamental da IA e responsabilidade das empresas.</p>
<p>Também o lobby pró-Israel, com destaque para o AIPAC, opera com lógica própria. Não é apenas um braço republicano: procura preservar apoio bipartidário a Israel, financiando candidatos favoráveis à sua posição e intervindo também em primárias democratas para conter a ala progressista mais crítica da política israelita.</p>
<p>Outros setores, como petróleo, tabaco, apostas desportivas e grupos ambientalistas, seguem a mesma lógica. Cada indústria tem a sua urgência regulatória. Cada setor tenta financiar o Congresso que mais lhe convém.</p>
<p><strong>Tudo é transparente, mas desigual</strong></p>
<p>O paradoxo do sistema americano é que grande parte deste financiamento acontece à vista de todos. Os nomes são conhecidos, os valores são divulgados e as bases de dados são consultáveis. Mas transparência não significa equilíbrio.</p>
<p>O resultado é um sistema em que os cidadãos votam, mas os temas, os ataques e o volume da campanha são cada vez mais definidos por quem pode pagar para os amplificar. Em novembro, os americanos decidirão o Congresso. Mas, muito antes de entrarem nas urnas, os megadoadores já começaram a decidir que eleição será essa.</p>
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		<item>
		<title>Drones, espaço e flanco oriental: os cinco megaprojetos com que a UE quer reforçar a defesa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 15:32:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Iniciativas são conhecidas como Projetos Europeus de Defesa de Interesse Comum, ou EDPCI]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia quer lançar cinco megaprojetos de defesa para reforçar as capacidades militares da União Europeia em áreas consideradas críticas: drones e sistemas antidrones, defesa marítima e do fundo do mar, espaço, defesa aérea e antimíssil e proteção do flanco oriental. Segundo o &#8216;El Economista&#8217;, o valor global associado às ambições financeiras destes projetos pode chegar aos 281 mil milhões de euros.</p>
<p>As iniciativas são conhecidas como Projetos Europeus de Defesa de Interesse Comum, ou EDPCI, e foram apresentadas por Bruxelas como uma forma de permitir que os países europeus desenvolvam em conjunto capacidades militares demasiado complexas, dispendiosas ou estratégicas para serem assumidas isoladamente por cada Estado. A Comissão Europeia confirmou que propôs cinco projetos conjuntos de grande escala, destinados a fortalecer a indústria europeia de defesa e a melhorar a resposta da UE a desafios de segurança comuns.</p>
<p><strong>Uma nova geração de projetos militares europeus</strong></p>
<p>A lógica dos EDPCI é aproximar Estados, indústria e financiamento europeu em torno de capacidades consideradas essenciais para a segurança da Europa. Bruxelas quer reduzir a fragmentação do mercado de defesa, aumentar a produção industrial e criar sistemas interoperáveis entre países, em linha com prioridades também identificadas pela NATO.</p>
<p>Em média, cada projeto junta cerca de 18 Estados-membros. A Ucrânia participa em quatro dos cinco, num sinal da importância que a experiência da guerra tem vindo a assumir na definição das novas prioridades militares europeias. A Reuters refere que os projetos incluem também a participação da Noruega em algumas iniciativas.</p>
<p><strong>Drones e antidrones: a resposta à guerra moderna</strong></p>
<p>O primeiro megaprojeto chama-se DECODER, sigla de Drone and Counter-Drone European Resolve, e pretende acelerar o desenvolvimento, produção e implantação coordenada de sistemas europeus não tripulados e de defesa contra drones.</p>
<p>A iniciativa responde a uma das grandes lições da guerra na Ucrânia: os drones tornaram-se uma ferramenta decisiva de reconhecimento, ataque, vigilância e saturação das defesas inimigas. O objetivo é dotar as forças armadas europeias de sistemas modernos, interoperáveis e adaptáveis a vários domínios operacionais.</p>
<p>O projeto inclui aquisição conjunta de tecnologias, reforço da capacidade industrial e criação de uma rede europeia de centros tecnológicos dedicados a drones. Segundo a proposta citada pela Reuters, o investimento considerado pelos participantes no DECODER situa-se entre 3,5 mil milhões e cinco mil milhões de euros até 2033.</p>
<p><strong>Defesa marítima e proteção dos cabos submarinos</strong></p>
<p>O segundo projeto centra-se na defesa marítima e do fundo do mar. O objetivo é criar uma arquitetura federada capaz de reforçar a capacidade da UE para prevenir, detetar e responder a ameaças no domínio marítimo.</p>
<p>A iniciativa abrange três áreas principais: vigilância e consciência situacional marítima, combate naval e guerra submarina ou do fundo do mar. Uma das prioridades será a proteção de infraestruturas críticas, como portos, plataformas offshore, oleodutos e cabos submarinos.</p>
<p>A importância deste domínio aumentou nos últimos anos, depois de vários incidentes envolvendo infraestruturas submarinas críticas na Europa terem exposto a vulnerabilidade de comunicações, energia e transporte de dados. Segundo o &#8216;El Economista&#8217;, este projeto poderá mobilizar entre 43 mil milhões e 72 mil milhões de euros até 2045.</p>
<p><strong>Espaço entra no centro da defesa europeia</strong></p>
<p>O terceiro megaprojeto, dedicado ao espaço, pretende reforçar capacidades europeias de alerta antecipado, comunicações por satélite, inteligência, vigilância, posicionamento e navegação.</p>
<p>A proposta inclui investigação para uma constelação multimissão e aquisição conjunta de infraestruturas e produtos de defesa ligados ao uso militar do espaço. O objetivo é permitir à UE maior autonomia estratégica, evitando dependência excessiva de sistemas externos em domínios como comunicações seguras, observação da Terra e deteção precoce de ameaças.</p>
<p>Bruxelas já tinha identificado o chamado Escudo Espacial Europeu como uma das grandes prioridades da política de defesa, a par do escudo aéreo e da defesa contra drones.</p>
<p><strong>Escudo aéreo e antimíssil para ameaças de longo alcance</strong></p>
<p>O quarto projeto é o EU-FIAMD, dedicado à defesa aérea e antimíssil integrada. A ambição é criar uma arquitetura comum que permita combinar sensores, sistemas de alerta, comando e controlo e capacidades de interceção de vários Estados-membros.</p>
<p>Na prática, Bruxelas quer que as soluções nacionais deixem de funcionar como ilhas separadas e passem a integrar uma rede comum, capaz de responder a ameaças aéreas e balísticas com maior rapidez e coordenação.</p>
<p>O projeto deverá seguir requisitos de interoperabilidade compatíveis com a NATO e, segundo os valores citados pelo &#8216;El Economista&#8217;, poderá exigir entre 55 mil milhões e 80 mil milhões de euros até 2040.</p>
<p><strong>Flanco oriental como nova prioridade estratégica</strong></p>
<p>O quinto projeto é o Eastern Flank Watch, pensado para reforçar a segurança da fronteira oriental da União Europeia. A iniciativa tem uma dimensão multidomínio e deverá abranger combate terrestre, defesa contra drones, inteligência, comunicações, mobilidade militar, contramobilidade e defesa aérea.</p>
<p>A prioridade é proteger o território europeu perante ameaças convencionais, híbridas ou de pressão militar na vizinhança da Rússia e da Bielorrússia. A Comissão Europeia já tinha descrito o reforço do flanco oriental e a defesa contra drones como prioridades urgentes, com capacidade inicial prevista para avançar ainda antes do final da década.</p>
<p>Embora o projeto tenha foco geográfico no leste da UE, Bruxelas defende que o benefício é europeu, porque a segurança do flanco oriental protege a integridade de todo o espaço comunitário. Segundo o &#8216;El Economista&#8217;, esta iniciativa poderá mobilizar entre 60 mil milhões e 100 mil milhões de euros até 2036.</p>
<p><strong>Financiamento europeu ainda é limitado face à escala da ambição</strong></p>
<p>Apesar dos valores potenciais muito elevados, o financiamento europeu inicial é bastante mais modesto. O Programa Europeu da Indústria de Defesa, conhecido como EDIP, tem um orçamento de 1,5 mil milhões de euros e prevê 325 milhões de euros para apoiar a criação e desenvolvimento destes projetos de interesse comum.</p>
<p>Na prática, este financiamento deverá servir como impulso inicial, abrindo caminho a investimento adicional dos Estados-membros, compras conjuntas, fundos futuros e eventual apoio através do próximo Fundo Europeu da Competitividade. A Comissão Europeia deverá participar na coordenação, no acompanhamento de metas e na supervisão dos progressos.</p>
<p><strong>O que falta decidir</strong></p>
<p>Os projetos ainda não estão formalmente concluídos. O Conselho da União Europeia terá agora de debater e aprovar a criação das EDPCI, definindo objetivos, características, países participantes e estimativas de investimento. Só depois de adotada a lista oficial é que estas iniciativas poderão aceder ao financiamento europeu previsto.</p>
<p>A proposta marca, ainda assim, uma mudança de escala na política de defesa europeia. Mais do que programas isolados, Bruxelas quer criar plataformas industriais e militares comuns, capazes de responder a ameaças que nenhum país europeu consegue enfrentar sozinho com a mesma eficácia.</p>
<p>Num contexto de guerra na Ucrânia, pressão sobre as fronteiras orientais, ataques híbridos, vulnerabilidade de infraestruturas críticas e maior incerteza sobre garantias externas de segurança, a UE está a tentar transformar a defesa numa política industrial de grande dimensão. Os cinco megaprojetos agora propostos mostram essa viragem: menos compras dispersas, mais produção conjunta e uma ambição clara de tornar a Europa mais autónoma na sua própria segurança.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785982]]></sapo:autor>
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		<title>Mota-Engil ganha contrato para fornecer 22 autocarros elétricos ao Norte do país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 15:21:29 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Norte]]></category>
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					<description><![CDATA[A REMO – Powered by Mota-Engil foi selecionada pela Transdev, através de um concurso público internacional, para fornecer uma solução integrada de eletrificação da rede Mobiave, que serve os municípios de Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso e Trofa. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A REMO – Powered by Mota-Engil, empresa do Grupo Mota-Engil dedicada a soluções de mobilidade verde, foi selecionada pela Transdev, através de um concurso público internacional, para fornecer uma solução integrada de eletrificação da rede Mobiave, que serve os municípios de Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso e Trofa. O projeto inclui o fornecimento de 22 autocarros urbanos 100% elétricos e a instalação da respetiva infraestrutura de carregamento inteligente.</p>
<p>A empresa do Grupo Mota-Engil será responsável pela entrega de uma frota de 22 autocarros urbanos de 12 metros, totalmente elétricos, bem como pela implementação de uma infraestrutura com uma potência instalada de 2.600 kVA, preparada para suportar até 30 pontos de carregamento ultrarrápido de 300 kW.</p>
<p>Segundo a empresa, a solução permitirá gerir de forma inteligente a potência disponível, ajustando os ciclos de carregamento às necessidades da operação, com o objetivo de aumentar a eficiência energética, otimizar a utilização da infraestrutura elétrica e assegurar uma maior disponibilidade operacional.</p>
<p>Os autocarros, desenvolvidos em parceria com a HIGER, incluem funcionalidades como portas USB para carregamento de dispositivos móveis e acesso a Wi-Fi a bordo. A solução integra ainda sistemas telemáticos que permitem à Transdev acompanhar a operação em tempo real e otimizar a gestão da frota.</p>
<p>A operação da rede Mobiave serve diariamente dezenas de milhares de passageiros nos três concelhos, abrangendo uma região com elevada densidade populacional e forte atividade económica.</p>
<p>Além do fornecimento dos veículos e da infraestrutura de carregamento, a REMO ficará responsável pelas soluções de gestão energética e pelos serviços de manutenção preventiva, procurando garantir maior fiabilidade da operação e reduzir os riscos associados à transição para a mobilidade elétrica.</p>
<p>De acordo com Luís Castanheira, CEO da REMO Powered by Mota-Engil, &#8220;este projeto evidencia aquilo que define a atuação da REMO: a capacidade de integrar, numa única solução, todos os elementos necessários para uma operação elétrica eficiente e fiável. Da frota à infraestrutura de carregamento, da gestão inteligente de energia à manutenção, desenvolvemos soluções completas que permitem aos nossos clientes acelerar a sua transição energética e preparar as suas operações para o futuro. É essa abordagem multidisciplinar que transforma a eletrificação num caso de referência para o transporte público na Península Ibérica.&#8221;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785984]]></sapo:autor>
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		<title>Nazaré cobra taxa turística de 1 euro a partir de setembro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 15:09:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A taxa turística na Nazaré vai começar a ser cobrada em 01 de setembro, confirmou hoje a Câmara, na sequência da publicação do regulamento em Diário da República (DR).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A taxa turística na Nazaré vai começar a ser cobrada em 01 de setembro, confirmou hoje a Câmara, na sequência da publicação do regulamento em Diário da República (DR).</p>
<p>O documento estipula a aplicação de uma taxa turística no valor de 1 euro por noite de estadia em todas as unidades de alojamento turístico no concelho da Nazaré, incluindo hotéis, hostels, alojamento local e outras formas de hospedagem.</p>
<p>De acordo com a Câmara da Nazaré &#8220;a taxa será aplicada a partir de 01 de setembro&#8221; aos hóspedes que pernoitem neste concelho do distrito de Leiria, desde que sejam maiores de 12 anos.</p>
<p>Do valor, que será cobrado até ao máximo de cinco noites consecutivas, ficam isentos os maiores de 65 anos, portadores de deficiência e pessoas que adoeçam durante a estadia na Nazaré.</p>
<p>No regulamento, a Câmara justifica a implementação da taxa com &#8220;a pressão acrescida sobre as infraestruturas públicas e sobre a prestação de serviços municipais&#8221; causada pelo turismo, designadamente ao nível &#8220;da limpeza urbana, da manutenção do espaço público e do reforço da segurança de pessoas e bens&#8221;.</p>
<p>Segundo dados disponibilizados pelo Turismo de Portugal, em 2025, o número de dormidas no concelho da Nazaré totalizou 248.981.</p>
<p>De acordo com o texto publicado em DR, na sexta-feira, o regulamento entra em vigor no primeiro dia do mês seguinte a esta publicação, com expressa exclusão das reservas comprovadamente efetuadas antes desta data para o ano de 2026.</p>
<p>No mesmo dia foi também publicado o Regulamento Municipal para a Gestão Sustentável do Alojamento Local (AL) da Nazaré, que define as áreas de contenção e as áreas de crescimento sustentável para esta atividade.</p>
<p>O regulamento, que entra em vigor no dia 01 de agosto, pretende direcionar o crescimento do AL &#8220;preferencialmente para o aproveitamento de imóveis não dedicados a habitação permanente, estejam eles vagos ou degradados, ou casas de férias que nunca foram, nem se prevê que venham a ser, parte do parque habitacional permanente&#8221;.</p>
<p>São consideradas áreas de contenção aquelas em que se verifique &#8220;uma sobrecarga excessiva&#8221; de estabelecimentos de AL, pelo que estes passam a só poder ser licenciados em edifícios ou frações autónomas devolutas há mais de três anos, edifícios que se encontrassem em mau estado de conservação e que tenham tido obras de reabilitação nos últimos três anos e outros que, neste mesmo espaço de tempo, tenham mudado do uso de indústria ou comércio.</p>
<p>Podem ainda ser licenciados pedidos em edifícios construídos na sequência de demolições ou risco de derrocada, bem como nos casos em que o imóvel seja residência secundária do atual proprietário há, no mínimo, três anos.</p>
<p>Nos casos em que os imóveis tenham tido contrato de arrendamento para habitação nos últimos dois anos, o licenciamento do AL será negado, cláusula que o regulamento estabelece também para as áreas de crescimento sustentável, ou sejam, aquelas em que se justifiquem especiais medidas de monitorização para prevenir uma situação de sobrecarga.</p>
<p>De acordo com o regulamento atual, o parque habitacional total do concelho conta com 13.726 alojamentos, dos quais 6.211 (45,2%) são residência habitual.</p>
<p>Dos restantes 7.515 (54,8%), 6.085 correspondem a residência secundária e 1.430 são imóveis vagos. O documento contabiliza 1.654 alojamentos locais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785979]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Microsoft elimina 4.800 postos de trabalho em nova reestruturação devido à IA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 15:02:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Microsoft vai eliminar cerca de 4.800 postos de trabalho, equivalentes a 2,1% da força laboral, numa reestruturação que afetará sobretudo a divisão de videojogos Xbox e que pretende adaptar a empresa ao impacto da Inteligência Artificial (IA).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Microsoft vai eliminar cerca de 4.800 postos de trabalho, equivalentes a 2,1% da força laboral, numa reestruturação que afetará sobretudo a divisão de videojogos Xbox e que pretende adaptar a empresa ao impacto da Inteligência Artificial (IA).</p>
<p>A &#8216;gigante&#8217; tecnológica justificou a decisão com a necessidade de &#8220;ajustar recursos, investimentos e esforços&#8221; num &#8220;ambiente tecnológico que evolui a grande velocidade&#8221;, referiu a diretora de recursos humanos da empresa, Amy Coleman.</p>
<p>A executiva sublinhou que as mudanças na forma de desenvolver e utilizar a tecnologia estão a ocorrer &#8220;mais rapidamente do que em qualquer outro momento&#8221; da trajetória da empresa.</p>
<p>No âmbito desta reestruturação, a divisão de videojogos Xbox será uma das mais afetadas, com a saída de cerca de 20% do quadro de pessoal.</p>
<p>A diretora-executiva deste departamento, Asha Sharma, explicou numa mensagem interna que cerca de 1.600 despedimentos serão efetuados de forma imediata, enquanto outros 1.600 ocorrerão de forma progressiva até ao ano fiscal de 2027.</p>
<p>&#8220;Reconheço que uma reestruturação ao longo de um ano acarreta desafios&#8221;, assinalou Sharma.</p>
<p>A redução de pessoal insere-se num processo mais amplo de transformação da tecnológica, que já realizou várias rondas de despedimentos no ano passado, quando eliminou cerca de 9.000 postos de trabalho.</p>
<p>A Microsoft, que hoje registava uma queda de 1,51% na bolsa após a abertura, acumula perdas de cerca de 19% só este ano, num contexto em que os investidores questionam o impacto da IA generativa no negócio.</p>
<p>Ainda assim, nos últimos trimestres, a empresa registou progressos no negócio de computação em nuvem e no LinkedIn, embora outras áreas, como o Windows, os dispositivos Surface e a Xbox, tenham apresentado queda nas receitas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785972]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Plano de contingência dos SMAS Almada foi ativado e criado gabinete de crise</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 15:00:31 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O plano de contingência dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada foi ativado e criado um gabinete de crise devido às situações de falhas de abastecimento de água no concelho, foi hoje anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O plano de contingência dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada foi ativado e criado um gabinete de crise devido às situações de falhas de abastecimento de água no concelho, foi hoje anunciado.</p>
<p>O anúncio foi feito pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Almada, no distrito de Setúbal, Filipe Pacheco, no início da reunião pública do executivo.</p>
<p>Nos últimos dias, moradores de várias localidades do concelho têm relatado sucessivas falhas de água, tendo sido lançada uma petição, que conta já com mais de quatro mil assinaturas, na qual são exigidas medidas urgentes para minimizar os impactos da falta de água.</p>
<p>De acordo com o texto, &#8220;há várias semanas que milhares de residentes e comerciantes enfrentam cortes de água recorrentes, muitas vezes durante horas consecutivas e frequentemente em períodos críticos do dia, nomeadamente ao final da tarde e início da noite, quando a maioria das famílias regressa a casa e necessita de utilizar este serviço essencial&#8221;.</p>
<p>A Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) já pediu, entretanto, esclarecimentos aos SMAS.</p>
<p>O PSD, na oposição no município, anunciou hoje que vai apresentar uma moção de censura à liderança concelhia socialista.</p>
<p>A moção de censura, mesmo que seja aprovada, não é vinculativa e, por isso, não terá qualquer efeito prático na continuidade do executivo, mas o presidente da Comissão Política Concelhia de Almada do PSD e também vereador, Paulo Sabino, espera que seja &#8220;um abre olhos&#8221; para a presidente da autarquia.</p>
<p>A Câmara Municipal de Almada, liderada pela socialista Inês de Medeiros, tem quatro elementos eleitos pelo PS, três pela CDU (PCP-PEV), dois pelo PSD e outros dois eleitos pelo Chega. Em minoria, o PS assinou um acordo de governação com a CDU.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785971]]></sapo:autor>
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		<title>Mundial2026: Trump confirma ter pedido à FIFA reavaliação de cartão vermelho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 14:57:26 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou hoje ter pedido ao líder da FIFA, Gianni Infantino, a reavaliação do cartão vermelho mostrado ao avançado norte-americano Folarin Balogun, para que possa alinhar no encontro frente à Bélgica.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou hoje ter pedido ao líder da FIFA, Gianni Infantino, a reavaliação do cartão vermelho mostrado ao avançado norte-americano Folarin Balogun, para que possa alinhar no encontro frente à Bélgica.</p>
<p>&#8220;Pedi uma reavaliação porque não achei que tivesse sido falta&#8221;, declarou Trump durante um evento na Casa Branca.</p>
<p>O Presidente dos Estados Unidos considerou ainda que as regras relativas ao cartão vermelho são injustas e classificou como &#8220;muito duvidosa&#8221; a atuação do árbitro do jogo entre os Estados Unidos e a Bósnia-Herzegovina.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Bruxelas prepara novas regras para futuros membros da UE antes do próximo alargamento</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/bruxelas-prepara-novas-regras-para-futuros-membros-da-ue-antes-do-proximo-alargamento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 14:48:11 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A iniciativa surge numa altura em que Montenegro se aproxima da fase final do caminho para aderir ao bloco europeu.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A Comissão Europeia está a preparar propostas para reformar o processo de alargamento da União Europeia, numa tentativa de recuperar protagonismo num debate que tem sido cada vez mais conduzido pelos Estados-membros. A iniciativa surge numa altura em que Montenegro se aproxima da fase final do caminho para aderir ao bloco europeu.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo três responsáveis europeus citados pela Euronews, Bruxelas quer evitar que a discussão sobre novas salvaguardas recaia apenas sobre Montenegro, atualmente o país candidato mais avançado. Nas últimas semanas, vários Estados-membros apresentaram documentos de posição com ideias para alterar o processo de adesão.</p>
<p class="isSelectedEnd">O tema do alargamento voltou ao centro da agenda europeia. Cinco dos seis países fundadores da UE defenderam o reforço das salvaguardas existentes para prevenir retrocessos democráticos e violações do Estado de direito, retirando lições do caso da Hungria de Viktor Orbán.</p>
<p class="isSelectedEnd">Alemanha e França também colocaram em cima da mesa propostas de integração gradual dos países candidatos, permitindo que estes sintam benefícios iniciais da adesão antes de se tornarem membros de pleno direito.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Debate estratégico marcado para outubro</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os países da União Europeia preparam-se agora para uma discussão estratégica sobre a reforma do processo de adesão na próxima cimeira de líderes europeus, marcada para outubro. O debate surge depois de uma ronda do presidente do Conselho Europeu, António Costa, pelas 27 capitais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Antes dessa cimeira, a Comissão Europeia quer apresentar propostas que lhe permitam retomar a iniciativa política ou, pelo menos, evitar perder totalmente o controlo da discussão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um porta-voz da Comissão afirmou à Euronews que Bruxelas tomou nota dos contributos apresentados por vários Estados-membros e que também está a trabalhar sobre o tema. O mesmo responsável disse que a Comissão aguarda a discussão estratégica sobre alargamento e reformas prevista para o Conselho Europeu de outubro.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Reformas mais amplas continuam em aberto</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O alcance das propostas ainda está a ser discutido ao mais alto nível político dentro do executivo europeu. Desde o início do ano passado, a Comissão tem previsto apresentar revisões de política pré-alargamento, destinadas a avaliar como funcionaria uma União Europeia com 30 ou mais membros em matéria de orçamento, tomada de decisões e funcionamento interno.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essas revisões acabaram por ficar discretamente suspensas depois de a candidatura da Ucrânia ter tornado o processo mais complexo. O exercício é particularmente sensível entre as capitais europeias, uma vez que mexe na distribuição de poder e de dinheiro dentro da União.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Comissão afirma estar a trabalhar para finalizar a comunicação sobre estas revisões “o mais rapidamente possível”, garantindo que o objetivo é assegurar a maior qualidade possível do documento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, não é claro até que ponto existe disponibilidade política para uma discussão tão ampla, que poderia implicar alterações aos tratados europeus.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Eleições francesas tornam calendário mais sensível</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O momento político é delicado, sobretudo perante as eleições presidenciais francesas previstas para o próximo ano. A votação poderá colocar em disputa direta forças pró-europeias e a direita radical da União Nacional.</p>
<p class="isSelectedEnd">Jordan Bardella, da União Nacional e apontado como um dos favoritos para vencer as presidenciais, tem rejeitado categoricamente a adesão da Ucrânia à União Europeia em várias entrevistas televisivas recentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar das dificuldades políticas, uma reforma mais profunda do processo de adesão poderá acabar por avançar mais cedo ou mais tarde. O objetivo seria manter motivados países como a Ucrânia, incentivando reformas internas e permitindo algum acesso antecipado a benefícios da integração europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao mesmo tempo, a discussão sobre salvaguardas mais fortes para futuros membros já está em curso.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Bruxelas quer evitar retrocessos democráticos depois da adesão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As propostas da Comissão deverão avançar sobretudo no reforço das salvaguardas destinadas a impedir retrocessos democráticos por parte de novos Estados-membros depois de concluído o processo de adesão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o porta-voz da Comissão, Bruxelas está a refletir sobre a forma como estas salvaguardas poderão ser incluídas nos futuros tratados de adesão. O objetivo é garantir que os compromissos assumidos durante as negociações, especialmente os ligados aos “fundamentos” da adesão, continuam a ser cumpridos depois da entrada na União Europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd">A preocupação central é evitar que Montenegro seja transformado no campo de ensaio destas novas regras. O tratado de adesão do país começou a ser preparado há poucas semanas, o que aumenta o risco de Podgorica ficar associada ao novo modelo que poderá vir a ser aplicado a futuros alargamentos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um responsável europeu com conhecimento direto do processo disse à Euronews que aplicar estas novas exigências apenas a Montenegro poderia dar a impressão de que o país está a ser penalizado por ter tido bom desempenho. Para esse responsável, o peso da reforma não pode recair todo sobre Montenegro e o processo tem de ser justo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Estados-membros divididos sobre o papel da Comissão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A reação dos governos europeus à iniciativa da Comissão continua incerta. Algumas capitais poderão ver com bons olhos o regresso de Bruxelas ao centro do debate, enquanto outras poderão interpretar o movimento como uma tentativa de recuperar poder sobre a condução do processo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um segundo responsável europeu citado pela Euronews sublinhou que há muitas ideias em circulação, mas que continuam a ser apenas propostas preliminares. Algumas, acrescentou, nem sequer estão totalmente claras e ainda não existe consenso entre os Estados-membros.</p>
<p class="isSelectedEnd">As salvaguardas não são uma novidade no processo de alargamento da União Europeia. No entanto, o impulso político para reforçar estes mecanismos ganhou força depois da saída de Viktor Orbán do poder, em abril, embora a Comissão já tivesse antes sinalizado a intenção de criar proteções mais fortes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na revisão anual do alargamento de 2025, Bruxelas escreveu que os futuros tratados de adesão teriam de incluir salvaguardas mais robustas contra retrocessos nos compromissos assumidos durante as negociações, bem como exigências para que os novos Estados-membros continuem a proteger e tornar irreversível o seu percurso em matéria de Estado de direito.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Croácia serve de referência para novas salvaguardas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Ao desenhar novos mecanismos de proteção, Bruxelas deverá olhar para experiências anteriores, começando pela adesão da Croácia, o mais recente Estado-membro da UE, que entrou no bloco em 2013.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando Zagreb aderiu, foi criado um mecanismo de monitorização que obrigava a Comissão a acompanhar de perto os compromissos assumidos pela Croácia nas negociações de adesão, incluindo aqueles que tinham de ser cumpridos antes ou até à data da entrada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse mecanismo incidia sobretudo sobre justiça e direitos fundamentais, com atenção à independência e eficiência do sistema judicial, ao tratamento dos crimes de guerra, à proteção das minorias e a questões relacionadas com refugiados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Tratados de adesão anteriores já incluíam também salvaguardas para problemas económicos graves, violações do funcionamento do mercado interno e falhas na aplicação de legislação em matéria de justiça e assuntos internos, com aplicação durante três anos após a adesão.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Suspensão de fundos e direitos de voto divide capitais</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os cinco países fundadores que apresentaram propostas querem ir mais longe. Entre as ideias em discussão está a possibilidade de aplicar sanções rápidas em caso de violações legais, incluindo a suspensão de fundos europeus e até de direitos de voto nos processos de decisão institucional.</p>
<p class="isSelectedEnd">Estas propostas enfrentam resistência significativa. Algumas capitais argumentam que medidas deste tipo podem colidir com o princípio fundamental da igualdade entre Estados-membros e que essa condicionalidade poderia ser vista como uma reabertura do tratado de adesão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outras medidas, mais diretamente ligadas às salvaguardas e menos polémicas entre os governos europeus, passam pela eventual extensão de períodos transitórios, ou seja, derrogações limitadas à plena aplicação do direito da União Europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma das áreas onde estes períodos transitórios poderão ser prolongados diz respeito ao acesso ao mercado de trabalho. Na prática, outros países da UE poderiam manter restrições temporárias à entrada de trabalhadores provenientes de novos Estados-membros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>EPPO poderá tornar-se obrigatório para novos membros</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Qualquer limitação temporária incluída num tratado de adesão não seria, inevitavelmente, baseada apenas no mérito do candidato. Para evitar que o processo se torne politizado, seriam necessários critérios claros sobre o que constitui retrocesso democrático e um mecanismo objetivo para o avaliar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outra ideia em discussão é tornar obrigatória a participação dos novos Estados-membros na Procuradoria Europeia, conhecida como EPPO. Atualmente, 24 dos 27 países da União Europeia integram este organismo, enquanto a Irlanda e a Hungria já manifestaram interesse em aderir.</p>
<p class="isSelectedEnd">Florian Bieber, coordenador do Balkans in Europe Policy Advisory Group, considera que o reforço das salvaguardas poderá aliviar as preocupações dos países tradicionalmente mais céticos em relação ao alargamento.</p>
<p>Para o especialista, esse efeito poderá aumentar a probabilidade de ratificação de futuras adesões, ao dar garantias adicionais de que os novos membros continuarão vinculados aos compromissos assumidos durante as negociações.</p>
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