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Estudo Accenture: razões para migrar o seu negócio para a Cloud

De acordo com o mais recente estudo da Accenture, a cloud provou a sua importância central para operações empresariais resilientes e sustentáveis e vantagem competitiva futura. Não estar substancialmente na cloud impossibilita revelar os recursos que um negócio moderno requer – maior flexibilidade, agilidade e novas oportunidades de inovação. As empresas que continuam a adiar uma mudança para a cloud em escala não estão apenas a incorrer num custo de oportunidade, estão a arriscar a sua própria sobrevivência.

Inovar e crescer

A cloud é a mãe da reinvenção do negócio. Permite uma experimentação em velocidade, a criação de novos ambientes instantaneamente, experimentar várias ideias em simultâneo e ver o que funciona de forma rápida e segura. Trata-se de iterar mais rapidamente, testar protótipos mediante a procura e obter informações em tempo real para tomar decisões de negócios.

A cloud é também um catalisador para a reinvenção dos negócios com o uso estratégico de dados, análises avançadas e Inteligência Artificial (IA). Trata-se de aproveitar os dados em escala e desbloquear o seu valor com inteligência aplicada. Melhorar a qualidade dos dados e utilizá-los de forma mais eficiente e assim economizar energia e também potenciar a combinação de tecnologias avançadas como a machine learning e o vasto número de futuros dispositivos de ponta ligados à Internet of Things (IoT). Consiste na capacidade computacional escalável para suportar modelos de IA cada vez mais sofisticados. Por fim, permite trabalhar mais de perto com fornecedores e parceiros, através da partilha de dados de forma segura para racionalizar e acelerar cadeias de abastecimento ou através de novos modelos de negócio.

Gerir e optimizar

Operar a estrutura de TI na cloud é fundamentalmente diferente. O modelo tradicional de gestão da capacidade através da compra e execução de hardware físico não funciona. É preciso gerir continuamente o consumo, a capacidade, o desempenho e o custo. Isto requer um conjunto de competências muito diferente, bem como novas funções operacionais.

É aqui que muitos percursos de cloud falham. Sem monitorização constante e optimização de capacidades, especialmente das aplicações existentes, sem aproveitar os serviços certos ou mais recentes dos fornecedores da cloud computing para maximizar a relação desempenho/valor e sustentabilidade, os custos e desperdícios vão aumentar rapidamente. É preciso ser proactivo. Ter pessoas que não reajam apenas aos picos de consumo, mas que entendam e antecipem o porquê de ocorrerem e como podem impactar a pegada ecológica de TI. Além disso, é preciso saber quais os processos de negócio envolvidos, o quão críticos são e como se encaixam.

O problema das competências vai ainda mais longe. A gestão na cloud é em grande parte um exercício de software em que as equipas escrevem código para monitorizar e corrigir a propriedade. Além disso, a maioria das empresas hoje em dia vão gerir um ambiente multi-cloud, incluindo uma mistura de SaaS, PaaS, cloud privada e soluções locais. Esta situação traz, sem dúvida, uma complexidade extra para a gestão e optimização, exigindo tanto uma compreensão holística do património quanto habilidades profundas nas várias plataformas utilizadas.

Modernizar e escalar

Chegar à cloud não torna uma empresa nativa em cloud. Para tal, é necessário modernizar através da criação de aplicações e serviços específicos para um ambiente cloud.

A empresa precisa de competências de TI ágeis e rápidas, para suportar ciclos acelerados de lançamento de produtos. É preciso que as aplicações sejam mais rápidas, mais eficientes e rentáveis, recodificadas para a cloud computing. É necessário ser capaz de trocar diferentes componentes de entrada e saída sem interrupção, reduzindo a infra-estrutura e a plataforma subjacentes. É preciso pensar de forma holística sobre o fluxo de dados através dos sistemas. E é necessário adoptar novas tecnologias conforme a necessidade do cliente.

Para a Accenture, tornar-se nativo na cloud é como aprender um novo idioma para a TI empresarial. Para aprender o seu idioma, é preciso mergulhar na cloud. Fazer isto para a nova programação é relativamente simples. Mas é inegável que isto pode ser um compromisso significativo para organizações globais com grandes processos e infra-estruturas herdadas.

A realidade é que, para aplicações fundamentais complexas com muitas interdependências, a modernização não é simples. Requer uma arquitectura forte desde o início. Uma falha no design pode tornar os serviços dos hyperscalers ineficazes e prejudicar o valor esperado.

Por isso a modernização precisa de ser um processo cuidadosamente considerado, de longo prazo, baseado numa sólida avaliação de aplicações. A estratégia precisa de ter em conta para onde a organização se dirige – e porquê – enquanto se constrói flexibilidade suficiente para se adaptar ao longo do tempo.

Aproveitar ao máximo os hyperscalers

A maioria das empresas optará por trabalhar com pelo menos um dos hyperscalers públicos de cloud, como a Microsoft Azure, Amazon Web Services (AWS), Alibaba ou Google Cloud. E tirar partido da escala global destes fornecedores, profunda experiência e dos inúmeros serviços de cloud.

Tirar o máximo partido de um hyperscaler significa comprometer-se com uma parceria. As empresas estão a investir numa relação que irá durar anos. Além disso, os hyperscalers vão estar muitas vezes dispostos a investir para dar o primeiro passo nessa relação. Isto pode ser um impulso crítico para uma transformação digital, especialmente onde o financiamento é um problema. Mas é importante não focar apenas nos custos. A organização também precisa de considerar cuidadosamente o apoio que receberá do hyperscaler quanto à inovação, transformação digital e engenharia.

Os hyperscalers estão no seu próprio percurso de inovação, investindo fortemente e a arriscar em áreas como a rapidez da migração ou adaptar serviços para clouds privadas. Estão também a investir numa variedade de soluções de cloud específicas da indústria para ampliar as fornecidas por prestadores de serviços e terceiros (p.e. HIPAA, PCI). Por exemplo, a GE Healthcare implementou a sua Health Cloud na Amazon AWS. A Johnson Controls utiliza os aceleradores de solução IoT da Microsoft Azure com o seu termóstato inteligente GLAS para dar aos proprietários acesso remoto através de aplicações, para que possam monitorizar e controlar as funções do sistema de aquecimento e arrefecimento. Além disso, o Stanford Center for Genomics and Personalized Medicine utiliza o Google Genomics para analisar centenas de genomas em dias e devolver os resultados das consultas em segundos, proporcionando ainda segurança fiável para os dados de ADN.

A inovação dos hyperscalers também se estende à sustentabilidade. Estão a incorporar técnicas inovadoras para reduzir o consumo de energia nos data centers. A mudança para hyperscale centers – data centers massivos baseados na cloud e operados por grandes fornecedores em infra- -estruturas eficientes – tornou a partilha de recursos e a computação mais eficiente do ponto de vista energético. Aumentar o uso de energia renovável, implementando arrefecimento com ar externo e a reutilização do calor residual, ajuda também a reduzir as emissões.

Uma empresa precisa de estar pronta e disposta a aproveitar toda esta inovação. É aí que um Centro de Excelência Cloud pode ser fundamental, garantindo que a organização se mantém no topo da enorme gama de serviços e soluções de hyperscaling lançados a cada ano, entendendo o que ajudará o negócio (e o que não ajudará) e trabalhando com os proprietários de aplicações para facilitar a adopção.

Por exemplo, a Microsoft Azure lançou um vasto leque de serviços IoT de ponta, adquirindo competências no mercado Telco. Apesar de há pouco mais de um ano não ter qualquer experiência, hoje é capaz de responder a desafios complexos de edge-computing.

Para a maioria das organizações, a melhor forma de avançar será seleccionar um hyperscaler principal para grande parte do trabalho fundamental, e trabalhar depois com um ou mais fornecedores secundários ditados pelas necessidades do negócio (regulatório, indústria, risco de concentração, trabalho especializado, comercial, etc.). Isto permite à organização adquirir competências e experiência essenciais numa única plataforma. Embora possa parecer tentador dividir o processo entre hyperscalers, o equilíbrio entre eles pode ser um desafio. O equilíbrio não pode ser o principal impulsionador, pois qualquer poupança que possa ser obtida é anulada pela maior complexidade e requisitos de competências para múltiplas plataformas. Contudo, a funcionalidade especializada pode justificar o investimento adicional.

O melhor percurso para maximizar valor

Reforçando este estudo da Accenture, a recente disrupção só veio reforçar a noção de que a cloud não é uma aspiração futura – é um imperativo urgente no core do negócio. Mas uma migração apressada sem uma estratégia clara pode acabar por custar mais ao negócio, deixando as aplicações existentes a aumentar o consumo – e os custos – a um ritmo alarmante.

Um percurso inteligente para a cloud precisa de equilibrar velocidade e valor. Embora não haja uma abordagem única, cada organização deve começar por definir o valor, traçar o percurso e determinar como a cloud poderá viabilizar a estratégia empresarial global. Existem cinco elementos essenciais para captar o valor total da cloud:

1. Migrar e escalar
2. Aproveitar ao máximo os hyperscalers
3. Modernizar e acelerar
4. Gerir e optimizar
5. Inovar e crescer

Maximizar os benefícios da cloud para o negócio exige todos os cinco elementos.

Migrar o core e ascender

Todos sabem que é essencial estar na cloud. Tem oferecido maior flexibilidade, mais agilidade e novas oportunidades para a inovação. Sem surpresa, mais de 90% das empresas actuais adoptaram, de alguma forma, a cloud.

Qual é o desafio? Muitos dos esforços para adoptar e escalar a cloud abrandaram ou estagnaram. Algumas organizações bloquearam numa mentalidade experimental sem saber qual o destino do seu percurso na cloud. Outras debateram-se para apresentar um plano de negócio claro para escalar a sua utilização.

O resultado? A maioria das empresas tem, em média, apenas cerca de 20-40% do seu volume de trabalho na cloud, sendo esses, na maioria, os mais simples e menos complexos. E quase dois terços disseram não ter alcançado os resultados esperados das suas iniciativas de cloud.

Para além destas preocupações, a Covid-19 trouxe uma chamada de atenção sem precedentes. As organizações de todo o mundo foram advertidas sobre a importância da resiliência, agilidade, adaptabilidade e escalabilidade dos sistemas. À medida que as empresas tentaram ultrapassar a incerteza agravada pela pandemia, o seu foco foi sustentar as operações perante grande disrupção, adaptando para responder à procura altamente volátil dos clientes e gerindo o grande aumento da necessidade de acesso à rede à distância. Para muitas empresas, a pandemia não trouxe só novas disrupções aos seus sistemas empresariais, como também expôs fraquezas pré-existentes nesses sistemas.

De acordo com a pesquisa que a Accenture realizou antes da pandemia, apenas uma pequena minoria das empresas – as 10% maiores – dominou a resiliência dos sistemas. É imperativo que as empresas que entraram na crise com lacunas significativas realizem todo o potencial da cloud. Se o fizerem, podem mitigar o risco, fortalecer-se e estar preparadas para prosperar mesmo na incerteza do futuro.

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