EUA avançam com nova acusação contra Huawei por extorsão e roubo de informação

Os EUA ampliaram sua acção contra a Huawei, acusando a gigante chinesa de telecomunicações, de organizar um plano de “décadas” com o objectivo de roubar tecnologia a empresas americanas, de acordo com a BBC.

Segundo os promotores, a Huawei violou os termos das parcerias acordadas com empresas americanas, roubando «segredos comerciais«, tais como a tecnologia ‘T-Mobile’, contudo a gigante chinesa negou todas as acusações de que foi alvo.

Esta acusação é agora adicionada a uma lista de cobranças já feitas pelos Estados Unidos à Huawei, no ano passado.

A empresa chinesa, uma das maiores fabricantes de smartphones a nível mundial, disse que os Estados Unidos estão a acusá-la porque consideram que a expansão da Huawei é uma ameaça aos interesses comerciais americanos.

«Esta nova acusação faz parte da tentativa do Departamento de Justiça (americano) de prejudicar irrevogavelmente a reputação da Huawei e dos seus negócios, por razões relacionadas com a concorrência e não com aplicação da lei», referiu a Huawei citada pela BBC.

Meng Wanzhou, directora financeira e filha do fundador da empresa, está ainda detida no Canadá, onde luta contra a extradição para os Estados Unidos, uma vez que é procurada por acusações de fraude e violação de sanções, que continua a negar.

Os EUA acusam a Huawei de extorsão e roubo de segredos comerciais, dando mais detalhes sobre os esforços feitos pela empresa, no sentido de evitar as regras americanas, de negociar com o Irão e a Coreia do Norte.

Os promotores também referiram que a Huawei ofereceu um bónus aos funcionários que conseguiram obter «informações confidenciais», por parte dos seus concorrentes.

«Em consequência da sua campanha para roubar essa tecnologia e propriedade intelectual, a Huawei conseguiu reduzir drasticamente os seus custos de pesquisa,desenvolvimento e atrasos associados, dando à empresa uma vantagem competitiva significativa e injusta», afirmam os promotores citados pela BBC.

Recorde-se que anteriormente os Estados Unidos já tinham acusado a empresa chinesa de aceder a redes móveis, sem o conhecimento das respectivas operadoras, acusações também negadas pela Huawei.

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