A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses. No prazo mais curto disparou para um novo máximo e pela primeira encontra-se acima de 3% desde dezembro de 2008. Poderá esta subida ter repercussões?
A Euribor a três meses, que entrou em 14 de julho em terreno positivo pela primeira vez desde abril de 2015, fixou-se hoje nos 3,002%, mais 0,094 pontos e um novo máximo desde dezembro de 2008.
Recorde-se que a Euribor a três meses esteve negativa entre 21 de abril de 2015 e 13 de julho último, ou seja, durante mais de sete anos.
“Tendo em conta que há um ano os juros da Euribor a 3 meses estavam nos -0.57%, é de esperar um forte agravamento dos encargos com os créditos, levando a uma restrição nos pedidos, mas também de menor disponibilidade dos bancos em conceder crédito, uma vez que as condições monetárias estão hoje claramente mais restritivas”, explica à Executive Digest o analista da ActivTrades, Mário Martins.
O especialista sublinha que “será inevitável um aumento significativo dos incumprimentos”, nomeadamente no crédito imobiliário, o que levará ao registo de imparidades nas contas dos bancos.
No entanto, antevê uma resposta bastante mais saudável dos bancos, bem como do banco de Portugal, a eventuais problemas de liquidez, tendo em contra a aprendizagem adquirida da crise anterior, bem como os intrsumentos atualmente disponíveis pela banca.
Olhando para o percurso de subidas consecutivas das taxas de juro, Mário Martins diz que é “bastante incerto” fazer previsões, e que tudo dependerá da “crise” bancária ter sido ou não ultrapassada.
Apesar disso, o analista acredita que deverão ser atingidos os 3.5% em todas as maturidades.
Euribor sobe a 3 meses para novo máximo e supera 3% pela pela 1.º vez desde 2008














