Apesar de muitos especialistas se questionarem se os Estados Unidos não estarão agora a sofrer as consequências de uma “segunda vaga” da pandemia da covid-19, Anthony Fauci discorda completamente.
“Na verdade, estamos enterrados até aos joelhos na primeira vaga, nunca chegámos a sair dela”, afirmou o imunologista, citado pela CNN, durante uma entrevista à estação de rádio SiriusXM, que será divulgada esta sexta-feira.
Nesta matéria, Fauci alertou ainda para o facto de os Estados Unidos serem um território vasto e heterogéneo, pelo que a situação evolui a “diferentes ritmos”.
O especialista realçou que a área metropolitana de Nova Iorque foi fortemente atingida pela pandemia, mas que agora está a registar uma evolução positiva, com novos casos de infeção, hospitalizações e mortes em descida, comparando com outras regiões dos Estados Unidos.
No entender do imunologista, alguns estados no sul do país reabriram a economia e a sociedade “de forma prematura” e as consequências estão à vista.
O país contabilizou 132.095 óbitos e 3.046.351 casos confirmados desde o início da pandemia, segundo o balanço realizado às 20:00 de quarta-feira (01:00 de hoje em Lisboa), pela agência de notícias Efe.
Os Estados Unidos são o país no mundo com mais mortos e mais casos de infeção confirmados.
O número de casos diários voltou a ser superior a 50 mil como resultado do surto de infeções nos estados do sul e oeste, como Florida, Texas, Califórnia, Arizona, Geórgia.
Contudo, Nova Iorque continua a ser o estado mais fortemente afetado pelo coronavírus nos Estados Unidos, com 398.929 casos confirmados e 32.251 mortes, um número apenas inferior ao do Brasil, Reino Unido e Itália.
Segue-se Nova Jersey, com 15.332 mortos, Massachusetts, com 8.243, e Illinois, com 7.309.
Em termos de infeções, a Califórnia está atrás apenas de Nova Iorque com 288.212, a Florida em terceiro com 223.783 e o Texas em quarto com 222.284.










