O estudante que foi detido após ter atirado ovos ao rei Carlos III e à rainha consorte foi libertado pela polícia, mas ficou sujeito a duas medidas de coação: está proibido de se aproximar mais de 500 metros do rei inglês e não pode andar em público na rua com ovos.
Patrick Thelwell, de 23 anos, é o principal suspeito do crime, tendo sido detido logo após três ovos terem sido atirados contra os membros da família real inglesa, que acabaram por falhar o alvo e cair ao chão.
“Ontem detivemos um homem de 23 anos, suspeito de um crime de desordem pública durante uma visita real. O suspeito foi interrogado e libertado, sujeito a medidas de coação. Foi detido depis de um incidente ocorrido quando o rei Carlos II e a rainha consorte chegaram ao Micklegate Bar, em York”, adiantou a polícia de North Yorkshire esta quinta-feira.
This is the moment an egg is thrown at King Charles III and Queen Consort in York. pic.twitter.com/SFzUW4bTQm
— British Politics (@BritishPNews) November 9, 2022
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Após ter sido libertado pela polícia, o jovem relata ao Mirror que foi alvo de ameaças de morte e mesmo agredido por uma multidão que estava à sua espera.
“A experiência daquela gente, a gritarem com pura raiva. Diziam que a minha cabeça devia estar num espeto, que eu devia ter sido assassinado logo ali. Não fiquei espantado, porque sei o que é o fascismo e com o que se parece. Puxaram-me os cabelos, arranharam-se, cuspiram-me em cima”, conta o suspeito.
Sobre as condições a que está sujeito, o jovem diz que considerou “hilariante” o facto de não poder transportar ovos em público. “Tiveram que alterar essa condicionante, para eu poder transportar ovos caso esteja a voltar de uma ida às compras para reabastecer”, explicou.
Patrick Thelwell vai começar a ser julgado no dia 1 de dezembro.







