O antigo governador de Nova York, Andrew M. Cuomo, não vai ser processado no caso criminal que envolvem alegações de que terá apalpado uma antiga assessora na Executive Mansion, residência oficial do governador, em 2020, segundo anunciou o promotor judicial do condado de Albany esta terça-feira, segundo revelou o jornal americano ‘New York Times’.
“Embora muitos tenham uma opinião sobre as alegações contra o ex-governador, o Ministério Público de Albany County é o único que tem o ónus de provar os elementos de um crime além de qualquer dúvida razoável”, explicou David Soares, promotor judicial do condado de Albany, em comunicado. “Embora tenhamos considerado o reclamante neste caso cooperativo e confiável, após a revisão de todas as provas disponíveis, concluímos que não podemos cumprir o nosso papel num julgamento.”
O escritório do xerife de Albany apresentou uma queixa criminal, em outubro último, acusando Cuomo de toque forçado, um delito sexual que acarreta pena de prisão que pode ir até um ano mas não ficou claro se David Soares seguiria com o caso. A sua decisão de recusar um processo a Cuomo tornou-se o terceiro promotor judicial nas últimas semanas a encerrar uma investigação criminal sobre o tratamento que Cuomo dá ás mulheres, depois dos promotores dos condados de Westchester e Nassau.
A reclamação resultou de alegações feitas por Brittany Commisso, antiga assistente executiva de Cuomo, que denunciou que terá sido apalpada no peito enquanto estavam sozinhos na residência do governador, em dezembro de 2020. “O que ele fez comigo foi um crime”, disse Brittany Commisso ao ‘CBS This Morning’ e ao ‘Albany Times Union’, numa entrevista conjunta em agosto último. “Não foi bem-vindo e certamente não foi consensual”, revelou.













