Em causa está uma família de substâncias conhecidas como PFAS, que contêm ligações de carbono-flúor, uma das ligações químicas mais fortes, daí a sua resistência a deteriorar-se. Detetados em 34 de 47 produtos analisados (uma percentagem equivalente a 75%), estes PFAS – também conhecidos como “produtos químicos para sempre” porque não se decompõem naturalmente – são tão eficazes que acabam por ser utilizados em dezenas de aplicações na indústria. Mas estão também associados a doenças como o cancro, diminuição da imunidade, doenças hepáticas, problemas renais, defeitos de nascença e mais.
“Quando as companhias recorrem aos PFAS para produzir materiais resistentes a manchas e à água estão a usar um contaminante que entra facilmente nas nossas casas”, sublinha Erika Schreder, uma das coautores do estudo e responsável do Toxic Free Future, um grupo de lobbying sedeado em Seattle, nos EUA.
Citada pelo The Guardian, Schreder assinala ainda que “quem diz as nossas casas, diz a água que bebemos e até o eite materno que damos aos nossos filhos”. Ou seja, “quando há estes produtos dentro de casa haverá sempre níveis elevados de PFAS no seu ar interior”, disse ainda Schreder.
A conclusão do grupo não deixa margem para dúvidas: as empresas produtoras destes produtos estão ” a colocar desnecessariamente em risco a saúde dos consumidores” ao socorrem-se tanto desta família de substâncias químicas sintéticas que “resistem à degradação”, além de serem “facilmente transportáveis no meio ambiente”, percorrendo longas substâncias desde o local da sua libertação.












