Um ataque aéreo dos Estados Unidos da América com o aeroporto de Bagdade, no Iraque, como alvo resultou na morte de Qasem Soleimani, líder do Islamic Revolutionary Guards Corps (IRGC). As consequências do ataque não tardaram e já se fazem sentir: o conflito entre os EUA e o Irão escalou, o preço do petróleo dispara e os cidadãos americanos em solo iraquiano são aconselhados a deixar o país.
Segundo explica a CNN, o Pentágono norte-americano culpava o general Soleimani pela morte de centenas de norte-americanos e aliados na sequência de um conjunto de ataques nos últimos meses. Mike Pompeo, secretário de Estado dos EUA, afirma mesmo que Soleimani estava envolvido no planeamento de “um ataque iminente” numa região onde estavam cidadãos norte-americanos, pelo que a sua morte foi uma decisão estratégica no sentido de salvar vidas.
O Irão declarou, entretanto, três dias de luto nacional, uma vez que Soleimani era visto como um herói nacional. Milhares marcham em Teerão e Ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do Irão, promete uma “vingança dura”. Donald Trump responde com um tweet: “O Irão nunca venceu uma guerra, mas nunca perdeu uma negociação.”
Iran never won a war, but never lost a negotiation!
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) 3 de janeiro de 2020
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Na sequência da escalada da tensão, os EUA estão a aconselhar os cidadãos norte-americanos no Iraque – onde aconteceu o ataque – a regressarem a casa, sendo que “não devem abordar” a embaixada em Bagdade. Todas as operações consulares estão suspensas, indica a mesma publicação.
O Iraque, por seu turno, confirma que trabalhadores com cidadania norte-americana a trabalhar para companhias petrolíferas no Sudoeste do país estão de saída, seguindo a sugestão do governo dos EUA.
Outra das consequências já visíveis da morte de Qasem Soleimani é a subida dos preços do petróleo, o que poderá influenciar os preços dos combustíveis. O Brent já saltou 4,3% para 69,08 dólares (cerca de 62 euros) por barril.
A CNN avança ainda que pelo menos seis pessoas morreram na sequência do ataque aéreo desta manhã. Além de Qasem Soleimani, também terá sido atingido Abu al-Muhandis, adjunto da organização Popular Mobilizations Forces – apoiada pelo Irão.









