Estes quatro países têm o ar mais limpo do mundo

Os governos europeus não estão a conseguir proteger os seus cidadãos da poluição, sendo que a maioria dos europeus continua a respirar ar tóxico nas suas cidades, segundo dados divulgados pela Agência Europeia do Ambiente.

Mara Tribuna

Os governos de toda a Europa não estão a conseguir proteger os seus cidadãos da poluição, sendo que a maioria dos europeus continua a respirar ar tóxico nas suas cidades, segundo dados divulgados esta segunda-feira pela Agência Europeia do Ambiente (AEA).

Os poluentes provenientes da agricultura, aquecimento de casas e veículos estão além dos níveis necessários para assegurar ar respirável dentro das diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS), apesar da legislação da União Europeia (UE).

De acordo com o relatório da OMM, apenas a Irlanda, Islândia, Finlândia e Estónia apresentaram níveis de partículas finas – uma das formas mais perigosas de poluição atmosférica – que estavam abaixo das diretrizes da OMS, em 2018. A exposição a esta poluição causou cerca de 417.000 mortes prematuras em toda a Europa, incluindo Estados não membros da União Europeia, em 2018.

“Os dados provam que apostar numa melhor qualidade do ar é um investimento para uma melhor saúde e produtividade para todos os europeus. Políticas e ações coerentes com a ambição europeia de poluição zero levam a vidas mais longas e saudáveis e a sociedades mais resilientes”, afirmou o diretor executivo da AEE, Hans Bruyninckx, citado pelo The Guardian.

Segundo aponta o relatório, registaram-se algumas melhorias devido aos confinamentos da covid-19, mas ficam aquém das ações necessárias por parte dos governos este ano.

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Estudos encontraram uma relação entre a elevada poluição atmosférica e a gravidade da doença covid-19, sublinhando a necessidade de reduzir os gases poluentes.

Os ativistas climáticos afirmam que os governos devem agir com urgência. “Quantas chamadas de atenção são necessárias para os funcionários governamentais reconhecerem a poluição atmosférica? Este atraso está a custar-nos a nossa saúde e um ambiente seguro. Eles sabem o que precisa de ser feito para melhorar a qualidade do ar: energia mais limpa e produção industrial, transportes mais ecológicos e mais inteligentes, e agricultura sustentável”, apontou Margherita Tolotto, a responsável política sénior do Gabinete Europeu do Ambiente.

As emissões de poluentes dos veículos diminuíram, embora não na medida do necessário, e as emissões das centrais elétricas também reduziram à medida que a Europa se afastou da energia do carvão. No entanto, continua a ser um desafio a redução das emissões provenientes do aquecimento doméstico e da agricultura – incluindo o amoníaco proveniente de estrume e fertilizantes, que se combina com outros poluentes no ar para formar partículas em suspensão.

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Os governos não conseguiram cumprir os objetivos da União Europeia, observou a AEA. De acordo com as regras da UE, cada Estado-membro deveria ter apresentado um plano para colocar a poluição atmosférica dentro dos limites sanitários em 2018. Contudo, o plano de Itália ainda está em fase de projeto, enquanto a Grécia, Luxemburgo e Roménia não apresentaram qualquer plano.

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