EUA. Trump admite que vem aí “a semana mais dura” e prevê “muitas mortes” nos próximos dias

Numa conferência de imprensa na Casa Branca, Donald Trump disse que “esta vai ser, provavelmente, a semana mais dura. Entre esta e a próxima semana vai haver muitas mortes, infelizmente”.

Executive Digest

“Esta vai ser, provavelmente, a semana mais dura. Vai haver muita morte, infelizmente. Estamos a focar-nos nas regiões mais atingidas. Algumas são óbvias. Outras aparecem do nada, atingem-te como se fossem um taco. Áreas que não eram afectadas”, explicou Donald Trump, no início de uma conferência de imprensa de balanço de situação à pandemia de covid-19.

“Todas as decisões que estamos a tomar são para salvar vidas. É a nossa única consideração, queremos salvar vidas. Queremos perder o mínimo de vidas possível”, diz o Presidente dos EUA, elogiando os esforços “incríveis” que estão a ser feitos em vários estados, como Nova Iorque, Texas e Louisiana para a construção de hospitais de campanha.

O Presidente revela ainda que o governo federal vai enviar “alguns” dos 10 mil ventiladores que existem armazenados a nível central para Nova Iorque.

Ao mesmo tempo, Trump anunciou que deu ordem para que mil elementos das Forças Armadas fossem mobilizados para apoiar nos cuidados de saúde na cidade de Nova Iorque.

“É a zona mais quente”, disse Trump. Os números mais recentes mostram que já morreram 3.565 pessoas no estado de Nova Iorque, onde há 113.806 casos de contágio confirmados.

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Donald Trump diz que a principal prioridade do Governo norte-americano é manter a população “saudável e segura”, mas relembra que é necessário abrir novamente o país assim que possível.

“Queremos acabar esta guerra. Temos voltar ao trabalho. Temos de abrir o nosso país outra vez. Não podemos continuar com isto meses e meses e meses. Temos de abrir o nosso país outra vez. Este país não foi feito para isto. Poucos foram”, diz Trump.

Os Estados Unidos ultrapassaram hoje a barreira dos 300.000 casos recenseados de infeção com o novo coronavírus, segundo uma contagem da universidade norte-americana Johns Hopkins.

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A pandemia já provocou pelo menos 8.162 mortos no país, segundo os números atualizados pela universidade. O número de 200.000 casos confirmados de covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, tinha sido atingido na quarta-feira.

O novo coronavírus já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 60 mil.

O continente europeu, com cerca de mais de 610 mil infetados e mais de 44 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, 15.362 óbitos em 124.632 casos confirmados até hoje.

 

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