O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, protagonizou uma brincadeira esta sexta-feira com muito cavalheirismo, quando cedeu o lugar no púlpito à Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Em conferência de imprensa após terminar o seu discurso, o líder norte-americano quis apoiar a colega ao arranjar o púlpito para que estivesse ao seu alcance, na vez desta se dirigir aos jornalistas.
Com algumas dificuldades e esforço notórios na preparação do púlpito para von der Leyen, Biden brincou dizendo que fazia aquilo para “justificar” o que ganhava. “Estou a justificar o meu ordenado”, afirmou em tom de brincadeira.
A presidente da Comissão Europeia tem sido noticia por ser ignorada por líderes políticos. Em abril do ano passado ficou sem cadeira numa reunião em Ancara, na Turquia e em fevereiro foi ignorada por Jeje Odongo, ministro dos Negócios Estrangeiros do Uganda. Agora Joe Biden mostrou ser um cavalheiro.
O momento cómico aconteceu na conferência de imprensa em que ambos anunciaram um acordo que visa reduzir a dependência energética da Rússia.
O pacto surge após um dia de três cimeiras na cidade europeia em que líderes ocidentais atacaram a invasão russa da Ucrânia e ofereceram novo apoio a Kiev.
Biden anunciou que irá “trabalhar para garantir mais 15 mil milhões de metros cúbicos de gás natural em estado líquido para a Europa este ano”.
O acordo “também funcionará para garantir uma exigência adicional de 50 mil milhões de metros cúbicos de gás natural liquefeito dos Estados Unidos anualmente até 2030”, acrescentou.
Trata-se de um “plano de jogo conjunto”, delineado para garantir um futuro mais sustentável e limpo no consumo energético, que irá também diminuir a capacidade de Vladimir Putin para instrumentalizar os recursos energéticos no esforço de guerra.
Já Von der Leyen revelou que os dois países “chegaram a um acordo transatlântico” que se realiza através de “uma cooperação de ajuda humanitária e de recuperação da Ucrânia”.
“Vamos mobilizar recursos massivos para apoiar aqueles que estão na Ucrânia, ou nos países vizinhos”, nomeadamente no que diz respeito aos refugiados que fogem da guerra, sublinhou.
Segundo a responsável, “o mais importante é encontrar alternativas para reduzir a dependência energética que os países da União Europeia têm da Rússia”, sendo esse o objetivo do acordo hoje anunciado.






