Estudo: Investimento estrangeiro e muita procura, as perspectivas para o mercado imobiliário em 2020

A JLL divulgou um estudo sobre o desempenho do mercado imobiliário em 2019, bem como as perspectivas para 2020.

Simone Silva

A consultora imobiliária JLL apresentou , esta quarta-feira, um estudo no qual é divulgado o desempenho do mercado em 2019, bem como as perspectivas para 2020, antecipando desde logo um ano muito positivo, com o reforço da construção nova e a diversificação de segmentos e modelos imobiliários, a dominar as principais vias de dinamização da área.

O Director Geral da JLL, Pedro Lancastre começa por fazer um balanço positivo «fechámos uma década de contrastes fortes com um mercado que atinge a sua maturidade em picos históricos. Dois anos consecutivos com mais de €3.000 milhões investidos em imobiliário comercial, com cerca de 200.000 m2 de escritórios ocupados e, um número próximo das 180.000 casas vendidas».

Pedro Lancastre, continua, prevendo que 2020 se mantenha igualmente positivo «acreditamos que o mercado se possa manter nestes patamares, e contamos que 2020 volte a ser mais um ano muito positivo para o imobiliário português».

O Director Geral da empresa aproveita para anunciar alguns projectos em vista: «O reforço da construção nova será uma das principais vias para a dinamização do mercado imobiliário este ano, aguardando-se o arranque de projectos estruturantes como são os casos da Feira Popular, Metropolis ou Pedreira do Alvito». Acrescenta também que «ao mesmo tempo, há uma tendência de diversificação que vai atravessar o mercado».

De acordo com o estudo, prevê-se que 2020 seja um ano com elevada actividade em todos os sectores, apesar dos obstáculos impostos pela limitação da oferta.

Continue a ler após a publicidade

No investimento, Portugal vai manter-se como um dos destinos principais dos investidores estrangeiros, pelo que se prevê um volume de transacções próximo dos €2,5 mil milhões. A oferta, sobretudo nos sectores mais tradicionais, tende a ser mais escassa, conduzindo a uma crescente dinâmica nos sectores alternativos.

Nos escritórios, o ano vai exigir criatividade para encontrar oferta disponível para a procura, que não quer abrandar. No retalho, o comércio de rua deverá manter a sua dinâmica, diversificando-se as ruas junto dos principais eixos comerciais de Lisboa e Porto. Na habitação, será ainda um ano em crescimento, mas menos pronunciado, com os preços das casas a ajustarem especialmente no segmento de usados.

“Novas portas estão a abrir-se para a entrada do mercado numa nova década, num cenário em que Portugal continua a manter-se em alta junto de investidores, promotores, empresas, estudantes e turistas. De certeza que vamos conseguir estar à altura dos desafios e conduzir o sector num caminho sólido de maturidade, assim o país consiga garantir um clima de estabilidade”, conclui Pedro Lancastre.

Continue a ler após a publicidade

 

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.