A convenção do Partido Democrata norte-americano termina hoje em Milwaukee, no Estado de Wisconsin, com o discurso de aceitação de Joe Biden como candidato daquela força política opositora às presidenciais de 03 de novembro nos Estados Unidos.
Terça-feira, na convenção, que decorre no formato de videoconferência, os democratas nomearam, formalmente, os candidatos do partido à Presidência e Vice-Presidência dos Estados Unidos, respetivamente Joe Biden e Kamala Harris, em que terão pela frente a recandidatura do atual chefe de Estado, Donald Trump e do vice-Presidente Mike Pence.
Sem surpresa, a maioria dos delegados escolheu o antigo vice-Presidente de Barack Obama para enfrentar o Presidente republicano, durante o segundo dia da convenção do partido, realizada de forma virtual, por causa da pandemia da covid-19.
Biden conseguiu o apoio de 3.558 delegados, em comparação com os 1.151 para o senador mais à esquerda Bernie Sanders.
O antigo Presidente Bill Clinton e o antigo secretário de Estado John Kerry, candidato à presidência em 2004, foram as estrelas da segunda noite, marcada igualmente pela presença do antigo Presidente Jimmy Carter, com 95 anos.
Bill Clinton criticou o Presidente republicano, apontando o seu fracasso nas políticas económicas.
“Donald Trump diz que estamos a liderar o mundo. Bem, somos a única grande economia industrial a ter triplicado a taxa de desemprego”, ironizou Clinton.
“Numa altura como esta, a Sala Oval devia ser um centro de comando. Em vez disso, é um centro de tempestade. Só há caos”, acusou.
A 75 dias das eleições, Joe Biden não tem, no entanto, a história do seu lado.
Nas últimas quatro décadas, só um Presidente em funções foi derrotado: George H. W. Bush, em 1992, por Bill Clinton.
Biden enfrenta desafios sem precedentes para transmitir a sua mensagem, pois não há público ao vivo para nenhum dos oradores, que, na maioria, discursaram em vídeos pré-gravados.
A seu lado estará a senadora da Califórnia Kamala Harris, terceira mulher a ser designada como candidata a vice-Presidente nos Estados Unidos, depois da democrata Geraldine Ferraro, em 1984, e da republicana Sarah Palin, em 2008, que não foram eleitas.




