EUA criticam Europa por não apoiar ataque a general iraniano

Mike Pompeo ataca ingleses, franceses e alemães. Diz que operação salvou vidas na Europa.

Executive Digest

O secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo afirma que está desapontado com a reação dos líderes europeus ao assassinato do principal general iraniano Qassem Suleimani.

Em declarações à Fox News, Pompeo diz que esperava mais apoio dos aliados dos EUA na Europa, que reagiram ao ataque apelando à contenção. Por outro lado, tece grandes elogios aos aliados na região, como a Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Egipto ou Israel: “todos foram fantásticos”, apontou.

“Francamente, os europeus não foram tão úteis como eu gostaria que fossem. Os britânicos, franceses, alemães – todos precisam entender que o que fizemos, o que os americanos fizeram, salvou vidas na Europa também. Isto é bom para o Mundo inteiro.”

Mike Pompeo disse ainda que Soleimani preparava uma ação que ameaçava cidadãos norte-americanos.

Ocidente pede contenção

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Após o ataque do drone, a porta-voz de Angela Merkel pediu contenção. “Estamos num ponto perigoso de escalada de tensões. É importante que se contribua para o aliviar da situação através de prudência e contenção”.

Já o secretário de Estado dos Negócios estrangeiros de Inglaterra, Dominic Raab, reagiu em comunicado: “Sempre reconhecemos a ameaça agressiva da força iraniana dos Quds liderada por Qassem Soleimani. Após a sua morte, pedimos a todas as partes que reduzam a escalada de tensões. Mais conflitos não são do nosso interesse.”

A secretária de Estado francesa para os Assuntos Europeus, Amelie de Montchalin, disse à rádio RTL: “O que está a acontecer é o que temíamos: as tensões entre os Estados Unidos e o Irão estão a aumentar”. E acrescentou, “Hoje despertámos num mundo mais perigoso.”

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A escalada de tensão entre EUA e Irão remonta a maio de 2018, quando Donald Trump retirou unilateralmente os EUA do acordo nuclear com o Irão.

A medida de Trump levou os EUA a aplicarem pesadas sanções económicas aos iranianos, que tinham sido suspensas após a assinatura do acordo nuclear, em 2015, durante a administração de Barack Obama. Entretanto, a NATO suspendeu as operações de treino que tem levado a cabo no Iraque.

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