Cerca de oito milhões de jordanos arriscam-se a ficar com as torneiras secas, devido a uma grave situação de seca na Jordânia, o quinto país com maior escassez de água do planeta. A disponibilidade hídrica do país só chega para dois milhões, escreve o “El Mundo”.
De acordo com o jornal espanhol, os aquíferos estão sobre-explorados, o Mar Morto a «morrer» e não há dinheiro suficiente para implementar soluções. O abastecimento anual de água não excede os 150 metros cúbicos por cidadão e há locais em Amã, capital Jordânia, em que a água só chega para 24 horas.
Em declarações ao “El Mundo”, o ministro da Água e Irrigação da Jorgânia, Raed Abu el Saud, admitiu que a água «é a questão mais importante em prol da segurança nacional». No Mar Morto, a água recua de forma alarmante. «Todos os anos perdemos um metro de água. Tentamos evitá-lo, mas é um assunto internacional. Estamos à espera que seja constituído um novo Governo em Israel para ver o que podemos fazer. Estamos em em standby», afirma o governante.
«Há uma grande diferença entre a quantidade de água disponível e a procura. A Jordânia depende da água subterrânea, mas os aquíferos estão sobre-explorados e correm o risco de desaparecer nos próximos 30 anos», adverte Marwan Raggad, hidrogeólogo da Universidade da Jordânia, chamando à atenção para os impactos «muito acentuados» das alterações climáticas no país. «Não temos água, nem dinheiro» e «estamos a caminhar para uma situação extrema, com chuvas torrenciais e inundações que nos impedem de captar água e usá-la como recurso», refere.
Para Raggad, o que até aqui tem sido feito «não é suficiente». O especialista apela à captação de «investimento financeiro em grande escala».














