EUA: Supremo Tribunal avalia hoje decisão do Presidente Biden sobre vacinação obrigatória

O tribunal vai ouvir hoje os argumentos de opositores à medida, incluindo grupos empresariais, entidades religiosas e vários estados norte-americanos liderados pelos republicanos.

Simone Silva

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos realiza esta sexta-feira uma audiência para avaliar a decisão do Presidente norte-americano, Joe Biden, de tornar a vacinação obrigatória nos serviços públicos, serviços de saúde e grandes empresas.

Segundo a agência ‘Reuters’, o tribunal vai ouvir hoje os argumentos de opositores à medida, incluindo grupos empresariais, entidades religiosas e vários estados norte-americanos liderados pelos republicanos.

Os opositores criticam a decisão de Biden de querer tornar a vacina contra a Covid-19 obrigatória nos setores referidos, considerando que o Presidente e a sua administração excederam a sua autoridade.

Por outro lado, a administração de Biden pede ao Supremo Tribunal que suspenda as ordens de juízes federais em Missouri e Louisiana que bloqueiam a política em metade dos 50 estados dos Estados Unidos, enquanto o litígio sobre os méritos legais do mandato continua.

Se o tribunal decidir contra Biden, isso pode prejudicar a sua capacidade de tomar ações mais amplas para combater uma pandemia que já custou a vida de cerca de 830 mil norte-americanos, com os casos de Covid-19 causados ​​pela Ómicron a disparar a nível nacional.

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A regra que visa aumentar a taxa de vacinação no país, exige que os trabalhadores em empresas com pelo menos 100 funcionários sejam vacinados ou testados semanalmente.

A ordem foi emitida pela Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA) dos Estrados Unidos e afeta cerca de 80 milhões de trabalhadores em todo o país.

O governo de Biden anunciou que vai começar o cumprimento da medida na próxima segunda-feira, embora as empresas tenham até 9 de fevereiro para estabelecer programas de testes. Nos tais estados onde este regulamento não foi proibido, os trabalhadores devem estar totalmente vacinados até 28 de fevereiro.

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Co esta indecisão, os empregadores não têm certeza de como proceder, e alguns estão preocupados com a perda de funcionários, caso imponham vacinas ou testes obrigatórios, disse Todd Logsdon, advogado, citado pela ‘Reuters’. “Quanto mais rápido emitirem a decisão, melhor”, acrescentou.

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