EUA e aliados discutem o envio de milhares de tropas para mais perto das fronteiras russas

Entre os países que podem aceitar o reforço militar estão a Roménia, a Bulgária e a Hungria

Francisco Laranjeira

Os Estados Unidos e vários aliados discutem a possibilidade de enviar alguns milhares de tropas para os países da NATO no Leste Europeu antes de qualquer possível invasão russa da Ucrânia, como uma demonstração de apoio diante da agressão contínua de Moscovo, segundo revelaram três fontes próximas do processo à ‘CNN’, esta quarta-feira.

Os países que podem aceitar o reforço militar são a Roménia, a Bulgária e a Hungria – serão aproximadamente mil homens por cada país, em tudo semelhante aos grupos de batalha avançados atualmente estacionados nos Estados Bálticos e na Polónia.

Os Estados Unidos e o Reino Unido estão entre os mais entusiastas da proposta mas nem todos os 30 membros da NATO estão convencidos, segundo revelou um diplomata europeu.

Em termos gerais, o objetivo militar dos Estados Unidos seria “atender à capacidade” que os aliados da NATO na região pedem – as forças americanas poderiam operar unilateralmente na Europa mas podem igualmente operar sob as estruturas existentes de comando da NATO.

A possibilidade de enviar forças militares para mais perto das fronteiras russas marca uma mudança no Governo americano, que antes mostrava maior cautela com o risco de provocar ainda mais Moscovo. A medida pode ser vista pelo Kremlin como um exemplo do tipo de postura agressiva da NATO que os russos têm usado para justificar o acumular de forças ao longo das fronteiras com a Ucrânia.

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