A Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa (AEFCSH) apelou hoje à mobilização massiva dos estudantes do ensino superior para a manifestação nacional “Não recuamos – Gratuitidade já!”, que se realizará no dia 24 de março. O protesto terá início às 14h30 no Rossio e seguirá até à Assembleia da República, onde estão previstas intervenções de representantes estudantis.
O protesto surge em resposta às recentes declarações do ministro da Educação, Ciência e Inovação, que apontou para a possibilidade de um aumento das propinas. Segundo a AEFCSH, esta medida “compromete o acesso e a permanência dos estudantes no ensino superior”, agravando uma situação que já se encontra debilitada pelas opções políticas deste e dos anteriores governos.
O apelo à manifestação foi lançado por oito estruturas do movimento associativo estudantil e encontra-se aberto à subscrição de outras associações de estudantes. Entre os principais pontos de reivindicação, os estudantes exigem a gratuitidade do ensino superior, condições dignas de estudo e permanência e uma política educativa que não comprometa o futuro académico dos jovens.
“Sabemos que o caminho que este Governo nos traça é contrário aos nossos interesses e sabemos também que o combate a esta política se faz nas ruas e em unidade”, defende a AEFCSH na nota de imprensa.
Diversas associações académicas e estudantis já confirmaram presença na manifestação, entre as quais a AEFCSH, AEESTC, AEFBAUP, AEFPIE-UL, AEISPA, AEMAE, AEFLUL, AEFBAUL, AESAD, AAC, AAUAçores, AAUALG, AAUAv, AAUBI, AAUE, AAUL, AAUM, AAUMadeira e AAUTAD.
O protesto do dia 24 de março pretende ser uma grande mobilização nacional que congregue diferentes estruturas estudantis numa resposta firme contra as políticas que, segundo os organizadores, representam um retrocesso na acessibilidade e equidade do ensino superior em Portugal.














