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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Síria: Número de mortos em acidente entre dois autocarros subiu para 35</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 13:11:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O número de mortos causados pela colisão entre dois autocarros na Síria, numa estrada que atravessa uma zona desértica no centro do país, aumentou para 35, segundo a imprensa estatal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O número de mortos causados pela colisão entre dois autocarros na Síria, numa estrada que atravessa uma zona desértica no centro do país, aumentou para 35, segundo a imprensa estatal.</P><br />
<P>O acidente, que ocorreu perto de Palmira, na estrada que liga Deir al-Zour a Damasco, fez ainda 30 feridos, referiu. </P><br />
<P>Os passageiros de um dos autocarros pertenciam às forças de segurança interna, enquanto os do outro veículo eram civis, de acordo com o Ministério do Interior sírio.</P><br />
<P>O primeiro balanço indicava a existência de 19 mortos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793852]]></sapo:autor>
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		<title>Urgência de Obstetrícia de Portalegre encerra entre segunda as 08:00 de quarta-feira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 13:08:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Urgência de Obstetrícia e Ginecologia do hospital de Portalegre vai estar encerrada entre as 00:00 de segunda-feira e as 08:00 de quarta-feira, disse à agência Lusa fonte da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Urgência de Obstetrícia e Ginecologia do hospital de Portalegre vai estar encerrada entre as 00:00 de segunda-feira e as 08:00 de quarta-feira, disse à agência Lusa fonte da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo.</P><br />
<P>De acordo com a mesma fonte, o encerramento deve-se à &#8220;falta de médicos obstetras&#8221; para assegurar a escala de serviço nesse período.</P><br />
<P>A mesma fonte da ULS Alto Alentejo indicou que as utentes estão a ser aconselhadas a contactar, previamente, a Linha SNS 24 para referenciação.</P><br />
<P>No decorrer deste período, a mesma fonte disse que a maternidade do hospital de Portalegre vai permanecer em funcionamento.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793851]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>UNESCO inclui no Património Mundial mais de uma dezena de locais, a maioria na Ásia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 13:06:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Tóquio, 25 de julho (Lusa) - A UNESCO declarou hoje como Património Mundial mais de uma dezena de locais, a maioria dos quais no continente asiático, durante a reunião anual do comité que decorre na cidade sul-coreana de Busan.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Tóquio, 25 de julho (Lusa) &#8211; A UNESCO declarou hoje como Património Mundial mais de uma dezena de locais, a maioria dos quais no continente asiático, durante a reunião anual do comité que decorre na cidade sul-coreana de Busan.</P><br />
<P>Entre as inclusões na lista encontram-se o templo budista Wat Phra Mahathat Woramahawihan, em funcionamento ininterrupto há mais de 1.500 anos na província tailandesa de Nakhon Si Thammarat, ou os complexos funerários de Xiongu, na Mongólia.</P><br />
<P>Durante um evento transmitido em direto, a UNESCO inscreveu também o conjunto sagrado da província cazaque de Mangystau, composto por mesquitas &#8220;subterrâneas únicas&#8221;, e a indústria de porcelana artesanal de Jingdezhen, na China, com uma área de quase 2.000 hectares.</P><br />
<P>A UNESCO deu também &#8220;luz verde&#8221; à declaração de Património Mundial para o antigo templo budista de Sarnath, na Índia, um local sagrado onde se acredita que Buda proferiu o seu primeiro sermão e conheceu os seus primeiros discípulos.</P><br />
<P>No continente africano, acrescentou ao Património Mundial as medinas dos históricos sultanatos das ilhas Comores e a aldeia tunisina de Sidi Bou Said, de frente para o mar Mediterrâneo.</P><br />
<P> No que diz respeito ao Património Natural, a UNESCO incluiu o Refúgio Nacional de Vida Selvagem de Okefenokee (Estados Unidos) e a reserva natural de Wadi Wurayah, nos Emirados Árabes Unidos (EAU).</P><br />
<P>Por sua vez, declarou Património Mundial os fósseis de peixes ósseos de Limfjord, na Dinamarca, por se tratar do local mais antigo e importante no que diz respeito à evolução e diversificação inicial dos peixes ósseos modernos.</P><br />
<P>O sítio arqueológico de Sebastia, na Cisjordânia, e cinco castelos na região de Monte Amel, no Líbano, foram também inscritos na lista do Património Mundial da UNESCO, apesar das objeções de Israel, que instou a organização a rejeitar as candidaturas.</P><br />
<P>Os membros do comité da UNESCO decidiram inscrever Sebastia e os cinco castelos da região do Monte Amel tanto na lista do Património Mundial como na lista do Património Mundial em Perigo, após terem analisado as candidaturas em regime de urgência, invocando os conflitos em curso no Médio Oriente.</P><br />
<P>A 48.ª reunião do Comité do Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) decorre entre 19 e 29 de julho em Busan, na Coreia do Sul, e avalia 30 candidaturas de diferentes países.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793850]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Japão cria um &#8220;frigorífico para pessoas&#8221;: basta entrar durante cinco minutos para escapar ao calor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 13:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[frigorífico]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
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					<description><![CDATA[À primeira vista, parece apenas mais uma máquina de venda automática, iguais às milhares que ocupam as ruas japonesas. Mas quem abrir a porta não vai encontrar refrigerantes nem snacks]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>À primeira vista, parece apenas mais uma máquina de venda automática, iguais às milhares que ocupam as ruas japonesas.</p>
<p>Mas quem abrir a porta não vai encontrar refrigerantes nem snacks.</p>
<p>Vai encontrar&#8230; um frigorífico para pessoas.</p>
<p>A ideia, que parece saída de um filme de ficção científica, nasceu no Japão, onde duas empresas desenvolveram uma cabine capaz de baixar rapidamente a temperatura corporal de quem lá entra.</p>
<p>Segundo o &#8216;Daily Mail&#8217;, o equipamento chama-se Do Hiemon e foi criado para ajudar a combater as ondas de calor que, ano após ano, estão a tornar os verões japoneses cada vez mais perigosos.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">🇯🇵 Japan just introduced a real-life &quot;Human Refrigerator.&quot; 🧊</p>
<p>The Do Hiemon Box is a one-person cooling booth designed to fight extreme heat.</p>
<p>• Cools your body in as little as 5 minutes<br />• 15°C cabin with 5°C airflow directed at your head, neck, shoulders &amp; back<br />• Built for… <a href="https://t.co/4VqRwxxOEH">pic.twitter.com/4VqRwxxOEH</a></p>
<p>&mdash; Tech Ultimatum (@TechieUltimatum) <a href="https://x.com/TechieUltimatum/status/2079471860652384363?ref_src=twsrc%5Etfw">July 21, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p><strong>Cinco minutos para recuperar</strong></p>
<p>O funcionamento é simples.</p>
<p>O utilizador entra na cabine de aço inoxidável, senta-se e deixa-se envolver por uma poderosa corrente de ar.</p>
<p>Embora o interior seja mantido a cerca de 15 graus Celsius, um jato de ar a apenas 5 graus é direcionado para a cabeça, pescoço, costas e ombros, as zonas do corpo onde o calor se acumula mais rapidamente.</p>
<p>Segundo os fabricantes, bastam cinco minutos para reduzir significativamente a sensação de calor.</p>
<p>Ao fim de dez minutos, dizem, o equipamento pode ajudar a aliviar os primeiros sintomas de exaustão provocada pelas altas temperaturas.</p>
<p>Para evitar um arrefecimento excessivo, a cabine desliga-se automaticamente ao fim de 20 minutos.</p>
<p><strong>Mais eficiente do que o ar condicionado?</strong></p>
<p>As empresas responsáveis garantem que o sistema consegue arrefecer o corpo mais rapidamente do que um ventilador ou um aparelho de ar condicionado convencional.</p>
<p>Além disso, afirmam que o consumo elétrico é surpreendentemente baixo, rondando o equivalente a poucos cêntimos por hora de funcionamento.</p>
<p>Montado sobre rodas e ligado a uma tomada comum, o equipamento pode ser transportado facilmente para praticamente qualquer local.</p>
<p>O objetivo passa por instalá-lo em obras, explorações agrícolas, escolas, centros comerciais, instalações desportivas ou festivais, permitindo que trabalhadores e visitantes recuperem rapidamente do calor extremo.</p>
<p><strong>Uma resposta a um problema cada vez mais grave</strong></p>
<p>A invenção não surgiu por acaso.</p>
<p>O Japão enfrenta mais um verão marcado por temperaturas próximas dos 40 graus e sucessivos alertas devido ao risco de golpe de calor.</p>
<p>Só nas últimas semanas, milhares de pessoas precisaram de assistência médica por sintomas relacionados com o calor.</p>
<p>Nos últimos anos, o problema agravou-se.</p>
<p>Em 2024, o país registou o verão mais quente desde que existem registos, iniciados em 1898, e as mortes relacionadas com golpes de calor atingiram um máximo histórico.</p>
<p>Atualmente, estima-se que mais de 1.500 pessoas morram todos os anos no Japão devido às consequências das temperaturas extremas.</p>
<p><strong>Uma ideia que pode chegar ao resto do mundo?</strong></p>
<p>Desde que foi colocado à venda, em abril, o &#8220;frigorífico humano&#8221; já começou a aparecer em vários espaços públicos japoneses.</p>
<p>Nas redes sociais, muitos utilizadores elogiaram a ideia, considerando-a particularmente útil para quem trabalha ao ar livre durante os meses de verão.</p>
<p>Por enquanto, os fabricantes ainda não confirmaram se o equipamento será comercializado fora do Japão.</p>
<p>Mas, numa altura em que as ondas de calor se tornam cada vez mais frequentes em várias partes do mundo, é difícil não imaginar que esta curiosa cabine possa acabar por encontrar lugar muito para além das ruas japonesas.</p>
<p>Há poucos anos, a ideia de entrar num frigorífico para recuperar do calor pareceria absurda.</p>
<p>Hoje, pode ser apenas mais uma adaptação a um clima que está a mudar mais depressa do que muitos esperavam.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792213]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Droga apreendida em alto mar terá proveniência na América do Sul &#8211; PJ</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 12:45:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Polícia Judiciária (PJ) disse hoje que as mais de duas toneladas de cocaína apreendidas numa lancha em alto mar a sudoeste do Cabo Espichel serão de "organizações criminosas muito poderosas", com alegada proveniência na América do Sul.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Polícia Judiciária (PJ) disse hoje que as mais de duas toneladas de cocaína apreendidas numa lancha em alto mar a sudoeste do Cabo Espichel serão de &#8220;organizações criminosas muito poderosas&#8221;, com alegada proveniência na América do Sul.</P><br />
<P>&#8220;Por trás destes indivíduos agora detidos, por trás desta droga transportada, há organizações criminosas muito poderosas, isso não temos sombra de dúvida. A investigação procurará ir o mais longe possível, mas relembro que o cerne dessas organizações, digamos assim, não estão cá em Portugal&#8221;, declarou João Oliveira, da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ.</P><br />
<P>João Oliveira falava numa conferência de imprensa na sede da PJ, em Lisboa, juntamente com responsáveis da Marinha e da Força Aérea, instituições que também participaram na operação policial &#8220;Buongiorno&#8221;, que na quinta-feira intercetou e abordou em alto mar, a cerca de 50 milhas náuticas a sudoeste do Cabo Espichel, uma embarcação de alta velocidade que transportava cerca 2.627 quilogramas de cocaína.</P><br />
<P>No âmbito da apreensão desta lancha rápida, a PJ admitiu que poderão ter escapado outras embarcações relacionadas como o tráfico de droga, uma vez que na mesma mancha de mar &#8220;foram detetados movimentos de outras embarcações&#8221;, explicando que foi selecionada a embarcação que à partida tinha indícios de estar carregada de produto estupefaciente.</P><br />
<P>Foram detidos quatro homens de nacionalidade estrangeira, nomeadamente dois espanhóis, um inglês e um albanês, com idades entre os 35 e os 42 anos, adiantou o responsável da PJ, referindo que os suspeitos recolheram às instalações prisionais junto do edifício da PJ e hoje estão no tribunal para serem presentes a primeiro interrogatório judicial.</P><br />
<P>&#8220;Um dos detidos já era alguém referenciado pela Polícia Judiciária como sendo suspeito de estar ligado a estas atividades de tráfico de cocaína por via marítima&#8221;, referiu João Oliveira, sem adiantar qual a nacionalidade deste suspeito.</P><br />
<P>Expondo parte da droga apreendida, o responsável da PJ disse que a rotulagem das embalagens dá pistas sobre a sua proveniência, mas escusou-se a partilhar dados concretos para não prejudicar a investigação: &#8220;É cocaína que vem da América do Sul e os produtores costumam pôr uma marca, um timbre, uma chancela da sua produção.&#8221;</P><br />
<P>Quanto ao valor da droga apreendida, João Oliveira ressalvou que falar de preços &#8220;é sempre altamente subjetivo&#8221;, porque depende de múltiplas variáveis, inclusive o sítio onde é vendida, e adiantou que o grau de pureza da cocaína não está ainda determinado, mas a experiência da PJ, pela forma como vinha embalada, na rota em que estava e o meio empregue para o transporte, aponta para &#8220;um grau de pureza muito elevado&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;São muitos milhões, muitos milhões de euros que estão aqui, e quando digo milhões podemos falar de centenas de milhões, preço estimado, tendo em conta aquilo que é a venda final ao consumidor, não nos exatos termos em que foi apreendida&#8221;, expôs.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793848]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Moçambique já disponibilizou 65 milhões de euros para apoiar pequenos negócios &#8211; PR</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 12:44:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Moçambique disponibilizou desde 2025 um total de 74 milhões de dólares (65 milhões de euros) para financiar micro, pequenas e médias empresas através de dois mecanismos de apoio de âmbito nacional, anunciou hoje o Presidente da República.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Moçambique disponibilizou desde 2025 um total de 74 milhões de dólares (65 milhões de euros) para financiar micro, pequenas e médias empresas através de dois mecanismos de apoio de âmbito nacional, anunciou hoje o Presidente da República.</P><br />
<P>Daniel Chapo, falava em Nacala Porto, na província de Nampula, norte do país, onde fez a entrega de cheques a empresas beneficiárias do Fundo Catalítico para Inovação e Demonstração (FCID), implementado pelas Agências de Desenvolvimento do Vale do Zambeze (AdVZ) e de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), bem como do Fundo de Recuperação Empresarial, destinado a apoiar empresas afetadas pelos ciclones e pelas manifestações pós-eleitorais.</P><br />
<P>&#8220;Com os cheques que hoje entregamos às empresas contempladas, o nosso Governo já colocou à disposição do setor privado nacional, através de mecanismos de financiamento, cerca de 74 milhões de dólares americanos, com benefícios tangíveis para empresas e pequenos produtores moçambicanos&#8221;, disse Daniel Chapo.</P><br />
<P>O programa FCID &#8211; Connecta Negócios arrancou em 2025 e constitui &#8220;uma iniciativa estruturante&#8221;, dispondo de um orçamento de 100 milhões de dólares (84,4 milhões de euros), financiado pelo Banco Mundial e implementado através do Ministério das Finanças.</P><br />
<P>O objetivo do fundo é reforçar o desempenho das micro, pequenas e médias empresas (MPME) em Moçambique, &#8220;através de ligações económicas e acesso a mercados&#8221;, conforme referiu anteriormente o Governo moçambicano.</P><br />
<P>Já o Fundo de Recuperação Empresarial arrancou com uma dotação de 4,5 milhões de euros, tendo abrangido até ao momento 93 empresas, segundo indicou hoje o chefe de Estado, sendo que as duas iniciativas de financiamento têm como foco as províncias do centro e norte do país.</P><br />
<P>Chapo afirmou que estes financiamentos permitirão às empresas investir na melhoria de infraestruturas, na aquisição de meios circulantes e de insumos, bem como na manutenção e criação de postos de trabalho.</P><br />
<P>&#8220;É nosso objetivo como Governo produzir mais, exportar mais, consumir mais para gerar riqueza não só para os financiados, mas combater a fome no seio do povo moçambicano e aumentar exportações naqueles casos de culturas de rendimento&#8221;, disse o Presidente moçambicano, apelando à celeridade na devolução dos valores financiados.</P><br />
<P>Na ocasião, Chapo elogiou os esforços do Banco Mundial na disponibilização de subvenções para apoiar as micro, pequenas e médias empresas nacionais e prometeu reforçar as ações de impulso ao setor.</P><br />
<P>&#8220;Reiteramos que a nossa viagem a Washington e o privilégio e a honra de termos presidido esse fórum sobre fragilidades, vulnerabilidades e conflitos como único convidado é porque o Banco Mundial é o parceiro do Governo de Moçambique e estes cerca de 74 milhões de dólares norte-americanos para estes jovens que receberam fundos resultam nestas nossas viagens, desta nossa amizade e desta nosso contínua busca de financiamento e os resultados estão aqui à vista&#8221;, disse Chapo.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793849]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Luís Neves está &#8220;a gerir processo da melhor forma que sabe&#8221; &#8211; Ministra da Justiça</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/luis-neves-esta-a-gerir-processo-da-melhor-forma-que-sabe-ministra-da-justica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 12:31:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[es, *** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>es, *** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Oeiras, 25 jul 2026 (Lusa) &#8211; A ministra da Justiça disse hoje que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, está &#8220;a gerir o processo da melhor forma que sabe&#8221;, e considerou que o caso em que está envolvido não belisca a confiança na Polícia Judiciária. </P><br />
<P>Questionada sobre se o caso que envolve o atual ministro da Administração Interna e antigo diretor da Polícia Judiciária (PJ) não afeta a credibilidade da instituição, Rita Alarcão Júdice indicou que &#8220;todos os portugueses confiam na Polícia Judiciária&#8221; e sublinhou que &#8220;o papel e a imagem&#8221; que a instituição têm &#8220;também se deve muito ao trabalho de todos os seus dirigentes anteriores&#8221;, numa alusão indireta a Luís Neves.</P><br />
<P>&#8220;Por isso, não vamos esquecer isto, não vamos esquecer que os portugueses sabem bem a qualidade da Polícia Judiciária (&#8230;) e a ministra da Justiça não deixará, que essa qualidade, que essas características e que essa confiança que existe na Polícia Judiciária seja beliscada&#8221;, defendeu à margem da cerimónia de encerramento do &#8220;Curso de Formação Inicial da Carreira de Guarda Prisional de 2025&#8221;, que decorreu hoje em Caxias, em Oeiras.  </P><br />
<P>Já questionada sobre se a demora das explicações por parte de Luís Neves não poderão adensar as dúvidas sobre o seu mandato como diretor da PJ, a governante defendeu que o atual ministro da Administração Interna &#8220;está a gerir o processo da melhor forma que sabe e pode&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;As instituições competentes estão a fazer as avaliações que são necessárias&#8221;, acrescentou, salientando que não se pronuncia sobre temas que estão abordados na Justiça, mas sublinhando não vai criticar &#8220;ninguém&#8221; por decidir falar quando tem &#8220;todos os elementos reunidos&#8221;.   </P><br />
<P>Na sexta-feira, o ministro da Administração Interna pediu aos jornalistas respeito pelo seu trabalho e reiterou que, a seu tempo, presta esclarecimentos sobre as obras numa sua casa e do atrelado encontrado na empresa do construtor que fez os trabalhos.</P><br />
<P>Já na terça-feira, Luís Neves referia estar a reunir os documentos que considera importantes no âmbito das polémicas que têm sido conhecidas ao longos das últimas semanas, relativas às obras da sua casa em Odemira e do atrelado encontrado em casa do construtor que trabalhou na sua propriedade.</P><br />
<P>Em 17 de julho, a Polícia Judiciária (PJ) anunciou que abriu um inquérito sobre o atrelado apreendido num processo de tráfico de droga que foi encontrado atracado a um camião da empresa Construbarcelos, que fez obras numa propriedade do ministro da Administração Interna.</P><br />
<P>No mesmo dia, a Procuradoria-geral da República (PGR) confirmou &#8220;a existência de um inquérito relacionado com bens apreendidos à ordem do processo designado &#8216;Operação Pacoba'&#8221;.</P><br />
<P>A polémica teve início no dia 10 de julho, quando o semanário Nascer do Sol noticiou que o ministro da Administração Interna contratou para remodelar um imóvel que detém em Odemira uma empresa anteriormente responsável por obras na PJ quando Luís Neves era diretor nacional.</P><br />
<P>Segundo a publicação, entre 2020 e 2025, a empresa Construbarcelos recebeu cerca de 1,9 milhões de euros em contratos públicos, valor confirmado dias depois pelo ministro da Administração Interna, em entrevista à TVI/CNN.</P><br />
<P>Já na semana passada, a Câmara de Odemira disse que está a verificar a legalidade das obras realizadas no imóvel particular de Luís Neves, na freguesia de São Teotónio.</P><br />
<P>Em resposta por escrito a questões colocadas pela agência Lusa, o município esclareceu que &#8220;não está em curso qualquer processo de licenciamento ou comunicação de obras nos prédios&#8221; localizados na freguesia de São Teotónio.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793847]]></sapo:autor>
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		<title>Chegou o caçador de mosquitos: este microdrone caça-os em pleno voo antes de conseguirem picar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 12:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[mosquitos]]></category>
		<category><![CDATA[Tornyol Systems]]></category>
		<category><![CDATA[verão]]></category>
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					<description><![CDATA[Há décadas que tentamos mantê-los à distância com repelentes, velas de citronela, redes mosquiteiras ou os tradicionais aparelhos elétricos. Mas uma empresa tecnológica acredita que chegou o momento de mudar completamente de estratégia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O verão tem muitas vantagens.</p>
<p>Dias mais longos, praia, churrascos, jantares ao ar livre.</p>
<p>E, inevitavelmente&#8230; mosquitos.</p>
<p>Há décadas que tentamos mantê-los à distância com repelentes, velas de citronela, redes mosquiteiras ou os tradicionais aparelhos elétricos. Mas uma empresa tecnológica acredita que chegou o momento de mudar completamente de estratégia.</p>
<p>Em vez de afastar os mosquitos, quer caçá-los.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Economista&#8217;, a startup Tornyol Systems desenvolveu um microdrone autónomo capaz de detetar, perseguir e eliminar mosquitos em pleno voo, recorrendo a um sistema de sensores e inteligência artificial.</p>
<p>O objetivo da empresa é ambicioso.</p>
<p>Acabar com aquele que considera ser um dos maiores inimigos da Humanidade.</p>
<p><strong>O animal que mata mais pessoas do que as guerras</strong></p>
<p>Quando pensamos nos animais mais perigosos do planeta, imaginamos tubarões, leões ou cobras.</p>
<p>Mas o verdadeiro campeão é muito mais pequeno.</p>
<p>Todos os anos, os mosquitos estão associados à morte de mais de 700 mil pessoas, sobretudo devido à transmissão de doenças como a malária, dengue, febre-amarela ou vírus Zika.</p>
<p>Segundo a Tornyol Systems, mais de 700 milhões de pessoas contraem anualmente doenças transmitidas por mosquitos.</p>
<p>É precisamente por isso que a empresa acredita que eliminar estes insetos pode ter um impacto muito maior do que simplesmente evitar uma noite de comichão.</p>
<p><strong>Um drone que &#8220;ouve&#8221; os mosquitos</strong></p>
<p>À primeira vista, parece um brinquedo.</p>
<p>Pesa apenas 40 gramas.</p>
<p>Mas esconde uma tecnologia surpreendente.</p>
<p>O microdrone utiliza 380 microfones, originalmente desenvolvidos para smartphones, para captar um som praticamente impercetível: o bater das asas de um mosquito.</p>
<p>Cada espécie produz uma frequência característica e é essa &#8220;assinatura sonora&#8221; que permite ao sistema distinguir um mosquito de outros insetos.</p>
<p>Depois, um modelo tridimensional do espaço envolvente calcula a posição da presa quase em tempo real.</p>
<p>Segundo a empresa, o sistema consegue detetar movimentos da ordem dos 0,1 milímetros.</p>
<p>Quando confirma o alvo, o drone entra em ação.</p>
<p>Persegue o inseto de forma autónoma e elimina-o em pleno voo, podendo operar até cerca de oito metros de altura.</p>
<p><strong>Ainda não está pronto&#8230; mas já pode ser reservado</strong></p>
<p>A Tornyol Systems divulgou um vídeo onde mostra o protótipo a intercetar uma mariposa dentro de um espaço fechado, demonstrando a precisão do sistema.</p>
<p>Apesar disso, a tecnologia continua em desenvolvimento e a empresa trabalha para melhorar a eficácia do drone antes da sua chegada ao mercado.</p>
<p>Ainda assim, já é possível efetuar uma pré-reserva do equipamento.</p>
<p><strong>Ficção científica&#8230; ou o futuro?</strong></p>
<p>Durante muito tempo, combater mosquitos significou usar repelentes, inseticidas ou armadilhas luminosas.</p>
<p>Agora, a inteligência artificial e a robótica querem assumir esse papel.</p>
<p>Ainda é cedo para saber se estes pequenos drones conseguirão cumprir a promessa de reduzir drasticamente a população de mosquitos.</p>
<p>Mas uma coisa parece certa.</p>
<p>Se a tecnologia resultar, talvez o maior inimigo das noites de verão passe, finalmente, a ter um adversário à altura.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">Tornyol (<a href="https://x.com/tornyolsystems?ref_src=twsrc%5Etfw">@tornyolsystems</a>) is building micro-drones that kill mosquitoes.</p>
<p>They use smartphone microphones, car park assist sensors, and some clever DSP and control to transform 40-gram toy drones into mosquito killers. <a href="https://t.co/SBqWueq7h7">pic.twitter.com/SBqWueq7h7</a></p>
<p>&mdash; Y Combinator (@ycombinator) <a href="https://x.com/ycombinator/status/1986917284561207783?ref_src=twsrc%5Etfw">November 7, 2025</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792200]]></sapo:autor>
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		<title>Neste concessionário japonês, até um Ferrari F40 parece vulgar. Será este o melhor stand do mundo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 11:30:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[BINGO Sports Japan]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
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					<description><![CDATA[BINGO Sports Japan, perto do aeroporto de Narita, é um dos mais importantes concessionários e fornecedores de automóveis exóticos do país]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há três Ferrari F40 estacionados no mesmo armazém. Um deles conserva praticamente os quilómetros de entrega. Ao lado estão um F50, um Enzo e um LaFerrari. Do outro lado, um BMW M1 divide o espaço com um M1 Procar que competiu em Le Mans, enquanto um Porsche 935 K3 de 1977 repousa sob outro Porsche de corrida. Num lugar assim, até um Ferrari F40 começa a parecer um automóvel vulgar.</p>
<p>Estas são as instalações da BINGO Sports Japan, perto do aeroporto de Narita, um dos mais importantes concessionários e fornecedores de automóveis exóticos do país. Segundo uma reportagem da revista britânica &#8216;Top Gear&#8217;, este é um lugar onde se encontram algumas das máquinas mais raras do planeta — e onde muitas delas podem estar à venda.</p>
<p>A empresa foi fundada em 2002 por Shinji Takei, inicialmente como um pequeno negócio de compra e venda de carros interessantes em Nagoya. Mas Takei depressa percebeu que os grandes colecionadores não procuravam apenas automóveis impecáveis. Queriam saber quem os conduzira, onde tinham estado, como tinham sido utilizados e que histórias carregavam.</p>
<p>Foi assim que a BINGO Sports deixou de se limitar a vender carros e passou a ajudar os clientes a construir coleções. O trabalho tornou-se uma espécie de caça ao tesouro: localizar um modelo quase desaparecido, chegar ao proprietário e convencê-lo a vender. Quando finalmente encontram aquilo que parecia impossível, a reação é previsível: “Bingo”. É daí que vem o nome.</p>
<p>O armazém de Narita está dividido em oito espaços com temperatura e humidade controladas. Os carros costumam permanecer cobertos e ligados a carregadores de bateria, prontos para serem colocados em funcionamento. Entre eles estão um Porsche 962CR Schuppan e um Lamborghini Diablo GTR, ambos derivados de carros de competição, mas autorizados a circular na estrada.</p>
<p>Há ainda um Ferrari F40 que destoa de todos os outros. Em vez de uma carroçaria brilhante, apresenta-se coberto de sujidade e detritos. O automóvel passou quase uma década abandonado ao ar livre numa zona rural do Japão, até que Takei e a sua equipa localizaram o proprietário e conseguiram comprá-lo.</p>
<p>No espaço de exposição da empresa, no centro de Tóquio, encontram-se outros pesos-pesados: o primeiro Koenigsegg Jesko entregue no Japão, um Pagani Huayra BC e um Lamborghini Miura SVR Jota. Este último é especialmente raro: foi transformado numa versão radical inspirada no Miura Jota original e continua a ser o único exemplar do género no mundo.</p>
<p>Mas são os carros menos óbvios que melhor revelam a forma como Takei olha para o automóvel. A coleção inclui um Citroën SM com um antigo selo fiscal britânico, um Mazda Cosmo de 1967 e até um Honda S2000 prateado com interior vermelho. Este último continua relativamente acessível, mas poderá tornar-se um dos clássicos desejados pelas próximas gerações.</p>
<p>Takei acredita que o mercado do colecionismo está a atravessar uma mudança. Durante décadas, muitos compradores procuraram os carros associados a ídolos como James Dean ou Steve McQueen. Os colecionadores mais jovens, porém, cresceram com outras referências: Nissan Skyline GT-R, Honda NSX, Porsche dos anos 1990 e automóveis descobertos em videojogos.</p>
<p>Os modelos mudam, mas a paixão mantém-se. Um Ferrari F40 poderá fascinar praticamente todas as gerações, mas começa a partilhar o protagonismo com máquinas japonesas e europeias das décadas de 1990 e 2000. Para Takei, o segredo está em comprar aquilo que emociona, e não apenas aquilo que poderá valorizar.</p>
<p>O próprio fundador começou ao volante de um Mazda RX-7 da década de 1980, que acabou por destruir pouco depois de tirar a carta. Mais tarde competiu em campeonatos como a Porsche Carrera Cup e o GT World Challenge Asia. Apesar de já ter conduzido centenas de carros extraordinários, continua a apontar o McLaren F1 e o Ferrari F40 LM como experiências difíceis de igualar.</p>
<p>É impossível provar que a BINGO Sports é realmente o melhor concessionário de automóveis do mundo. Mas há poucos lugares onde três Ferrari F40 convivem com um Porsche de Le Mans legalizado para estrada, um Lamborghini único e um simples Honda S2000 escolhido por poder ser o clássico do futuro. E há ainda menos onde, perante tanta raridade, a única palavra possível parece ser precisamente a que deu nome à empresa: bingo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792224]]></sapo:autor>
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		<title>Rui Rio considera que caso Luís Neves &#8220;abala profundamente&#8221; credibilidade do PSD e do Governo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 11:28:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ex-presidente do PSD Rui Rio considerou que o caso Luís Neves "abala profundamente" a credibilidade do PSD e do Governo, mas também do PS, considerando que polémicas como esta alimentam partidos populistas como o Chega.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ex-presidente do PSD Rui Rio considerou que o caso Luís Neves &#8220;abala profundamente&#8221; a credibilidade do PSD e do Governo, mas também do PS, considerando que polémicas como esta alimentam partidos populistas como o Chega.</P><br />
<P>Em entrevista à SIC-Notícias, na sexta-feira à noite, Rui Rio disse que, se fosse primeiro-ministro, teria pedido rápidos esclarecimentos ao ministro da Administração Interna e, se não fossem satisfatórios, já o teria demitido.</P><br />
<P>Para o antecessor de Luís Montenegro à frente do PSD, as suspeitas sobre o ministro só se resolvem com rápidas explicações de Luís Neves.</P><br />
<P>Caso contrário, responsabiliza além de Luís Neves, o PSD, o Governo e o PS que, ao permitirem esta demora, estão dar &#8220;um verdadeiro &#8216;filet mignon&#8217; ao Chega&#8221;, partido que já anunciou um inquérito parlamentar ao caso.</P><br />
<P>Sublinhando que &#8220;é a primeira vez&#8221; que faz esta apreciação desde que saiu da liderança do PSD &#8212; em 2022 -, Rui Rio considerou que o caso é &#8220;profundamente nocivo&#8221; para os sociais-democratas, distinguindo-o, por exemplo, dos problemas com os exames nacionais, que diz apenas &#8220;afetaram conjunturalmente&#8221; o ministro da Educação e o Governo.</P><br />
<P>&#8220;Este caso, que é um caso de regime, é um caso ético, está a abalar profundamente a credibilidade do PSD &#8211; e também do PS, mas agora estou preocupado com o PSD&#8221;, disse.</P><br />
<P>Para Rui Rio, sem explicações, os portugueses percecionam Luís Neves como sendo intocável, quer pelas suspeitas quer pela forma como tem adiado os esclarecimentos.</P><br />
<P>&#8220;Em termos estruturais, preocupa-me que o PSD e o Governo, ao estar a permitir isto, está-se a descredibilizar estruturalmente (&#8230;) Isto é mais uma pazada de terra em cima da democracia e o lado aparece o Chega a usufruir e PS e PSD oferecem isto de bandeja&#8221;, lamentou.</P><br />
<P>Questionado se o tema pode ainda afetar o Presidente da República, Rui Rio admitiu que sim, embora compreenda que António José Seguro não possa falar publicamente sobre esta polémica.</P><br />
<P>&#8220;Espero que o Presidente da República tenha falado com o primeiro-ministro, mas se se isto continua assim em lume brando vai sobrar para o Presidente&#8221;, alertou.</P><br />
<P>Rio admitiu que, tal como outro antigo líder do PSD Passos Coelho, não concordou com a passagem direta de Luís Neves da Polícia Judiciária (PJ) para o Governo, apesar de não o ter dito publicamente, e criticou igualmente a atitude do PS.</P><br />
<P>&#8220;É intrigante que o PS ataque ferozmente Fernando Alexandre e Ana Paula Martins e depois este caso, que do ponto de vista ético é muitíssimo mais grave, ande com paninhos quentes e passe entre pingos da chuva&#8221;, criticou, dizendo até perceber melhor o pedido de inquérito parlamentar do Chega aos mandatos de Luís Neves na PJ do que o do PS sobre os exames nacionais.</P><br />
<P>Na sexta-feira, Luís Neves reiterou que, a seu tempo, prestará esclarecimentos sobre as obras numa sua casa e do atrelado encontrado na empresa do construtor que fez os trabalhos e disse que &#8220;ainda bem&#8221; que o Chega anunciou uma comissão parlamentar de inquérito aos seus mandatos como diretor da PJ.</P><br />
<P>A 17 de julho, a Polícia Judiciária (PJ) anunciou que abriu um inquérito sobre o atrelado apreendido num processo de tráfico de droga que foi encontrado atracado a um camião da empresa Construbarcelos, que fez obras numa propriedade do ministro da Administração Interna.</P><br />
<P>No mesmo dia, a Procuradoria-geral da República (PGR) confirmou &#8220;a existência de um inquérito relacionado com bens apreendidos à ordem do processo designado &#8216;Operação Pacoba'&#8221;.</P><br />
<P>A polémica teve início no dia 10 de julho, quando o semanário Nascer do Sol noticiou que o ministro da Administração Interna contratou para remodelar um imóvel que detém em Odemira uma empresa anteriormente responsável por obras na PJ quando Luís Neves era diretor nacional.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793846]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Tribunal português declara ilícito despedimento em modelo de contratação internacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 11:08:18 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Juízo do Trabalho do Porto declarou ilícito o despedimento de um trabalhador contratado através de uma estrutura internacional de Employer of Record (EOR), modelo crescentemente utilizado por empresas estrangeiras para contratar trabalhadores em Portugal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Juízo do Trabalho do Porto declarou ilícito o despedimento de um trabalhador contratado através de uma estrutura internacional de Employer of Record (EOR), modelo crescentemente utilizado por empresas estrangeiras para contratar trabalhadores em Portugal.</P><br />
<P>Em declarações à agência Lusa, Eduardo Castro Marques, advogado do trabalhador, destaca que esta decisão &#8211; datada de inícios de julho &#8211; &#8220;confirma que a utilização de estruturas contratuais internacionais não coloca as empresas fora do alcance do direito do trabalho português&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Independentemente da designação adotada pelas partes, importa apurar quem beneficia da atividade do trabalhador, quem dirige o seu trabalho e quem toma as decisões fundamentais relativas à relação laboral&#8221;, enfatiza o advogado da Dower Law Firm.</P><br />
<P>Segundo a fonte, o trabalhador em causa tinha celebrado um contrato sem termo com a Deel Portugal, mas exercia funções exclusivamente para a tecnológica norte-americana Turing Enterprises, tendo o seu despedimento sido fundamentado numa alegada extinção do posto de trabalho.</P><br />
<P>Contudo, o tribunal concluiu que &#8220;os fundamentos apresentados eram genéricos e não permitiam ao trabalhador compreender nem contestar as razões invocadas, nem verificar se existia uma relação entre a alegada reestruturação e a cessação do contrato&#8221;.</P><br />
<P>Como resultado, declarou ilícito o despedimento, determinando a reintegração do trabalhador (sem prejuízo da possibilidade de este optar por uma indemnização) e o pagamento das retribuições vencidas desde novembro de 2024.</P><br />
<P>Eduardo Castro Marques nota que este processo &#8220;coloca em evidência uma realidade cada vez mais frequente no mercado de trabalho internacional&#8221;, podendo a decisão &#8211; proferida em despacho saneador e sem necessidade de julgamento &#8212; &#8220;assumir particular relevância num momento em que o trabalho remoto internacional e a contratação transfronteiriça se tornaram uma prática comum, sobretudo nos setores tecnológico e da inteligência artificial&#8221;.</P><br />
<P>O modelo &#8216;Employer of Record&#8217; é um modelo cada vez mais utilizado por empresas estrangeiras para contratar trabalhadores em Portugal sem constituírem uma entidade empregadora tradicional no país, permitindo que uma empresa celebre formalmente contratos de trabalho em nome de outra entidade que, na prática, organiza, dirige e beneficia da prestação laboral.</P><br />
<P>Nos últimos anos, centenas de empresas internacionais passaram a contratar trabalhadores portugueses para funções remotas através de plataformas especializadas em EOR, permitindo recrutar talento sem necessidade de abrir filiais locais.</P><br />
<P>Apesar da sua crescente utilização por multinacionais, sobretudo no contexto do trabalho remoto, o EOR não constitui uma figura jurídica autonomamente prevista no direito do trabalho português.</P><br />
<P>Para o advogado da Dower Law Firm, a decisão constitui &#8220;um sinal relevante para as empresas que recorrem a estas estruturas internacionais&#8221; e demonstra que a utilização de modelos contratuais internacionais não afasta a aplicação das regras nacionais de proteção no emprego.</P><br />
<P>&#8220;A crescente internacionalização do mercado de trabalho não significa que deixe de existir um empregador para efeitos da legislação portuguesa. Os tribunais continuarão a analisar quem dirige efetivamente o trabalho, quem beneficia da atividade do trabalhador e quem toma as decisões fundamentais sobre a relação laboral&#8221;, sustenta.</P><br />
<P>À medida que aumenta o recurso a plataformas globais de contratação, Castro Marques prevê que surjam novos litígios sobre a verdadeira configuração destas relações laborais, pelo que este tema &#8220;poderá ganhar crescente relevância nos próximos anos&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793845]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Vive até 400 anos: o tubarão nascido antes da Revolução Francesa que continua a desafiar a ciência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 11:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[tubarão]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando William Shakespeare morreu, em 1616, alguns dos tubarões-da-Gronelândia que hoje nadam nas águas geladas do Ártico já podiam estar vivos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando William Shakespeare morreu, em 1616, alguns dos tubarões-da-Gronelândia que hoje nadam nas águas geladas do Ártico já podiam estar vivos.</p>
<p>Quando começou a Revolução Francesa, em 1789, alguns continuavam lentamente a percorrer as profundezas do Atlântico Norte.</p>
<p>Sobreviveram ao aparecimento da máquina a vapor, ao nascimento da fotografia, à invenção do automóvel, às duas guerras mundiais, à chegada do Homem à Lua e à revolução digital.</p>
<p>Enquanto o mundo mudava a um ritmo vertiginoso, eles continuavam praticamente iguais, deslizando lentamente por um oceano escuro, frio e quase silencioso.</p>
<p>Parece ficção científica. Mas é um dos maiores mistérios da biologia moderna.</p>
<p>Segundo a &#8216;BBC&#8217;, o tubarão-da-Gronelândia é o vertebrado mais longevo conhecido no planeta e poderá viver cerca de 400 anos. Algumas estimativas apontam mesmo para uma longevidade entre os 300 e os 500 anos, embora os investigadores continuem a discutir qual será o verdadeiro limite da espécie.</p>
<p>Mais impressionante ainda é perceber que estes animais passam grande parte desse tempo quase escondidos da ciência.</p>
<p>Vivem em águas profundas do Atlântico Norte e do oceano Ártico, onde a luz mal chega, as temperaturas rondam os zero graus e a pressão esmagaria rapidamente um mergulhador.</p>
<p>É um mundo onde o tempo parece correr de forma diferente.</p>
<p>Talvez seja precisamente essa lentidão que explique porque continuam a desafiar tudo aquilo que sabemos sobre o envelhecimento.</p>
<p><strong>O tubarão de 150 anos que ainda era &#8220;jovem&#8221;</strong></p>
<p>Foi precisamente um destes gigantes discretos que, em abril deste ano, surpreendeu um grupo de investigadores na costa oeste da Irlanda.</p>
<p>Depois de uma tempestade, um enorme tubarão-da-Gronelândia apareceu morto numa praia do condado de Sligo.</p>
<p>Nunca tinha acontecido.</p>
<p>Era o primeiro exemplar da espécie a dar à costa naquele país, transformando imediatamente um episódio triste numa oportunidade científica praticamente irrepetível.</p>
<p>O animal media cerca de três metros e pesava mais de 200 quilos.</p>
<p>Para qualquer outra espécie de tubarão seria provavelmente um veterano.</p>
<p>Para esta, porém, era quase um adolescente.</p>
<p>Os investigadores calculam que teria aproximadamente 150 anos.</p>
<p>Por outras palavras, nasceu numa época em que a Rainha Vitória ainda não ocupava o trono britânico, Abraham Lincoln nem sequer era presidente dos Estados Unidos e os automóveis ainda não existiam.</p>
<p>Mesmo assim, ainda nem teria atingido plenamente o papel que mais interessa à sobrevivência da espécie.</p>
<p>&#8220;Atingiu agora a idade em que poderia começar a reproduzir-se e contribuir para o equilíbrio da população&#8221;, lamentou Emilie De Loose, bióloga marinha do Irish Whale and Dolphin Group, citada pela &#8216;BBC&#8217;.</p>
<p>É uma realidade difícil de imaginar.</p>
<p>Enquanto muitas espécies produzem descendência poucos anos depois de nascerem, o tubarão-da-Gronelândia demora mais de um século até atingir a maturidade sexual.</p>
<p>Perder um único indivíduo significa perder mais de cem anos de crescimento extremamente lento.</p>
<p>É também uma das razões pelas quais a espécie preocupa tanto os cientistas.</p>
<p><strong>Um animal maior do que o mistério</strong></p>
<p>Transportar o corpo daquele tubarão até um laboratório revelou-se uma operação quase tão difícil como estudá-lo.</p>
<p>Depois de coberto com algas para impedir que fosse destruído por gaivotas e outros animais, o cadáver permaneceu protegido até à chegada de um camião e de uma grua mobilizados pelo Museu Nacional da Irlanda.</p>
<p>Só então começou uma autópsia que poderá durar anos.</p>
<p>Nada foi desperdiçado.</p>
<p>Os investigadores recolheram amostras da pele, músculos, órgãos internos, coração, olhos e aparelho digestivo.</p>
<p>Cada tecido poderá responder a uma pergunta diferente.</p>
<p>Cada órgão poderá esconder uma pista sobre um dos maiores enigmas da natureza: como consegue um vertebrado sobreviver durante quatro séculos?</p>
<p>Mas a verdade é que, apesar de décadas de investigação, sabemos surpreendentemente pouco sobre estes gigantes.</p>
<p>Nem sequer os cientistas conseguem responder a perguntas básicas.</p>
<p>Onde acasalam? Onde nascem as crias? Quantos filhotes tem cada fêmea? Com que frequência se reproduzem? Quantos tubarões-da-Gronelândia existem atualmente?</p>
<p>A resposta para quase todas estas perguntas continua a ser exatamente a mesma.</p>
<p>Ninguém sabe.</p>
<p>&#8220;É incrível sabermos tão pouco sobre um animal tão grande e distribuído por uma área tão vasta&#8221;, resume Brynn Devine, especialista em biologia marinha da organização Oceans North.</p>
<p>Essa falta de conhecimento torna também muito mais difícil proteger a espécie.</p>
<p>Sem conhecer os locais onde se reproduz, as rotas migratórias ou o tamanho da população, torna-se quase impossível avaliar o verdadeiro impacto das capturas acidentais em redes de pesca ou das alterações climáticas sobre estes animais.</p>
<p><strong>Um predador improvável</strong></p>
<p>À primeira vista, nada naquele tubarão parece indicar que seja um caçador eficiente. Nada lentamente. Tem movimentos quase preguiçosos. Passa grande parte da vida nas profundezas.</p>
<p>Durante muito tempo acreditou-se que sobrevivia apenas graças às carcaças de baleias, peixes ou outros animais que encontrava no fundo do mar.</p>
<p>Mas a realidade parece ser bem mais surpreendente.</p>
<p>Os investigadores descobriram que também consegue capturar focas, apesar de estas serem muito mais rápidas.</p>
<p>Como?</p>
<p>Essa continua a ser outra pergunta sem resposta definitiva.</p>
<p>Alguns cientistas acreditam que aproveita a escuridão quase total do Ártico para surpreender animais adormecidos ou enfraquecidos.</p>
<p>Outros defendem que espera pacientemente até encontrar presas presas no gelo.</p>
<p>O certo é que este gigante lento continua a conseguir aquilo que, à partida, parecia impossível.</p>
<p>E talvez essa seja a melhor forma de resumir toda a espécie.</p>
<p>Quase tudo aquilo que faz parece contrariar aquilo que a ciência julgava saber.</p>
<p><strong>Um coração que continua a funcionar contra todas as probabilidades</strong></p>
<p>Se há um órgão que mais intrigou os investigadores durante a necrópsia, foi o coração.</p>
<p>Quando abriram a cavidade torácica, encontraram um órgão com cerca de 34 quilos – mais de cem vezes o peso de um coração humano.</p>
<p>À primeira vista, apresentava cicatrizes, algo perfeitamente normal num animal tão antigo.</p>
<p>O surpreendente era outra coisa.</p>
<p>Apesar desses sinais de desgaste, tudo indicava que continuava a funcionar normalmente. Estudos recentes sugerem mesmo que o tubarão-da-Gronelândia desenvolveu mecanismos biológicos que o tornam resistente aos efeitos do envelhecimento cardíaco que, noutros animais, acabam por provocar doenças e perda de capacidade.</p>
<p>Para os investigadores, esta poderá ser uma das pistas mais importantes para compreender a extraordinária longevidade da espécie.</p>
<p>Enquanto, nos seres humanos, o envelhecimento deixa marcas inevitáveis no sistema cardiovascular, este tubarão parece ter encontrado uma forma de continuar a funcionar apesar da passagem de séculos.</p>
<p>É precisamente essa capacidade de resistência que desperta o interesse da medicina.</p>
<p><strong>Uns olhos feitos para durar</strong></p>
<p>Durante décadas repetiu-se a mesma ideia: os tubarões-da-Gronelândia quase não viam.</p>
<p>A culpa era atribuída a pequenos parasitas que frequentemente se agarram aos olhos destes animais e que lhes conferem um aspeto esbranquiçado.</p>
<p>Mas afinal a história pode ser bem diferente.</p>
<p>Uma investigação publicada este ano concluiu que, apesar da idade extrema, as retinas permanecem praticamente intactas. As células responsáveis pela visão continuam saudáveis e especializadas para captar a reduzida luminosidade das profundezas do Ártico.</p>
<p>Os cientistas descrevem este sistema visual como uma verdadeira &#8220;câmara de baixa luminosidade&#8221;.</p>
<p>Ainda mais surpreendente é o facto de os parasitas terem um impacto muito menor na visão do que se pensava.</p>
<p>Enquanto a visão humana tende a degradar-se com a idade, o tubarão-da-Gronelândia parece conseguir preservar este sentido durante mais de um século – e, possivelmente, durante vários.</p>
<p>É mais um sinal de que o envelhecimento segue regras diferentes neste animal.</p>
<p><strong>O ADN poderá esconder o segredo</strong></p>
<p>Mas talvez a explicação esteja ainda mais profundamente escondida.</p>
<p>No ADN.</p>
<p>Os investigadores descobriram que alguns genes responsáveis pela reparação de danos genéticos permanecem particularmente ativos nesta espécie.</p>
<p>É um detalhe que pode parecer técnico, mas que desperta enorme entusiasmo.</p>
<p>Os danos acumulados no ADN estão associados ao envelhecimento em praticamente todos os animais.</p>
<p>Se o tubarão consegue reparar essas lesões de forma mais eficiente, poderá explicar porque envelhece tão lentamente.</p>
<p>Há ainda outra linha de investigação.</p>
<p>Os cientistas recolheram amostras musculares para estudar os telómeros, estruturas localizadas nas extremidades dos cromossomas e frequentemente associadas ao envelhecimento celular.</p>
<p>Nos seres humanos, estes tendem a encurtar ao longo da vida.</p>
<p>Perceber se acontece o mesmo num animal que vive quatro séculos poderá abrir novas portas para a investigação biomédica.</p>
<p><strong>Um gigante sobre o qual se sabe quase nada</strong></p>
<p>Paradoxalmente, quanto mais se estuda o tubarão-da-Gronelândia, maior parece tornar-se o mistério.</p>
<p>Apesar de ser um dos maiores tubarões do planeta, distribuído por uma vasta região do Atlântico Norte e do oceano Ártico, continua envolto em incógnitas.</p>
<p>Os cientistas nunca conseguiram identificar os locais onde a espécie acasala.</p>
<p>Também não sabem onde nascem as crias.</p>
<p>Até hoje foi observada apenas uma fêmea grávida, o que significa que nem sequer é possível estimar quantos filhotes tem cada gestação ou com que frequência se reproduz.</p>
<p>Essa falta de informação impede até responder a uma pergunta aparentemente simples.</p>
<p>Quantos tubarões-da-Gronelândia existem no planeta?</p>
<p>Ninguém sabe.</p>
<p>Sem esse conhecimento torna-se extremamente difícil avaliar se a espécie está verdadeiramente ameaçada ou quais as zonas que devem ser prioritárias para conservação.</p>
<p><strong>Um visitante raro que pode mudar a ciência</strong></p>
<p>O exemplar encontrado na Irlanda poderá ajudar a responder a algumas destas perguntas.</p>
<p>As lentes dos olhos serão utilizadas para determinar a idade através de datação por radiocarbono.</p>
<p>O coração, o fígado, a pele, o sistema digestivo e outros tecidos continuam a ser analisados em diferentes laboratórios.</p>
<p>Até o estômago, encontrado vazio, e o intestino, que revelava sinais de uma refeição recente, poderão fornecer pistas sobre a alimentação deste predador das profundezas.</p>
<p>Os investigadores não encontraram sinais evidentes de ferimentos provocados por redes de pesca ou colisões.</p>
<p>Tudo indica que o animal parecia saudável.</p>
<p>A causa da morte permanece um mistério.</p>
<p>E talvez continue assim durante muito tempo.</p>
<p><strong>Um sobrevivente de quatro séculos</strong></p>
<p>É difícil encontrar outro animal capaz de colocar o tempo em perspetiva como o tubarão-da-Gronelândia.</p>
<p>Quando muitos dos acontecimentos que hoje estudamos nos livros de História ainda estavam por acontecer, alguns destes gigantes já percorriam lentamente os mares gelados do norte.</p>
<p>Enquanto impérios nasceram e desapareceram, tecnologias transformaram o mundo e gerações inteiras se sucederam, eles continuaram quase invisíveis nas profundezas.</p>
<p>Talvez seja essa a maior lição desta espécie.</p>
<p>Nem sempre os maiores mistérios da natureza estão escondidos em criaturas raras ou exóticas.</p>
<p>Às vezes, escondem-se simplesmente onde quase ninguém consegue olhar.</p>
<p>E talvez, no coração de um tubarão que pode viver 400 anos, esteja uma das melhores pistas para compreender um dos maiores desafios da humanidade: porque envelhecemos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792179]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Irão: Navio-tanque de bandeira moçambicana atacado em águas iranianas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 10:57:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um navio-tanque de gás de petróleo liquefeito (GPL) de bandeira moçambicana foi atacado em águas territoriais iranianas, mas os 28 tripulantes indianos que se encontravam a bordo estão em segurança, indicou a Embaixada da Índia em Teerão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um navio-tanque de gás de petróleo liquefeito (GPL) de bandeira moçambicana foi atacado em águas territoriais iranianas, mas os 28 tripulantes indianos que se encontravam a bordo estão em segurança, indicou a Embaixada da Índia em Teerão.</P><br />
<P>Em nota a que a Lusa teve acesso, a representação diplomática indiana refere que o navio DISHA (IMO 8818219) &#8220;foi alvo de um ataque em águas territoriais iranianas&#8221; na sexta-feira.</P><br />
<P>Acrescenta que a embarcação tem 28 tripulantes indianos a bordo e que mantém contacto próximo com as &#8220;autoridades competentes&#8221; e confirmou que todos se encontram em segurança.</P><br />
<P>O DISHA é um navio-tanque de GPL de bandeira moçambicana, construído em 1990, com 230 metros de comprimento e capacidade para transportar cerca de 50 mil toneladas de carga. É utilizado para transportar GPL (gás de petróleo liquefeito), um combustível amplamente utilizado em cozinhas domésticas, na indústria e na produção de energia.</P><br />
<P>A representação diplomática não avançou detalhes sobre as circunstâncias do ataque, a natureza dos danos sofridos pela embarcação ou a eventual existência de outros tripulantes de diferentes nacionalidades.</P><br />
<P>&#8220;A Embaixada continua a acompanhar a situação de perto e mantém contacto com as autoridades envolvidas&#8221;, refere ainda o comunicado.</P><br />
<P>Também não foram divulgadas informações sobre os autores do ataque nem sobre o local exato do incidente.</P><br />
<P>O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos apelou hoje à retirada de cerca de seis mil marinheiros retidos no estreito de Ormuz, enquanto prossegue a ofensiva norte-americana contra o Irão e várias embarcações estão bloqueadas na zona.</P><br />
<P>&#8220;Apelo a todos os Estados e às partes envolvidas para que garantam urgentemente a proteção dos marinheiros retidos, o que inclui assegurar o acesso efetivo à assistência consular, aos abastecimentos e serviços essenciais, bem como facilitar os processos de retirada e de repatriamento&#8221;, afirmou a porta-voz de Volker Turk, Shabia Mantoo, numa conferência de imprensa em Genebra, Suíça.</P><br />
<P>O recrudescimento dos ataques entre os Estados Unidos e o Irão nas últimas semanas ditou o fracasso do memorando de entendimento que tinham negociado em junho, sob mediação do Paquistão.</P><br />
<P>O Comando Central dos Estados Unidos da América afirmou que os mais recentes bombardeamentos sobre várias regiões iranianas foram concebidos para &#8220;degradar ainda mais a capacidade do Irão de ameaçar os marinheiros civis e os navios comerciais que transitam pelas águas regionais&#8221;.</P><br />
<P>As autoridades norte-americanas querem pressionar o regime de Teerão de forma a retomar a livre navegação no estreito de Ormuz, rota estratégica por onde transitava um quinto do petróleo e gás mundial em tempo de paz.</P><br />
<P>Em retaliação aos mais recentes ataques norte-americanos, Teerão tem atacado países aliados dos Estados Unidos na região, como é o caso do Kuwait, Bahrein e Jordânia.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793844]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ucrânia: 14 mortos mais de 10 feridos em ataques russos e ucranianos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 10:39:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente ucraniano denunciou hoje que seis pessoas morreram e 10 ficaram feridas em ataques da Rússia ao país desde sexta-feira enquanto as autoridades russas acusam a Ucrânia de ter provocado a morte de oito pessoas em Zaporijia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O presidente ucraniano denunciou hoje que seis pessoas morreram e 10 ficaram feridas em ataques da Rússia ao país desde sexta-feira enquanto as autoridades russas acusam a Ucrânia de ter provocado a morte de oito pessoas em Zaporijia.</P><br />
<P>De acordo com a agência de notícias espanhola Efe, Volodymyr Zelenski, através da sua conta de Telegram, lamentou as três vítimas mortais registadas na cidade oriental de Sloviansk, num bombardeamento russo contra edifícios residenciais civis e condenou outras três mortes ocorridas em Sumi, no norte do país, num ataque com drones a uma filial da empresa postal Nova Post.</P><br />
<P>&#8220;Mais de 10 edifícios residenciais ficaram danificados por um bombardeamento russo em Sloviansk na tarde e noite de sexta-feira&#8221;, precisou Zelenski, citado pela Efe.</P><br />
<P>O chefe de Estado ucraniano acusou ainda a Rússia de atingir alvos civis.</P><br />
<P>A efe refere ainda que, segundo a Força Aérea da Ucrânia, as defesas antiaéreas ucranianas abateram 127 drones e um míssil num ataque ocorrido de madrugada, no qual a Rússia utilizou 159 sistemas não tripulados.</P><br />
<P>&#8220;O inimigo atacou com dois mísseis Kh-59/69, mísseis guiados lançados do ar sobre o Mar Negro, e 157 drones&#8221;, indicou a Força Aérea ucraniana no Telegram, cita a Efe.</P><br />
<P>Por outro lado, segundo Associated Press (AP), que cita autoridades russas, a Ucrânia atacou estâncias turísticas na região de Zaporijia, parcialmente ocupada pela Rússia, matando oito pessoas.</P><br />
<P>Entre as oito pessoas mortas no ataque às estâncias turísticas encontravam-se duas crianças, segundo apontou o governador regional nomeado pelo Kremlin, Yevgeny Balitsky, acrescentando que 14 pessoas ficaram feridas.</P><br />
<P>Sobre o ataque russo em Sumi, que a Ucrânia afirmou terem atingido instalações da de uma empresam privada de correios, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter atacado um &#8220;local de armazenamento e lançamento&#8221;.</P><br />
<P>Ainda em Zaporijia, a AP cita autoridades regionais e refere que um ataque com drones russos na noite de sexta-feira atingiu um centro comercial, provocando um incêndio que se alastrou por uma área de 500 metros quadrados e feriu várias pessoas.</P><br />
<P>Também na sexta-feira, um grande ataque russo a um local onde decorria um evento da indústria de defesa perto de Kiev matou pelo menos 10 pessoas e feriu quase 100 outras.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793843]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>PM espanhol diz que a prioridade é salvar vidas e só depois combater o fogo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 10:31:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse hoje após uma visita à zona afetada pelos incêndios em redor de Madrid que a prioridade é salvar a vida dos cidadãos e em última instância combater os incêndios.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse hoje após uma visita à zona afetada pelos incêndios em redor de Madrid que a prioridade é salvar a vida dos cidadãos e em última instância combater os incêndios.</P><br />
<P>&#8220;A nossa prioridade, o nosso foco, o nosso objetivo é salvaguardar a vida dos cidadãos, proteger os centros populacionais e, em última instância, combater os incêndios&#8221;, disse Sánchez, sublinhando que a situação &#8220;continua complexa&#8221; devido à incerteza da direção e intensidade do vento e à possibilidade de tempestades secas.</P><br />
<P>Em declarações à imprensa após visitar a zona afetada pelo fogo na Serra Ocidental da Comunidade de Madrid, onde participou na reunião do Comité Estatal de Coordenação e Gestão do Plano de Emergência do Estado, Pedro Sánchez anunciou que os incêndios na Comunidade de Madrid e em Ávila serão tratados como um só e o comando de emergência será unificado a partir de agora.</P><br />
<P>O chefe da Unidade Militar de Emergência (UME), general Francisco Javier Marcos, explicou que a decisão de unificar o comando foi sua e que a tomou para gerir conjuntamente os incêndios e &#8220;ganhar tempo&#8221;, salientando ainda que a zona de San Martín de Valdeiglesias &#8220;provavelmente&#8221; será evacuada.</P><br />
<P>Sánchez anunciou ainda que o centro de comando aceitou o destacamento de mais de 100 unidades do Exército português para combater o incêndio na província de Ávila. </P><br />
<P>O primeiro-ministro espanhol alertou que 130 mil hectares já foram consumidos pelos incêndios florestais em 2026, insistindo na necessidade de um acordo nacional contra as alterações climáticas.</P><br />
<P>&#8220;Se já tivemos 130 mil hectares queimados este ano, e ainda temos uma boa parte do verão pela frente e, obviamente, outros meses como setembro, tão críticos na nossa história em relação aos incêndios florestais, veremos que a emergência climática está a agravar-se cada vez mais&#8221;, alertou.</P><br />
<P>Sánchez realçou que este número, que inclui apenas os meses do ano até à data, supera a média anual da última década, que é de 100 mil hectares. </P><br />
<P>Uma crise climática que, enfatizou, também supera &#8220;muitas previsões científicas&#8221; e exige maior &#8220;capacidade de resposta&#8221;, esforços de prevenção e &#8220;consciencialização entre os cidadãos e as instituições públicas&#8221;.</P><br />
<P>Ainda assim, Sánchez reiterou o seu apelo a um pacto nacional contra a emergência climática e para que &#8220;todas as instituições públicas&#8221; deem ouvidos à ciência.</P><br />
<P>&#8220;Infelizmente, se a ciência nos diz alguma coisa, é que estas temperaturas, estes fenómenos climáticos, estão a tornar-se mais intensos, mais severos e têm um impacto cada vez maior na nossa biodiversidade e no quotidiano de inúmeros cidadãos&#8221;, acrescentou. </P><br />
<P>Estes incêndios florestais na região de Madrid já foram classificados pelas autoridades da capital como &#8220;os piores da história&#8221;.</P><br />
<P>Mais de 63.000 pessoas foram já retiradas de casa ou confinadas por causa dos incêndios que desde quinta-feira afetam a serra oeste de Madrid e Ávila, na região vizinha de Castela e Leão.</P><br />
<P>A maioria das pessoas afetadas, cerca de 50.000, é proveniente dos municípios da serra ocidental de Madrid, enquanto cerca de 13.000 são da zona de Ávila, atingida por incêndios que se receia que venham a unir-se em algum momento e criem uma frente única.</P><br />
<P>O governo regional de Madrid disse hoje de manhã que 2.044 pessoas se mantêm fora de casa e estão em espaços como escolas ou pavilhões até poderem regressar às suas habitações.</P><br />
<P>Na sexta-feira, a presidente do governo autonómico, Isabel Díaz Ayuso, afirmou que a região autónoma de Madrid estava a enfrentar &#8220;o pior incêndio da história&#8221; e Carlos Novillo, conselheiro do governo regional de Madrid, disse que o fogo estava &#8220;no auge&#8221; e que nesta fase era &#8220;impossível extinguir&#8221;.</P><br />
<P>Hoje, após os trabalhos de combate no terreno durante a noite e madrugada, e coincidindo com uma descida das temperaturas e do vento, a intensidade dos fogos próximos de Madrid diminuiu significativamente, disseram as autoridades.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793842]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Tem um churrasco ou uma sardinhada? Estes são os 20 vinhos portugueses que vai querer ter por perto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 10:30:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Seleção de 20 vinhos portugueses feita pelo Clube de Vinhos Portugueses destaca referências de diferentes regiões e castas, incluindo brancos vibrantes, rosés elegantes, espumantes e até tintos leves, que podem ser servidos ligeiramente refrescados]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O verão de 2026 pede vinhos frescos, leves e fáceis de partilhar. Com as temperaturas mais elevadas, a acidez, o perfil frutado e a leveza assumem-se como algumas das principais características a procurar na escolha de um vinho para os meses mais quentes.</p>
<p>Uma seleção de 20 vinhos portugueses feita pelo Clube de Vinhos Portugueses destaca referências de diferentes regiões e castas, incluindo brancos vibrantes, rosés elegantes, espumantes e até tintos leves, que podem ser servidos ligeiramente refrescados. A lista resulta de provas e experiências de harmonização realizadas em diferentes circunstâncias e não pretende estabelecer um ranking entre os vinhos selecionados.</p>
<p>Entre as sugestões estão referências de regiões como Vinhos Verdes, Douro, Alentejo, Bairrada, Dão, Trás-os-Montes e Algarve.</p>
<p>1. Soalheiro Alvarinho — Vinhos Verdes</p>
<p>Produzido na região de Monção e Melgaço, apresenta intensidade aromática, notas de maracujá e pêssego e uma mineralidade vibrante. É uma opção indicada para acompanhar marisco, sapateira e os longos dias de verão.</p>
<p>2. Cabrita Wines Tinto Negra Mole — Algarve</p>
<p>Frutado e delicado, com notas de morango e romã, destaca-se pela acidez e pelo final umami. É um tinto de corpo leve que pode ser servido ligeiramente fresco, acompanhando churrascos ao final da tarde ou pratos de peixe mais intensos.</p>
<p>3. Vinho Pipa do Canto Branco — Vinhos Verdes</p>
<p>Com notas de limão, toranja e um delicado toque floral, apresenta uma acidez crocante e um final elegante. É indicado para saladas, petiscos, churrascos e sardinhas assadas, mas também para momentos descontraídos junto ao mar.</p>
<p>4. Quinta dos Nogueirões Vinho Rosé Identity — Douro</p>
<p>Elegante, com notas de framboesa e flores brancas e um final seco e persistente. A estrutura duriense combina com a leveza procurada no verão e acompanha pratos de massa com marisco, paella ou churrascos.</p>
<p>5. Herdade Vale d’Évora A 10.ª Discórdia 2 Colheitas Arinto — Alentejo</p>
<p>A casta Arinto confere-lhe tensão e frescura, com notas minerais e cítricas bem marcadas. A acidez torna-o uma escolha natural para acompanhar sardinhas assadas e outros pratos mais gordurosos.</p>
<p>6. Filipa Pato 3B Rosé Espumante — Bairrada</p>
<p>Com frutos silvestres, uma ligeira nota de fermento, bolha crocante e final seco, destaca-se pela versatilidade. Pode acompanhar leitão assado e pratos fritos ou ser servido simplesmente ao pôr do sol.</p>
<p>7. Terras de Mogadouro Gewürztraminer Branco 2021 — Trás-os-Montes</p>
<p>Exuberante e aromático, apresenta notas de lichia e rosas, com volume e frescura associados à altitude de 800 metros. É uma opção para pratos asiáticos leves, sushi e saladas de verão com fruta.</p>
<p>8. Vadio Tinto — Bairrada</p>
<p>Com notas de cereja fresca, especiarias leves, taninos finos e acidez marcada, é um exemplo de tinto que pode brilhar no verão quando servido a cerca de 14 graus. Combina com atum assado, bacalhau e carnes brancas.</p>
<p>9. Quinta da Madre de Água Branco Encruzado — Dão</p>
<p>Estruturado e fresco, apresenta fruta de caroço, um ligeiro perfil mineral e uma acidez elegante. É indicado para refeições mais prolongadas, acompanhando peixes no forno, carnes brancas grelhadas e queijos de pasta mole.</p>
<p>10. Pipa do Canto Rosé — Vinhos Verdes</p>
<p>Com frutos vermelhos frescos e uma leveza de inspiração atlântica, destaca-se pelo equilíbrio e pela capacidade refrescante. É uma escolha para aperitivos, saladas e encontros familiares.</p>
<p>11. Casa da Urra Branco — Alentejo</p>
<p>Com fruta tropical madura, um toque floral e uma frescura surpreendente para a região, é um branco equilibrado e acessível. Pode acompanhar petiscos, amêijoas à Bulhão Pato e refeições em família.</p>
<p>12. Niepoort Diálogo Branco — Douro</p>
<p>Mineral, cítrico e leve, sem peso de madeira, privilegia a frescura e a facilidade de prova. É indicado para saladas de polvo, peixe grelhado e pratos vegetarianos.</p>
<p>13. Vinho Espumante PGA Branco — Bairrada</p>
<p>Apresenta bolha fina, notas de maçã verde, ligeiros aromas de panificação e uma acidez incisiva. É uma opção para momentos de celebração, mas também para acompanhar ostras e mariscos.</p>
<p>14. Casa da Urra Tinto — Alentejo</p>
<p>Com fruta vermelha compotada, taninos macios e um final redondo, adapta-se às noites de verão, sobretudo quando a temperatura começa a descer. É sugerido para carnes grelhadas, enchidos e pratos tradicionais.</p>
<p>15. Anselmo Mendes Contacto Alvarinho — Vinhos Verdes</p>
<p>Com citrinos maduros, notas de pedra molhada e um ligeiro amargo final, apresenta estrutura e frescura suficientes para acompanhar pratos mais intensos, como sardinhas assadas, peixes gordos e caldeiradas.</p>
<p>16. Quinta Nova Pomares Rosé — Douro</p>
<p>De cor salmão aberta, apresenta notas de groselha, perfil floral e um final tenso. É um rosé seco e sofisticado, indicado para sushi, carpaccios e pratos de inspiração mediterrânica.</p>
<p>17. Quinta dos Nogueirões Branco Sauvignon Blanc — Douro</p>
<p>As notas tropicais e cítricas exuberantes são suportadas por uma acidez crocante. É uma escolha para os dias quentes e combina com queijos frescos, ceviches e peixe grelhado.</p>
<p>18. Herdade do Peso Sossego Branco — Alentejo</p>
<p>Com aromas de pêssego e melão, boca macia e um final refrescante, é apresentado como uma opção acessível para tardes tranquilas de verão. Acompanha tábuas de queijos e tostas.</p>
<p>19. Casal Garcia Rosé — Vinhos Verdes</p>
<p>Ligeiramente efervescente, com notas de morango e framboesa e um perfil meio seco, destaca-se pelo baixo teor alcoólico e pela facilidade de consumo em ambientes descontraídos. Pode acompanhar pizzas, pratos ligeiramente picantes e festas de piscina.</p>
<p>20. Fita Preta Branco — Alentejo</p>
<p>Com fruta branca, um toque salino e uma textura rica equilibrada por boa acidez, é um branco de perfil gastronómico. Pode acompanhar arroz de marisco, cataplanas e carnes brancas no forno.</p>
<p>Para tirar o melhor partido destas escolhas, a recomendação passa por servir os vinhos brancos, rosés e espumantes entre os 8 e os 10 graus. No caso dos tintos mais leves, a temperatura pode baixar até aos 14 graus, permitindo preservar a frescura sem comprometer a expressão do vinho.</p>
<p>Da sardinha assada ao marisco, passando pelo churrasco, pelos grelhados ou por uma refeição descontraída ao final da tarde, a diversidade dos vinhos portugueses oferece opções para diferentes momentos e paladares. A escolha, essa, fica ao critério de cada consumidor.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792961]]></sapo:autor>
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		<title>GNR desmantela rede de apoio ao tráfico internacional de droga por via marítima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 10:06:44 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma rede que se dedicava ao apoio logístico de tráfico internacional de droga por via marítima foi desmantelada na sequência de uma operação policial nos concelhos de Montijo e Palmela, distrito de Setúbal, anunciou hoje a GNR.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Uma rede que se dedicava ao apoio logístico de tráfico internacional de droga por via marítima foi desmantelada na sequência de uma operação policial nos concelhos de Montijo e Palmela, distrito de Setúbal, anunciou hoje a GNR.</P><br />
<P>Em comunicado, a GNR explicou que a operação, desenvolvida na quinta e na sexta-feira, permitiu &#8220;identificar e desmantelar uma rede alegadamente responsável pela construção, equipamento, transporte e colocação na água, no estuário do rio Sado, de embarcações de alta velocidade&#8221;.</P><br />
<P>Durante a operação, &#8220;foi intercetado um veículo pesado de mercadorias que transportava, no seu interior, uma embarcação de alta velocidade motorizada e totalmente equipada para navegação, bem como diverso material de apoio à atividade criminosa&#8221;, acrescentou. </P><br />
<P>Depois de várias diligências policiais foram também intercetados &#8220;vários veículos alegadamente utilizados no apoio logístico à atividade investigada&#8221;.</P><br />
<P>Segundo a GNR, foi ainda intercetada &#8220;uma viatura ligeira de mercadorias que transportava cerca de 300 quilos de cápsulas secas de papoila do ópio, planta da qual podem ser extraídas substâncias psicoativas, como morfina, codeína ou tebaína&#8221;. </P><br />
<P>O condutor desta viatura, um homem de 53 anos, foi detido por tráfico de estupefacientes.</P><br />
<P>No total, foram apreendidas duas embarcações de alta velocidade e duas de pesca, um pesado de mercadorias, quatro veículos ligeiros (um dos quais tinha sido furtado em Espanha no passado dia 15), um semirreboque de matrícula espanhola, três motores de embarcação e um empilhador.</P><br />
<P>A GNR apreendeu também 407 jerricans com gasolina e 120 vazios, 20 depósitos, 11 telemóveis, perto de cinco mil euros, diversas ferramentas, maquinaria industrial, materiais utilizados na construção de embarcações, equipamentos digitais e analógicos de navegação marítima e por satélite.</P><br />
<P>Além do homem detido, foram constituídos arguidos mais quatro suspeitos, com idades entre os 26 e os 66 anos, que estão &#8220;fortemente indiciados pela prática do crime de auxílio ao tráfico internacional de estupefacientes e infração às regras aplicáveis às embarcações de alta velocidade&#8221;.</P><br />
<P>O detido irá manter-se nas instalações da GNR até ser levado ao Tribunal Judicial de Setúbal para o primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.</P><br />
<P>A operação contou com o reforço do Destacamento de Trânsito de Setúbal, da Unidade Nacional de Trânsito, do Grupo de Intervenção de Ordem Pública e do Grupo de Intervenção de Operações Especiais, ambos da Unidade de Intervenção, da Unidade de Controlo Costeiro e Fronteiras e de outras valências do Comando Territorial de Setúbal.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793841]]></sapo:autor>
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		<title>Tem quatro meses livres e boas pernas? O novo trilho que desafia aventureiros a atravessar seis países e nove “Everests”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 10:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[trail]]></category>
		<category><![CDATA[Wolf Trail]]></category>
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					<description><![CDATA[Wolf Trail liga a costa báltica da Polónia ao mar Adriático, em Itália, atravessando seis países ao longo de aproximadamente 3.493 quilómetros]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem olha para um mapa e vê mais do que fronteiras, estradas e capitais, a Europa acaba de ganhar uma nova linha contínua de aventura.</p>
<p>O Wolf Trail liga a costa báltica da Polónia ao mar Adriático, em Itália, atravessando seis países ao longo de aproximadamente 3.493 quilómetros, apontou o &#8216;The Independent&#8217;. Pelo caminho, passa pela Alemanha, Áustria, Suíça, Eslovénia e Itália, numa travessia concebida para quem prefere conhecer o continente com uma mochila às costas e muitas horas de caminho pela frente.</p>
<p>Não é um passeio de fim de semana. O percurso completo exige entre quatro e seis meses e acumula cerca de 78 mil metros de subida — o equivalente a escalar o Monte Evereste aproximadamente nove vezes.</p>
<p>A rota abriu oficialmente no final de 2025 e aproveita trilhos já existentes, unindo percursos europeus conhecidos, como o E1, o E9 e a Via Alpina, num único itinerário.</p>
<p><strong>Da areia do Báltico às montanhas do sul</strong></p>
<p>O ponto de partida situa-se em Hel, uma estreita península polaca projetada sobre o mar Báltico.</p>
<p>A partir daí, o trilho acompanha praias extensas, florestas costeiras e dunas de areia antes de entrar pela Alemanha e avançar em direção ao coração do continente.</p>
<p>Entre os primeiros grandes cenários estão as dunas do Parque Nacional de Słowiński, na Polónia, conhecidas por mudarem lentamente de forma e posição sob a força do vento.</p>
<p>O caminho atravessa depois antigas florestas de faias junto ao Báltico, as planícies do norte da Alemanha e os vales desenhados pelo rio Elba.</p>
<p>Mas a paisagem transforma-se à medida que o viajante avança para sul.</p>
<p>As praias dão lugar a colinas, zonas vinícolas e florestas densas. Mais tarde surgem a Floresta Negra, os Alpes, as Dolomitas e, finalmente, as montanhas da Eslovénia antes da chegada a Trieste, já junto ao Adriático.</p>
<p><strong>Um trilho para quatro meses — ou apenas para um dia</strong></p>
<p>Apesar das dimensões quase continentais, o Wolf Trail não foi pensado apenas para caminhantes dispostos a abandonar a rotina durante meio ano.</p>
<p>O percurso encontra-se dividido em sete grandes secções, que podem ser realizadas separadamente. Dentro de cada uma existem ainda troços adequados a caminhadas mais curtas, incluindo passeios de apenas um dia.</p>
<p>A proposta passa precisamente por permitir diferentes formas de aventura: desde a travessia integral, feita por caminhantes de longa distância, até à escolha de uma única região ou paisagem.</p>
<p>“Quer faça todo o percurso ou escolha apenas algumas secções, pode experimentar a caminhada de longa distância à sua maneira”, explica a Jack Wolfskin, empresa alemã de equipamentos de exterior responsável pelo projeto.</p>
<p><strong>Sete etapas e uma Europa inteira pelo caminho</strong></p>
<p>O percurso começa com a etapa Baltic Start, que liga Hel a Świnoujście ao longo de cerca de 435 quilómetros. É uma secção marcada por praias quase intermináveis, pinhais e paisagens costeiras.</p>
<p>Segue-se Rivers and Plains, entre Usedom e Geesthacht, com aproximadamente 530 quilómetros através da costa de Mecklenburg e do vale do Elba.</p>
<p>A terceira etapa, The Green Heart, estende-se durante cerca de 480 quilómetros entre Geesthacht e Marsberg, atravessando as charnecas de Lüneburg e colinas cobertas de floresta.</p>
<p>Depois chega Forests and Wine, uma ligação de cerca de 570 quilómetros entre Marsberg e Bad Dürkheim, que cruza as montanhas de Rothaar e algumas das principais regiões vinícolas do Palatinado.</p>
<p>A quinta etapa, High Watch, percorre aproximadamente 570 quilómetros entre Bad Dürkheim e Constança, atravessando a Floresta Negra e aproximando gradualmente o caminhante dos Alpes.</p>
<p>Segue-se Alpine Gateway, com cerca de 370 quilómetros entre Constança e Oberstdorf, já em pleno ambiente alpino.</p>
<p>A última e mais exigente parte chama-se Alpine Crossing. São aproximadamente 555 quilómetros entre Oberstdorf e Trieste, atravessando as Dolomitas e os Alpes Julianos antes da descida final até ao Adriático.</p>
<p><strong>Nove Everests acumulados nas pernas</strong></p>
<p>O verdadeiro desafio não está apenas na distância.</p>
<p>Ao longo de todo o percurso, os caminhantes enfrentam aproximadamente 78.416 metros de desnível positivo acumulado. Isto não significa subir uma única montanha com essa altura, mas somar milhares de subidas e descidas durante meses.</p>
<p>No final, as pernas terão acumulado o equivalente a cerca de nove ascensões completas ao Monte Evereste.</p>
<p>A dificuldade varia muito entre secções. Os primeiros troços, junto ao Báltico e nas planícies alemãs, são mais acessíveis. Já a travessia alpina exige preparação, experiência em montanha e capacidade para enfrentar alterações rápidas do tempo.</p>
<p>Também obriga a planear alojamento, alimentação, transporte de equipamento e a melhor época do ano para atravessar cada região.</p>
<p><strong>A Europa vista à velocidade dos próprios passos</strong></p>
<p>O Wolf Trail chega numa altura em que as viagens lentas e as grandes caminhadas parecem conquistar cada vez mais adeptos.</p>
<p>Em vez de atravessar a Europa em poucas horas de avião ou de comboio, este percurso propõe meses de contacto direto com a paisagem, o clima e as pequenas mudanças culturais entre regiões.</p>
<p>A fronteira entre países deixa de ser uma linha num mapa e passa a ser sentida no caminho: muda a língua das placas, a arquitetura das aldeias, a comida servida nas pequenas localidades e até o tipo de floresta que acompanha o percurso.</p>
<p>No fim, a maior atração do Wolf Trail poderá não ser apenas a distância percorrida, nem o número de montanhas atravessadas.</p>
<p>É a possibilidade de chegar ao Adriático depois de ter visto a Europa transformar-se lentamente, passo a passo, desde as areias do Báltico.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_792176]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>UNESCO inclui local da Cisjordânia e castelos libaneses na lista do Património Mundial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 09:49:10 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O sítio arqueológico de Sebastia, na Cisjordânia, e cinco castelos na região de Monte Amel, no Líbano, foram inscritos na lista do Património Mundial da UNESCO, apesar das objeções de Israel, que instou a organização a rejeitar as candidaturas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O sítio arqueológico de Sebastia, na Cisjordânia, e cinco castelos na região de Monte Amel, no Líbano, foram inscritos na lista do Património Mundial da UNESCO, apesar das objeções de Israel, que instou a organização a rejeitar as candidaturas.</P><br />
<P>    A decisão, tomada na sexta-feira, durante a reunião da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) na Coreia do Sul, surgiu dias depois de o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel ter instado o comité a rejeitar as tentativas de classificar a pequena cidade de Sebastia, na Cisjordânia, e os castelos libaneses.</P><br />
<P>Na sua reunião em Busan, os membros do comité da UNESCO decidiram inscrever Sebastia e os cinco castelos da região do Monte Amel tanto na lista do Património Mundial como na lista do Património Mundial em Perigo, após terem analisado as candidaturas em regime de urgência, invocando os conflitos em curso no Médio Oriente.</P><br />
<P>Sebastia, a noroeste de Nablus, na Cisjordânia ocupada por Israel, é identificada pelos estudiosos como a antiga Samaria, capital do Reino bíblico de Israel. Os vestígios arqueológicos da região abrangem a Idade do Ferro, os períodos romano, bizantino e islâmico.</P><br />
<P>A candidatura de Sebastia, apresentada pela primeira vez pela delegação palestiniana à UNESCO em 2012, defendia que o estatuto de Património Mundial era necessário para ajudar a preservar o local.</P><br />
<P>&#8220;A integridade do sítio está atualmente ameaçada pelo projeto de expropriação que visa dividir o bem e criar o Parque Nacional &#8216;Samaria'&#8221;, explicou a UNESCO.</P><br />
<P>&#8220;Tendo em conta as ameaças existentes relacionadas com o atual conflito israelo-palestiniano e as pressões decorrentes do desenvolvimento, a integridade do bem pode ser considerada altamente vulnerável&#8221;, sublinhou a organização.</P><br />
<P>Os cinco castelos da região do Monte Amel são reconhecidos pelo seu património arquitetónico multifacetado que cruza várias influências. Os locais designados incluem o Castelo de Beaufort, construído pelos cruzados e também conhecido como Al-Shaqif, que as forças israelitas tomaram em maio.</P><br />
<P> Os &#8220;elementos constitutivos&#8221; destas fortalezas, que datam do século XII, &#8220;sofreram danos&#8221; e enfrentam &#8220;ameaças suficientemente graves para justificar o recurso a um procedimento de urgência&#8221;, explicou a UNESCO </P><br />
<P>Adel Naim Daoud Atieh, membro da delegação palestiniana junto da UNESCO, afirmou que a designação como Património Mundial recompensa a perseverança dos residentes de Sebastia, &#8220;que protegeram este local extraordinário ao longo de várias gerações, apesar da ocupação, das restrições e das repetidas tentativas de os separar do seu próprio património&#8221;</P><br />
<P>Israel retirou-se da UNESCO em 2019, acusando a organização de parcialidade contra o país e de minimizar os seus laços históricos com a Terra Santa. Um membro da delegação israelita, que participa nas reuniões de Busan na qualidade de observador, afirmou, citado pela agência Associated Press (AP), que era uma &#8220;pena que a politização tivesse arruinado a UNESCO e levado à ridicularização da história&#8221;.</P><br />
<P>Numa declaração, na terça-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel acusou a delegação palestiniana de levar a cabo uma &#8220;campanha hostil e unilateral&#8221; na UNESCO, ao retratar falsamente Sebastia como uma zona em situação de emergência, classificando esta iniciativa como uma tentativa política de &#8220;apagar a história judaica e cristã profunda e bem documentada do local&#8221;.</P><br />
<P>O ministério opôs-se também à inclusão do Castelo de Beaufort na lista do Património Mundial, no âmbito da candidatura que abrange os cinco castelos da região do Monte Amel.</P><br />
<P>Segundo Israel, o Hezbollah, apoiado pelo Irão, transformou o castelo numa fortaleza militar, construindo túneis sob o local e lançando foguetes a partir da zona, e acusou a UNESCO de ignorar esses desenvolvimentos.</P><br />
<P>    Questionada sobre as alegações israelitas, a UNESCO afirmou num comunicado à Associated Press que todas as candidaturas são avaliadas de acordo com os mesmos critérios, procedimentos e requisitos técnicos, e que não toma posição em disputas políticas. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793840]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Moçambicana LAM recebe duas aeronaves intervencionadas na África do Sul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 09:44:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Moçambique já recebeu as duas aeronaves que se encontravam na África do Sul para intervenção, confirmou a empresa estatal Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), indicando que estão prontas para operar.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Moçambique já recebeu as duas aeronaves que se encontravam na África do Sul para intervenção, confirmou a empresa estatal Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), indicando que estão prontas para operar.</P><br />
<P>&#8220;As aeronaves encontram-se em excelentes condições técnicas e deverão integrar a operação comercial da companhia dentro de aproximadamente três semanas, após a conclusão dos procedimentos regulamentares e operacionais inerentes à sua entrada em serviço&#8221;, lê-se num comunicado da LAM.</P><br />
<P>Segundo a companhia, a estatal dispõe já de tripulações devidamente formadas e qualificadas, bem como de todas as condições técnicas e operacionais necessárias para assegurar a entrada em operação destas aeronaves, em estrita observância dos padrões de segurança e eficiência.</P><br />
<P>&#8220;A incorporação destes dois Embraer constitui um marco importante no processo de renovação e reforço da frota da transportadora nacional, contribuindo para o aumento da capacidade operacional, a estabilização dos voos, a melhoria da regularidade das ligações e a elevação gradual da qualidade dos serviços prestados aos passageiros&#8221;, é referido no comunicado.</P><br />
<P>A LAM esclarece que esta aquisição destes meios insere-se no plano de recuperação e transformação da LAM, orientado para a modernização da empresa, o reforço da sua competitividade e a prestação de um serviço de transporte aéreo cada vez mais seguro, eficiente e fiável.</P><br />
<P>Em 29 maio, a Lusa noticiou que duas das quatro aeronaves adquiridas pela LAM no processo de reestruturação da companhia estavam paradas há vários meses na África do Sul, em intervenção.</P><br />
<P>&#8220;Não estão a operar porque nós informamos que os aviões iriam ser pintados, e a pintura que estamos a fazer é para uma nova imagem da LAM. E nova imagem da LAM, para nós, não significa apenas pintura dos aviões, significa também mudar uma série de procedimentos dentro da LAM&#8221;, disse na altura Agostinho Langa, presidente do conselho de administração dos Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), uma das três empresas que gerem a companhia.</P><br />
<P>De acordo com a Conta Geral do Estado (CGE) de 2025, recentemente aprovada pelo Governo e que seguiu para apreciação no Parlamento, durante o ano de 2025, no âmbito do plano de reestruturação, foi assegurada a aquisição de quatro aeronaves, no caso, dois Bombardier Q400 e dois Embraer 190, e &#8220;registadas as ações da LAM na Central de Valores Mobiliários&#8221;.</P><br />
<P>A LAM enfrenta há vários anos problemas operacionais relacionados com uma frota reduzida e falta de investimento, encontrando-se atualmente num processo de reestruturação.</P><br />
<P>A Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) aprovou em 2025 a aquisição de 25,2% do capital social da LAM, no âmbito da reestruturação da companhia aérea, seguida pela Empresa Moçambicana de Seguros (Emose) e pelos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), cada uma com 15,4%.</P><br />
<P>De acordo com a CGE de 2025, a HCB aprovou um investimento de 36 milhões de dólares (30,8 milhões de euros) nesse processo e a criação da Fly Moz, entidade que tem o &#8220;objetivo de garantir financiamentos à LAM&#8221;.</P><br />
<P>A seguradora Emose aprovou um investimento de 22 milhões de dólares (18,8 milhões de euros), &#8220;passando a ser detentora de 15,40% na estrutura acionista da LAM&#8221;, tal como os Caminhos de Ferro de Moçambique, segundo a Conta Geral do Estado.</P><br />
<P>Há um ano foi anunciada a intenção de alienar 91% do capital social da LAM, mas as operações entretanto concretizadas representam ainda 56% da estrutura acionista da companhia.</P></p>
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