Estão a chegar os escritórios do futuro: ilhas flexíveis, cápsulas para a praia e paredes virtuais

Híbrido será, talvez, a palavra que melhor descreve aquilo que poderão ser os escritórios num mundo pós-pandemia.

Filipa Almeida

Híbrido será, talvez, a palavra que melhor descreve aquilo que poderão ser os escritórios num mundo pós-pandemia. O teletrabalho obrigatório levou algumas empresas a perceberem os benefícios associados ao facto de não ter todos os trabalhadores sempre no escritório e isso terá consequências na organização dos espaços.

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Em Portugal, um estudo da CTO’s Portugal concluiu que 88% dos profissionais técnicos acredita que o futuro assentará no trabalho 100% remoto, remote first ou híbrido. Os dados são apontados pela Check Point, que decidiu antecipar tendências e distinguir as ideias mais inovadoras para os escritórios do futuro.

Arquitetos, designers, estudantes e público em geral foram desafiados a imaginar o escritório híbrido ideal, resultando em mais de 80 conceitos submetidos para apreciação – com base em critérios como originalidade, inovação, aproveitamento de espaço, planeamento, tempo de execução e tipo de materiais requeridos.

«O painel de jurados para esta competição contou com mais de 30 designers de topo. São muitas as empresas que, atualmente, estão no processo de reconsiderar a forma como se devem adaptar ao Novo Mundo», conta Gil Messing, head of Corporate Communications da Check Point.

De acordo com o responsável, o resultado do desafio é agora partilhado para inspirar mais organizações a encontrarem o modelo de trabalho que melhor se adequa aos seus objetivos.

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Um desses modelos poderá ser o apresentado pela Auerbach Halevy Architects, que conquistou o primeiro lugar na competição. Neste caso, a aposta vai para ilhas flexíveis e inteligentes, que se podem adaptar a diferentes modos de trabalho e transformar-se consoante o dia da semana, por exemplo. Estas ilhas podem ser espaços de trabalho privados ou áreas comuns de partilha entre colaboradores.

A OFFICITY, por seu turno, propõe três tipologias de trabalho em diferentes escalas (grande, médio e pequeno). Esta proposta conquistou o segundo lugar graças à variedade de opções que oferece aos colaboradores maios flexibilidade na gestão da vida profissional. Podem trabalhar numa espécie de sala de estar comum e de grandes dimensões, que funciona como o edifício principal da empresa, ou em espaços mais flexíveis integrados noutros edifícios em diferentes pontos da cidade. Há ainda uma solução mais reduzida, que consiste em cápsulas que se podem transportar para criar escritórios temporários na praia ou num parque, por exemplo.

O terceiro lugar do pódio cabe ao Ruby&Gal Design Studio, que desenhou um espaço de trabalho versátil e que pode ser personalizado por diferentes colaboradores. A ideia é que cada pessoa que use este escritório o sinta como seu, graças a paredes virtuais que permitem transformar o ambiente envolvente. O conceito User coloca o colaborador no centro da experiência.

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