Estão 200 milhões de barris de petróleo “perdidos”. Há menos petróleo do que se pensava?

A Agência Internacional de Energia (AIE) revelou na quarta-feira passada que os stocks mundiais de petróleo deviam ter caído “apenas” em 400 milhões de barris, no entanto, as reservas oficiais indicam que a queda foi de 600 milhões. Mas onde estão os restantes 200 milhões?

A entidade afirma que pode realmente haver algum erro entre a oferta e a procura, mas uma discrepância tão grande significa que o mercado do petróleo pode estar muito mais apertado do que se pensava anteriormente, revela o ‘elEconomista’.

Neste contexto, a procura devia ser maior do que os números indicam, o que explicaria o mistério dos 200 milhões de barris “perdidos”.

Para a AIE, este resultado explica-se ou pelo facto de estar a ser consumido mais petróleo do que é registado, ou por a produção de petróleo bruto ser menor do que os países relatam oficialmente, ou mesmo uma combinação de ambos.

“Uma retrospetiva mostra a dificuldade nos últimos dois anos de analisar e prever com veracidade da oferta e a procura”, alertou a agência, de acordo com a mesma fonte, sublinhando que estes erros permitirão que em 2022 se entenda melhor o mercado.

Na verdade, o que se passa, relata o ‘elEconomista’, é que, afinal, há menos petróleo do que se pensava e “os dados preliminares disponíveis até à data mostram que os stocks globais de petróleo foram reduzidos numa média massiva de 1,66 milhões de barris por dia durante 2021”, sendo que cerca de 666 milhões de barris desapareceram dos inventários no ano transato.

Em cerca de 7,4 biliões de barris, os stocks de petróleo registados no final de dezembro de 2021 estavam cerca de 1 bilião abaixo do pico de maio de 2020, números bastante abaixo dos registados no período de pré-pandemia.

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