Nem todos os lisboetas até aos 23 anos ou com mais de 65 têm acesso aos transportes gratuitos, uma das maiores bandeiras do primeiro ano de governação de Carlos Moedas à frente da capital portuguesa: segundo a rádio ‘Renascença’, a modalidade dos passe sub-23 criada pelo Governo, adotada pela Câmara Municipal de Lisboa, “destina-se aos estudantes do ensino superior até aos 23 anos, inclusive e, no caso dos estudantes de ensino superior inscritos nos cursos de Medicina e de Arquitetura, até aos 24 anos inclusive”. De fora, por omissão, ficam os alunos do ensino profissional, assim como os jovens que tenham mais de 18 anos e ainda estejam no secundário.
“Numa altura em que se fala tanto de inclusão e de igualdade a todos os níveis, há aqui uma exclusão total dos alunos do ensino profissional”, acusou Regina Resende à rádio nacional, a mãe de um jovem que optou por um curso profissional, lembrando que a maioria das pessoas que frequentam este ensino são justamente aquelas que mais necessitam dos apoios. “Geralmente são alunos de camadas económicas mais baixas. Nem sempre, mas maioritariamente”, referiu.
A Câmara Municipal de Lisboa já se mostrou disponível para corrigir as brechas que deixam os alunos do ensino profissional de lado – o gabinete de Carlos Moedas lembrou que apenas está a seguir as regras do Governo. “As regras para a atribuição são exatamente as mesma que estavam definidas em portaria. Ou seja, a gratuitidade só é possível a quem cumpra os requisitos do sub-23 , programa de bonificação tarifária criado pelo Governo”, garantiu, sublinhando que a mudança não depende apenas da autarquia lisboeta – só conseguiria intervir na Carris, o que seria “redutor”.












